10º Desafio Sherlolly
1 It means nothing
→ Molly
Eu acelerava meu carro ao limite por uma das rodovias de Bristol. Tentava uma fuga desesperada da minha vida, ao menos por alguns dias. Sabia que uma hora teria que voltar e resolver tudo, mas não agora.
Não sei se foram meus olhos embaçados pelas lágrimas que iam e vinham de tempos em tempos, ou a má iluminação. O fato é que vi os faróis em minha direção quando já não podia desviar. Mesmo assim eu tentei e então meu mundo virou de ponta cabeça de novo. Uma, duas, três, quatro, cinco vezes... Até que tudo parasse. Até que a escuridão viesse.
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- Oi Molls, eu estou aqui.
Em meus devaneios, via Sherlock em um grande jardim, olhando-me com carinho. Ao contrário de mim, que o olhava com raiva. Ainda sentia o ódio dentro de mim ardendo em minhas veias feito ácido.
- Eu não quero você aqui. – Sinto meus olhos faiscarem ao dizer isso.
Uma barreira se formou entre nós como se seguindo o meu desejo.
- Por favor, deixe-me ficar. — Ouvia sua voz abafada pelo grande muro, implorando pra mim.
- Não...
Sentei-me no chão e tampei meus ouvidos com as mãos.
- Vá embora, vá embora, vá embora...
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→ Sherlock
John me segura pelo braço quando eu entro no hospital, fazendo com que eu volte para trás quando estou quase alcançando o quarto de Molly.
- Não, Sherlock!
- Por que não, John? Você me disse que ela tinha acordado!
Estou confuso agora, por que não posso entrar? Eu quero vê-la. Molly estava desacordada há quase dois meses. Ela vai me perdoar, não vai? Eu posso explicar tudo.
- Sherlock... — John começa a me levar até umas cadeiras, mas quem disse que quero me sentar? — Molly... Ela...
- Você pode falar mais rápido, John?
John suspira, incomodado com minha falta de paciência. E eu estou incomodado com a falta de objetividade dele.
- Ela não se lembra, Sherlock...
- Do que, John?
- Do acidente... E de tudo antes disso... Tudo que envolva você.
Então eu perco o chão e me sento, grato pela cadeira estar ali. Molly não se lembra de mim...
- Como?
- Conversando com ela nós percebemos que algumas coisas do que ela dizia se lembrar não batia com a realidade. Fomos fazendo perguntas, sem citar seu nome, e em todas as cenas que você aparecia o cérebro dela parece ter encaixado uma nova situação. Por exemplo, ela acha que eu e Mary fomos apresentados a ela por uma amiga e não através de você. Você não existe nas memórias dela... O médico disse que pode ser um bloqueio do trauma e...
John continua falando, mas eu já não escuto mais. Molly me apagou de sua mente. De sua vida. Eu a magoei e ela estava se defendendo.
- É melhor você não entrar, pode ser um choque. — E agora meus amigos estão protegendo-a de minha presença.
Começo a lembrar de como tudo aconteceu, de como fui idiota... E de como perdi a pessoa que mais amei.
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- Sherlock, por que você não assume? — John estava sentado em sua poltrona. Tinha ido me visitar, agora que nos víamos cada vez menos.
- Assumir o que, John? — Encontro-me de olhos fechados, pensando no último caso em que estava trabalhando. A pergunta de John me incomoda, porque sei do que ele está falando. E eu não quero falar sobre isso.
- Não se faça de idiota, Sherlock. — Abro apenas um olho e volto a fechá-lo. — Molly, Molly Hooper. Todos nós sabemos que vocês tem se encontrado. Por que não assumir um relacionamento?
- Porque não.
- Por que você não assume o que sente de uma vez?
Não sei em que momento Molly chegou e o que ela ouviu, mas tenho certeza que teve tempo suficiente para ouvir a última frase:
- Porque não sinto nada por ela. É só um passatempo... Como jogar xadrez.
É só então que escutamos alguém descendo os degraus a toda velocidade. Vamos atrás e tudo que vemos é Molly entrando em seu carro com lágrimas nos olhos.
- Você é um idiota, Sherlock! — John grita comigo. E eu concordo com ele.
Demoro a conseguir um táxi e, quando consigo, já a perdi de vista. Não sei para onde ir, então vou até seu apartamento. Ela não está lá. Volto para Baker Street e tento pensar para onde ela poderia ir. Envio algumas mensagens, mas não obtenho resposta. Estou desesperado. Começo a ter consciência do que fiz tentando esconder meus sentimentos.
Não demora para que o meu telefone toque e o mundo desabe sob meus pés através das palavras de Mary.
“Molly sofreu um acidente. É melhor você vir pra cá e iremos juntos. Sim, é grave.”
