Notas iniciais
Dia 16: Anoitecer. Palavras retiradas do desafio #mingostober

Pov Bella

Recuperei-me do choque e olhei para todos os outros. Cau balançou a cabeça e ficou ruborizada. Depois do tempo do transe continuamos caminhando até a fogueira. Tinha um tronco separado de frente para o que acreditava ser o conselho e onde os Quileutes não se sentavam, acho que estava destinado a mim e consequentemente a Cau. Sentamos e nos encaramos.

Billy suspirou e disse:

— Creio que você já sabe um pouco de nossa história, Bella – olhou bravo para Jake – Meu filho contou-lhe um pouco a sua própria versão no passado. Você ficou com os Cullen’s – assenti – E encontrou Sam. – assenti novamente. – Hoje lhe contaremos exatamente como tudo começou, te contaremos como a magia está no nosso sangue a tempos e como é passada de geração a geração.

Billy, Harry e o velho Quill, como descobri mais à frente contavam a história, quando um parava o outro prosseguia, como se isso já tivesse sido ensaiado inúmeras vezes e eu acreditava que de fato havia sido.

Minha mente começou a divagar: porque os Quileutes nunca conheceram a outra raça de vampiros? Porque não se encontravam tão arrepiado com a minha presença? Na verdade, eles não pareciam saber o que eu era. Como eles nunca conheceram todos os outros tipos de magia rodava o mundo? Continuava a divagar quando senti minha amiga me sacudir.

— Sim? – perguntei apenas mexendo a boca.

— Eles querem que você conte a sua história. – respondeu-me da mesma forma. Fitei os olhos de cada um. Alguns me avaliavam, outros pareciam curiosos, até mesmo cautelosos.

— Acho que a maneira mais fácil de começar isso é falando o que sou. Sou uma vampira – choque passou pelo rosto de todos os Quileutes – E uma druida.

— Druida? Vampira? Monstro? – os sussurros viam de lugares variados, fitei o rosto de cada um que falava.

— Não sou um monstro. Sim, sou uma druida, sempre esteve em meu sangue, mas precisava de um despertar para que a magia fluísse por mim. O despertar foi minha transformação em vampira.

— Como é vampira? Você é quente, e seu cheiro não é repugnante. – Sam falou.

— Descendo de um original, assim como a Cau. – apontei para minha amiga. – Antes que perguntem, um original é um dos primeiros vampiros criados no mundo, os vampiros foram criados por magia, nem mesmo a primeira raça sabe como os frios surgiram, mas eles são uma variação. – enquanto eu falava os olhares passavam do entendimento para a incredulidade. Olhei para Billy, Harry e Quill. – Sua tribo não é de lobisomens, vocês são transfiguradores. – Um garoto levantou-se tremendo.

— O que você disse? Somos lobisomens, sua... sua... sanguessuga. – Os tremores de seu corpo aumentaram e suas roupas partiram em milhões de pedaços quando a forma de lobo assumiu.

— Paul – alguém gritou, não me importei.

— Revele. – balancei minha mão formando um círculo e o Paul voltou para a forma humana e sem roupa. Seu olhar era de choque.

— Como fez isso, sanguessuga? – ainda mantinha uma pose de marrento.

— Paul, chega. – Sam falou numa voz de comando.

— Eu já disse, sou uma druida, um ser que tem conexão com a natureza, capaz de fazer magias, alguns conhecem como bruxa. – os olhares de fascínio e compreensão estampou o rosto de todos.

Depois disso os nervos do grupo se acalmaram. Billy e Jake convidaram-nos para almoçar consigo, Billy avisou Charlie que tínhamos ido para lá e que voltaríamos tarde.

Conversa foi, conversa voltou. Colocamos todos os pontos nos is e nos acertamos. Os Quileutes tinham um acordo comigo e com os meus. Poderíamos visitar suas terras, eu seria uma espécie de guia espiritual que a muito não tinham.

O dia em La Push estava agradável e Jake nos convidou para saltar do penhasco, topamos na hora. Passamos a tarde de uma forma única, criamos alianças. Éramos um tipo de família monstro unida. Ri de meu próprio pensamento.

Quando o anoitecer chegou, uma notícia terrível nos trouxera de volta. Harry tinha tido um infarto e não foi possível fazer nada. Havia falecido. Charlie estava vindo para a reserva, Cau e eu decidimos ir embora, trocaríamos de roupa e voltaríamos no dia seguinte cedo para o enterro.

Nos despedimos de todos e voltamos para casa correndo por dentro da floresta. Assim que coloquei os pés na rua avistei o carro de Carlisle. O que ele estaria fazendo aqui?

Abri a porta de casa e me surpreendi:

— Alice? – sussurrei.

Notas finais
Comentários construtivos são sempre bem-vindos. Sem beta, qualquer erro, me avisem. Obrigada a cada leitora maravilhosa que está me deixando um comentário. E obrigada a você que lê e mesmo assim não comenta, saiba que também és importante!! 2 beijos