Finalmente lembrara do sentido daquela canção. Em seu intimo, apenas lembranças infantis passavam-lhe pela mente. Sentimentos de culpa por ter deixá-la ir. Mas, o que uma criança de 6 anos poderia fazer? Infelizmente, nada. Porem isso não deixava que seus ombros ficassem sobrecarregados. Poupar-se seria muito fácil.

Ao termino da música, partiu dando licença aos seus companheiros. Foi para casa, pensar nas hipóteses de que destino levara a vida daquela que não o conquistou apenas pela beleza, mas sim pelos jeitos singelos.

Agora se encontrava em outro, aliás, outros questionamentos. O que a Mulher Suicida, teria relação com a pequena? Teria de certo algo? E o mais inquietante... Por que?

A curiosidade ali estava presente a todo o tempo. Logo, não viu outro motivo a não ser correr atrás daquilo que deixou ir, sem dar nenhum valor com o seu sentimento.

Depois de cansar-se da confusa conversa monologa, lembrou-se dos apanágios, a quem aquela moça, tinha como marca. Sim! Aqueles olhos molhados e desejosos por uma crença que foram abandonados. Mas algo havia mudado, pois a inocência não fazia mais parte do âmago do ser da menina. Porém, continuaram sendo singulares e atrativos, como um solitário nas mãos de uma dama. Assim como os diamantes expostos ao mais tocante Sol, emanando o brilho da prisma.

O sentimento estava omitido não só na sua mente, como em seu coração. O tempo perdido, revigorava a impulsividade de querer buscar a peça perdida.

Ainda teria uma chance de poder refazer sua promessa, para nunca mais quebrá-la? Duvidas e mais duvidas se manifestavam em um turbilhão de segundos, e as imagens decorrentes ao passado tornaram-se seu presente. Podia ele resgatar o verdadeiro amor, depois de tanto tempo gasto?

Seria ela, tentando comunicar-se com ele através de seus sonhos? Algo impossível. Porem, aquele egocêntrico não estava disposto a pensar no real agora. Seu foco estava obstinado a encontrá-la a todo custo, mesmo que não houvesse ligação alguma do que achava. Mas, logo ele? Um homem tão parcial? Talvez aquilo fosse apenas uma tentativa frustrada de tentar dar novamente sentido a sua vida, pois sabia que o amor, ainda era uma peça que faltava encaixar no seu quebra-cabeça. Recursos já não eram mais problemas.

Depois do ponteiro dar suas devidas voltas, ele conseguira lembrar do nome completo dela. Automaticamente, contratou alguém para encontrá-la. Por que não si mesmo?A ansiedade era maior. Queria provar, ter certeza de que seu sonho não era apenas uma seqüência de cenas sem sentido. Não estava tendo aquelas coisas em vão. Queria ter certeza se aqueles cristais, ainda iriam se decompor na luz, vislumbrando a cor de seus atrativos para ele.

No crepúsculo do segundo dia, após ter todas as informações necessárias, estaria embarcando para França. Seu destino estava em um hospital publico, em uma situação não muito agradavel.

Antes de sair da casa, uma surpresa. Alguém bate em sua porta.

- Ei! Onde você esta indo com essa mala?

- Fazer uma viagem, Nao. E estou com pressa, na volta nos falamos direito. – Disse saindo da casa com uma mala.

- Mas e os ensaios?! Ficou louco?

- Eu já avisei ao Izumida, esta tudo certo. Em breve voltarei e iremos concluir tudo.

- Tsc! Izumida, Izumida... Tudo é ele! Por que não se abre comigo também?

Observando o olhar melancólico de Naoki, não deixou de sentir um pouco de pena por aquele que se preocupara com ele, e o próprio, não tê-lo colocado a par de tudo, mas apenas dando exclusividade ao líder da banda, por julgar ser o mais sábio.

- Não, é muito complicado! Você não iria entender... Obrigado pela sua preocupação, mas... – Foi interrompido.

- Isshi, eu não quero participar apenas de suas risadas.

Hitoshi o olhara, e achou melhor contar algo, nem que seja uma pequena parcela da situação.

- Eu vou com você! – Falou o mais novo.

- O que? Agora você que esta ficando louco! – Retornou o loiro com espanto.

- Você acha que eu vou deixar você sozinho nessa? Haha, tenha certeza que não!

- Mas quanto aos ensaios? E suas coisas? O vôo partirá daqui a 40 minutos!

- Bom, até chegarmos na minha casa... Ah, não tem problema, eu compro coisas lá qualquer coisa. Quanto aos ensaios... Se você pode, eu também posso! – Disse com um enorme sorriso no rosto.

- Hunf, esta bem, Nao. Sei que não iria adiantar negar.

- Com certeza não. – Falaram ambos entrando no carro.

- Obrigado. – Retornou com um leve sorriso.

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Notas finais
Uruha: ninguém merece, até essa biba agora faz parte da trama.
Aoi: adoro o Nao. x3
Uruha: você gosta de tudo e de todos. ¬¬
Nao: mas eu sou mais bonito que você, Uhu. /fatão D:
Uruha: haha, creia. u.û
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.