Notas iniciais
Muito obrigado pela recomendação Uzumaki J. e por todos que estão sempre comentando, bom, espero que gostem desse capitulo, Boa leitura a todos!

Lembro-me de que Aiden respondeu uma coisa do tipo “vá para o salão e aguarde, o rei virá falar com você e os outros tributos em breve.”, que bom, pois sei que não conseguiria falar nada, fui pega de surpresa em uma hora um tanto delicada para mim.

–Você viu a forma como ele nos encarou? –Disse-me ele com sua voz grave e levemente rouca. –Se não te conhecesse como conheço, diria que vocês tem alguma coisa, estou errado?

–Eu e ele não temos nada. –Disse com um sorriso de canto de boca. –não sei de onde você tira essas coisas Aiden...

–Sei. –Respondeu ele olhando o outro cômodo. – Você vem comigo ouvir o que o rei vai dizer?

–Sim, claro. –Respondi apressando o passo rumo às escadas que levavam ao andar de cima. –Quero ver o que o Augustus vai inventar esse ano.

–hum, você chama o rei pelo nome? Que intimidade...

–Ora pois, se esqueceu de que o conheço desde que eu era uma criança?

–Sim eu sei, mas esperava uma relação com mais respeito entre vocês. –respondeu ele caminhando logo atrás de mim. -Ouvi dizer que ele é um homem muito sábio, mas ainda assim tem os boatos de que ele já matou muita gente...

–Estamos falando da mesma pessoa? –perguntei em meio a uma gargalhada. –Acho que o Augustus já pode ter matado muito sim, mas se me lembro bem, foram apenas bruxas.

Chegamos ao salão principal onde iria ter o “tradicional discurso do Rei”, era possível ver o céu estrelado através do teto de vidro oval, os dois últimos tributos acabaram de cruzar os portões de madeira reforçada que se fecharam abafando os gritos alucinados da multidão que se amontoava na parte de fora. A princesa, logo após cumprimentar os dois últimos participantes veio caminhando na direção de Steve que estava em um canto sozinho olhando para todos os outros tributos que conversavam e riam, provavelmente dele, um sorriso contente inundou o rosto de Saphire quando ela teve uma rápida troca de olhares com ele, que respondeu com um rápido aceno de cabeça. Depois ela subiu as escadas e veio caminhando em minha direção, seu vestido volumoso nos quadris com um tom azul escarlates vinha se arrastando pelo chão, ela me cumprimentou cordialmente.

–Quanto tempo Adália. –disse ela com um tom simpático na voz.

–apenas alguns dias pra ser mais exata. –Percebi que Aiden franziu o cenho logo atrás de mim, de certo que um pouco chateado com a minha resposta. –Mas é bom te ver também.

–Já contou a novidade pra ela Aiden? –Disse ela dirigindo o tom de voz para ele.

–Já sim. –Respondeu. –Mas pelo que me parece ela não se importa muito comigo.

–Como não Adália? Já imaginou vocês dois juntos recebendo aqueles baús cheios de diamantes?

–Acho difícil.- Respondi. –Não é por nada não, mas a primeira prova é escrita, e muitos de meus soldados vão participar dos testes... Aí já sabe não é mesmo?

Saphire me encarou com um olhar do tipo “será que dá pra me ajudar um pouquinho aqui?!”, sei que ela torce pro Aiden vencer mais do que ninguém, isso é estranho porque pelo pouco que me lembro, eles não se dão nada bem, será que tem coisa aí?

–Não se deixe levar por isso Aiden, eu sei que você é inteligente e vai se sair bem... –Ela o elogiou.

– é com isso que eu estou contando Saphire. – Respondeu ele, consentindo obviamente.

A essa altura eu percebi que Steve nos encarava do andar de baixo com expressões frias, sei que ele deve estar se sentindo muito solitário agora, de cima é bem visível já que os outros tributos estão todos juntos caminhando pelo salão e rindo até do vento que entrava pela janela, enquanto ele estava lá, sério, não sei por que, mas o olhar azul daquele garoto me deixa, em poucas palavras, culpada...

–Não se preocupe Adália. –Disse Saphire sequestrando-me dos meus pensamentos. — depois eu vou lá cuidar dele.

–Ham? Cuidar de quem?! –respondi rapidamente, afinal, as últimas palavras me soaram bem autoritárias, mesmo que ela tenha dito sem intenção.

