Fuck Normality
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Espero que gostem da história!
Ela possui uma narrativa na 3ª pessoa, com um certo estilo "A menina que roubava livros".
Tinham sempre esse jeito leve consigo, porque era essa delicadeza que dizia uma para outra o carinho que sentiam. Exagerado, que a outra, a morena, insistia em sentir. Carinho que fazia ela sentir medo de tocar, quando muito nova, desejo incontrolável com o passar do tempo, mas ainda não chegaremos ai. Este medo que sentia, fazia com que com a voz, elas se tocassem...
A morena falava arrastado, suave, meio rouca e sem querer se pegava por vezes quase sussurrando no ouvido da outra, era a esta que a situação assustava. E como assustava, pois só ela sabia secretamente do seu desejo.
Já a loira, menor, a "mais pequena" delas, falava angelicalmente, uma voz doce que parecia cantar enquanto falava. Com tom claro, que se podia escutar, mas com a morena era baixo e delicado, porque por vezes ela falava quase ao pé do ouvido da outra que terminava sempre por lhe sussurrar.
Pareciam eternas fofoqueiras, mas não o era, todos sabiam e ninguém discutia a intimidade que tinham para tamanha proximidade, pois era somente aquilo e nunca passaria disso, quem via não se atrevia a duvidar do contrário e a pensar que um dia seria mais íntima a relação, com toques e abraços, beijos e caricias. Sim, desde cedo, somente os "amigos" e as meninas, que iriam brincar, caçoar que talvez não fossem só amigas. Mas quase sempre, não seria feito na frente de nenhuma delas, por medo daqueles de receberem uma resposta, ou pior, de ter o direito de fofocar retirado por não haver ali nada além de amizade.
Mas as meninas, invejavam-nas, seus sorrisos eram delicados, as vozes femininas, exalavam aquele ar de menina que um dia seria uma grande mulher e como seriam belas, já o eram, mas seriam belas e atrevidas quem sabe, mas seriam provocantes, isso era um fato que se notava no olhar de cada uma delas. E ainda com os curtos 11 anos da morena e 9 da loira, se notava como seriam bonitas e provocantes, e secretamente seriam desejadas.
Quando completaram, uma os seus 17 anos de idade e a outra 15, já se notava o que lhes era predestinado, a beleza provocante, mais da parte da morena que da loira, que também ainda levava em si aquele ar de inocência de criança, pela alma que ela levava. Já a morena, sim era estonteante pelo corpo, (pela inocência que ela deixava guardada) pelos cabelos longos e pela voz. Provocante, sem tentar ser mas se aproveitava em saber que era e seduzia todos para ter seus caprichos de menina concedidos. Mas seu ponto fraco, era a loira...
Agora com a loira começando o 1º colegial e ela o 3º, os 2 anos de idade que existiam entre elas fazia diferença e mesmo distante das amigas, dos olhares almejantes dos garotos, só ela conseguia se aproximar tão sorrateira, balbuciar palavras ao pé do ouvido e conseguir sem vacilar que fosse a morena a cumprir o que havia sido pedido. Era um verdade encanto observar aquilo, o que preocupava não era a pouca intimidade vista, o pouco toque público que havia, porque ainda não se atreviam a ser tocar até onde se sabe, mas sim, aquela hipnose que tinham uma sobre a outra que podia uma delas pedir o desejo mais cabuloso que a outra o faria sem pensar, daí que resguardava um perigo tão visível e eminente...
Naquela manhã o ano letivo se iniciava e os amigos que não tinham conhecimento de que entre elas havia uma amizade bem anterior a deles, coisa de infância. Vejam como guardavam com ciúmes a existência uma da outra... Se surpreenderam ao ver a loira já chegando acompanhada naquele novo turno que era uma surpresa para todos os seus colegas de classe e os da morena mais ainda por notarem que ela vinha lado a lado com uma aluna nova e bem mais nova.
-Oiiiieeee, Clarice! Gritou uma das amigas da loira a abraçando em seguida, de forma histérica, quase lhe arrancando o ar, felizmente era uma alegria recíproca.
A morena desconfiava de quem era, sabia da existência dos amigos da loira. Ela olhou e evitou olhar, o abraço lhe provocou desconforto, talvez ela sentisse ciúmes em ver as amigas e amigos que ela não conhevia, mais o que havia incomodado era a efusividade, havia mesmo necessidade de todo aquele agarramento?
