Notas iniciais
Último capítulo! E o mais comprido.
Nove dias depois e chegamos ao fim... Eu ia postar mais cedo, mas como sabem o Nyah estava em manutenção. Pensei que nem iria dar para colocar hoje. Que bom que deu pra cumprir o prometido, apesar de faltar 1 hora pra ser amanhã 0_0
Não me matem pela cena de lemon aqui. É a minha primeira e eu tentei fazer uma coisa diferente... Deve ter ficado horrível... Ignorem! Vou dedicar este final a todos que estão lendo e deixaram comentários. Eles me empolgaram muito. Amo vocês minha gente!Agora finalmente o final...

Os dias corriam, corriam ao seu tempo. Indiferentes aos desejos humanos. E cada um daqueles dias era apreciado de maneira mais intensa por Yuu e Kouyou.

Já havia se passado duas semanas desde que Yuu ficara sabendo da doença do namorado. No começo ele tentara achar alguma solução o levando para vários médicos diferentes. Mas percebera que Kouyou já havia tentado aquilo e que assim só o estava fazendo sofrer mais. Então resolveram apenas continuar a viver. Yuu tirou férias do trabalho para ficar mais tempo com Kouyou. Eles se divertiam indo ao cinema, lanchonetes, comprando CDs ou ficando em casa. Fazendo alguma coisa ou só olhando um para a cara do outro, deitados no tapete da sala.

Apesar de vez ou outra Kouyou ter algum mal estar por causa da doença, Yuu ás vezes tinha a impressão de que tudo havia sido um engano. O outro estava bem e poderia viver por muito tempo ainda. Outras vezes Yuu se pegava olhando para Kouyou não conseguindo entender o porquê de ser ele. Kou era tão jovem, tão esforçado, só estava começando a vida. Mas não iria chegar a ter a idade que ele tinha. Não achava justo.

Porém Yuu tentava não entristecer Kouyou demonstrando o tormento que sentia por saber que iria perdê-lo. No entanto ele continuava a ter pesadelos que eram cada vez piores. Agora era Kouyou quem morria neles. E a voz continuava repetindo: “Adeus, adeus...”. O mais velho acordava assustado e logo os braços finos daquele que amava o envolvia e os dois ficavam assim, em silêncio, até voltarem a dormir.

Kouyou também tentava ser forte por Yuu, mas estava com medo. Em uma dessas noites em que Yuu acordou depois de um pesadelo, encontrou Kouyou chorando em silêncio.

-Kou. — ele chamou abraçando-o.

-Eu estou com medo Yuu. – o garoto agarrava o namorado com força. – Não quero morrer sozinho.

-Eu nunca vou te deixar sozinho. – o outro respondeu enxugando as lágrimas do que chorava e percebendo algumas caindo de seus próprios olhos também.


Era uma terça-feira e os dois haviam ido fazer algumas compras para uma viagem que decidiram fazer no fim de semana próximo. Kouyou se sentira mal em uma das lojas e eles foram para o hospital. Essa era uma cena que começara a se repetir com mais frequência na última semana. Sempre que melhorava um pouco Kou queria imediatamente voltar para casa. Yuu tinha medo que ele voltasse a piorar, mas sabia que o garoto não queria ser internado e por isso, mesmo contrariado, aceitava levá-lo embora.

Foi o que fez naquele dia. Mas logo se arrependeu quando percebeu que Kou mal podia sair do carro quando chegaram. Decidiu que voltariam ao hospital, mas Kou implorou quase chorando, em uma voz fraca, para que não voltassem. Yuu acabou cedendo e ajudou o namorado a chegar ao apartamento carregando-o no colo.

Kouyou estava deitado de costas na cama enquanto Yuu tomava um banho. Já se sentia muito melhor depois dos mimos que recebera do mais velho. Da janela aberta entrava um ar gelado e ele estava descoberto, mas estava tão distraído que não sentia o frio. Olhando para o teto, não pensava em nada específico, mas algumas lembranças passavam rápido por sua mente: Yuu, Ruki, seus pais, seu tutor, o colégio, a faculdade... Elas iam e vinham, e ele não se prendia a nenhuma delas. Era como se fosse um telespectador passivo de sua própria vida.

-Que frio! Vai acabar pegando um resfriado e eu também. – Yuu falou quando voltou do banho.

Fechou a janela e se virou para olhar Kouyou. Ele não parecia tê-lo ouvido. Estava deitado na cama com um dos joelhos dobrados, balançando-o de um lado para o outro. Uma de suas mãos estava sobre seus lábios e ele tinha uma expressão pensativa no rosto.

Yuu se aproximou subindo na cama e ficando por cima de Kouyou, apoiando-se no colchão com as mãos. O outro sorriu ao vê-lo na sua frente. Eles se beijaram e voltaram a se encarar.

-No que está pensando? – Yuu perguntou.