–Do Steve, eu percebi que você não tirou os olhos dele desde que chegaram, deve estar machucado, mas eu vou melhorar isso...

–E como?! –Perguntei fitando-a.

–Assim... –Ela estalou os dedos e fagulhas com um tom pink cintilaram entre o indicador e o polegar, às vezes esqueço o que ela é.

Nesse momento uma figura notável acabava de entrar no Salão ao som de trombetas, vinha com sua capa real em tom vermelho vivo arrastando no chão e com a barba comprida, era ele, sempre fazendo essas entradas de cair o queixo, seis soldados vinham escoltando-o todos usando armaduras de diamantes e com espadas na cintura, eram os guardas reais, pelo que eu sei eles lutam tão bem quanto eu mesma se não melhor, meus olhos se perderam no azul ciano e brilhante das armaduras que nem percebi quando Saphire roubou Aiden de mim e nem mesmo quando os dois já iam caminhando em direção ao rei.

–Vossa majestade que agora voz fala, O REI AUGUSTUS, e sua filha a princesa SAPHIRE. – Anunciou um sujeito franzino e um pouco afeminado, todos os tributos se curvaram em sinal de respeito com exceção de Steve que ficou confuso como sempre.

–Ora gajo, muito obrigado. –Disse-lhe o rei simpaticamente, nesse momento todos os tributos fizeram silêncio e voltaram as atenções para o alto.

–Gostaria de começar lhes parabenizando por chegarem até aqui, sei o tamanho do esforço e da coragem que fizeram para passarem nos testes, e espero que essa mesma coragem contagie o coração dos participantes no evento de amanha... De certo essa deve ser a primeira vez que vocês entram em meu castelo, portanto, sejam bem vindos. É com grande prazer que Théfires abre a porta para vocês, sábios e valentes guerreiros, os melhores de todo o mundo! –Disse o rei sem medir elogios. –Essa é minha filha, Saphire, é ela quem irá apresentar o castelo para vocês assim como o local onde irão permanecer essa noite.

Nesse momento Saphire deu um passo à frente e fez um rápido cumprimento para seu pai, nesses momentos ela aparentava ser outra pessoa.

–Sejam bem vindos valentes guerreiros, gostaria que vocês me seguissem. –Disse ela indicando as escadas com a mão. Todos os tributos vieram caminhando calmamente em direção à ela, para ser mais exata treze pessoas, de diferentes idades e tamanhos, porém, todas com o mesmo poder e coragem no olhar, o rei, como já era de se esperar sorriu para todos e saiu por uma outra porta, deixando todas as atenções para sua filha.

***

Jazida na parede havia várias tochas que serviam como decoração para aquele corredor de pedras com mais de dez metros de altura, os tributos foram caminhando logo atrás da princesa que ia explicando a história do castelo, desde a época em que Théfires era apenas uma pequena vila até o momento em que os mobs chegaram ao mundo e foi preciso transforma-la em um reino, até que, para a tristeza de todos eles chegaram ao seu destino final.

–Esse é o corredor onde vocês irão se hospedar, e como já puderam perceber cada um dos quartos tem uma porta com o símbolo do seu reino, qualquer coisa é só chamar um dos guardas que estarão de plantão aqui fora, de acordo?

Todos os tributos balançaram a cabeça consentindo.

–Ótimo! –Saphire voltou a caminhar, nesse momento eles passaram em frente a uma porta com um símbolo em tons azuis e brancos, onde dois homens deixaram o grupo e entraram. Logo depois passaram por uma porta com uma imagem em tons vermelhos onde uma menina e um garoto entraram, e foi assim por mais alguns minutos até sobrarem apenas Steve e a princesa, que parou de caminhar e olhou para ele.

–Onde é que eu vou ficar? –perguntou o inocente garoto.

–Seu quarto é esse. –Disse ela apontando para uma porta gigantesca ao seu lado. –Eu vou ficar com você, um pouquinho...

–Não precisa, acho que você como princesa não pode fazer esse tipo de coisa.

–Oh Steve, não diga isso, você nem imagina como senti sua falta... – Insistiu a jovem carinhosamente.

Steve apenas suspirou profundamente e olhou para a porta.

–está bem, quem sou eu pra dizer alguma coisa pra você.

Steve e Saphire abriram a porta e entraram no quarto juntos, ele jogou sua mochila sobre a enorme cama que ocupava metade do quarto e logo em seguida se deitou com dificuldade, e com um pensamento perdido ficou olhando para o teto.

