"-Não, Eu não te amo! Talvez sua bunda-"
13 Cap 13- Jogo Dos Dados - Part 2
Notas iniciais
Depois de muito caminhas em busca da garotinha perdida eles decidiram para de procurar e como Ale estava brigado com Leme pediu ao primo de sua amiga para que ficassem em algum hotel barato e isso foi feito. Eles chegaram lá, pediram um quarto, pegaram a chave e subiram, o menor estava Morrendo de cansaço então foi direto tomar um banho para dormir. Ele entrou no banheiro e sem notar deixou a porta destrancada e a mesma foi se abrindo de vagar, a abertura era o suficiente para que Gabriel o visse torando a roupa.
“-Gabriel on-”
O quarto do hotel tinha duas camas de solteiro, com cabeceiras ao lado das duas, a luz era bem fraca, o quarto não tinha tanta iluminação quanto o banheiro mas ele era bem confortável mesmo não tendo nada para os entreter.
Estava ali deitado na cama olhando sem muita atenção para algum lugar do quarto, foi então quando percebi que a porta do banheiro estava aberta e antes que pudesse desviar o olhar (Ou antes que eu pudesse querer desviar) eu vi aquele garotinho se despindo,mal havia o conhecido e já estava encantado por ele, um menino legal, interessante e com um bom senso de humor, como não gostar ? Mas quando o vi senti um frio na boca do estomago, ele tinha curvas de uma garota, uma bunda muito bem proporcional com o corpo, os cabelos muito bem cuidado. Eu me perdi ali vendo ele, quando o mesmo virou e viu que estava a observá-lo, pude ver as bochechas dele se avermelharem, estava agarrado com suas roupas e cada vez ficava mas vermelho, aquilo me fez estremecer, algo estranho aconteceu ali e eu não sabia se estava gostando ou não. Então por um impulso eu levantei da cama e fui andando bem devagar até o banheiro, ele já não estava vermelho mas estava apreensivo, tinha curiosidade em seus olhos, quando cheguei a sua frente só consegui dizer :
–Como consegue ?
– O -o que ?- quando ouvi ele gaguejar e voltar a ficar envergonhado não me controlei e selei nossos lábios em um beijo, estava calmo até eu conseguir espaço para adentrar a sua boca e depois disso só ficava cada vez mas intenso a forma de como nos beijávamos. Desci minhas mãos até suas coxas e as apertei, depois as puxei o pegando no colo, ele mantinha as mãos envolvidas em meu pescoço, nós deixávamos de nos beijar somente para recuperar o ar que faltava as vezes, então o levei até a banheira e o deitei lá e voltei a tirar minha camiseta mas não consegui o fazer pois ele me puxou para outro beijo, enquanto me beijava tirava minha camiseta e logo depois soltou o cinto da minha calça, ele havia ligado a torneira antes de entrar no banho e com isso minhas roupas estavam molhadas atrapalhando um pouco na hora de tirar, mas quando o fez inverteu totalmente nossa posição, me empurrou para trás me fazendo deitar sobre a banheira e logo depois subiu em cima de mim, eu estava somente de cueca e como seus glúteos estavam exatamente em cima do meu orgão eu comecei a ficar ereto e percebi que ele sabia disso, ele beijava meu pescoço e logo depois foi descendo chupando meu mamilo direito com toda força, tive certeza que ficaria a marca, logo depois começou a fazer movimentos circulares com a língua e os mordia levemente também. Logo depois ele desceu mais e olhou para a minha elevação sob a cueca, então ele a começou morder de leve, não pude conter gemidos, abafados e quase inaudíveis mas foram gemidos, então ele puxou a minha cueca fazendo meu “cidadão” ficar amostra, percebi um rosto meio assustado se formar no rosto dele mas poxa, eu tinha 17 anos, claro que teria as coisas maiores do que as dele, ele ignorou o tamanho e o engoliu. Meu deus, como aqueles lábios eram macios e agradáveis, ele começou a fazer o movimento de subir e descer lentamente mas com o tempo começou a ficar mas intenso a velocidade, ele começou a me masturbar e a me chupar ao mesmo tempo, aquilo me deu um prazer imenso, as vezes ele parava e o lambia com a ponta da língua, eu já estava chegando ao meu limite e quando pensei que iria chegar a ápice, ele parou e voltou a me beijar. Depois de algum tempo o beijo acabou e ele afasto uma de suas nádegas e com a outra mão segurou o meu orgão, ele ficou brincando comigo, passava a cabeça do meu pênis em sua abertura, aquilo estava me deixando louco, eu precisava entrar nele, então o fiz. Segurei sua cintura e com ato de susto ele levou suas mãos as minhas foi então quando o penetrei, percebi que havia feito um erro pois eu fui muito rápido, entrei nele com tudo, aquilo o fez gemer de dor.
