Notas iniciais
eu acho realmente que todos perceberam que o site ficou uns dias fora de ar não é mesmo? bom, se não perceberam foi isso que aconteceu rsrs, o problema foi no data center ( o pessoal que comanda e monitora o servidor do Nyah, na parte do armazenamento de dados) pelo que parece os hds pifaram, isso acontece não é mesmo? só achei ruim a demora que levaram para resolver isso mas tudo bem, então, nesse período que eu fiquei sem escrever eu resolvi por em prática o curso de animador e desing gráfico, assim como o de web designer que eu tenho e resolvi fazer a série em 3d, isso mesmo rsrs, na fanfic tem umas imagens que eu mesmo fiz por que cansei de procurar na internet e só copiar e colar aqui, agora é do jeitinho que eu quero, rsrs, bom, digam aí nos comentários o que acham delas, pretendo colocar mais futuramente se o tempo deixar... ah, e se der tudo certo, eu to planejando fazer o ultimo capitulo da fic totalmente em animacão 3d, e... o texto de hoje tá meio cumprido mas é pra compensar a demora pra postar, leiam uma parte hoje, outra amanha e talz, vocês que sabem rsrs, então é isso, boa leitura a todos!

nos capitulos anteriores de minecraft, segredos de um passado obscuro:

Steve e Adália se divertiam juntos no lago, estavam se aproximando muito um do outro, mas para estragar tudo o lorde das trevas resolveu aparecer! e agora, o que aguarda nossos heróis daqui pra frente? descubra em mais um capitulo da saga Minecraft — Segredos de um passado obscuro.

agora...

–Quem... é... vo-você? –Perguntei dando um passo pra trás em direção às escadas.

–A questão não é quem eu sou... e sim o que eu me tornei. –Respondeu o maldito com um sorriso entredentes. –Tens medo Capitã?

Permaneci em silêncio por alguns segundos processando o que se passava ali, um ser que nunca vi na vida aparece do nada e começa a perguntar se estou com medo?! Okey... estava suando frio tanto quanto um bloco de neve no sol quente de verão, só o fato de estar na presença daquela “coisa” me fazia um arrepio correr pela espinha, e pior, a maldade e a sede de sangue é tanta que posso senti-la na atmosfera do lugar! é uma sensação horrível ter aqueles olhos brilhantes me secando de cima a baixo da mesma forma que uma fera que saboreia a presa antes de atacar. A noite e a escuridão que antes serviam para dar um aspecto romântico quando estava com Steve, agora só servem para acentuar o medo que sinto.

Antes quando ele estava de costas tinha deduzido que era o Steve, já que éramos os únicos ali, mas agora... Ele é idêntico ao irmão! só que tem um aspecto mais velho, coisa de cinco anos. Será que...

–Harry?!

–Hora hora... parece que meu irmão andou falando de mim para você capitã, diga-me, o quanto sabe?

–o suficiente pra saber que tipo de pessoa você é... mas não o bastante pra saber o que você quer comigo!

Herobrine deu um pequeno passo em minha direção e apontou o indicador pra mim.

–Digamos que você se tornou um inconveniente pra mim e para o que estou tentando fazer, e vim aqui para elimina-la.

–Me elimi-minar?! –Confesso que gaguejei, apesar de não conhecer as habilidades de luta dele ou ainda aquilo ser nada mais que um blefe, sentia que ele não estava brincando. –Mas por que?! O que diabos eu fiz pra você?!

–Bom... por onde começo. -Ele riu, como se estivesse com tanto ódio da minha pergunta que não se segurou. – quer que eu conte desde o começo Adália?

“Não acredito! Como é que ele sabe meu nome?!?!”

–Não estou entendo droga nenhuma do que você está falando! –respondi tentando mostrar confiança e convicção.

Ele sorriu e pareceu gostar da situação que se desenrolava ali, era onze horas da noite e estávamos encima do telhado da casa de campo, no horizonte a lua cheia iluminava a vastidão do mundo, no lago iluminado por vagalumes Steve devia estar nadando à essa altura. Okey.... estou sozinha!

–A alguns anos atrás quando os monstros invadiram Théfires e estavam prestes a matar todo mundo você estava lá, pronta para salvar todos não é capitã?

Olhei com indiferença para ele, do que é que esse homem está falando?! Parece que foi ele quem ordenou que os monstros destruíssem o reino... mas por que?!

–Desde essa época você vem me atrapalhando... E alguns meses atrás quando ordenei que o metamorfo envenenasse a princesa de Théfires, bom, lá estava você de novo para salvar o dia, não é mesmo?!

–FOI VOCÊ QUEM MANDOU MATAR A SAPHIRE?!

Ele continuou cético, mesmo com a minha mudança total de atitude. E pior, continuou falando as besteiras que fez, me condenando por ter feito o correto e o justo.

–Quando descobri que meu “querido” irmão tinha sido encontrado, ordenei que uma feiticeira trouxesse ele ao meu encontro, e claro, lá estava você para atrapalhar tudo outra vez...

–Espera aí! Como é que você descobriu tudo isso!

–Acredite... tenho olhos e ouvidos em todos os lugares, desde que você e ele passaram pela aldeia do sul meus aliados me informaram da sua presença, não é comum ver uma mulher andando de armadura de diamantes por aí sabia?

Cerrei os dentes e os punhos, estava com muita raiva daquele sujeito! Era ele o tempo todo! Era ele quem estava por trás dos monstros, o tal de Herobrine quem estava ordenando os ataques às Aldeias! Apesar de todas aquelas informações uma coisa ainda me incomodava... Ele não tinha pupilas e nem coração, sua pele era gélida e sem vida.

–Mas por que você está fazendo isso?! Responde seu idiota!

–Se trata de uma coisa que aconteceu muito antes de você existir... antes mesmo do mundo existir. Não me leve a mal capitã mas essa guerra não é sua, nunca foi, mas o mundo em que vivemos é! E se você gostar dele e quiser proteger as pessoas que vivem aqui deve fazer esse sacrifício.

–Você está maluco! Eu não vou fazer nada!

–Achei que não faria...

Tal como um Enderman ele se teleportou para o meu lado e segurou no meu pescoço me erguendo do chão e olhando em meus olhos...

–Parece que meu irmão tem bom gosto pra mulher mesmo, pelo menos nisso ele se parece comigo.

Com uma força sobre humana ele me atirou de cima do telhado da casa, por um segundo senti meu corpo ficar tão leve quanto uma pena e o vento bater em mim, até que colidi direto com o chão, caí encima da neve o que serviu para amortecer a queda que certamente me mataria. Ergui-me e olhei para o telhado, mas ele já não estava lá tinha se teleportado! Ele se teleportava! Ignorei o medo e a dor leve que sentia nas minhas costas e me pus a correr para o lago para junto do Steve, mas como antes, ele apareceu bem na minha frente!

–Essa sua relação com meu irmão já foi longe de mais...

–Me deixa em paz droga!

