- Olá, e-eu me chamo Marie, e vim da França.

- Muito bem turma, dêem “Olá” a sua nova coleguinha!

A timidez, era um marco em sua face ingênua...

- Oi, eu sou o Hitoshi Shinohara. Você quer sentar do meu lado?

- Uhum.

Seu rosto, era um enigma...

- Ahhhh hahaha, parece que o dente torto do Shinohara, arranjou uma namoradinha!

- Ele não tem dente torto, seus feios!

- Não ligue para o que eles falam Marie, vamos embora.

Crianças...

- Como você consegue falar tão bem nosso idioma?

- Minha mãe, ela é japonesa, e sempre me ensinou seus costumes, mesmo morando na França.

Eram tempos maravilhosos...

- Vamos logo Isshi-chan! Vamos nos atrasar para o escola.

- Espera só mais um pouquinho Marie, já estou descendo!

Aos poucos a conquistei...

- Ta bem! Eu conto primeiro... Mas esconda-se em um lugar menos óbvio, né!

- Hihihi, esta bem Isshi-chan. Agora conta!

A ingenuidade fazia parte de seu alma...

- Ahhh nãão, Marie! Eu disse que no mesmo lugar não!

- Hihihi, esta bem Isshi-chan, vamos brincar de outra coisa então.

Mas um dia...

- Marie Takeda Blanc.

- Ela faltou, professora.

- De novo?!


Algo iria se romper...

- Marie! Sou eu, o Isshi-chan. Abre a porta!

Mas fui insistente...

- Marie! Abre a porta, sou eu, o Hitoshi Shinohara. Por favor, abre a porta.

E ela me ouviu...

- Olá Isshi-chan, o que faz aqui?

- Você já faltou três dias de aula!

Seu rosto estava abatido, e já não possuía os mesmos olhos inocentes...

- É que estou esperando meus pais acordarem.

A casa exalava um cheiro horrível, e logo pude notar...

- MARIE, O QUE HOUVE AQUI?


O quarteirão ficou intransitável durante 5 horas. Pessoas de diversos lugares haviam ido para ver a desgraça, que se mantinha oculta naquela casa durante dois dias. Fiquei isolado de saber o motivo. Para o meu conhecimento, só sabia que seus pais haviam se matado. A razão por aquela tolice, eu não soube, e nunca consegui compreender.

Mandaram Marie novamente para a Europa, por ela não ter parentes no Japão que quisessem sua presença.

As fotos ficaram em preto e branco, o chocolate perdia o sabor, o som da música romântica se dissolvia, as tragédias passavam despercebidas. Faltava AMOR na minha vida... E o mesmo havia ido embora dela há algum tempo entre nós...

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Notas finais
Uruha: /shoreylitrus
Aoi: poxa, eu também. *o*
Nao: o que será que aconteceu com ela? D:
Uruha: só lendo os próximos capítulo, individuo. ¬¬'