–E-eu, te machuquei ? quer que eu pare ?
–Claro….Que não,estou bem.-Dizendo isso me senti empolgado novamente, então ainda dentro dele o deitei na banheira e comecei a fazer movimentos de vai e vem, ouvia e soltava alguns gemidos, Com o tempo as estocadas começaram a acelerar e tudo que se ouvia era os gemidos de prazer que aquele rapazinho soltava e que se misturava com os meus, mas vou admitir, não tinha como não sentir esse prazer todo, ele era muito apertado, gostoso, lindo, e enquanto pensava nele ia cada vez mas rápido até que toquei alguma coisa dentro dele que o vez gemer muito alto, então comecei a dar estocadas naquele lugar, era exitante ver ele assim tão frágil em minhas mãos, sentir o interior dele se apertar, eu tentei aguentar mais, mas aquilo estava muito gostoso, ele era gostoso então eu cheguei no meu limite, após ter gozado dentro ele ele também gozou então o beijei por algum tempo e depois comecei a lava-lo e ele a me lavar.
“-Gabriel off-”
“-Ana on-”
O jogo estava ficando estranho, eu estava só de calcinha e camiseta, ele estava quase nu, só estava de meia e cueca, ele estava bem mais bêbado do que eu e ficava falando que sonhava em fazer sexo comigo, não iria transar com um cara que eu acabei de conhecer, mesmo ele sendo gostoso. Eu perguntei para ele onde estávamos e ele não quis responder, isso me deixou preocupada então peguei minhas roupas e avisei que iria embora mas antes que eu pudesse vestir alguma coisa ele me puxou pelo braço e disse :
–Você não vai a lugar nenhum, não terminei meu jogo ainda. -Dizendo isso puxei meu braço e sai correndo em direção a porta em uma tentativa falha de ir embora, ela estava trancada. então eu sai correndo em direção a escada mas ele entrou na minha frente então o chutei bem no meio das pernas e subi as escadas correndo, entrei no quarto que estava com a porta um pouco aberta e a tranquei, puxei um criado-mudo para ferente da porta mas aquilo não seguraria a porta nunca, Procurei algum celular e lembrei que o meu estava na minha mochila então eu a achei no canto do quarto, quanto procurava o numero de alguém ouvi alguém bater na porta, continuei a procura cada vez mas desesperada e foi quando ele quebrou a tranca da porta então escolhi o primeiro numero que vi, Luciano, Liguei para ele e no segundo toque ele atendeu.
–Hey já ta com…
–Cala a boca idiota me ajuda- Disse eu desesperada vendo ele empurrando a porta com dificuldade por conta do criado-mudo. — Um tal de Maycon me trouxe para uma casa e quer me estuprar.
–Onde que fica isso, eu vou chamar ajuda- Disse ele desesperado e depois disso eu não consegui dizer mas nada, o homem estava na minha frente e mandou eu calar a boca me dando um tapa em seguida me fazendo cair na cama, ele pulou para cima de mim e pegou o celular, disse um “Tchauzinho” e desligou, depois jogou o celular na minha cara, senti meu nariz arder de dor, depois disse :
–Ah sua vadiazinha, tava pedindo ajuda pro seu macho é ? Agora você vai ver o que vou fazer com você.- Disse ele a puxando pelo braço e a jogando contra a parede.- Eu tentei do modo fáci, mas já que gosta de se fazer de difícil, vamos jogar da sua maneira.
