Finalmente, e por sorte, me deram alta do hospital. Mas eu ainda tinha de fazer aquela droga de fisioterapia, e passar no médico todo dia e por uma semana depois do colégio, o que seria bem cansativo para mim.

Lia ainda não havia me contado a surpresa, mas estávamos bem perto de chegar em casa, então concerteza logo eu descobriria.

- Sabe, milhões de pessoas te ligaram nesse mês.

Fiquei meio surpresa, eu nunca tive muitos amigos, e as únicas pessoas que me entendiam era Haven — uma gótica drogada -, Kurt e Josh — que já foram presos muitas vezes, por minha culpa. Mas quando minha irmã disse que Lilith Parker havia me ligado, fiquei bem... chocada.

- Chegamos. — anunciou mamãe sorridente

Percebi que não estávamos no mesmo endereço de nossa casa antiga — sim, eu havia dormido no caminho para casa -. Mamãe parou o carro em frente à uma linda casa, onde eu tinha certeza de que Bell Swan* vivia junto com sua família. Ela era amarela, com dois andares e com um quintal imenso, além de ter quatro suítes, uma cozinha, duas salas (estar e de tevê), uma lavanderia, piscina, churrasqueira e mais um escritório.

- Onde conseguiram tanto dinheiro para isso? — perguntei meio risonha

- Com o testamento de papai. — sorriu Meredith — Aocontrário do que pensamos, ele pensou na gente, quero dizer, em mim, em você e em Lia.

Olhei para mamãe e vi que ela estava rindo, ao contrário de estar chateada com o comentário da minha irmãzinha.

- E assim, mamãe nos comprou uma nova casa. — terminou Lia

Mamãe me ajudou a descer do carro (por causa de minha perna), enquanto Lia tirava minha pequena mala azul e Meredith abria a casa.

- Sério mesmo que os Swan venderam essa casa para gente?

Lia olhou para mim e abriu um sorriso debochado.

- Bell odiou, claro. — ela riu — Mas sim, o sr.Swan foi mundo gentil com a gente

Logo entramos em casa e Lia foi me mostrar o meu quarto, que por sorte eu não dividia com mais ninguém. Joguei minha mala no chão, e me deitei na cama exausta.

Logo, mamãe veio me avisar que a janta estava pronta. Na verdade, ela havia pedido duas pizza's: uma de mussarela e outra de calabresa c/ mussarela em cima.

Desci até a cozinha, sem me acostumar onde ela ficava, e logo me sentei na mesa ao lado de Meredith. De verdade, eu estava sem a mínima fome, havia comido alguns pães na cafeteria do hospital logo que sai, e me estomâgo já estava cheio.

Quando terminei meu segundo pedaço da pizza de calabresa, o telefone tocou, e como de costume, corri para atendê-lo.

- Alô? — falei sem o menor animo

- Oi. — ouvi a voz rouca de Haven

Parecia que minha amiga havia fumado alguns antes de me ligar, porque sua voz estava muito rouca, como sempre.

- Até que enfim saiu daquela droga de hospital. — disse — Como está?

- Ótima. — respondi mais animada — Perdi alguma coisa do colégio?

- Se você perdeu, eu não sei o que eu fiz. Simplesmente cabulei todas as aulas de algêbra, faltei nas aulas de inglês e Kurt fez um atestado de que eu peguei catapora.

Eu não sabia que era mais louco, eu, Haven ou Kurt. Cada amigo que eu fui inventar a ter...

- E Marianna?

- Sabia que já acharam o nome para o bebê!?

- Mas ela ainda está no primeiro mês. — guinchei

- Eu sei, ela que é muito tonta. — disse Haven — O nome será Thalia.

Caramba, eu quero mesmo matar o Iago. Thalia ia ser o nome da minha filha, sim, esse é meu nome preferido depois de Amanda.

- É uma garota? — perguntei

- Acho que sim, bom, pelo menos é isso que a garota anda espalhando para o colégio todo.

- E o Iago?

- Bem, ele nem toca muito no assunto "filho", você sabe como ele é. Esse garoto não tem nada a ver com essa puta da Marianna, ele é simplesmente, o garoto mais fofo que eu já vi.

Ah, obrigada por me lembrar disso Haven. Eu sabia que Iago era o garoto mais fofo, romântico e simples, que uma garota podia achar; seu pai era dono de uma concessionária de carros, mas ele não se achava ou esnobava os outros por causa disso.

- Hã, tenho que ir. — falei — Estou com sono.

- Ah, claro. — disse Haven, mas eu sabia o que ela estava pensando: "essa menina não sai de casa não?" — Ahn, vai ao colégio amanhã?

- Vou pensar. — sorri, me lembrando de todas as aulas que perdi junto com Haven e Kurt, fumando atrás do colégio, no muro que pichamos

- Até. — disse ela, e depois a linha ficou muda

Bati o telefoneno gancho fracamente e depois disse "boa noite" á minha família. Subi para o quarto, coloquei uma camisola sobre meu corpo semi-nu e me deitei na cama macia.

Notas finais
Reviews?