Virei de costas e corri para a floresta de pinheiros que ficava ao redor da casa, desesperada e com medo, para todo lugar que eu olhava lá estavam as duas esferas brancas e brilhantes! Não vou conseguir escapar! Corri por mais alguns minutos sem parar, me batendo nos galhos das árvores tropeçando nas raízes, até que avistei a entrada de uma caverna, olhei em volta e não vi mais o Herobrine, me agachei na entrada da caverna e entrei dentro de um pequeno buraco entre as pedras, me escondendo... por um segundo pude respirar e retomar o folego até que... senti um ar batendo na minha nuca, achava se tratar de uma brisa mas quando olhei para trás...

–BUUU... –Herobrine mostrando ser um tanto engraçado.

Era ele! Vi aqueles olhos brancos bem de perto! dei um grito bem alto e agudo, tenho certeza que qualquer um que estivesse por perto escutou, ele colocou a mão na minha boca e me envolveu a barriga por trás, me arrastou para fora do meu esconderijo improvisado, mais uma vez me atirou para longe, contra uma árvore, soltei um urro de agonia e dor, de novo ele me pegou do chão e me atirou para longe, mas longe mesmo! Sua força não tinha limites parei a cerca de dez metros dele mas a neve que estava por todo lugar amortecia minhas quedas, olhei para trás e avistei a casa de campo e o lago! Me levantei do chão com dificuldade e comecei a engatinhar para o lago... Steve... a lembrança dele era a única coisa que circulava em minha cabeça, aquela era minha ultima chance de ver os seus olhos azuis, seu rosto, pois eu iria morrer com certeza...

–Não sei por que não desiste, está claro que você não tem a menor chance.

–CALA A BOCA! –gritei eufórica.

Ele cerrou os olhos e se tele portou para minha frente...

–Esse é o seu fim...

Ele me segurou pelo pescoço e me levantou do chão, olhou bem fundo em meus olhos e levantou o outro braço com a intenção de dar o golpe de misericórdia que certamente atravessaria minha barriga, mas ele não contava com aquilo! Em um movimento rápido joguei neve em seus olhos! Ele não percebeu o que eu estava planejando! Foi tiro certo! Ele cambaleou para trás e eu aproveitei para ter minha vingança, fechei as duas mãos uma na outra e golpeei o seu rosto de baixo para cima! Com toda minha força! Senti meu punho se deslocar na mesma hora, o rosto, a pele dele, era tão dura quanto o tronco de uma árvore! No mesmo instante ele se teleportou.

– Como ousa bater em mim sua puta! –disse ele limpando os olhos, tinha se teleportado para o galho de uma árvore.

–rsrs... –sorri.

–Ora ora... Rsrs. –Ele também riu maquiavelicamente. –Você é a primeira que consegue me machucar, meus parabéns. Não poderia esperar menos da capitã de Théfires.

Cerrei meus olhos e o encarei, tentando dar a entender que iria lutar! Afinal, se correr ele me pega e se ficar sem fazer nada ele me mata!

–Permita-me retribuir o favor. Mas, Rsrs, já que você parece entender um pouco de luta, vamos ser justos...

Continuei calada, frustrando os planos daquele cara que parecia querer se divertir um pouco comigo.

–Vou lutar sem meus poderes com você. –Suas pupilas que eram totalmente brancas se converteram em um olhar azul, ficou muito semelhante ao do Steve, porém, o ódio estava ali, bem diferente do inocente e amável.

–Espero que não me decepcione!

Aquela era minha chance, não perdi tempo e corri direto para o lago!

“Rsrs...”

Mas o maldito era rápido, e em questão de segundos ele me alcançou e me deu uma rasteira por trás, caí mas dei uma pirueta no solo e antes que ele percebesse já estava de pé, caí matando encima dele! Um soco direto no rosto, ele desviou! E estava de olhos fechados como isso é possível?! Segui dando um chute, ele simplesmente saltou para trás, pulei mirando outro chute em seu rosto mas ele se abaixou, porém não revidava, tanto que suas mãos estavam pra trás! Aproveitando que ele se abaixou dei uma cotovelada em suas cotas mas ele rolou no chão com uma agilidade incrível ! Era impossível acertar um único golpe nele! Fiquei um bom tempo dando golpes no ar e nada de um único sequer pegar nele, estava bem claro a diferença de força ali, até que, parece que ele se enfadou e resolveu me atacar, com um único golpe que ele acertou no meu rosto!

Caí bolando no chão sentindo a dor na bochecha, ele muito rapidamente já apareceu dando um salto e me golpeando com a mão em navalha bem no pescoço! Seguido de um soco forte na barriga!

–rsrs. Parece que eu ganhei.

Os próximos segundos foram de pura dor... Seus olhos voltaram a se converter nas pupilas brancas e o ar voltou a ter a atmosfera pesada e sombria de antes...

–Não sei como você conseguiu sobreviver todo esse tempo com um demônio acorrentado à sua alma, mas creio que de hoje você não passa!

Meu agressor levou a mão até o cabo da picareta de diamantes que estava em suas costas e a levantou no ar, olhou bem fundo em meus olhos, soltei um gemido rouco quando a picareta explodiu com toda a força contra a minha barriga.

Sangue escorreu pela minha boca, ele arqueou uma sobrancelha e sorriu para mim com uma cara de surpreso.

–algum dia retornarei pra levar o Steve comigo, e tenho certeza de que ele virá, por isso estou te matando pra ter certeza de que tu não irás me atrapalhar dessa vez, essa será a parte final do meu plano e depois disso é o fim do mundo pode ter certeza.

Ele ergueu a picareta no ar mais uma vez, pude sentir que ele iria me golpear com mais força dessa vez! Porém, sem fazer som algum ele surgiu do nada, não sei como ele chegou aqui mas sei que como sempre, chegou na hora certa!

–AHHH!!!

Steve com uma velocidade e força incrível chegou explodindo o punho cerrado no rosto do Herobrine! UM SOCO EM CHEIO! Herobrine voou longe e saiu com o rosto sendo arrastado pela neve, ficou imóvel no chão sem consciência alguma, Steve, meu herói de sempre chegava para me proteger.

***

–está tudo bem?-Perguntou Steve me levantando do chão e me apoiando em seu ombro, senti uma segurança incrível tomar conta do meu corpo quando ele me segurou, ele estava molhado, acho que estava nadando no lago quando ouviu meus gritos de socorro.

–Steve... seu irmão. –Foi a única coisa que consegui dizer em meio a tudo aquilo, ele percebeu que estava abalada e carinhosamente limpou o sangue que escorria pelo meu queixo e logo em seguida me abraçou, de uma forma que somente ele sabe.

–Sim eu sei, parece que ele está tentando te matar. –respondeu Steve sério. –Como foi que o Harry chegou aqui Adália?

–Eu não sei... –Passei a mão na barriga sentindo uma dor absurda, como se todos os meus órgãos tivessem sido esmagados, foi aí que uma idéia me acertou em cheio, me lembrei que eu estava com a estrela do Nether, e se eu me lembro bem ela tem o poder de curar células danificadas! Bingo!