-Em um monte de coisas. – Kouyou respondeu e depois olhou para os braços do mais velho alisando-os com as mãos.

-Isso é meio nostálgico não é?- voltou a olhá-lo nos olhos – Me sinto como na nossa primeira vez. – sorriu envergonhado.

Mas Yuu lhe deu um selinho demorado e disse:

-Eu também Kouyou. Eu também.

Kouyou sorriu mais uma vez e pequenas lágrimas de felicidade caíram de seus olhos. Ele puxou Yuu para um beijo e sussurrou em seu ouvido:

-Fala meu nome de novo, Yuu.

-Kouyou – Yuu dizia enquanto o beijava com mais intensidade – Kouyou, Kou, Kou...


Yuu me beijava mais intensamente e deslizava suas mãos... deslizava minhas mãos pelo corpo de Kou... nossas línguas se encontravam em um beijo ritmado... eu queria sentir ao máximo a boca de Kou na minha... “Yuu...” gemi entre seus lábios... desci beijando seu queixo... ele estava me fazendo perder a razão... beijei e mordi gentilmente sua pele deixando... marcas em meu pescoço.Mordi seus ombros deixando marcas também... voltei a beijar sua boca... não desgrudamos nossos lábios enquanto eu desabotoava sua camisa e o ajudava a tirá-la... joguei a camisa para o lado... voltou a descer para o meu pescoço segurando minha coxa descoberta com força... ele gemeu meu nome de novo e eu sussurrei no seu ouvido... “Kou...”, ele dizia meu nome... “Kou...” minha língua percorreu seu queixo até voltar para a sua boca e depois me afastei um pouco... ele não tirava os olhos de mim enquanto levantava devagar minha camiseta descobrindo meu tronco... beijei cada pedacinho da pele exposta... ele alternava entre beijos e lambidas... terminei de tirar sua camiseta e joguei para algum canto... Yuu me abraçou... Kou me apertou com força... voltamos a nos beijar... tirei minhas calças e fui puxando devagarzinho o short de Kou... nossas respirações eram ofegantes... ficamos só de roupa íntima... rolei na cama fazendo Yuu ficar por baixo... ele beijava meu pescoço, peito e ia descendo cada vez mais... cheguei perto de seu umbigo e tirei a última peça que faltava... ele me olhou nos olhos e depois começou a beijar e lamber minha ereção...Yuu gemia... “Aah Kou.”, eu achei que não ia aguentar mais... eu parei e voltei a subir beijando seu tronco... segurei sua nuca o puxando para um beijo e... ele se virou na cama me fazendo ficar por baixo de novo... percorri o mesmo caminho que ele havia feito em mim... eu estava completamente exposto a ele e entregue ao prazer... voltei a atacar seus lábios... ele se movia insinuante, se esfregando em mim... Kou imitava meus movimentos... Yuu abriu minhas pernas gentilmente ... coloquei suas pernas em volta do meu quadril... senti algo gelado umedecer minha entrada... preparei Kou com delicadeza... ele me beijou para abafar meu pequeno grito... forcei um pouco mais... dor e prazer se misturando... eu estava dentro dele... ele estava dentro de mim... me movimentava devagar... eu...ele...gemendo...alto... ele se sentou na cama e me puxou para ... que sentasse em meu colo... agora eu ditava o ritmo... me movia um pouco para ajudá-lo... senti o prazer aumentar... comecei masturbá-lo... o ritmo ficou mais... rápido, nossas... respirações mais... ofegantes... eu o sentia... o sentia... não dava mais... para aguentar... “Ah Yuu eu... vou..” ... “Kou... não dá mais...” .... “Aaaaahh”.


Os dois chegaram ao ápice juntos e ficaram ainda de olhos fechados se movimentando lentamente, abraçados e curtindo aquela sensação.

Depois de um tempo pararam de se mexer, abriram os olhos e se encaram. As respirações ainda ofegantes. Sorriram.

Haviam milhões de palavras que poderiam dizer um ao outro naquela hora. Então optaram pelo silêncio que valia por todas elas.