Eu havia batido o rosto na parede, estava doendo pra caralho então eu virei para ele e o empurrei, ele não saiu do lugar e ainda retribuiu meu gesto com um soco na minha barriga, aquilo me fez querer vomitar, ele me virou novamente e me empurrou contra a parede, pegou no meu cabelo pela nuca e o puxou com força, senti meu cabelo doer com aquele puxão, já estava ficando irritada com ele me batendo, quem ele pensa que é ? Ele veio para me dar outro soco na barriga e quando o fez eu joguei tudo que eu havia bebido pra fora, bem na cara dele. De inicio a reação dele foi ficar parado mas logo depois me deu um soco na cara e me jogou no chão, a esse ponto meu rosto já estava todo dolorido. Ele ainda com raiva me levantou e me arrastou até o corredor, chegamos na ponta da escada e paramos.
–Eu já disse, vou jogar o seu jogo.- Disse ele apertando meus cabelos e me empurrando com a outra mão na direção da escada, minha cabeça estava doendo de mais pensei que meus cabelos iam sair e junto ia meu coro cabeludo, mas só não estava rolando escada a baixo por conta disso.
–Vamos brincar com o seu cabelo ? ou quer que eu solte ele ?- Disse ele com um tom de ironia puxando cada vez meu cabelo, não estava mas aguentando de dor então pedi :
–Solta, meu cabelo.- Depois de dizer isso só sentir a dor percorrer por tudo o meu corpo a cada degrau que eu batia, quando cheguei ao final da escada pensei que não poderia levantar mais, senti meu braço doer de mais, uma dor muito intensa e quando o olhei vi que ele estava inchado e roxo, provavelmente havia trincado, levantei com dificuldade e o desgraçado já estava bem ali, na minha frente, não tive tempo nem de respirar e ele já me jogou contra a mesa, fiquei encurvada sobre ela, meu rosto e meu tórax tocavam a superfície da mesa com isso minha bunda ficou a amostra e empinada.
–Que bunda hein mocinha ?
–Seu idiota, imbecil, inútil.- Quando o disse ele puxou meus dois braços para trás fazendo com que o braço trincado doesse e os amarrou com uma corda qualquer .
Ele enfiou a mão por dentro da minha calcinha e a puxou com toda força a rasgando, ele começou a me encochar, levou seus lábios para perto da minha orelha e sussurrou.
–Você acha que eu não sei que você esta doida para fazer isso ?
–Não seu nojento, me deixa em paz.- Dizendo isso ele pegou em meu cabelo e o puxou fazendo com que minha cabeça levantasse um pouco e continuou a sussurrar.
–Não precisamos de violência, eu só quero te proporcionar prazer, vai me dizer que não quer ? — Dizendo aquilo ele me virou e segurou meu rosto para que eu olhasse em seus olhos- Não quer me sentir ? Te garanto que sou melhor do que todos os outros menininhos que você já ficou. Não quer mesmo ?
–Por favor, me desamarra- Essas cordas estavam acabando com o meu braço- Esta doendo muito um dos meus braços.
–Olha, ela foi educada pela primeira vez na noite.- Disse ele puxando as cordas em meus braços os desamarrando- Acho que vai ficar mais fácil para gente se divertir.
Eu estava com medo mas algo em mim insistia em gostar daquele joguinho, talvez por que eu sabia que no final de tudo ele não iria fazer nada comigo. Meus pensamentos foram interrompidos quando ele se inclinou e selou nossos lábios, nesse momento eu agarrei sua camiseta e em um ato de espanto ele se jogou para trás fazendo com que suas roupas rasgasse deixando seu abdômen a amostra. MAS QUE ABDÔMEN ERA AQUELE, pude ver todos os gominhos muito bem definidos, sem contar o tamanho daquele peitoral, por um momento me deixei levar pela paisagem em minha frente e aquele estuprador gostoso notou brotando no canto de seus lábios um sorriso, meu interior tremeu com isso, tive certeza que os jogos iriam começar novamente, e começou.