–E pensar que há alguns dias atrás eu morava sozinho no meio da floresta...

Saphire sorriu meiga e se sentou ao lado dele na cama, pelo que parecia ela não queria falar sobre aquilo.

–Acho que você precisa trocar essas ataduras, devem estar sujas e corre o risco de causar alguma infecção. –Disse ela abrindo um baú ao lado da cama e pegando alguns panos limpos.

–Acha que é grave assim? –perguntou Steve tirando a camisa com muita dificuldade e gemendo um pouco de dor. –Eu vou ficar bem cedo ou tarde, sempre fico.

–Talvez sim, talvez não... –Ela começou a desenrolar os panos sujos de sangue da barriga e braços de Steve. –Não sei ainda.

Saphire terminou de tirar a ultima atadura e examinou minuciosamente os ferimentos por toda a extensão do tronco dele, para sua alegria os machucados e arranhões não passavam de meros “machucados e arranhões”. Ela sentiu um rubor tomar conta de sua face quando percebeu que Steve a fitava através dos fios de cabelo que teimosamente caiam sobre seus olhos azuis, enquanto ela cautelosamente fazia seu trabalho.

–O que foi? –perguntou ela sem parar o que estava fazendo. –Por que me olha assim Steve?

Ele rapidamente desviou o olhar.

–Não, é que... – ele passou a mão sobre o seu ombro direito o qual Saphire já havia terminado. – Eu queria te agradecer por isso...

Ela por sua vez, voltou seu olhar para seu paciente um pouco confusa.

– Pelo que, Steve?

–Por isso, por ter cuidado dos meus ferimentos, estou muito melhor agora. –Disse Steve se levantando e ficando sentado na beirada da cama enquanto Saphire enfaixava o outro braço.

–Eu sou sua namorada e estou apenas cuidando de você... –Saphire olhou para ele e sorriu timidamente. –por que eu gosto de você... –Disse ela com um tom de voz quase inaudível.

–É eu sei... –Steve olhou para o lado um pouco triste. Sua mente vagou sem rumo até bater de frente com o nome de Adália que agora devia estar em casa dormindo. As lembranças e o peso que sobre ele se debatiam eram muitos, desde um irmão demoníaco e desprovido de alma até um provável apocalipse que iria acabar com o mundo, e enquanto isso ele estava ali, participando dos jogos vorazes que não tinham significado algum. Ele sabia que aquilo era apenas um mero passa tempo, já que, apesar de querer deter seu irmão mais do que tudo, não sabia nem por onde começar, e ficar com a Adália certamente seria bem útil, já que ela além de Saphire sabiam que Herobrine existia, e que estava bem vivo.

–Pronto. –Disse ela cortando a ponta da faixa com uma tesoura. –Você precisa tomar uma poção de cura, sabe, pra estar novinho em folha antes dos jogos...

A sábia médica se abaixou e retirou do baú um frasco de vidro com um liquido rosa e brilhante que continha pequenas bolhas que se assemelhavam e muito às de uma água com gás, entregando logo em seguida este mesmo frasco para Steve que tomou tudo sem hesitar. A pequena garota se deitou ao lado de seu paciente e ficou fitando o teto junto a ele, era possível ver uma lua minguante surgindo na linha do horizonte e milhares de estrelas. O som de um vento gélido vindo de além das montanhas zunia ao passar pela cortina das janelas e em questão de segundos o quarto já tinha a temperatura de um lugar onde a neve caía formando camadas e mais camadas de gelo, de um todo, a melancolia presente naquela noite era intensa, a ponto de fazer Steve sentir suas pálpebras pesarem lentamente, no entanto, Saphire foi mais rápida que o sono.

–Sabe Steve, eu andei analisando aquela carta que a Adália me enviou, sobre o seu irmão, o tal de Herobrine. –Saphire colocou a mão entre os seios e retirou um pedaço de papel dobrado. – Eu acho que você poderia me contar um pouco sobre ele, na verdade, eu e o Aiden chegamos a algumas conclusões, talvez precipitadas, mas que fazem muito sentido...

Antes que ele pudesse falar alguma coisa alguém começou a bater na porta, Saphire e Steve se entreolharam rapidamente como que surpresos, quem poderia estar batendo na porta àquela hora? Ainda mais no quarto de um tributo. A princesa se levantou e foi caminhando à porta com passos abafados.