Nós chegamos ao hospital em tempo recorde. Molly está em cirurgia e o estado é crítico. Há risco de morte.
Sinto nojo de mim mesmo. E isso piorou quando horas depois o médico voltou dizendo que ela estava na UTI, desacordada.
Levanto-me, tentando deixar transparecer a frieza habitual. Mas, num acesso de fúria, minha mão começa a esmurrar a parede. A dor física era reconfortante. Eu tinha estragado tudo.
Nesse dia, ganhei uma mão quebrada e uma injeção sedativa.
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Saio de meus pensamentos e vejo que John está sentado ao meu lado agora, apenas me observando.
Tudo que consigo pensar é: Molly não se lembra de mim.
Eu fiz tudo errado. Como sempre.
- Sherlock?
Viro-me devagar para John, esperando que ele continue.
- Nunca perguntei antes, mas... O que você disse no dia que aconteceu isso. Sobre Molly. Era verdade? Ela não passava de um jogo?
Eu suspiro e passo as mãos pelos cabelos. Imagens passam pela minha mente e apertam meu coração: ela acordando ao amanhecer, sua voz em meu ouvido me dizendo tantas coisas, suas mãos por meu corpo, a textura de sua pele, a profundidade dos seus olhos, seu perfume, as cores que minha vida ganhou quando ela entrou. Era óbvio que ela não era o só o que eu disse. Era muito mais. Era a parte mais importante de mim. Eu só não estava pronto para assumir.
Olho para John, mas não respondo. Pego meu celular e digito furiosamente várias mensagens para Mycroft. Preciso que ele faça isso por mim.
"Você tem certeza?"
Às vezes é fácil conversar com meu irmão. Ele entende rápido e não preciso ficar explicando mil vezes a mesma coisa, como quando é com John.
"Sim."
"Ok. Considere feito."
- Sherlock?
- Agora não, John.
Levanto-me e saio do hospital. Amanhã nada sobre mim existirá na vida de Molly. Mycroft dará um jeito de excluir cada mensagem, cada e-mail, cada foto que existir no apartamento dela ou em seus aparelhos telefônicos. Não quero que ela se lembre de mim. Não quero que ela sofra ainda mais pelo o que eu fiz.
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→ Molly
- Oi moça, me pediram para entregar esse bilhete para você.
A pequena garçonete me entrega um pequeno cartão em um papel elegante. Eu o pego e vejo as palavras escritas em uma letra formal.
"Posso pagar um café para você?"
Levanto os olhos e vejo o dono do bilhete sorrindo para mim. Não resisto e sorrio de volta, atitude que faz com que ele se levante e venha sentar-se comigo no pequeno café.
- Desculpe se estou sendo inconveniente, mas não pude deixar de observar o livro que você vem lendo há vários dias e pensar que você seria uma companhia interessante.
Eu sorrio novamente. É impossível não gostar imediatamente dele.
- Se eu estiver incomodando, por favor, me dê um sinal. A propósito, Sherlock Holmes.
- Molly Hooper. Fique à vontade.
Nós começamos a conversar sobre o livro e Sherlock me impressiona por conhecê-lo tão completamente. Os olhos dele tem uma tristeza profunda que me atrai, me deixa curiosa para saber mais. Nós ficamos até que nos expulsem do café e ele me acompanha até minha casa. Me despeço sem vontade de fazê-lo e quando subo para o meu apartamento, penso se irei revê-lo. Me sinto como uma garota apaixonada.
No dia seguinte, recebo um delicado arranjo de flores de minha cor preferida. Sherlock me chamava para jantar.
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→ Sherlock
Me afastei de todos ainda mais que o normal. A única coisa que me importava agora era a aproximação de Molly. Visitei meu palácio mental por horas a fio, atrás de todas as coisas que eu sabia que ela gostava. Músicas, livros, filmes, comidas, roupas. Tudo. Dessa vez eu seria perfeito. Ela seria feliz.
Nós estávamos sentados no gramado de um parque, discutindo sobre um filme quando, num impulso, roubei nosso primeiro beijo. Ela piscou confusa, e eu fiquei com medo de que se lembrasse de tudo. Mas não o fez, ela só se aproximou ainda mais e beijou-me mais uma vez.
Eu a tinha novamente. E ainda assim algo me faltava, um vazio que nunca seria preenchido.
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→ Molly
Eu e Sherlock estávamos mantendo um relacionamento há alguns meses. Gosto muito dele, mas às vezes ele me assusta. Parece saber das coisas que eu gosto antes que eu as diga. E se portou de forma estranha quando o apresentei a John e Mary. Um clima sinistro preencheu o ambiente.