Ele se inclinou novamente e para afastá-lo, automaticamente coloquei minhas mãos em seu abdômen e quando notei o meu ato senti minhas bochechas queimarem.
–Já que queria passar a mão em meu tanquinho era só pedir- Quando ouvi aquilo tentei afastar minhas mãos dele mas o mesmo as segurou e as fez voltar para o lugar onde estavam mas dessa vez ele me obrigou a alisa-lo- Eu sei que você quer isso ! Ou não, se não quiser eu paro, não quer ?
Minhas bochechas ficaram mais quente e ele ainda estava com aquele sorriso no rosto, aquele joguinho me deixava excitada mas quem é a idiota que quer ser estuprada ? Não eu não queria dar para ele, ou sim, aquele abdômen estava me deixando cada vez mas excitada sem contar o olhar, o sorriso e o charme que aquele bruto tinha.
–Idiota, somente me larga e me deixa ir.
–Ainda não respondeu minha pergunta- Disse ele abaixando cada vez mais minha mão direita.
–Para, eu não…- Antes que eu terminasse senti minha mão tocar em sua elevação sob a calça e me embolei em minhas palavras.
–O que estava dizendo ?
–Somente pare com essa brincadeira — Eu já estava perdendo o controle mas mesmo assim ele fez questão de abrir o zíper de sua calça e fechar os dedos sobre os meus fazendo com que os meus fechassem sobre a elevação sob a cueca. Não pude me conter mais e em um ato desespero me sentei na mesa, envolvi minhas pernas envolta de sua cintura e os meus braços envolta do seu pescoço fazendo aquele idiota me beijar, mas antes que o beijo pudesse se intensificar ele me afastou brutalmente colocando um de seus dedos na frente dos meus lábios e fazendo aquele tipico som de negação “Hum Hum” me olhando com o olhar malicioso e para provocá-lo abri minha boca chupando a ponta de seus dedo o prendendo entre meus dentes, ele retraiu a mão machucando o seu dedo.
–Vadia, esta sangrando sua cachorrinha.
–Seu viado medroso. — Disse só para provocar e quando vi em seu rosto uma expressão não tão alegre e me arrependi de ter sorrido, ele envolveu sua mão em meu pescoço a colocando em minha nuca e prendendo meus cabelos entre seus dedos e os puxou de leve me fazendo soltar um gemido totalmente aleatório. Naquele momento nem eu nem ele aguentaria mais ficar naquele joguinho então ele me pegou no colo e me jogou contra a parede mais próxima, enquanto nos beijávamos retirávamos cada peça de roupa que vestíamos, até que eu estava somente de calcinha e sutiã, então ele me levou até o sofá e encachou certamente minhas pernas em seus ombros fazendo com que seu orgão passasse no meu, ele raspava a toda hora em meu clitóris e isso já estava me levando a loucura enquanto ele parecia não estar nem um pouco alterado, eu precisava daquilo e ele percebeu que estava muito ansiosa para isso.
–Quando pedir, quem sabe... talvez eu possa começar !-Ele não deixava de fazer aquele joguinhos nem naquelas horas.
–Se esta esperando eu pedir esta enganado, eu não te quero e se eu farei isso será só um consolo para mim.- Pude ver uma expressão de raiva se passar pelo rosto dele mas se desmancha logo em seguida, então ele tirou minhas pernas de seu ombro e se virou quando o fez isso mordi meus lábios e matei meu orgulho- Eu… Eu quero !- Formou-se um sorriso em seu rosto que pude ver ao se virar.
Ele se inclinou sobre mim e fez movimentos como se estivesse dando estocadas em mim, aquilo era totalmente excitante, então ele começou a chupar meu rosto e a descer por todo meu corpo deixando marcas nele, ele chegou em meus seios e começou a brincar com eles, ele os lambia e passava a ponta do dedão sobre eles, aquilo tudo estava me excitando cada vez mais, me arrancavam gemidos que não conseguia evitar, ele começou a descer cada vez mais até que minha calcinha o impediu de descer mais então sem mais delongas ela foi arrancada me deixando totalmente exposta então ele começou a lamber meu clitóris, a sua língua era ágil e rápida conforme os movimentos iam se intensificando mas tesão aquilo me dava, quando imaginava que o prazer não podia ser maior ele simplesmente parou de me chupar me puxando fazendo eu ficar sentada no braço do sofá, ele levou novamente minha mão até a elevação em sua cueca, eu apertei e fiz movimentos de masturbação até decidir enfiar a mão por dentro a cueca e a puxar até rasgá-la.