Abri a palma da minha mão e desejei que a estrela estivesse ali, da mesma forma que me ensinaram a fazer, quando abri meus olhos ela estava lá, bem como eu planejara, segurei a estrela na mão e apertei, uma luz branca se formou ao meu redor e um vento se abateu sobre mim, Steve se afastou para trás e ficou olhando o que se passava, confuso e indiferente como sempre, senti a dor se acabando aos poucos e um calor em minha barriga, era uma sensação diferente, em questão de segundos estava novinha em folha! Revigorada, porém a estrela se apagou, como se as reservas de xp da mesma tivessem baixas, sabia que apesar de ser um “poder” maravilhoso, não era infinito e que seu uso se limitava a apenas uma única vez.

–Nossa... -Steve olhava para mim estupefato, me preparava para explicar o que foi aquilo mas o demônio começou a se mover, mais do que depressa escondi a estrela do Nether.

–Hahaha... –Herobrine se levantou, rindo, parece que sempre que levava um golpe sorria igual um psicopata. -me pegaste de surpresa, porém nunca vais conseguir fazer isso de novo maninho.

Steve cerrou os olhos e ficou com uma expressão séria.

–Você não é mais meu irmão. –Respondeu.

–Não, eu sou sim! –Ele bufou. – mas, pode me chamar de Herobrine agora.

Olhei para Steve e percebi que apesar daquilo tudo, seu espirito estava triste e desolado, convivi tempo o bastante com ele para saber o que ele sentia em situações como aquela, seu único familiar vivo estava bem diante dele, porém, eram inimigos.

–Herói da água salgada? –perguntou Steve. –Não entendo por que usar esse nome.

“Herói da água salgada?! Nunca imaginei que Herobrine significasse isso, parece que o Steve é mais esperto do que eu pensei...”

–rsrs. Ao contrário do que tu pensas, quando digo água salgada não me refiro a água salgada do oceano ou do mar, falo em lágrimas! Sempre que houver pessoas chorando, sempre que alguém estiver triste lá eu estarei, pronto para acabar com a dor e o sofrimento! E esse mundo, ele é pura dor e sofrimento e por isso merece ser destruído!

–Como pode falar isso! –Me intrometi, não aguentei ouvir tanta hipocrisia. –Foi você mesmo quem disse que trouxe os monstros para esse mundo!

–rsrs. –Ele riu de canto de boca. –Eu disse que mandei os monstros atacarem as aldeias, não disse que foi eu quem os criou...

Steve estava sério, sua expressão mostrava que ele não se aguentava ali, ouvir seu irmão, seu herói, quem sempre viu com olhos de admiração falando aquelas coisas.

–Harry... –Steve enfim falou. –O que aconteceu com você...

–O que aconteceu? O que aconteceu Steve foi que eu atendi ao chamado que você sempre fez questão de ignorar, aquele ser que aparece nos seus sonhos é ninguém mais ninguém menos que o maior inimigo do nosso pai, o Enderdragon! Ele quem abriu meus olhos para a injustiça que está acontecendo!

–Mas... nosso pai está morto...

–Nosso pai está morto?! Tu estás maluco ele é imortal, nosso pai de verdade é Notch!

***

Steve abriu a boca e ficou imóvel, não conseguia acreditar no que seu irmão acabava de falar, e Adália estava pra lá de nervosa, Steve o seu inocente Steve esse tempo todo era o filho de um Deus! Um Deus! Era irracional imaginar aquilo, Steve a principio achou que fosse mentira mas seu irmão continuou sério.

–O que foi? Achei que já soubessem... –Disse Herobrine sorrindo de lábios cerrados e olhando fixamente para os nossos dois heróis. –Você ruiva, nunca reparou que o Steve é um pouco diferente dos demais homens?

–Sim... mas nunca imaginei uma coisa dessas... –respondeu Adália que não tirava o olho de Steve nem por um segundo sequer, foi essa tal diferença que a encantou tanto em Steve.

–O seu jeito de falar, de andar, sua aparência, até seu cheiro! tudo quase perfeito, feito a imagem e semelhança do nosso pai, você deve ter percebido que ele faz um sucesso fora do comum com as mulheres não é mesmo? E se dá super bem com animais de todos os tipos e tem uma forte ligação com a natureza, que ele tem uma habilidade inexplicável com todo tipo de armas e em luta é praticamente invencível sem nem ao menos ter treinado uma única vez! o que ele faz é o mais perfeito possível, tudo parte da sua parte divina, seu lado de Deus!

Tudo o que ele tinha dito era verdade, o que provava que o que ele dizia era verídico, Steve era o filho de Notch! Porém... tinha um problema nisso tudo, se Steve era o filho de Notch, Herobrine, seu irmão era também um semi deus.

–Como você pode dizer que ele é nosso pai?! Pai é aquele que cria, aquele que dá amor e carinho quando estamos tristes! Notch não é e jamais será o meu pai! –Steve que durante todo o tempo se manteve calado manifestou o que achava de tudo aquilo, e pro azar de Harry não era uma noticia boa para seus planos. –Se o que você disse é verdade, significa que ele, esses anos todos em que vivi sozinho poderia ter me ajudado, me encontrado! Porém nunca o fez, e se não fosse a Adália até hoje viveria sozinho...

–Você é realmente um inconveniente maior do que eu pensava... –disse Herobrine olhando para Adália.

–Mas o que eu tenho a ver com tudo isso!? Nos deixe em paz! –Disse Adália gritando com Herobrine, nada daquilo fazia sentido pra ela.

–O que você tem a haver? Já disse o que você fez! Você é um inconveniente para o fim do mundo e merece morrer!

–Você não vai machucar a Adália. –Disse Steve entrando na frente da nossa heroína, protegendo-a.

–Steve, Steve... –Herobrine começou a andar contornando os dois. –Você pode ter o poder dentro de você, mas felizmente não tem controle sobre ele. –Herobrine sacou a picareta de diamante encantada das costas e começou a gira-la. –Sinto muito que deixei as coisas entre vocês dois chegar a esse ponto irmãozinho, mas ela vai morrer quer queira ou não!

Herobrine se teleportou para atrás dos dois em um piscar de olhos, Steve em um movimento rápido segurou no braço de Adália e a jogou para sua frente, sabia que ele tentaria matar Adália e não lutar com ele! Adália caiu no chão e Steve já foi dando um chute para trás, Harry apareceu no exato momento em que Steve chutou, como se Steve adivinhasse onde ele ia aparecer tanto que acertou um golpe em cheio! Herobrine segurou o pé de Steve e levantou a picareta de diamante para golpear sua perna, mas ele saltou do chão e usando a outra perna acertou o rosto do seu irmão! Outro golpe em cheio! Herobrine urrou e se teleportou reaparecendo bem do lado de Adália, Adália gritou de susto mas dura como era tentou acertar um jet direto nele! Ele desviou com facilidade para o lado e levantou a picareta se preparando para golpea-la, mas Steve já estava bem atrás dele, nosso herói segurou a picareta com força e ao mesmo tempo Adália desferiu outro soco no lorde do mal! Herobrine sem alternativas teve que tele portar. O trabalho em equipe deu certo e Steve conseguiu uma picareta como arma!