Soube que com meu acidente eu perdi algumas memórias e desde que Sherlock apareceu algumas parecem querer voltar às vezes, mas elas fogem de mim quando tento alcançá-las.
É meio sufocante estar com Sherlock. Ele é... Perfeito demais. Algo me incomoda, não sei definir o que é. É como se não fosse natural. Ou como se eu quisesse uma versão dele que não existe. Isso faz sentido?
Desde que esse relacionamento começou todos me olham de uma forma esquisita e eu não sei por quê.
Eu havia deixado meu emprego no St. Barts e comecei a trabalhar na clínica de John e Mary. Quando encontrei uma ex-colega de trabalho e comentei que estava namorando Sherlock Holmes, ela deu a entender que eu já o conhecia há muito tempo. Fiquei confusa e neguei. Então, ela se desculpou e disse que talvez estivesse se confundindo... Mas, quem se confunde com o nome Sherlock Holmes?
As coisas mudaram logo depois. Foi numa noite fria e chuvosa. Talvez eu estivesse na TPM, mas o fato é que Sherlock estava me irritando terrivelmente. Nós discutimos e eu chorava copiosamente. Era difícil de dizer, mas eu queria deixá-lo.
- Não quero mais, Sherlock. Eu não posso mais.
- Por que, Molly? — Ele parecia derrotado agora. Cansado.
- Não sei... Não force, Sherlock...
- Só me diga um motivo, por favor. — Sherlock segurava (apertava) minhas mãos e eu queria correr para longe.
- Você é — eu solto minhas mãos — certinho demais... É como se todos seus movimentos fossem planejados... Eu não gosto disso, me deixe ir...
Não espero por resposta e saio andando o mais rápido que posso, não consigo lidar com seu olhar marejado. Paro o primeiro táxi que vejo e peço para que o motorista vá o mais rápido que puder até o meu endereço.
Meus olhos estavam embaçados pelas lágrimas e o motorista dirige em alta velocidade. Quando ele faz a primeira curva, os faróis de um caminhão invade o automóvel, seguido de uma buzina. Uma cena que pareço já ter vivido...
Então, meus olhos se desfocam e uma avalanche de cenas passam por trás deles. Não posso acreditar no que vejo. Mais lágrimas escorrem pelo meu rosto. Ali está, em uma imagem perfeita, o Sherlock que eu amo. Em meio a tantos erros, tantos defeitos... Tanta dor.
Lembranças e mais lembranças surgem. Meu coração quer sair do meu peito.
O taxista precisou me chamar várias vezes para que eu saísse do transe em que me encontrava. Paguei sem ter certeza se era a quantia correta e subi correndo pelas minhas escadas.
Por que todo mundo me enganou? A resposta veio rápido, meu cérebro parecia trabalhar em um ritmo frenético agora... Sherlock não queria que eu me lembrasse dele antes. Não queria que eu lembrasse do que ele fez.
Será que eu estava imaginando tudo isso? Procurei em meu apartamento pelos sinais de Sherlock em minha vida antes do acidente, baseado no que conseguia me lembrar.
Não encontrei a caneca que era dele, nem suas roupas em meu armário, muito menos os adesivos de nicotina que ele tinha escondido no aparador. Abri meu blog e só agora dei falta de algumas entradas. Havia uma última chance. Algo que ninguém poderia saber. Corro até minha estante de livros e passo os olhos por todos eles, finalmente encontrando a capa azul que buscava. Folheio rapidamente e então ela cai. A foto. A foto de Sherlock dormindo em minha cama, com os raios de sol começando a entrar pela janela. Lembro daquele dia...
- Molls, o que você acabou de fazer? — Ele estava sonolento e mal abriu os olhos.
- Tirando a melhor foto de todos os tempos.
Dou risada e ele me puxa.
- Ok, venha aqui fazer outra coisa melhor que em todos os tempos.
Eu a imprimi e guardei no meio do meu livro preferido. Oh Sherlock...
- Porque não sinto nada por ela. É só um passatempo... Como jogar xadrez.
As palavras dele soam nítida em minha cabeça, mas elas já não fazem mais sentido agora. Se fosse verdade, porque ele se aproximaria agora? Seria uma benção eu ter esquecido dele. E o Sherlock que eu conhecia nunca se interessou por livros, filmes etc. O que estava acontecendo?
Não consigo me desligar. Pego minha bolsa e a foto, chamo um táxi e vou correndo para Baker Street.
Bato furiosamente à porta quando chego e Sra. Hudson aparece para abri-la. Estou irritada com todos eles. Passo sem dizer nada e subo as escadas correndo, quase derrubando a porta ao entrar.
Sherlock está em sua poltrona. Seus olhos tão vermelhos quanto os meus devem estar. Sento-me na poltrona que era de John, ficando de frente pra ele. Tiro a foto de minha bolsa e jogo em seu colo.