Yuu abriu a porta da sala e viu Kouyou deitado no chão. Iria dizer para Kou que o papel de desmaiado era dele, mas quando se aproximou viu que ele respirava fraquinho. Beijou seus lábios e percebeu que o outro abriu os olhos. “Ainda bem Yuu. Eu não estou sozinho.” Ele disse num sussurro quase inaudível. Depois não disse mais nada. De repente não estavam mais em casa. Kou estava em um caixão e Yuu chorava. “Como ele está lindo.” Yuu só conseguia pensar nisso. Sentia algumas mãos dando tapinhas em seus ombros e vozes que diziam alguma coisa. Mas só conseguia ver Kou, só conseguia sentir Kou e só ouviria Kou, mas ele não dizia mais nada. Alguém lhe abraçou. Conhecia aquele baixinho, qual era mesmo o nome dele? Não, não era nome. Era um apelido. Kou também tinha um apelido: Uruha. Lembrou-se que nunca havia perguntado onde ele arranjara aquele apelido... Havia um monte de coisas que nunca havia perguntado... Pessoas sem rosto queriam fechar o caixão. Ele nunca mais veria seu sorriso... Não deixou que o fizessem. Inclinou-se sobre ele acariciando seu rosto. Viu que a face do namorado estava molhada com lágrimas. Ele sabia que Kou não queria ficar sozinho. Sentiu mãos tentando o afastar. “Não, não.” Yuu dizia sem saber se gritava ou não. “Ele não gosta de ficar sozinho.” Passou a mão pelos olhos do mais novo para secar suas lágrimas, mas elas voltavam a aparecer. “Ele vai ficar sozinho, ele vai ficar sozinho...” repetia para que entendessem e os deixassem em paz. “Ele vai ficar sozinho.” Notou que as lágrimas naquela face perfeita não eram de Kouyou, mas dele. “Ele vai ficar sozinho...” Mãos mais fortes conseguiram o afastar e viu lacrarem seu anjo naquele caixão para sempre. Tudo ficou escuro de repente. Em algum lugar uma voz dizia: “Adeus...”.


Acordou suado e ofegante. Era um sonho, era só um sonho. Kou estava com ele. Só precisava se virar para abraçá-lo e sentir seu corpo. Chamá-lo para ouvir sua voz.

Porém quando se virou ele não estava lá. Pensou em procurá-lo pela casa. Mas então se lembrou. Não fora um sonho. Kou havia partido naquela manhã de quarta-feira. Yuu tinha desmaiado no funeral quando fecharam o caixão e alguém deve tê-lo levado para casa. A voz que dizia “Adeus...” era sua. O adeus era para Kouyou.

-Adeus, Kou.

Yuu disse para o quarto vazio e abafou seu choro no travesseiro.


-//-//-


O sol estava quente, o fazendo lembrar daquele dia há exatamente cinco anos atrás, quando um lindo garoto de dezesseis anos tentou salvá-lo de uma fraqueza de fome com uma respiração boca-boca.

Yuu se deitou na rua, no mesmo lugar onde caíra da outra vez. Não esperava que o garoto aparecesse, sabia que ele não iria. Mas imaginou o seu sorriso sob aquele sol de verão.

“Agora eu não quero mais ficar longe de você.” Já fazia cinco meses que estavam juntos quando Yuu fez aquele pedido. Ele sabia que queria estar para sempre com o dono daqueles olhos de mel. “Quero que venha morar comigo. Aquela será nossa casa.”

“Eu quero viver com você até o fim Yuu.” ele havia respondido. A resposta intrigara Yuu.

“Com ‘até o fim’, você quer dizer para sempre?” perguntou ao mais novo.

O outro balançou a cabeça em sinal negativo fazendo os cabelos loiros acompanharem o movimento. “Nada dura para sempre. Até as estrelas um dia deixam de existir. Mas enquanto estivermos aqui, eu quero viver com você até o fim Yuu.”.

Deitado sob o céu sem nuvens, naquela rua sem movimento, Yuu pensou nessas palavras e chegou à conclusão que Kouyou estava errado: O amor dele seria para sempre. Acontecesse o que acontecesse com ele seu amor estaria lá, “para sempre”.


O homem deitado na rua se levantou tirando a poeira da roupa. Tinha uma vida o esperando para continuar lá fora e ele não poderia ficar ali parado no tempo. Viveria em nome daquele que amava e tentaria sorrir por ele. E um dia, ele sabia, se encontrariam de novo.


~Fim~



Notas finais
Vocês ainda estão aí? Ninguém com raiva, certo? Certo?? O_O
Triste né. Final com a visão romântica de vida eterna. De certa maneira é um final feliz não acham? Não?... É, não é nada feliz mesmo.
Eu matei o Uruha! Dá pra acreditar, eu matei meu amado Uru-chan... tsc tsc tsc eu não tenho coração... hehehehe
*A verdade é que tudo foi um plano meu e do Uruha para o Aoi achar que ele tinha morrido e a gente fugir pra Las Vegas.*
Por mais incrível que pareça eu gosto de finais felizes tá, mas a vida nem sempre é assim né?
Só pra contar como a fic surgiu:O diálogo dos títulos dos capítulos (que é também a sinopse) brotaram na minha cabeça um dia e eu ia continuar e deixar o diálogo maior, mas não saia mais nada. Daí um belo dia eu pensei, Essa é a história inteira! e transformei em capítulos. Explicação confusa... Mas enfim é isso.
Agradeço a todos que leram, comentaram, choraram...Desculpem por eventuais erros de Português (Eu assassinei o Português também!? O_O)
Até uma próxima! E eu vou tentar não matar mais ninguém... há-há-há! *Arranca num conversível com o Uruha do lado.*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!