–Quem é? –perguntou ela ainda de porta fechada.

–Sou eu a Adália... Saphire?! O que é que você está fazendo no quarto do Steve?! –perguntou a capitã.

Saphire mais do que depressa abriu a porta.

–Nada, só estou cuidando dele como eu disse que iria fazer. –respondeu ela voltando a se sentar na cama.

–Oi Adália. –Disse Steve sorrindo sem graça.

–Oi... -respondeu ela de uma forma desconfiada.

A capitã entrou no quarto e se sentou no baú ao lado da cama, e então fitou a carta que ela mesma havia escrito aberta sobre o pano da cama.

–Eu vim falar com o Steve sobre isso, não imaginava que você já estivesse aqui. –Começou Adália encarando a carta. –O Rei está te procurando, por isso chamou o Aiden...

–Quem, eu? –Disse ele saltando de cima do teto mais uma vez, demonstrando uma habilidade incrível. –Aliás, o Rei só queria saber se os tributos já estão bem acomodados, nada de mais princesinha...

Lá estavam os quatro aventureiros reunidos, sobre a cama estava a carta alertando sobre o maior segredo de todos, o homem de olhos brancos que agora tinha se desvendado, porém, aquilo não era o que a princesa mais queria saber.

–Há quanto tempo você está aí? Posso saber? –Perguntou Saphire.

Aiden apenas olhou para ela, calmo, como já era de se esperar.

–Desde de que você começou a enfaixar o garotão aí... –Disse Aiden olhando para Steve. –Mas não me leve a mal, só estou fazendo o meu trabalho.

–Sei! –Disse Adália cruzando os braços.

Aiden abaixou a cabeça e fechou os olhos, um pouco cético quando Adália falou.

–É sério.

–Que bom que vocês estão aqui, acho que poderemos encontrar uma resposta mais rápida agora... –Disse Steve se sentando na cama, bem sério por sinal. –eu não tinha conhecimento sobre essa carta, mas acho que você e a Saphire já tem ao menos uma noção do que está acontecendo.

–Sei, um megalomaníaco que acha ser Deus e que quer destruir o mundo usando os monstros... –Disse Aiden de uma vez.

Steve e Adália se entreolharam rapidamente, ela não havia escrito nada na carta sobre Steve e Herobrine serem filhos do Deus Notch, era um segredo entre eles, mesmo acreditando que fosse verdade preferiram esconder já que tinham muito com o que se preocupar.

–É isso... –Disse Saphire concordando. –Basicamente.

Adália suspirou procurando as palavras certas para dizer, no entanto Aiden foi mais rápido.

–Eu e a Saphire chegamos a algumas conclusões enquanto vocês estavam fora, e acho que a mente por trás de tudo o que está acontecendo, como o ataque às aldeias, a origem dos monstros, e mais algumas coisas é esse tal de Herobrine. Só não conseguimos explicar qual o motivo disso tudo...

Todos se entreolharam rapidamente...

–O pior que nem nós sabemos, mesmo quando falamos com ele cara a cara nada do que ele disse fez muito sentido! –Disse Adália de pronto.

–Só algumas coisas... –Completou Steve.

Nesse momento os olhos de Aiden se depositaram sobre Saphire que respondeu com um olhar do tipo “Não me olhe assim, to tão perdida quanto esses dois!”.

Aiden em toda sua sabedoria e inteligência pegou uma pena e um tinteiro que estavam sobre uma bancada de madeira, apanhou a carta de Adália sobre a cama e a virou ao contrário.

–Temos que por no papel o que já sabemos. –Disse ele sério.

Os outros três ficaram se entreolhando por algum tempo.

–Primeiro, sabemos que Herobrine é muito poderoso.

–Sim. –Disse Adália consentindo.

–Ótimo, temos que saber como ele conseguiu esses poderes. –Disse Aiden pensando mais em beneficio próprio, já que ele mais do que ninguém sempre procurou ser o mais forte, e “poder” era exatamente do que ele precisava para conseguir isso. – Assim nós poderemos descobrir uma forma de detê-lo.

–É, faz sentido... –Consentiu Steve inocentemente.

Aiden mergulhou a pena na tinta e escreveu no papel.

A origem dos poderes de Herobrine.

–Segundo, sabemos que Herobrine de alguma forma está associado ao surgimento dos monstros, já que pode controla-los, estou certo?

–É, em parte... –Disse Saphire.