- Vocês mentiram para mim. Todos vocês.
Ele parece desconcertado e com medo.
- Molly... Essa foto...
- Não tente, Sherlock. Eu lembrei de tudo.
Observo ele levar as mãos ao rosto e mais lágrimas se formam, brilhando em seus olhos.
- Ninguém tem nada a ver com isso, Molly. Todos eles foram contra minha ideia, mas eu os ameacei até que aceitassem. Acho que no fundo eles sabiam que isso não duraria muito tempo. Agora mesmo, sabendo que você tinha terminado comigo, Mary estava decidida a contar tudo. Não brigue com eles. O único que faz tudo errado sou eu.
- O que aconteceu, Sherlock? Você pode me explicar?
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→ Sherlock
Então eu começo da melhor forma que posso a explicar tudo que aconteceu desde o acidente dela. Como eu fui fraco e infantil, não querendo assumir para todo mundo que estava apaixonado por ela. E como isso foi o que a levou a ouvir mentiras como sendo verdades sobre meus sentimentos.
Did we lose ourselves again?
Do we take in what's been said?
Conto como me senti quando soube que havia sido apagado de sua mente e como isso me deu esperanças de fazer tudo de novo, da forma certa. Mas então, a forma certa não completou nenhum de nós dois. Eram os nossos erros que nos completavam, e eu tentei erroneamente eliminá-los.
Ela me ouvia com atenção, as lágrimas escorriam de seus olhos às vezes.
- Molls... Eu errei. Você não tem obrigação nenhuma de me perdoar. – Eu me aproximo e fico de joelho perto dela. – Só quero que fique claro que nada faz importa na minha vida se não existir você. Agi como uma criança, com medo de expor ao mundo que nós estávamos apaixonados, como se isso fosse me deixar mais vulnerável. Como se dizer isso em voz alta fosse quebrar alguma barreira minha. Errei demais com você. E agora tentei fazer com que tivéssemos um relacionamento perfeito e só consegui trazer de volta uma casca vazia, e não nossa essência. Molly... Se você achar possível, mesmo que demore... Me perdoe. Eu espero o tempo que for preciso... Por favor...
Seguro suas mãos e as lágrimas não param. Ela parece desconsolada. Não consigo imaginar como é estar no lugar dela. Pior ainda é saber que eu ajudei a causar tanta dor, isso me faz desmoronar também.
- Estou tão perdida, Sherlock... – A voz dela clama por socorro. Eu a abraço e ela se afunda em meu corpo, como se quisesse fugir de si mesma.
I hope that I'm with you
'Cos I wouldn't know what to do
Ficamos assim até que eu a pego e levo até meu quarto, colocando-a na cama. Pergunto se posso deixá-la por alguns minutos e ela diz que sim. Volto logo depois com um chá calmante. O tempo passa sem que a gente diga mais nada e ela dorme abraçada a mim. Mesmo depois de tudo que provoquei, ela ainda precisa de mim. Isso me conforta, talvez ainda houvesse uma saída para nós.
Não durmo durante toda a noite, confesso que tenho medo que ela acorde e não se lembre de mim novamente. Fico observando enquanto ela dorme e me mexo o mínimo possível. Não demora muito para que ela acorde e sinto ela se mexer em meus braços.
- Oi. – Ela me diz tímida e sei que se lembra de mim, isso me traz um suspiro de alívio.
- Oi. – Eu respondo e arrumo alguns fios do cabelo dela que estão em seu rosto.
- Você acha que a gente consegue recomeçar? – A voz dela sai trêmula, em dúvida. E era tudo que eu queria ouvir.
- Sim, Molls, acho que podemos. – Sua mão alcança a minha e ela entrelaça os dedos nos meus.
- Você não vai mais mentir pra mim?
- Nunca mais. Eu prometo. E nunca mais esconderei o que sinto por você. Se quiser mando colocar uma faixa aqui na frente. – Sorrio, sem jeito.
- Não, acho que eu não preciso disso.
Ela finalmente ri pra mim. Um sorriso que aquece meu coração e leva para longe meus medos. Eu me aproximo lentamente e a beijo com todo o sentimento que está dentro de mim. As mãos dela seguram-se em minha camisa, em uma desesperada necessidade de contato. Fizemos amor apaixonadamente e por horas. Ela era minha e eu era dela, como tinha que ser.
Nós não saímos do meu apartamento por alguns dias, Molly não queria ver ninguém que não fosse eu. Eu também não precisava de ninguém a não ser ela. Nós estávamos juntos, ela se lembrava e isso era tudo o que importava agora.
It means nothing
If I haven't got you
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