"-Não, Eu não te amo! Talvez sua bunda-"

19 Futures are made present choices Part.2 Fim


Notas iniciais
Nada justifica o sumiço, e talvez n vai valer de nada postar agora mas... Ta ai ... Amo vcs ♥

O garoto saiu pela porta e a bateu atrás de você, ele chorava e corria,estava em desespero, parecia haver um nó em sua garganta que o fazia engasgar com o próprio choro, estava chovendo muito forte, e ele só corria como alguém que não tinha destino, as ruas estavam vazias por causa da chuva, então quando ele se cansou se jogou no chão da calçada e ficou encarando o céu cinzento deixando as gotas da chuva se misturarem com suas lágrimas. Ele chorava desesperadamente como se o mundo fosse acabar, porque, para ele,estava acabando. Seu namorado apareceu na sua frente e após alguns minutos encarando o garoto deitado no chão, se deitou ao lado dele, ficaram ali por uns minutos até ele falar algo:

—Alexandre, calma, eu não vou…

—Você está louco!?- Disse sentando e olhando no fundo dos olhos de Gabriel- Você ganhou uma bolsa de estudos fora do país! Eu estou feliz por isso e você vai… mas eu… eu perdi tudo.- A dor era notável na sua voz.



—Calma amor, você não perdeu tudo! Eu estou aqui ainda, você tem seus amigos !

—Que amigos !? A Ana me odeia de uma hora pra outra, a Nicoly é legal, mas é uma ladra, eu a vi roubando a blusa da Ana e deve ser por isso que ela esta com raiva da gente.Eu estou sozinho agora, sem pais, sem família, sem amigos,e do nada, a vida vem com um tapa na cara e me tira você assim… Como vou ficar ? Com quem vou ficar ? Quem vai cuidar de mim ? Você sabe como eu sou cabeça oca, vou acabar me dando mal sozinho- Disse o garoto deitando novamente no chão mas dessa vez abraçando seu namorado.

—Não diga isso! Eu vou ficar aqui com você, eu ainda sou seu…

—Não! Eu não vou te fazer perder essa oportunidade. — O garoto se levantou enxugando o rosto- Você vai e não se fala mais nisso !

Eles se levantaram e voltaram para casa, chegando lá Taylor abraçou Alexandre com toda força, como se fosse a última vez e sussurrou no ouvido dele :

—Eu vou estar aqui com você sempre!- Aquilo só fez o garoto chorar mais.



Ficaram lá sentados na mesa no silêncio por muito tempo, ninguém dizia exatamente nada e depois de foram para seus quartos da mesma forma, e aquela noite pareceu a mais difícil para todos.

No meio da noite, Alexandre acordou ofegante, estava muito mal, com um pressentimento muito ruim, ele acabara de sonhar com Ana, e precisava ver ela urgente, mesmo que fossem 02:00 horas da manhã. Então levantou e vestiu seu casaco, acordou Gabriel e pediu para eles irem juntos, então o garoto se levantou, se vestiu e eles sairam.

“-Ana on-”



Houve um momento na vida que eu percebi que a vida não tem nenhum sentido, você nasce, vive e morre, todos são assim, não há um propósito e nem uma razão para viver mais, só que todos ainda sorriam, eram feliz com alguma coisa... Eu não.Nada mais me fazia sorrir, eu não era amada nem mesmo pela minha própria família, nem amigos eu tinha mais, ainda não acredito que o Ale irá me trocar por alguém.