–Como assim? Ele pode si...

–Não, mas você tem que entender uma coisa... –Disse Saphire interrompendo. –Esse Herobrine é o irmão do Steve, e ele deve ter no máximo uns, sei lá, vinte e cinco anos, estou certa Steve? –perguntou ela dirigindo as atenções para ele.

–Sim, está. –Respondeu.

–E no entanto, criaturas como Endermans... –Saphire ficou um pouco pensativa, e não disse uma única palavra, na sua cabeça, passou a cintilar uma ideia um tanto estranha.

–O que foi?! –perguntou Adália indelicadamente após alguns segundos.

Saphire levantou a cabeça estupefata com o que acabava de pensar.

–Eu ia falar que seres como Endermans sempre existiram desde a origem do mundo e por isso Herobrine não teria nenhuma ligação com a origem deles, mas ainda assim ele pode controla-los e manda-los destruir as aldeias. Não é verdade?

–Sim... –Consentiu Adália. – E o que tem de mais nisso? Por que você ficou tão pensativa?!

Saphire olhou para todos deixando o suspense inundar o quarto por alguns instantes.

–Isso significa que tem outra pessoa, ou coisa por trás da origem dos monstros, uma coisa tão antiga quanto o próprio mundo e que por alguma razão desconhecida, só recentemente resolveu criar esses monstros e dar esse poder de controla-los para o Herobrine.

Adália se lembrou de que o lorde das trevas tinha mesmo mencionado algo “mais antigo do que o próprio mundo”, então eles estavam caminhando na direção certa.

–Hum, vamos anotar então. –Aiden muito complacente pegou a pena e escreveu no verso da carta.

A origem dos monstros.” E na linha seguinte escreveu. “Algo tão antigo quanto o próprio mundo pode ter criado os monstros.

Saphire ainda assim, continuou com ar de pensativa...

–Você sabe de mais alguma coisa? –perguntou Steve que estava mais do que satisfeito com o conhecimento de sua namorada.

–Bom, tem sim, mas isso é mais uma teoria que eu acabei de criar...

Steve colocou a mão sobre o ombro de Saphire e sorriu.

–Diga assim mesmo, pode ser que você esteja certa...

A pequena princesa sorriu um pouco seria em retribuição.

–Se pararmos pra pensar nas criaturas antigas... –Começou ela. — Vamos nos deparar com outra dimensão, o Nether, que abriga criaturas tão antigas como os Endermans...

–Já sei. –Disse Aiden retomando a palavra. –Vai dizer que essas criaturas que existem lá, podem ter alguma ligação com esse ser antigo que criou os monstros?

–Exatamente Aiden... era isso que eu estava pensando. –Ela suspirou. –É uma dimensão fantasma, e ela é repleta de criaturas extremamente poderosas, mais até do que os monstros que existem aqui na terra, só pra você ter uma ideia, estamos falando de gigantes voadores que cospem fogo e esqueletos negros de mais de três metros de altura...

–E essas criaturas foram criadas por esse ser antigo?! –perguntou Adália.

–Hum... Acho que sim. –Respondeu Saphire com um pouco de dúvida.

–Você está errada. –Discordou Aiden rapidamente. –Pensa comigo, se ele pode criar criaturas extremamente poderosas, por que não as criou em vez dos zumbis dos esqueletos e os outros?

–Isso faz sentido. –Respondeu Adália. –Se o objetivo dele fosse destruir o mundo, a melhor maneira de fazer isso seria criando essas criaturas aqui e não lá...

Saphire olhou para Steve que esse tempo todo tinha ficado em silêncio, apenas ouvindo a conversa de todos...

–No entanto, isso não vem ao caso. –Disse Saphire encerrando a discussão. –Pode ser que sim, mas não ainda, não agora...

Nesse momento Adália e Aiden se calaram e passaram a fitar Saphire. Ela realmente tinha bastante conhecimento quando se tratava de assuntos relacionados a mobs, dimensões e magia, talvez os livros de feitiçaria que ela tanto insistia em ler, estivessem repletos daquelas informações, mas ainda assim, Aiden pegou a pena e escreveu na outra linha. “Os monstros do Nether

–O que mais me intriga, é por que o Herobrine? Um humano comum como qualquer outro foi justamente o escolhido para controlar os monstros? fora que o fato dele ter poder sobre magia não faz sentido algum...

–Como assim? –perguntou Steve. –Mas ele tem...