–Adália fica perto de mim. –Disse Steve se aproximando da nossa heroína.

Adália entrou atrás dele, estava amparada pelo nosso pequeno herói que agora dava traços de que estava se tornando um grande homem, Steve e Adália juntos, lutando contra o Herobrine.

–Você deu sorte... mas já cansei de pegar leve com vocês dois, isso não é uma brincadeira! –Herobrine estava encima do galho de uma árvore. Ele fechou os olhos e pareceu meditar, quando abriu os olhos um brilho descomunal passou a emanar deles!

Herobrine se tele portou e apareceu atrás dos dois, Steve empurrou Adália para longe bem a tempo de desviar do mega soco de Brine! Um soco tão potente que a terra tremeu de leve e uma cratera enorme se formou entre os três! Sem perder tempo Herobrine se teleportou de novo para a frente de Adália, seu protetor não iria chegar a tempo! Herobrine desferiu outro mega soco contra Adália, foi certeiro! Ela voou para longe e se bateu contra a parede de madeira da casa de campo atravessando-a. Steve correu para ajudar nossa heroína mas Herobrine apareceu bem na sua frente, ele deu um chute mas herobrine desapareceu e reapareceu bem atrás dele que á esperava por isso e já levava a perna para um golpe em horizontal para trás! Ele se abaixou e desviou! Steve usando toda sua força golpeou usando a picareta, um golpe ligeiro e não muito calculado na perna do lorde das trevas! Que na posição em que estava se alto empurrou para trás e logo em seguida se tele portou!

Ele procurou em volta qualquer outro ataque mas nada dele reaparecer... olhou e pensou no lugar mais provável onde ele ia atacar...

“ADÁLIA!”

Tal como ele calculara lá estava Herobrine caminhando para cima dela que estava machucada e acabando de se levantar do chão, Steve sem tempo para pensar pegou a picareta de diamante e jogou na direção do Herobrine! Ia acertar e...

–Achas mesmo que vai me acertar com isso?! –Herobrine usando seus poderes fez a picareta parar em pleno voo! Ela levitou e foi parar direto em sua mão. -Eu jamais poderia querer destruir o mundo sem nem ao menos ter conhecimento em magia. O EnderDragon realmente me ensinou bem, se você tivesse escutado o que ele disse, certamente teria tanto poder quanto eu.

Steve ficou estático, ele era muito mais poderoso do que ele, Adália iria ser morta e ele não poderia fazer nada para ajudar!

–Harry, para por favor! Não faça isso. –Implorou Steve para o lado humano do seu irmão.

–Ela tem que morrer! –disse Herobrine levantando a picareta.

–HARRY!!! –Steve esticou a mão em direção a Herobrine e sentiu ela esquentar, como se estivesse dentro de água fervente!

Herobrine levantou a picareta e começou a desce-la, porém no meio do percurso uma frasco de vidro quebrou no chão bem perto dos pés do lorde das trevas e liberou uma fumaça azulada, Herobrine começou a descer a picareta em câmera lenta...

–maaa....iii..... sss.... que..... droooo....gaaa..... ééé..... esssaa.... –falava Herobrine como se o tempo estivesse parando! Em seguida um outro frasco vindo do escuro atingiu ele outra vez, mas esse liberou um liquido verde que se impregnou a pele dele e começou a corroê-la! Ele começou a gritar e a por a mão no rosto, se tele portava igual um enderman quando esta na chuva, estava sofrendo dano! Ele ficou nesse estado por alguns segundos até desaparecer na escuridão da floresta.

–rsrs. Poção de lentidão e poção venenosa arremessáveis, uma única gota pode paralisar e matar até mesmo o maior dos Endermans. –Disse um homem enrolado em um pano de lã muito grosso que estava acabando de sair de trás de uma árvore. –ah... que saco, me custaram dois diamantes cada uma!

–Quem é o senhor? –perguntou Steve segurando na sua mão que estava voltando ao normal lentamente.

–Acho que sou o homem que acabou de salvar sua vida. Me diga garoto, o que era aquela coisa que estava aqui? era um novo tipo de Enderman? –Ele foi se aproximando de Adália que estava caída no chão.

–Era... meu irmão.

–Nossa, que irmão mais estranho você tem filho. Rsrs. hum... um bruxo com certeza, e essa linda mulher aqui? –O sujeito segurou Adália nos braços e se levantou. –Parente sua também?

–Não... ela é minha amiga. –Steve nem se tocou do que acabava de falar.

–Hum... Rsrs. Você tem muita sorte sabia.

–é eu sei... Espera, onde você está indo?

–Vamos filho, você não quer passar a noite aqui nesse lugar não é mesmo? E ela tem muitos ferimentos, vamos ter que tratar deles.

–obrigado moço – Disse Steve apressando o passo para seguir aquele homem. –Me desculpe, mas qual é o seu nome?

O homem sorriu simpático.

–Pode me chamar de Nêmesis.

***

Era por volta de uma hora da madrugada quando Steve viu uma pequena casa de madeira ao longe no alto de um pequeno montinho de terra, tinha uma tocha em cima da porta da casa, era pequena, com janelas de vidro simples, o homem que guiava a expedição levando Adália nos braços era enorme, tinha uma barba comprida e acinzentada, seus olhos eram profundos, porém ele era magro, resultado de noites de sono mal dormidas e falta de comida, Nemesis abriu a porta e entrou junto com Steve, a decoração era básica, apenas um baú, uma bancada de trabalho, uma cama, quatro pequenos banquinhos e uma lareira, era semelhante à casa em que Steve viveu durante anos isolado, aquele homem... se Adália não tivesse tirado Steve daquela vida, certamente ele seria igual aquele homem algum dia.

Nemesis colocou Adália sobre a cama e foi no baú, de lá retirou uma poção com um brilho amarelo e um liquido rosado...

–Acho que uma poção de cura deve resolver. –ele pegou o frasco e despejou na boca de Adália, a poção fez efeito instantaneamente, Adália se levantou e colocou a mão na boca, no mesmo instante se levantou, olhou ao redor e correu para a parte de fora da casa, Steve e Nemesis não entenderam nada, segundo depois ela volta limpando os lábios vermelhos.

–Acho que meu corpo não foi feito para se curar tão rápido assim... –Adália entrou e se sentou na cama ao lado de Steve, Nemesis guardou o frasco de vidro no baú e de lá retirou um pano que entregou para Adália limpar os lábios, e se sentou sobre o mesmo.

–Essas poções são boas, mas se usadas com frequência tem efeitos colaterais, como o vomito que você acabou de ter. –O homem olhou ao redor, deixando a palavra ecoar pelo cômodo. –E também são demasiado caras.

–oh, me desculpe, eu posso lhe pagar pelas que você usou. –Disse Adália procurando sua mochila, encontrando-a por fim no chão, ao lado da cama. –Quanto lhe devo?

–Apenas três diamantes. –respondeu direta e rispidamente.

