Notas iniciais
Como disse, vou pegar as palavras do desafio #mingostober Dia 5: Profundo

Pov Bella

— E quem é ele exatamente? – perguntei

— Você verá amiga. Agora você precisa dormir, está tarde, ele chegará amanhã, esteja descansada. – disse-me suspirando. – Vou procurar um lugar para morar amanhã também.

— Você pode ficar aqui, já que sei que pode hipnotizar as pessoas, hipnotiza meu pai, diz que você é uma prima distante, que chegou na cidade e precisa de um local para ficar, sei lá. – dei de ombros. – Uma pergunta, sua raça dorme?

— Sim, dormimos, comemos, conseguimos nos misturar bem exatamente por esse motivo.

— E... – Claudiane me interrompeu.

— Bella, vai dormir, amanhã você me enche de perguntas. Se não se importa, vou deitar aqui nessa poltrona. – Levantou de minha cama e jogou-se na poltrona que havia na frente da janela.

Suspirei resignada, mas virei para o lado e tentei me afundar no mundo dos sonhos, não sentia mais a dor pelo abandono de Edward, tinha muito o que agradecer Claudiane. Acordei com a réstia de sol na minha cara. Claudiane me olhava da poltrona.

— Você não brilha. – levantei me sentando rapidamente por causa do espanto.

— Não, não brilho. – revirou os olhos.

— Mas, mas... Na lenda dos vampiros tinha que vocês morriam queimados pelo sol, mas Edward e sua família brilhava... O que é real? – perguntei-lhe confusa.

— As duas coisas são, os Frios não podem aparecer, pois parecem lanternas, e minha raça, temos que andar com anéis – levantou a mão onde havia um anel com a pedra lápis lazuli – são feitos por bruxas, na verdade pode ser qualquer tipo de joia que obtenha essa pedra e que foi enfeitiçada por uma bruxa. Assim o sol não nos atinge.

— Fascinante – sussurrei e vi minha amiga sorrindo, é óbvio que ela tinha escutado.

— Duas coisas, primeira: já falei com o ‘tio’ Charlie – fez aspas com os dedos – e ficarei de fato aqui, segunda: meu amigo pode chegar a qualquer momento, não esqueça de convidá-lo a entrar, sem convites não conseguimos passar. – assenti.

— Conte-me mais sobre sua raça.

Ficamos umas duas horas conversando e ela foi me esclarecendo todas as dúvidas acerca dos vampiros, levantei-me, tomei um banho rápido, escovei os dentes e disse que ia preparar nosso café da manhã, quando estávamos descendo as escadas a campainha tocou.

— Já vai. – gritei e pulei os últimos degraus. Abri a porta e tinha um Deus grego parado na frente da minha casa, estava com um terno azul escuro e totalmente alinhado.

— Elijah. – minha amiga gritou, passou por mim e se jogou no colo do Deus grego que estava na minha frente.

— Olá pequena. – ele disse e bagunçou os cabelos dela.

— Bella. – minha amiga olhava-me impaciente.

— Ah, sim. Desculpe. Entre, Elijah. — ele assentiu e passou por mim.

— Então você que é a Isabella. – seu sotaque era maravilhoso.

— Só Bella. – respondi. Ele sorriu, e que sorriso.

— Essa pirralha aqui, apontou para Claudiane a seu lado, disse que quase teve problema com a hipnose em você, vim pessoalmente para te conhecer e tentar entender o que houve, tenho uma vaga ideia, mas preciso ter certeza.

— Vamos para a sala, assim podemos conversar melhor. – apontei o caminho e ele deixou que eu fosse à frente, tão cavalheiro, suspirei.

— Bella, gostaria de tentar ver a sua mente, se não se importar.

— Sua raça pode fazer isso? – perguntei descrente.

— Minha raça? – ele olhou de mim para Claudiane.

— O ex dela era um frio que a abandonou no meio da floresta. – Claudiane explicou e rosnou ao final da frase.

— Compreendo. Te respondendo, não, teoricamente minha raça não pode fazer isso, só os Originais e eu sou um deles.

— Originais? – interroguei-lhe.

— Os primeiros vampiros, minha mãe que nos criou, ela era a bruxa mais poderosa do seu tempo, e depois da perda de um de meus irmãos, ela fez um feitiço criando os primeiros vampiros do mundo. – depois desse relato os olhos de Elijah me fitavam curiosos.