Saphire encarou Steve com um olhar diferente, muito desconfiada.

–Eu sei disso, mas é que para ser feiticeiro é necessário que você tenha tido uma mãe bruxa, e se você e Herobrine são irmãos significa que era para os dois dominarem magia, mas eu não consigo ver nenhuma aura em volta de você, a não ser que você tenha sido adotado...

Adália e Steve se entreolharam mais uma vez...

–Isso é impossível, eu posso te garantir que Steve e Herobrine são irmãos, quase gêmeos idênticos! –Disse Adália por fim. –Claro, Steve tem pupilas e ele não...

Saphire olhou para a capitã e logo em seguida encarou Steve, percebendo que os dois a fitavam apreensivos...

–Tem alguma coisa que não está se encaixando... –Disse Saphire. –Isso é um quebra cabeça terrível...

–Do que você está falando? –perguntou Steve. –Só temos que descobrir uma forma de deter o meu irmão e...

–Steve. –Disse Aiden interrompendo. –Você tem que entender o seguinte, Herobrine não está trabalhando por conta própria, e o pior que ele não é o verdadeiro vilão nessa história, não o único, quem está por trás dos ataques às Aldeias, desses monstros que dominaram o mundo, ele sim é o nosso inimigo, então não adianta de nada focarmos no seu irmão quando ele não passa de uma mera marionete nas mãos de alguém muito mais poderoso. –Completou Aiden calmamente.

–Ele está mais do que certo... –Disse a princesa. –Temos que descobrir quem criou os monstros e detê-lo primeiramente. Mas acho que a única pessoa que tem essas respostas é o próprio Herobrine. –Suspirou a pobre garota.

–Mas por que! Por que alguém em sã consciência criaria monstros!? –Disse Adália enfurecida. –Afinal de contas o que a humanidade fez de tão ruim para merecer uma coisa dessas!

–Sabe Notch... –Disse Aiden que seguia os ensinamentos desde pequeno, quando treinava com seu mestre na vila Npc.

–É... –Suspirou Steve, a cada minuto que passava seu ódio contra o pai aumentava.

–E agora? O que vai ser? –perguntou Aiden, percebendo que a “reunião” se encerrava ali.

–Agora, vamos esperar os jogos terminarem, e aí, bom, vamos solucionar esse mistério... –Terminou Saphire olhando para todos.

–Ah é... Boa sorte. –Disse Steve encarando Aiden contente.

–É, né, tá bom, vamos Adália? – Disse Aiden caminhando elegantemente para a porta.

–Vamos... –Respondeu. –Até amanha Steve. –Ela suspirou tristemente e foi saindo pela porta.

–Até... –Disse o pequeno herói tendo uma sensação estranha no coração ao ver Aiden agarrando Adália, antes que a porta se fechasse.

Saphire continuava ali do lado de Steve, olhando para ele com seus olhos ametalados, o cinza que hipnotizava mesmo que sem querer vidrados no azul que remetia a um mar calmo e sereno. A pequena garota repousou com cuidado a cabeça sobre o peito de Steve e sentiu um arrepio inundar o seu corpo, ela acariciou o seu peito esquerdo e sentiu uma respiração bater sobre sua nuca...

–Você está ofegante por minha causa, não é amor? –perguntou Saphire.

–Sim, você está bem encima da minha ferida... –Disse Steve rindo apesar da dor.

Saphire saiu rapidamente de cima do peito de seu amado e riu junto com ele do ocorrido, logo em seguida os dois ficaram trocando beijos carinhosos repletos de desejo até que o sono foi chegando aos poucos, e assim, debaixo de um cobertor macio eles dormiram abraçados.

Continua...

Notas finais
Aiai... está bem, sei que muitos devem estar muito chateados comigo (ou não) por causa da demora, mas bem, sabe aqueles momentos que você quer postar a história e não tem internet? pois é, é isso que está acontecendo, (e como vocês já devem saber não é a primeira vez!) aqui em Roraima que é onde eu to morando a internet é tão ruim que nem dá de ver video no you tube, ah, mas esquece! como eu estou sem internet resolvi entrar no wi-fi do vizinho que por algum milagre dos céus não está com senha e postar o capitulo rapidinho, bom, é essa a verdade, não tenho nenhuma outra desculpa pra dar por que foi justamente isso que aconteceu. espero que possam me entender e aceitar minhas desculpas :"/ até...