Fuck You... Cause I Can

4 Quero apenas suas bundinhas!


Notas iniciais
Galerinha linda, esse será o penúltimo capítulo =(
Mas não se preocupem, eu ainda pretendo escrever muito mais Fanfics desses três.
Enfim, espero que gostem.

Eu poderia contar em detalhes o que aconteceu quando Near encontrou-se comigo e Mello naquela situação, digamos, cômica e exasperada, mas prefiro resumir em três meras palavras.

Gritos, Tapas e Sexo.

Pois é, o loiro ficou puto com toda aquela merda de situação e sinceramente, se eu estivesse em seu lugar teria reagido igual... Só que nunca!

Quanto mais Mello discutia, mais meu ego inflamado inflava e a vontade de rir com completo escárnio passava do meu tórax e com muito esforço, parava na boca, mais precisamente na ponta da língua, lugar que os garotos gostam tanto de juntar os lábios para usar e abusar de Matt, do pobre Mail, do infeliz com sorte que estava e, apesar da passagem a jato do tempo, sempre estará, em terceiro no orfanato. Do ruivinho que fuma e vive com aqueles malditos jogos em mente e em mãos. A não ser que seus membros superiores estejam ocupados masturbando, acariciando ou sodomizando dois garotinhos que o veneram e não se dão conta disso.

Near, passivo como sempre ( como não rir?), deixou que Mello tivesse seu ataque sem interrupções, que é claro, seriam inúteis. Após o monologo em volume digno de amplificadores Marshall, o loiro foi calado por um dedo fino e ligeiro do albino. Este iniciou falas sobre relações a três e dividir o Matt, e nesse momento eu me perguntei se Near estava usando algum tipo de droga. Como que numa previsão digna de filmes classe D, peguei a mão do loiro que já se dirigia para o rosto alvo de Nate. È claro que Mello não aceitaria me dividir, e é claro que nesse momento conter o riso já estava fora de questão.

– Do que está rindo, idiota?


Os dois pediram em uníssono e confesso que a minha vontade foi de mandá-los a merda, arrumar a primeira puta que passasse e transar feito um coelho, mas isso não aconteceria, pois eu os amava. Amava como crianças impertinentes e chatas, e amava como homens voluptuosos e sensuais ao extremo. Embates? Eram inevitáveis, pois você sai da Wammys, mas a Wammys não sai de você. Discussões em relação a L, a Kira e ao caralho que fosse ainda permaneceriam como tabus inquebráveis até para o mais fora da lei. Eu ficaria com dor de cabeça, tomaria um gole de vodka com Prozac e fumaria um. Por fim, eu foderia os dois e tudo acabaria bem. Eu sentiria vontade de largar tudo, mas esta passaria como a fumaça que derradeira, escapa das mãos do famoso ladrão. Este sou eu e aqueles eram eles. Assim seria, assim será.



– Eu quero ver um filme de estratégia.


– Porra nenhuma! Quero ver um filme de lutas hoje!

Fazia exatos dois meses que nós três estávamos juntos. Como? Eu ameacei deixá-los e não sei se foi pelo meu pênis ou minhas mentiras doces, os dois aceitaram dividir o meu corpinho. Mello teve alguma dificuldade no inicio, na verdade ainda tem, mas por fim viu que as opções eram rasas demais para seus ataquezinhos de virgem na TPM. Near, não sei se em uma tentativa de maturidade exagerada ou se de sua própria personalidade, ajudou o loiro a entender a situação e deixava-me muito mais tempo com o outro, tanto para conversar, quanto para namorar. Não, nós não fazíamos ménages, o que para mim era um pouco frustrante, afinal todo garoto sonha com isso, mas tudo tem seu tempo, apesar do meu estar limitado.

– Que filme você quer ver Matty?

– Tanto faz, garotos.

– Nem venha com essa droga de resposta! Escolha de uma vez essa porra.

– Mello, tenha alguma educação.

Dor de cabeça, malditas dores de cabeça. Eu realmente não escutava mais droga nenhuma do que eles falavam, pois literalmente secava com inveja e sem pudor, um casal de lésbicas que se pegava no cantinho do cinema onde estávamos. Elas pareciam estar tão satisfeitas e excitadas naquele emaranhado de mãos, saliva, mordidas e chupões. Era noite, o que dificultava a visão dos preconceituosos, porém alguns curiosos ainda assim, olhavam para cena com total curiosidade e espanto. O riso saia dos meus lábios como o vômito sai de malditos bebes recém nascidos. Bando de hipócritas sujos e sem vida, imagina de visualizassem dois homens...Ou três...

–... É sempre tudo que você quer e...

– Hey, vocês dois, parem agora com essa merda de discussão que não chega a lugar nenhum. Ninguém vai ver filmes hoje. Venham, eu tenho uma ideia melhor.

Sim, contestaram, mas eu liguei o foda-se e ignorei tudo. Atravessamos a rua e em poucos passos fomos chegamos ao meu carro. Entramos e eu acelerei.

120, 130, 140...

Those fucking bitches, do Manson, tocava alto no carro e as palavras bagunçavam minha mente. Ouvi pedidos para baixar a música, mas aquilo soou como uma mãe pedindo ao filho de 13 anos para tocar menos punheta.

160, 180, 200...

Meu motor estagnou nesse número e eu me sentia fraco demais para tirar o pé do acelerador. Não importava mais as conseqüências dos meus atos, pois eu queria mais é que tudo acabasse naquela música, com aqueles dois assim, perto de mim. Mas ainda era cedo pra morrer. Meu ménage não tinha sido concretizado em paredes além das de minha cabeça.

180, 160, 140...

Por fim, chegamos à balada mais exclusiva da cidade e os dois me olhavam com uma cara de dúvida que chegava a exalar desconfiança.

Infelizmente não possuía um reflexo para refletir a cara safada que eu devo ter feito na hora, mas as palavras, enfim, saíram.

– Nós vamos entrar nesse lugar, pegar umas bebidas e transarmos como animais na frente de todo mundo. Os três, juntos, suando, gemendo e gozando.

Eles riram, mas viram que eu não estava brincando. Eu não estava mesmo.

Notas finais
O último cap só vai ter lemon, então preparem-se uhauauhuah
Beijoos