–oh, tem um preço alto mesmo. -Adália puxou cinco diamantes da mochila e entregou para o homem, seus últimos minérios. –Fique com mais esses dois, obrigado pelo que fez por mim, ou melhor, por nós.

–De nada, desculpe cobrar pelas poções, mas como vocês percebram, eu não estou em condições de recusar qualquer tipo de ajuda.

–Sim, entendo... –disse Adália.

–Por que o senhor mora aqui? tão afastado de todo mundo moço? –perguntou Steve diretamente cortando a conversa dos dois, para ele se civilizar completamente só faltava prática.

–Bom... Eu não gosto de ficar na presença de outros humanos. Só isso.

Steve e Adália se entreolharam.

–Mas não precisam se preocupar não falo de vocês dois, mas de outras pessoas.

–Que pessoas? –perguntou Steve.

–Bom, na verdade antes de viver aqui na floresta eu era vendedor de poções lá na cidade, por isso tenho essa variedade que vocês viram. Só que aconteceu uma coisa há alguns anos atrás, quando me questionaram sobre a forma que eu usava para conseguia as poções, não falei, então me acusaram de trabalhar com bruxas!

–Nossa... isso é terrível. –Disse Adália.

–Terrível? Mas por que? –perguntou Steve.

–Steve, ser acusado de trabalhar com bruxas é uma acusação gravíssima, entenda que elas são seres cruéis e fazem coisas terríveis...

–Mas, que tipo de coisas?

–Coisas... –Disse Nemesis. –Coisas do tipo, usar crianças na preparação de poções, ossos humanos em rituais de invocação, fora que sempre que elas veem um humano atacam sem explicação alguma.

–Isso mesmo. –Completou Adália. — Mas por sorte, devido a caça às bruxas feita pelos reinos, elas se tornaram seres praticamente extintos.

–hum... Mas senhor, você não trabalhava pra bruxas não né? –disse Steve olhando para o homem.

–MAS É CLARO QUE NÃO! –Ele se exaltou. –Foram os meus concorrentes, como minhas poções eram as melhores da cidade de SummerLand, minha loja era a mais cheia e a que mais vendia, então os outros vendedores me acusaram disso, tudo por dinheiro! É por isso que não vivo mais entre humanos, sou um homem procurado pela lei agora.

Steve e Adália se entreolharam mais uma vez.

–Não precisam ficar com medo, eu sou inocente...

–Afinal de contas, como você conseguia as poções?! –Perguntou Adália.

–Acho que não tem problema eu contar pra vocês, eu achei as receitas em um livro, na casa abandonada de uma bruxa. Não poderia contar pra ninguém a fonte das poções pois mostrar que tinha o livro de bruxaria iria apenas reforçar as suspeitas contra mim...

–Hum... entendi. -Disse Adália.

–Bom, pelo menos vocês sabem o que realmente aconteceu.

–Bom mesmo, mas no final se não fosse suas poções eu realmente não sei o que seria de nós, muito obrigada!

–De nada. –O homem se levantou e foi no baú, de lá retirou um livro de capa preta, na capa tinha uma estrela de cinco pontos com um circulo em volta. -Esse livro está escrito em uma língua muito antiga, parece que é a mesma que as bruxas utilizavam para se comunicar entre si...

Steve olhou para a capa do livro, era muito parecido aos livros que ele encontrou do quarto da Saphire, e se forem os mesmos, significa que ela tem um grande acervo de livros de bruxaria, que se fossem ao conhecimento publico certamente trariam muitos problemas para ela.

–Esse é um livro de feitiçaria? –perguntou Steve.

–É sim, esses livros são proibidos em todos os reinos, se você for pego com um deles é jogado na masmorra sem nem ao menos ter chance de defesa.

–E mesmo que seja inocente. –Completou Adália.

–Esse aqui que eu tenho aborda os mais diversos temas, mas necessariamente não vão nos servir pra muita coisa, primeiro por que não entendo muito o que está escrito aqui, e também mesmo que entendêssemos não possuímos os poderes que elas tem.

–Desculpe perguntar senhor Nemesis, mas o senhor poderia me explicar melhor o que são esses tais poderes?

Adália olhou para Steve, ele estava muito curioso com aquele assunto...

–Steve, por que quer tanto saber?

Ele olhou para Adália e sorriu singelamente.

–É que... se eu quiser te proteger preciso descobrir a forma de derrotar meu irmão, sei que ele não morreu hoje, e que cedo ou tarde vai voltar...

Adália engoliu em seco aquelas palavras, não imaginava que significasse tanto assim para Steve, um sentimento percorreu todo o seu corpo, se sentia tão amada... Steve começava a demonstrar o que sentia, finalmente o calado e tímido garoto da floresta mostrava seu caráter.

–Steve, obrigada... –Adália sorriu meiga, ele se aproximou e deu um beijinho delicado na bochecha dela o que fez ela corar, okey, ela era a namorada de uma semi deus...

–Bom... querem que eu acenda uma vela aqui? –Disse Nemesis sorrindo, ele era simpático e tinha lábia já que trabalhou anos como um vendedor, sabia como tratar as pessoas, pena que o tempo que ele passou na floresta acabou com a imagem de garoto propaganda que ele tinha.

Adália e Steve sorriram.

–Bom, você quer saber sobre o poder das bruxas não é mesmo?

–Sim. Tudo o que o senhor souber e gostaria de contar, isso é muito importante senhor Nemesis.

–Está bem garoto... bom, antes de tudo, não me chame de “senhor” me chame só de Nemesis, tudo bem?

–Sim... –Steve olhou para ele. –Também posso lhe pedir uma coisa?

–Sim, diga garoto.

–Não me chame de garoto, me chame de Steve, tudo bem Nemesis?

Adália não aguentou, teve que rir.

Nemesis cerrou os olhos, e sorriu também.

–Está tudo bem.

***

–Bom vou indo direto ao ponto...

–Nesses anos que eu vivi como vendedor eu escutei muitas histórias sobre caçada às bruxas, e pelo que eu pude deduzir, elas tem três poderes básicos.

–três poderes?–perguntou ele com um brilho nos olhos.

–Os três poderes se dividem em materialização, telecinese, ilusão, mas tem um quarto poder, porém esse não acho que seja importante.

–materialização, telecinese e ilusão... entendi Nemesis.

–Materialização consiste em materializar coisas, por exemplo, na sua batalha de agora a pouco contra seu irmão, ele usou materialização no momento em que se teleportou de um lugar para o outro ou quando deu aquele mega soco que criou uma cratera no chão, ele materializou um energia de repulsão.

–Energia de repulsão?!?! Desculpe mas estou confuso... –Steve coçou a cabeça.

–Existem vários sub níveis para a materialização, me desculpe Steve mas isso eu também não entendo direito, só sendo bruxa para entender...

–Bom, está bem, já é de grande ajuda mesmo assim... –Disse Steve.

– Então, a materialização também pode ser usada para criar coisas simplesmente do nada, como por exemplo, se eu fosse bruxo poderia fazer uma espada aparecer na minha mão agora.

Steve olhou desconfiado para o homem, como se duvidasse do que ele dissesse...