–Estamos quites- Disse com um tom de sarcasmo.
Então elevei minha atenção ao seu pênis e percebi que era maior do que eu imaginava que fosse, chegava a ser assustador pensar na dor que aquilo me causaria mas mesmo assim me proporcionaria tanto prazer, então o engoli, comecei a fazer movimentos de vai em vem e o movimento foi se intensificando, eu chupava e raspava a ponta do meu dente de leve para irritá-lo de vez em quando, depois de um tempo o chupando ele pegou nos cabelos da minha nuca novamente e me tomou com um beijo para depois me empurrar para o sofá, ele pegou uma camisinha e a colocou em seu membro e voltou sua atenção para meu orgão, aquele olhar malicioso e aquela mordido no lábio só me deixou mas excitada, então ele se aproximou e a tocou mas depois disso tudo que fez foi ficar passando a cabeça de seu pênis na minha entrada para me provocar, ficamos assim por alguns minutos, eu mordia meus lábios pois não aquentava mais.
–Tá, eu vou- Disse ele me fazendo abrir um sorriso discreto mas que não durou tanto tempo- Mas só se pedir.
–Caralho cara, não vou pedir porra nenhuma.
–Calma moça, é só pedir.
–Porra você quer me “estuprar” fazendo eu querer isso ? Que logica fodida, é só ir logo.
–Não é assim, pede com jeito.
–Porra, me come logo merda. — Dizendo isso um sorriso em seu rosto de abriu mas em meu rosto só se passou uma expressão de dor quando ele deu uma estocada rápida e funda sem ao menos me acostumar antes, aquilo doeu pra caralho mas o prazer também foi incomparável. Por uma razão inexplicável em quanto as estocadas aumentavam eu lembrei vagamente do Allan, ele havia me pedido desculpas e eu estava aqui, transando com outro cara, me senti enjoada e arrependida, coloquei minhas mãos no abdômen do Maycon tentando empurra-lo para fora de mim mas ele era muito forte, ele deu um tapa nelas e as levou para cima da minha cabeça segurando elas com somente uma mão e com a outra puxava meu cabelo e as velocidade das estocadas só aumentavam.
–Que foi mocinha, desistiu ?
–É, desisti, não quero mais você é nojento, para me solta !- Eu comecei a gritar e o mesmo chegou bem perto de mim, segurou minhas bochechas com uma mão só e depositou um selinho em meus lábios , me enjoei, então cospi em sua cara e por um momento ele parou com tudo, me encarou e virou um tapa com toda a força em minha cara e logo depois levou sua mão até minha boca e a tampou para abafar os gritos.
“-Ana off-”
“-Luciano on-”
Eu já sabia onde ele havia levado ela, estava a caminho da casa abandonada onde nos conhecemos, onde nos apegamos e onde nos odiamos, eu tinha toda certeza que era pra la que ele iria leva-la.
Estava com meu carro, já estava na rua da casa, ela era deserta com varias arvores e nem uma casa somente a que provavelmente eles estariam, parei na frente da casa, desci do carro e olhando vagamente para aquela casa me deu uma grande nostalgia de tempos antigos. As portas da frente estavam trancadas então imediatamente lembrei que havia uma nos fundos, dei a volta na casa e entrei, atravessei a cozinha e depois de uns segundo eu adentrei a sala de jantar, passei pela mesa de jantar e quando passei pela entrada da sala, senti algo dentro de mim subir e entalar na garganta, fechei minha mão com tanta força que senti minhas unhas me perfurarem, senti meus olhos se encherem de lagrimas mas eu tive que contê-las.