Eu chorava enquanto tinha esses pensamentos, no escuro do meu quarto, ouvia minha banda favorita, The Pretty Reckless, de certa forma tudo que eu pensei havia um sentido, não há nenhuma razão para eu continuar viva, a única era minha amizade com o Alexandre, e agora, eu já havia estragado isso também. Olhei para o lado da minha cama e abri a gaveta da mesinha ao lado dela, havia muitos comprimidos, então me sentei e comecei tirar um por um da cartela, apos terminar coloquei todos em um copinho vazio de plastico e fui para sala, abri uma garrafa qualquer do armário de bebidas da minha mãe e liguei o som no ultimo volume, que sem duvida tocava uma musica d minha banda favorita, Heart. Bebi não só aquela garrafa inteira, como outras 3, já estava totalmente bêbada, e os gritos da Momsen eram como a vida me dando toda coragem que eu precisava naquele momento, e não havia ninguém para me parar. Ninguém para dizer que isso não vale a pena, alguém para dizer que me amava, nem a porra do Luciano, que não me ligava a 3 dias, talvez porque eu dei um pé na bunda dele, mas não importava nada disso naquele momento, eu só queria paz. Encarei a parede, meu rosto já estava molhado com toda aquela choradeira, então taquei a garrafa na parede com toda minha força, ela se despedaçou fazendo cacos caírem perto de mim, olhei para um bem grande que estava ao meu nado, o peguei e naquele momento lembrei de tudo que minha mãe tinha me chamado hoje de manhã, egoísta, imprestável, mimada, feia, gorda, desumana, nojenta, talvez eu era realmente tudo aquilo. Apertei o caco de vidro na minha mão até ele rasgar e eu ver o sangue escorrendo entre meus dedos e sujando o chão, então levei o caco de vidro ao meu braço esquerdo e como um reflexo eu deslizei ele pelo meu pulso, sentir uma dor percorrer todo meu braço e logo depois o sangue estava jorrando para fora do meu corpo, gritei de dor e raiva, abri outra bebida, já tonta, levantei a garrafa e gritei “ Um brinde ao amor que nunca foi real” peguei o copinho de plástico, virei todos os comprimidos na minha boca e logo depois todo o liquido da garrafa de uma vez, taquei a garrafa na janela, não com muita força já que naquela altura do campeonato eu já estava prestes a desmaiar, sentei no chão e sorri, tentei gritar mais uma vez mas tudo que saiu foi sussurros falhados “ Olá morte, olá paz” e então minha visão foi escurecendo e tudo que pude ouvir depois disso foi a porta se batendo e a gostosa da Taylor Momsen cantando

Say you love me true

Say you love me true

Say you love me true

Say you love me true

Say you love me true

Say you love me true

Say you love me true

True

E apaguei.

‘-Ana off-”



“-Alexandre on-”

Ao chegar na rua da casa de Ana pudemos ouvir os gritos da mãe dela.

—Me ajudem! Socorro! Não morre!- Ao ouvir isso meu coração doeu, como se uma faca houvesse atravessado ele, então uma lagrima escorreu dos meus olhos e sai correndo.

Abri a porta e corri as escadas desesperadamente, entrei na sala daquela sala e senti todo o meu corpo perder as forças, minha visão por um momento se perdeu e eu não enxergava mais nada por toda aquelas lágrimas se acumulando em meus olhos, Gabriel chegou e me abraçou, mas eu o empurrei, estava tudo confuso, a mãe dela ainda gritava por ajuda, então eu só olhei para o garoto a minha frente, e implorei para que ela não morresse, gritei centenas de vezes para ele não deixar ela morrer, então me joguei ao lado dela.

—Ana, não, não ,não não, fica aqui, fica aqui, Ana! ANA! ACORDA POR FAVOR!- Gritava e me balançava pra frente e pra trás e sua mãe chorava e gritava ainda.

—Isso é culpa minha! Minha!

Não demorou muito para me empurrarem para longe dela e tirarem a dali, eram os paramédicos, acho que o Leme ligou para eles, ou um vizinho, pois chegaram muito rápido, eu queria me levantar e acompanha-la mas tudo que conseguir fazer vou ficar ali, de joelhos, chorando e gritando, então senti os braços do meu namorado me envolvendo, dessa vez não conseguia nem mais lutar contra nada, então só me deixei ser consolado por ele, e ficamos ali, ajoelhados na sala, chorando enquanto tocava Cold blooded.