–Não me olhe assim! O que digo é verdade, a magia é muito complexa e tenho certeza que nem mesmo os bruxos conseguem compreende-la direito, mas quer uma prova bem clara do que eu falo?

–Seria bom pra variar... –Disse Adália se intrometendo.

–está bem, vocês com certeza já enfrentaram esqueletos não é?

–Muitos... –disse Adália.

–Mas o que isso tem haver Nemesis? –perguntou Steve.

–Por acaso vocês já viram eles carregando alguma aljava de flechas? NÃO! E ainda assim aqueles malditos conseguem disparar uma infinita quantidade de flechas, agora eu lhes pergunto, como isso é possível?

–Materialização! –responderam Steve e Adália boquiabertos.

–Isso mesmo! Viram? a magia existe e está mais perto do que vocês imaginam, basta você observar o mundo com outros olhos.

Steve e Adália se entreolharam e sorriram, sentiram que aquele homem sabia bem do que estava falando.

–mas lembro, esse é um feitiço muito difícil pois usa uma grande quantidade de xp do bruxo, tanto que logo depois que as bruxas usavam feitiços desse tipo acabavam por ficar fracas e consequentemente eram mortas, por isso tenho certeza de que seu irmão não utilizará muito esse tipo...

–Compreendo. –disse Steve lembrando que seu irmão se tele portava igual um Enderman, de fato fazer aquilo consumia muita energia vital dele, talvez fosse um ponto a favor de Steve.

–Tele cinese. –Nemesis se arrumou na cadeira em uma posição mais confortável .-Bom esse sem dúvida é o poder que o seu irmão mais irá usar contra vocês, porém é o que usa menor quantidade de xp do bruxo que o realiza e por isso é o mais fraco de todos, esse poder também tem outros nomes como o poder da levitação ou flutuação, é utilizado para atirar coisas contra as pessoas ou simplesmente desarmar o inimigo.

–Compreendo,..

–esse não é muito importante explicar por que acho que qualquer um já deve imaginar do que se trata. E isso nos leva ao terceiro poder, Ilusão.

Steve e Adália cerraram os olhos e prestaram atenção total ao que aquele homem falava.

– A muitos anos atrás os soldados do reino da Água receberam uma denúncia um tanto incomum, a de que tinha uma bruxa vivendo em uma pirâmide no meio de um deserto nos arredores da cidade, e que essa mesma bruxa já tinha sequestrado mais de cinquenta pessoas entre homens, mulheres, crianças e idosos, sem distinção, o que era muito estranho pois em e geral eram só crianças ou jovens, mas ainda assim foram investigar.

***

– O general organizou um exército com 99 homens e partiu rumo à tal pirâmide numa segunda feira, cinco dias depois apenas duas pessoas retornam de volta para a Aldeia, um soldado e o General, eles estavam desnorteados e famintos! Quando lhes perguntaram o que tinha se sucedido na missão e o por que da demora eles simplesmente ficaram confusos, quando lhes falaram que eles tinham partido a quase cinco dias praticamente gelaram, não podiam acreditar, juravam de pés juntos que eles tinham saído da Aldeia a apenas poucas horas! e que nesse tempo todo apenas ficaram andando na pirâmide e como não acharam a bruxa resolveram retornar para a Aldeia. Todos ficaram boquiabertos, tinham se passado cinco dias! Como eles poderiam afirmar que eram horas?! Vale lembrar que o general era um homem respeitado e sua palavra era incontestável! Os outros soldados nunca foram encontrados e muito menos a bruxa e até hoje a pirâmide está lá, um completo fosso de mistério ocultado pelas areias do tempo...

–nossa, mas como você sabe disso? –perguntou Steve curioso.

Adália não se conteve e soltou uma gargalhada, Nemesis também riu.

–Simples Steve, era ele o soldado que retornou vivo com o general!

Steve voltou seu olhar para Nemesis, estava estampado em seu rosto que aquilo era verdade, estava claro que alguém como ele tinha que ter tido uma relação mais intima com magia.

–Exato, era eu. (Momento nerd. On.) A bruxa que morava naquela pirâmide simplesmente usou um feitiço de ilusão induzindo um lapso temporal e espacial em todos aqueles soldados que estavam na missão, por isso nós achávamos que tinham se passado poucas horas quando na verdade foram dias! E nunca achávamos a saída da pirâmide. Esse sem a menor sombra de dúvida é o feitiço mais poderoso de um bruxo, mas também, um dos que mais exige da mente de quem o utiliza já que a pessoa vai ter que simular todo um espaço e tempo em sua cabeça assim como a física dele, e isso sobrecarrega e muito o bruxo. (Momento nerd. Off. Rsrs.)

–Entendi Nemesis... muito obrigado.

–Você não está curioso pra saber como escapei?

–Já estava achando que não ia contar. Rsrs. –disse Adália.

–Bom, cinco horas depois de procurar, ou melhor, cinco dias que pareceram horas depois de começar a procurar a bruxa sem achar nada resolvemos procurar uma forma de chamar sua atenção, estávamos só eu e o general, os outros soldados simplesmente tinham desaparecidos pelos corredores e becos, e estávamos andando em círculos pela pirâmide, disso tínhamos certeza, então o General puxou uma tnt de sua mochila e acendeu, nós escutamos uma explosão tremenda seguida de um grito que com certeza era da bruxa, nesse mesmo instante olhamos para trás e vimos a saída da pirâmide, assim conseguimos quebrar o feitiço e escapar...

–Mas como isso aconteceu?! É só explodir uma tnt pra quebrar o feitiço?!

–Não necessariamente, mas eu descobri qual a fraqueza do feitiço, na verdade todo feitiço tem uma fraqueza, e é essa fraqueza que você vai ter que usar pra derrotar seu irmão!

Steve sorriu, finalmente chegaram na parte que ele queria saber.

–No feitiço de ilusão você vai ter que encontrar uma forma de sobrecarregar a mente do bruxo que te prendeu no mundo dele, quando explodimos a tnt era muita informação para a bruxa simular em sua cabeça, ela teve um overdose literalmente e o feitiço se quebrou, então, a fraqueza do feitiço de ilusão é essa, sobrecarregar o bruxo que realiza o feitiço!

–entendi...

–Já o feitiço de tele cinese ou levitação, é necessário ter uma espada, ou armadura encantada com repulsão para evitar que o bruxo a controle e te deixe desarmado. Objetos encantados com esse tipo de feitiço são os mais difíceis de encontrar pelo mundo, levando em conta que nenhuma bruxa vai encantar uma arma que será usada para mata-la, mas essas armas existem pode ter certeza.

–Entedido...

–Já no feitiço de materialização, a fraqueza é o próprio feitiço!

–Ham?! Como assim?! –perguntou Steve confuso.

–Você deve achar uma forma de induzir o bruxo a usar esse poder, com isso ele vai ficar fraco e você pode por fim acabar com ele!

–Mas como eu faço isso?!

–Desculpe Steve, mas isso você vai ter que descobrir por conta própria... nunca ouvi uma história de alguém que conseguiu fazer isso, por isso não posso te ajudar...

