Hoje sigo cavalgando

Pelo trote de minhas dores

Que as mágoas que ainda sinto

Dão sentido a vis temores

De lá longe, algum resquício

Vai magoando meus amores!

E porque os levaria

Para raia dos clamores?

Se no chão que o corcel pisa

Não contém as belas flores

Que no passado eu tangia

Antes lira – agora foices.

Por isso, fui deixando

Para trás os meus amores

Que, no mais, tanto eu amei

Que viraram dissabores

Não me conte! Já não mais sei

Sou o silêncio, e não rumores.

E, no céu, já não mais tem

Do arco-íris suas cores

São cinzentas, quase inertes

Perdeu da face os rubores

E desfalecem como pestes

Que no corpo são tumores.