— Agora eu que lhe respondo, pode tentar.

Elijah caminhou até mim e sentou na minha frente, ficamos nos encarando por um momento e depois ele segurou minhas mãos, nada aconteceu, ele suspirou resignado. Levantou-se e começou a caminhar de um lado para o outro.

— Quero tentar uma outra coisa, pode ser um pouco mais doloroso, mas se você relaxar, será como tomar uma injeção.

— O que você quer fazer? – perguntei me levantando também.

— Troca de sangue. – engoli em seco.

— Como?

— Eu te mordo, bebo um pouco do seu sangue, você bebe um pouco do meu, por eu ser um original, isso vai criar uma conexão mental entre nós dois, ela não dura muito, mas será o suficiente para que eu possa investigar. – olhava-me atentamente, acho que esperando que eu saísse correndo.

— Tudo bem. – voltei a me sentar. Olhei para Claudiane. – Tem certeza que a sua raça após a mordida não me deixará agonizando por três dias, certo?

— Certo, eu te disse hoje mais cedo, você precisa morrer com nosso sangue no seu organismo e não uma mordida idiota para te transformar. – assenti voltando a olhar Elijah. Sentou-se ao meu lado e perguntou:

— Posso? – olhava para minha jugular. Assenti novamente.

— Não vai doer, Isabella, só relaxe. – deixei-me levar. Elijah abriu a boca e suas presas apareceram, veias surgiram abaixo dos olhos, não tive medo, tombou minha cabeça para o lado direito, tirou meus cabelos delicadamente e se aproximou, beijou meu pescoço e logo em seguida mordeu-me, foi como uma injeção e depois passou, senti meu sangue sendo drenado, e tão rápido quanto começou, Elijah se afastou, tirou um lenço do bolso do terno e limpou os lábios, mordeu seu próprio pulso e trouxe próximo de minha boca. – Beba um pouco, irá te fazer bem. – Aproximei meus lábios de seu pulso e suguei, uma leve náusea me atingiu, mas não tão forte quanto normalmente acontecia se tratando de mim, me afastei.

— Isso não foi tão ruim. – Elijah passou seu lenço em minha boca, tirando os indícios de sangue que ainda havia.

— Agora eu sei o porquê de sua hipnose quase não ter dado certo. – ele olhou para Claudiane.

— E o que é?

— Seu pensamento é profundo e forte, mas tem algo, bem lá no fundo que explica sua resistência. Você já foi uma bruxa em uma vida passada, bruxas não podem ser hipnotizadas pela minha raça, e mesmo sendo em outra vida, não sumiu totalmente de você. Provavelmente um vampiro mais novo não conseguiria ter sucesso em uma hipnose, mas aquela pirralha ali é velha e se alimenta bem.

— Ei, não sou velha. – Claudiane ficou emburrada. Os dois tinham uma relação de irmãos, isso atiçou minha curiosidade.

— Como vocês se conheceram? – perguntei olhando de um para o outro.

— Claudiane era uma enfermeira na guerra, atingiram o acampamento, e por acaso estava passando por ali, segui o som dos lamentos, me afeiçoei a ela no instante em que a vi, um instinto de proteção, transformei-a. De tempos em tempos ela me visita, fazia muito tempo até a ligação de ontem, ai ela me liga e me conta sobre você, fiquei totalmente intrigado e louco para conhece-la. Vim o mais rápido que pude.

— Percebi, ela falou com você nessa madrugada e você já estava aqui hoje de tarde. – respondi-lhe. – Ela disse que você tinha um palpite, qual era? Seu palpite estava certo?

— Ainda acho que meu palpite está certo. Eu acho que você, Isabella – passou a língua nos lábios, saboreando. – você será poderosa quando se transformar, você será verdadeiramente poderosa.

— Me transformar? Vocês me transformariam?

— Claro né amiga, se essa ainda for sua vontade. – Claudiane sorria-me – Você é intrigante como humana, imagine o que não poderá fazer como vampira? Não era isso que queria?

— Sim, definitivamente sim. – vibrava internamente.

Notas finais
Comentários construtivos são bem-vindos. Não tenho beta, se acharem algum erro, me avisem por favor.