Steve suspirou...

–Bom, mas já é de grande ajuda Nemesis... -Steve voltou as atenções para Adália e arqueando uma sobrancelha perguntou. –Afinal de contas, matar uma bruxa é quase impossível. Como é que os soldados de Théfires conseguiram capturar tantas?

–Simples, lutávamos com elas até esgotarem suas energias e depois capturávamos, fácil.

–Mas... deve ter morrido muito soldado nisso, não é? –perguntou Nemesis.

–Digamos que de cem soldados que mandávamos, se retornassem três era muito.

Steve e Nemesis se entreolharam, abalados com a frieza que Adália usou para dizer aquilo.

–Steve, só que tem um problema... –Disse Nemesis com um olhar preocupado. -Tenho certeza de que seu irmão é muito mais poderoso que uma bruxa! nunca ví uma se tele portar como ele, fora que aquelas duas poções que joguei deveriam ter feito ele caír morto naquela mesma hora! Já usei aquela combinação em bruxas que eram julgadas as mais poderosas do mundo e todas caíram perante ela, mas ele, parece que a poção só lhe causou uma leve dor pelo corpo!

Steve e Adália se entreolharam, e nesse exato momento apenas um pensamento circulava em suas mentes...

“Então esse é o poder de um semi-deus...”

–Acredito que deve ter um forte motivo para ele querer tanto assim matar você. –Disse Nemesis olhando para Adália. –Mas creio que uma moça como você não pode ter feito uma coisa tão grave para chegar a esse ponto...

–Acredite. –Adália suspirou triste. -nem eu mesma sei...

Adália se levantou da cama e saiu pela porta mais uma vez, Steve viu que ela tinha se alterado um pouco e depois de uma rápida troca de olhares com o senhor Nemesis saiu atrás dela. Uma brisa amena de inverno batia em seu rosto e balançava os cabelos ondulados de Adália enquanto ela olhava para a escuridão da floresta, ela estava muito distante naquela viagem, muito diferente da Adália brincalhona que sempre arrumava encrenca com Steve.

–está tudo bem? –perguntou Steve se sentando ao lado dela.

–Você acha que eu vou morrer? –Adália nem foi com rodeios já foi indo direto ao ponto, parece que aquele pensamento que tanto lhe afligia precisava ser posto pra fora, era coisa de mais para alguém sozinho aguentar.


–Mas é claro que vai. –Steve não era a melhor das pessoas para consolar alguém. –Todo mundo morre algum dia.

Adália riu, mesmo estando triste. –Você é péssimo Steve.

Nosso pequeno herói tal como é quando alguém começa um relacionamento estava de mãos atadas, Adália era sua primeira namorada e agora precisava mais do que nunca dele, foi com isso em mente que Steve...

–Tem alguma coisa te incomodando? – falou a maior besteira.

–Não sei, acho que só um demoniozinho que tá me matando aos poucos, uma feiticeirinha que tá louca pra me mandar pro inferno e um semideus muito poderoso que quer me eliminar, fora isso, nada não...

Steve desviou o olhar no mesmo instante, tinha toda a certeza que não deveria ter perguntado aquilo.

–Mas... –Começou Steve, tímido. –Nós vamos pro reino de Dracon pra falar com a Mel, ela vai retirar o demônio que colocou em você...

–Vai?! Quem disse que ela vai! –Adália suspirou. –Eu tenho certeza que até hoje ela ainda gosta de você, e quando descobrir que estamos juntos vai ficar com mais ódio de mim ainda!

–Adália, mas também pode não ser verdade, pode ser que ela nem se lembre mais de mim, e que talvez isso que aconteceu entre agente seja passado pra ela... –Steve ficou feliz consigo mesmo, estava contente mas não sabia por que. –você sabe como ela é, já pode ter até encontrado out-tra pessoa...

Lá estava Steve gaguejando, quando ficava nervoso era o primeiro sintoma e Adália sabia disso.

–É pode até ser! Mas só vamos saber quando saímos daqui e chegamos em Dracon. –Adália respirou fundo, estava muito estressada com aquele turbilhão de coisas que se passava. –Você acha que é o Filho de Notch mesmo?

Steve olhou para a frente, e admirando a paisagem respondeu...

–Eu não sei Adália...

–Por via das dúvidas, é melhor retornar para Théfires amanha mesmo, vamos falar com a Saphire e ver o que ela pode fazer com relação ao Herobrine, até por que ele poderia estar mentindo quando falava em destruir o mundo! Ninguém é tão poderoso assim afinal de contas!

–E depois vamos ver a Melanie...

–É... –Adália estranhou. –Depois vamos ver a Melanie.

Os dois ficaram em um silêncio repentino, mas Adália não se aguentava, estava tudo muito confuso para ela, apesar do que tinha acabado de dizer talvez Herobrine tivesse sim poder para destruir o mundo, mas tinha muitas coisas que ela ainda não entendia, desde a magia até o por que dele querer acabar com o mundo, tudo o que ele disse foi muito confuso e sem nexo, como uma espécie de carta apagada onde o significado está em partes, e para compreende-lo é necessário descobrir as partes que faltam... ele falou sobre caos, destruição, justiça, uma coisa mais antiga do que o próprio mundo e... e... EnderDragon!

–Steve, afinal de contas quem é esse tal de EnderDragon que seu irmão tanto fala?!

Steve no mesmo instante olhou para Adália.

–O EnderDragon?

–É, esse nome mesmo, mais de uma vez vi seu irmão dizer isso, e disse que ele fala com você! tem alguma coisa que você está me escondendo Steve? Pode falar. –Adália se sentou mais próximo dele. –Sei que você deve estar muito confuso com o que está acontecendo ultimamente, mas estamos juntos agora, você poderia confiar mais em mim...

Steve olhou para Adália, bem fundo naquelas esmeraldas verdes brilhantes cobertas pelas madeixas vermelhas.

–O Enderdragon... Eu não sabia que ele se chamava assim... –Disse Steve. –Na verdade é um monstro de olhos roxos que aparece nos meus sonhos.

–Como um Enderman? –perguntou Adália.

–É... ele se parece com um Enderman, mas é muito maior. –Steve deu uma pequena pausa recordando-se do monstro negro. – Ele me fala coisas que não entendo, acredito que tem alguma relação com os escolhidos, é a única palavra que ele fala em todos os sonhos.

–Os escolhidos? Como assim?!

–É isso Adália, nunca fez muito sentido pra mim...

Adália cruzou os braços e fechou os olhos com uma expressão séria.

–Esse tal de EnderDragon, o Herobrine disse que foi ele quem deu os poderes pra ele, na verdade, foi quem apenas o ensinou a controlar os poderes de Deus que ele tem e que você também possui, segundo ele.

–é... foi isso que ele disse. –Disse Steve.

–Isso quer dizer que você pode aprender a utilizar esses poderes não é? Tipo, pra você ser tão forte quanto ele...

–Acho que sim...