“-Alexandre off-”

Depois da garota ser levada, sem respostas do estado dela, os dois garotos foram pedir carona para Taylor, que na mesma hora parou tudo que estava fazendo e aceitou leva-los, Alexandre não parava de chorar durante o caminho, e seu namorado o consolava.



—Calma amor, vai ficar tudo bem!

—Não vai não! Eu deveria ter insistido nela, deveria ter persistido na amizade dela, deveria ter ido falar com ela na casa dela! E se mesmo depois de acordar, ela não quiser mais a minha amizade ?

—Calma cara, ela te ama tanto quando tu ama ela, vocês vão voltar a se falar.



Ao chegarem lá, perguntaram a enfermeira mais próxima sobre o quarto onde ela estava, elas os direcionou até o mesmo. Lá eles puderam ver, a mãe da garota chorando desesperadamente em cima da garota, e a mesma, estava desacordada, mas pudiam olhar que o coração ainda batia no aparelho ao lado, aquilo foi um certo alivio para Alexandre, eles entraram no quarto com calma, ao notar, a mulher se levantou, limpou seus olhos, deu um sorriso e disse um “fiquem a vontade” meio amargo e cheio de dor. Os dois se direcionaram até o lado da cama e se sentaram do lado na garota, Ale pegou em sua mão, e começou a se desculpar, por ter a deixado sozinha quando ela mais precisou, as lágrimas rolavam involuntariamente do seus olhos, quando começou a lembrar e a falar para ela, sobre as coisas que passaram juntos, sobre o dia na quadra quando se conheceram, ou quando a garota chegou bêbada na escola declarando seu amor por japoneses. Ele riu, uma risada amarga, então os batimentos da garota subiram, e aquilo foi um sinal para ele de que ela ainda o amava.



Depois de três dias, a garota ainda estava em coma, mas já haviam feito a lavagem dos remédios e tirado o excesso de álcool do organismo, Karol ainda estava repondo o sangue, e Alexandre permanecia no quarto com ela, pela garota não ter muitos parentes que se preocupavam com ela, sua mãe e seu melhor amigo eram quem revesavam no hospital, apesar de ambos quererem ficar o tempo todo com ela. Mas naquele momento sua mãe havia acabado de sair do quarto para tomar café, ela havia virado a noite com a filha e esperou até as 8 da manhã, o horário que o garoto combinou de estar lá. O mesmo, todas as vezes que ficava do lado da amiga, segurava sua mão, ele já não tinha muito o que dizer, só pensava em quantos momentos bom eles já tiveram, de repente, sem nenhum motivo, a garota apertou sua mão, e ao sentir isso, o garoto levou seus olhos ao da garota, e ao perceber que estavam abertos abriu um sorriso.

—Tu não vai me deixar morrer mesmo teu viado filho da puta- Disse Karol retribuindo o sorriso.

—Claro que não! Morreremos juntos, pulando de uma ponte de preferência.- Riram e se abraçaram, então o garoto foi chamar a mãe da amiga.

Quando a mesma entrou, as duas se olharam, o brilho nos olhos era verdadeiro, as duas sorriram, mas de repente Karol começou a chorar e disparou em pedir desculpas, o que fez sua mãe chorar junto com ela, a mesma se direcionou a cadeira ao lado da garota e segurou sua mão, Ale já havia deixado as duas a sós.

—Querida, eu quem me desculpo, não sei como dizer o quanto eu sinto da melhor forma, por que sou uma velha fria e chata, e não reconheci a filha que tinha, eu só… tenho medo de me envolver com alguém tão forte e auto suficiente como você e perceber, que quem precisa de carinho no final sou eu… e…

—Você não é velha fria e chata- Disse a garota se levantando e abraçando sua mãe, depois de alguns minutos, e muito choro se separaram.

