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10 Apelidos (cont)
Notas iniciais
LIA — Tá bem! Vamos lá... Do mais velho então... — todos se ajeitam nos seus lugares para me ouvir, o que me deixa completamente nervosa — Os apelidos são os que eu uso, mas eles podem parecer estranhos...
SG — Conta logo!
LIA — Aish, tá! — me virei pro Jin — o seu apelido é omma ou príncipe, acho que não preciso explicar por que né? — minhas bochechas já estavam como pisca alerta de tão vermelhas. Jin abriu um sorriso e me mandou um beijo voador só pra piorar minha situação, enquanto os outros riam dele.
SG — Minha vez!
LIA — Você é o açúcar! — Yongi me olhou completamente confuso o que me fez rir — é seu stage name em português. — Me virei em direção ao J-Hope — o seu eu já falei, e o seu — olhei para Namjoon — é Monnie, assim como o Jin oppa te chamou.
JM — Eu, nonna! — falou parecendo uma criança prestes a ganhar um presente.
LIA — Chimchim, Taetae, e biscoito— olhei para cada um, falando seus respectivos apelidos, mas na vez de Jungkook todos me olharam com a mesma cara de interrogação — É mais ou menos a tradução de Kokkie.
Depois de falar todos os apelidos acabei com a água que sobrou no copo, tentando disfarçar minha vergonha.
Os meninos agora discutiam sobre seus apelidos, parecendo que eu não estava mais ali, o que me deu certo tempo para tentar não ficar tão vermelha de vergonha. Até que Taehyung me chamou no meio de tantas conversas.
TAE — Nonna?
LIA — Sim?
TAE — Amanhã você vai mesmo fazer brigadeiro pra gente? — sorri com a pergunta.
LIA — Claro! Só que faltam alguns ingredientes lá em casa, então eu vou precisar ir em algum mercado brasileiro pra comprar.
JM — Mercado brasileiro?
LIA — É! Tem um que é por aqui, só preciso pegar um ônibus e ir até lá.
TAE — Podemos ir com você? — Jimin e Jungkook concordaram assim que Taehyung falou
NJ — Meninos, vocês não acham que seria arriscado demais? Alguém poderia reconhecer vocês.
JIN — Concordo. Ainda mais que amanhã vai ter bastante gente na rua, melhor vocês serem discretos — Os três mais novos ficaram com uma cara muito triste, o que fez meu coração se partir em pedacinhos.
LIA — Vamos fazer o seguinte: Eu vou ao mercado de manhã cedo e quando eu chegar, passo aqui pra chamar vocês, e ainda faço um almoço brasileiro pra vocês! O que vocês acham?
JIN — Ótima ideia! O que você vai fazer para o almoço? — acabamos todos rindo da resposta de Jin.
LIA — Vai ser surpresa!
NJ — O que a gente pode levar pra ajudar então?
LIA — Não precisa de nada não. Pensando bem... Só quero uma coisa...
JH — O que?
LIA — Amanhã vocês tiram uma foto comigo? Prometo não postar em lugar nenhum, só quero colocar num porta retrato na minha casa... — Os meninos riram com o meu pedido.
NJ — Sem problemas!
LIA — Tudo bem então! — falei sorrindo e senti meu celular vibrar com uma mensagem. Pego para olhar e percebo que já está tarde — Nossa! Nem vi o tempo passar! Melhor eu ir pra casa, vocês devem estar cansados!
TAE — Fica mais um pouco nonna, vamos jogar vídeo game!
JM — É, nonna! Amanhã a gente acorda tarde mesmo!
LIA — Da próxima eu jogo! Sei que vou perder pra vocês mesmo, mas eu jogo! — ri para os mais novos que estavam com cara de cachorrinho abandonado.
Me levanto e começo a me despedir de todos. Os meninos também se levantam, Jin vai para a cozinha, junto com Hobi, Suga vai para seu quarto e Jungkook vai jogar vídeo game com Taehyung e Jimin vai junto. Namjoon fica perdido no meio da divisão de tarefas.
JIN — Monnie, você não acha melhor levar nossa convidada em casa? Está tarde demais para ela ir sozinha.
LIA — Não precisa, de verdade. Aqui dentro do condomínio é seguro! — droga de bochecha que está ficando vermelha por nada ultimamente.
JH — Mesmo assim, acho melhor você acompanha-la!
TAE — Deixa que eu levo! — levantou correndo e veio para perto de mim.
JIN — Nada disso! — olhamos para ele — Você não tá jogando com o Kokkie?
JM — Ele perdeu em menos de 5 minutos — falou gargalhando no sofá.
JIN — Então vem ajudar a gente aqui e deixa o Namjoon levar ela lá!
TAE — Por que o hyung não ajuda vocês e eu levo a nonna?
JH — Porque ele vai quebrar todos os pratos da casa! — soltou aquela gargalhada maravilhosa típica dele.
TAE — Tá, vocês me convenceram! Tchau nonna! — foi para a cozinha ajudar os mais velhos.
LIA — Tchau Taetae! Tchau meninos! — fui em direção da porta e RM me acompanhou — Não precisa mesmo me levar! Eu vou sozinha! Não quero atrapalhar vocês... — falei assim que estávamos na rua.
NJ — Você não atrapalha, corredora! — acabei rindo ao ouvir o apelido — Vamos fazer o seguinte: Você deixa eu te levar e você pode me ensinar qualquer coisa de matemática que você quiser.
LIA — Sério? Qualquer coisa? — ele assentiu — Tudo bem então, trato feito! — estendo a mão e ele aperta — Vamos! — falei muito feliz e ele riu da minha empolgação.
NJ — Acho que vou me arrepender desse trato...
LIA — Não vai nada! Eu sou uma ótima professora! Pergunta pro Kokkie! — dei um tapinha no ombro dele sem reparar e ele riu mostrando suas covinhas.
Ensinei para ele uma coisa bem básica de números pares e impares e ele acabou gostando e ficando impressionado e, no meio da conversa, nem percebemos que chegamos ao meu destino.
NJ — Está entregue!
LIA — Obrigada!
NJ — De nada!
Ficamos naquele silencio constrangedor, porque eu estava esperando ele ir embora e ele estava esperando que eu entrasse.
NJ — Vou esperar você entrar...
LIA — Ah, tá bem... Tchau então... Até amanhã!
NJ — Até! — abro a porta e ele se vira e vai andando.
LIA — Oppa? — falou um pouco mais alto do que o normal, não chego a gritar, mas mesmo assim ele consegue me ouvir e vira pra trás surpreso — Tchau!!!!!!! — falo sorrindo e acenando freneticamente. Ele sorri mostrando suas covinhas e eu percebo que estava segurando a respiração e solto assim que ele sorri para mim.
NJ — Tchau, corredora! Até amanhã! — diz acenando. Ele se vira e eu fico esperando ele virar a esquina para entrar em casa.
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