-Oi! É aluna nova? Perguntara a garota em seguida lhe cumprimentando com um beijo no rosto.
-Não... Responderam em unissôno a morena e a loira, mas só a morena prosseguiu.
-Vocês são. Disse sorrindo simpaticamente. -Sou do terceiro ano.
-Nossa. Se espantou a efusiva — Prazer, meu nome é Dianna! Era evidente que agora ela estava curiosa. Enquanto a morena ainda sorria simpaticamente e a loira sorria, admirando que agora pudesse ver a reação de outras pessoas, além dos vizinhos o efeito que a morena causava e achava fascinante, se notasse o efeito que causava nela, se olharia o dia todo em um espelho admirada pela doçura e fascinada com seu próprio encantamento.
-Bianca, prazer. A morena se apresentou e não se prolongou. — Clara, vou falar com alguns amigos, eles não param de me olhar... Ela riu meio sem graça em falar sobre os garotos, principalmente, porque a maioria estavam curiosos com as garotas que estavam com ela e um deles não parava de seguir a loira com seu olhar, que foi o que causou incomodo na morena, o ano mal havia começado e o ciúmes que sempre sentia, já a incomodava mais do que devia.
-Já irá me trocar? Balbuciou ao pé do seu ouvido, de forma dengosa a loira tocando os dedos da morena, provocando com a cara de manhosa e com a mão prendendo de forma carinhosa delicadamente os dedos da outra, era um toque, mas ninguém o veria, elas estavam longe de qualquer conhecido. Não que esse fosse o incomodo, era mais o fato de que se sentiam tão disputadas ou melhor dizendo enciumadas que só a tática de manter o tom de voz doce e por vezes provocante, não era o suficiente para mostrar aos expectadores, quem dominava a situação.
A morena se derreteu, pelo toque e pela voz carregada de manha da loira.
-Não tô te trocando por ninguém... Vamos lá comigo então! Disse a puxou para andar junto de si. Em direção ao grupo de amigos que agora eram 5, sob o olhar de suspeita de Dianna, era a primeira a notar e seria uma das poucas em quem elas poderiam confiar.
Cumprimentaram os amigos, abraçaram quem tinham que abraçar, melhor dizendo a morena abraçou a todos enquanto a loira foi simpaticamente agarrada pelos 3 garotos presentes.
-Que fofa! Não sabia que você tinha uma irmã... Disse uma das amigas provocando, estava enciumada em não saber de onde vinha aquela pessoa.
A morena já acostumada com a repugnância dessa ignorou, já a loira se incomodou, algo em achar que todos podiam achar que elas eram irmãs a incomodou, ela só não sabia o que ainda, mas se escondeu atrás de um sorriso.
-Nós somos amigas de infância. Só isso. Explicou a morena. -E nem é tão feia para ser minha irmã... Brincou deixando sem graça a loira e só mais tarde ela relembraria os fatos e se perdoaria pelo pecado, porque diante disso, quem não se apaixonaria?
-Ela é mesmo muito fofa. Disse o garoto que não era capaz de tirar os olhos da loira desde que estas chegaram. A voz vinha cheia de segunda intenção e simpatia. Aquilo fora tão evidente, que até uma garota de aparência comum e olhos verdes que repousava ali em silêncio notou, por hora ela só repousava ali, só mais tarde teria uma participação mais ativa na história de uma forma que ninguém esperava.
-Chega a ser cansativo o quanto ela é fofa... Foi a primeira frase de ciúmes e era apenas o primeiro dia de aula, mas as duas já estavam tentando recuperar um espaço que nem lhes fora tirado. Todos se perguntavam se era impressão, que não havia ciúmes ou disputa de interesses, que elas não passavam os intervalos buscando o olhar uma da outra.
O que se veio a seguir durante as aulas, foi só um retrato de tudo que lhes fora poupado durante anos por suas famílias.
Notas finais
Espero que tenham paciência e leiam apesar de ter se tornado muito longo e claro, gostem.
Comentem e falem o que acharam, procurei não deixar nenhum erro de português mas se algum tiver passado por mim, me corrijam se quiserem! HA
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