Adália bufou. –é Steve, acho que por enquanto podemos deixar isso de lado, pelo que eu vi quando lutamos com ele você já é bem forte não é? Rsrs. Você só precisa dominar esses tais, três poderes que o Nemesis falou, daí talvez tenhamos alguma chance contra o Herobrine.

–Não é que eu seja forte... é que a vida me fez assim.

Adália olhou para Steve, espantada, vez ou outra ele falava ima coisa diferente, reflexo de um conhecimento fora do comum.

–Como assim? Você fala isso por já ter nascido um semi deus?

–Não... –Steve apertou os lábios um contra o outro. –É que a minha vida inteira eu enfrentei Endermans, e eles se tele portavam igual o meu irmão, então eu já tinha adquirido a habilidade de quase adivinhar onde o Harry iria aparecer...

Adália abaixou a cabeça, só tinha enfrentado três Endermans na sua vida toda! Os demais ela fugia, aquelas criaturas de três metros eram demoníacas, os olhos eram a pior parte se não a boca que abria até quatro vezes o tamanho normal! Mais de uma vez viu soldados serem estraçalhados pelos dentes afiados ou arremessados a metros de distância, só de imaginar que Steve enfrentou esses monstros a vida toda e sozinho... Agora ela entendia por que nosso pequeno herói era tão bom com ela, por que era tão grato por ela te-lo tirado daquela vida...

Steve esticou a palma das mãos e olhou fixamente para elas, ele mesmo não acreditava ter tanto poder assim... Adália percebeu o movimento dele e para acalmar um pouco e reconfortar colocou sua mão sobre a dele.

–Eu vou estar sempre ao seu lado Steve, pode contar comigo.

Steve abriu a boca e olhou para Adália, não disse nada deixou sua expressão falar por si só...

–Steve, seu irmão disse que um dia vai voltar pra te levar...

Steve continuou calado...

–Você não vai embora, você não pode.

Ele apenas respirava, ofegante...

–Steve promete que não vai me abandonar, promete que vai sempre estar comigo não importa o que aconteça. –Era de se estranhar o que Adália estava pedindo, mas o que Herobrine tinha dito atormentava e muito nossa heroína.

–eu prometo. –respondeu Steve silenciosamente.

***

Era por volta das nove horas da manha quando nossos dois aventureiros sentiram o calor dos primeiros raios solares, que anunciavam mais um dia no mundo de Minecraft, Steve se despreguiçou e apanhou a mochila do chão seguido por Adália, Nemesis já estava acordado e entrava na casa trazendo três maças na mão.

–Vocês devem estar famintos, Rsrs.

Steve e Adália degustaram ferozmente as maças, estavam uma delicia.

–Nemesis, quanto você quer por esse livro?

–Hum? Que livro? –perguntou Nemesis espantado.

–É Steve, que livro? –perguntou Adália.

–O de bruxaria, conheço uma pessoa que coleciona esses livros.

– ah Steve, pode levar de graça meu filho, como disse não entendo nada do que está escrito nele, e as imagens das preparações de poções já estão gravadas na minha mente. –Ele se levantou e foi no baú, de lá retirou o livro e entregou para Steve. –Só tome cuidado para ninguém te pegar com isso por aí.

–Está tudo bem. –Disse Steve guardando o livro na mochila. –Eu vou tomar sim.

Adália se levantou seguida por Steve e saíram porta a fora.

–Vocês sabem o caminho de volta? –perguntou Nemesis.

–Sim, sabemos, muito obrigado por tudo! –Disse Steve se despedindo e dando tchal enquanto iam se afastando e retomando o caminho de volta para casa, os pinheiros estavam ali e a manha estava clara como uma manha de verão, Steve e Adália caminharam sem parar por algumas horas, e por volta das doze horas da tarde chegaram em casa, era na hora do almoço...

–Hum... aí estão os dois pombinhos. Rsrs. Parece que se divertiram muito ontem não é.

–Manhê!!! –Disse Adália sorrindo furtivamente para ela.

–Adália eu vou subir para arrumar minhas coisas, já eu desço pra irmos pra Théfires.

–tudo bem amor... –Adália deu um beijinho rápido nos lábios de Steve, logo em seguida ele subiu.

– você não tem algo a dizer sobre isso?

–A mãe, desculpa ter que ir embora, mas...

–O QUE?! Não sua besta to falando do garoto mistério! –Ela se mostrou entusiasmada. –E aí, é sério o negocio?!

–Mais sério que um ataque cardíaco. Rsrs. –Disse Adália comemorando junto com a mãe. As duas conversaram por alguns segundos, desde um futuro casamento até um provável filho, até o momento em que Steve desceu, ele carregava uma espada de diamantes e uma de ferro na cintura, e o arco encantado do Diego nas costas dentro da mochila que estava com o zíper fechado pela metade...

–Vamos? –Disse Ele.

–Ah Steve, você não vai nem ficar pro almoço?

–Mas dona Lia...

–Sem mas, vamos eu fiz aquele chocolate quente que você adora...

–Mas dona Lia...

–Sem mas mocinho, e a Adália ainda nem se aprontou pra viagem, vamos logo. Rsrs. –Disse ela se comportando como se fosse a mãe dele, Adália riu daquela cena e subiu para o quarto.

Steve e dona Lia, junto com Adam bebiam os últimos goles de água quando entra pela porta um camponês que parecia acabar de sair do trabalho.

–CHEFE! CHEFE! Acabamos de capturar o monstro que estava acabando com a plantação!!!

–Monstro?! Que monstro?! –Disse Adam se levantando no mesmo instante.

–Vamos! Ele está aqui fora, preso!

Adam se dirigiu para a parte de fora da casa, seguido por Steve e dona Lia que saíram curiosos, chegando do lado de fora encontraram um porquinho preso dentro de uma sela de grades de ferro.

–Era esse o monstro? –perguntou o senhor Adam arqueando a sobrancelha.

–Sim senhor! Acredite ou não mas ele destruiu duas colheitas inteiras de trigo e comeu duas fileiras inteiras de batata!

–nossa, mas esse porquinho?

–Sim senhor!

–pois bem, sendo assim, acho que hoje vamos ter bacon no jantar. Rsrs. –Disse Adam passando a mão na barriga e olhando com um olhar sinistro para o porquinho, que se encolheu em um canto e começou a tremer de medo muito assustado.

Steve que não comia carne de nenhum tipo de animal se aproximou da jaula para ver o tal “exterminador de colheitas” tamanha foi sua surpresa quando o animalzinho começou a balançar o rabinho em forma de mola, da mesma forma que um cachorro quando vê o dono, Steve se abaixou e olhou nos olhos do porquinho que tentou lamber seu rosto. Todos ficaram boquiabertos, aquele porquinho parecia reconhecer Steve.

–Roinc... é você? –Disse Steve confuso com o que aquele porquinho estava fazendo ,e com a semelhança que tinha com seu antigo bichinho de estimação, que acreditava ter sido explodido por creepers, porém, ele teve certeza total quando o animalzinho respondeu.

–Roinc, Roinc!

Notas finais
obrigado por lerem até o fim, até :)