—Posso até não ser fria e chata mas velha eu sou sim!

—Nem é, tu é muito gostosa.- Riram



“- Dois meses depois…-”



—Promete que vai se cuidar mocinho ?

— Você é quem não sabe se cuidar aqui- Gabriel disse pra Alexandre sorrindo.

—Mas agora sou eu quem to falando- Disse Taylor seria.- Se cuida la mocinho!

—Pode deixar gente, quando voltar vou estar intacto- Disse e olhou o semblante triste do menor- E solteiro também,ok ?- Riram amargamente.

Então o garoto abraçou sua mãe, disseram algumas palavras de amor e se soltaram, os dois choravam muito. Então ele foi falar com seu namorado.

—Eu te amo- Disse e ficaram uns minutos se olhando, para depois se beijarem, foi calmo, com paz, foi como um selamento de que aquele amor era real.- Não sei mais o que dizer além disso, eu só te amo, pra sempre.

—Hum…

—Humm ? Não vai dizer que me ama ?- Disse o garoto com um sorriso fraco no rosto.

—Não, eu não te amo!... Talvez sua bunda- Riram, e algumas lagrimas caíram em seus rostos.- Seu trem chegou.

—Ah, tchau gente- Disse abraçando sua mãe novamente e depois Alexandre e foi para o trem, chegando la ficou olhando eles pela janela. Quando o trem deu partida ele já estava cansado de chorar, então Alexandre andou ao lado da janela enquanto o trem estava de vagar, então antes que acelerasse ele só disse:

—Sim. Eu te amo!- E então viu o trem partir, dessa vez sem derrubar uma lagrima.



Após alguns minutos o garoto virou para Taylor e perguntou:

—Ainda morarei contigo ? Quer dizer, não namoro mais o seu filho, e ele não esta mais na sua casa.

—E desde quando eu deixei você ficar lá por isso ? Eu te amo, e tu é meu filho! — Indagou e abraçou aquele garotinho que parecia totalmente indefeso.



No caminho de volta pra casa, o silêncio dominava o carro, então o garoto resolveu quebrá-lo, e surpreender a mulher .

—É… M-mãe. — Olhou para ela, a mesma apenas estava sorrindo naturalmente.- Pode me deixar na casa da Karol por favor ?

—Claro… Filho!



Então ela o levou até lá, ao chegar, sentiu um cheiro muito forte de comida de domingo, quando abriu a porta viu Karol e sua mãe na mesa, almoçando e rindo, relembrando de coisas passadas.

—Ah, pode entrar ale.- Disse a mulher se levantando.- Vou servir a comida para você.

—Okay…- Disse sentando- Eae vaca ? Ta melhor ?

—Estou ótima, já posso até fazer sexo!- Disse rindo, mas logo o sorriso se desmanchou- Como foi lá na despedida do mãos de salsicha?

—Ah...Foi normal, de boa, choramos mas sei lá, eu estou bem e em paz!

—Por que ? Normalmente tu é dramático e faz escândalo.

—De verdade ? Percebi, que quando comecei o ensino médio, não me apaixonei por ele a primeira vista… Não acredito nesse tipo de amor a primeira vista… Mas… Acredito que exista outro amor a primeira vista!

—Qual seria ?

—O nosso!- Disse o menino sorrindo.- Sei lá, só amo você desde que vi você naquela quadra, e não acredito que um dia isso possa mudar, e não importa quem se for ou quem vir, você estando aqui… É o que realmente importa!- Fez um silencio total no ambiente, a garota levantou a cabeça sorrindo e disse:

—Que gay…

Fiim!!

Notas finais
Bom, acabou, e estou choroso... esse capitulo foi acabado a tempos, mas eu exclui todas minhas historias e tudo mais por uma crise. Depressão, suicídio, fui expulso, voltei.... me desculpe, e obrigado quem estiver aqui ainda.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!