–M-mas, que merda !- Dizendo isso ouvi aquele garoto asqueroso uivar e a sua expressão corporal mostrar que havia chegado ao seu limite, pude ver aquele maldito liquido branco escorrer pelas pernas dela.
Aquilo simplismente me corroeu por dentro, eu a amava, pude ver lagrimas em seus olhos, ele a obrigou a fazer tudo isso, não consigo aceitar isso…
–Hey, maninho, volte de seus pensamentos.- Disse Maycon colocando seu jeans e vindo em minha direção. Chegando em minha frente, olhando para aquele sorriso maléfico em seu rosto, não me segurei e sendo sincero eu nem queria, dei um soco em seu olho direito, ele com a mão no rosto e com aquele sorriso ainda disse:
–Qual é irmão, agora estamos quites- Eu já estava queimando de raiva quando ouvi uma voz fraca.
–O que faz aqui luciano ? Como conseguiu me achar e o que esse garoto quis dizer com “estamos quites” ?
–Pensei que já havia contado para ela sobre seu passado obscuro meu irmão.
–Não se atreva !
–Então mocinha, você acabou de transar com o irmão do seu namorado.
–Irmão ?
–Sim Ana, eu sou irmão do Maycon- Eu disse para poder prosseguir com a historia. — Nós somos irmão do mesmo pai, mas de mães diferentes. Antigamente, nós eramos muito amigos…
–Até você me trair.
–Posso continuar? Pirralho… Eramos irmão muito unidos, nos conhecemos aqui, marcamos de nos encontrar aqui escondido de nossos pais pois eles nunca quiseram que tivêssemos contato. Essa casa passou a se tornar nossa casa de brincadeira, eu só tinha 14 anos e ele 13 mas quando completei 16 e fazia pouco tempo para ele completar também conheci a namorada dele. Ela era pequena, loira, corpo lindamente definido, seus olhos tinha um brilho, mas poxa era a namorada do meu irmão. Então me afastei deles um pouco mas ela insistiu em me encontrar e mesmo estando com o Maycon ela acabou dando em cima de mim e eu cai. Resumindo, em uma noite, ela foi em casa e eu estava sozinho, a gente acabou transando e no meio da transa ele entrou no quarto, eu havia me esquecido que marcamos de sair, e foi assim que ele descobriu que eu era o amante da namorada dele.
–Pera… E o que eu tenho haver com tudo isso?
–Você só foi um meio de vingança.
–E por que eu ?
–Por que meu irmãozinho te ama desde a quinta série, você que nunca notou, ele sabe exatamente tudo sobre você.
–Ok mas... Vocês estão só jogando ? Porra velho, eu sou só mais um objeto no tabuleiro de vocês e nem namoro o Luciano. Aff ! — Disse ela se levantando, pegando a camisa rasgada de Maycon e sua calça Jeans no chão e saindo da casa deixando a gente lá, com cara de paisagem.
“-Luciano off-”
Ana bateu a porta atrás de si e sai batendo o pé, no meio do caminho ela viu Alexandre e Gabriel e então correu e abraçou Ale.
–Onde você tava menina ? você esta bem ?
–Não importa agora, eu estou bem !Só quero ir pra casa.
–Se chama um olho roxo, rosto todo vermelho, nariz e braço inchados de bem então você esta.
–Por favor, só vamos embora.
–Ok né, então vamos !
Eles foram embora . Alexandre ficou na casa de Ana para saber o que havia acontecido e Gabriel foi embora para sua casa, depois de tanto buscas pela prima que aparentemente tinha sido espancada.
“-Ana on-”
Depois de tudo que passei noite passada só queria dormir, o Ale queria saber o que tinha acontecido mas não estava tão disposta a falar e nem a ouvir então dormimos, parecíamos um casal gay, ele me abraçou e dormimos de conchinha, se não estivesse tão cansada e com ódio e triste com tudo eu teria batido nele como sempre faço, mas naquele momento eu precisava daquilo.
No dia seguinte, depois de acordar e tomar banho resolvi conversar com o Ale. Ele estava dormindo sozinho então eu o balancei até ele acordar.
–Hey, bom dia moça.
–Cala a boca. Antes de eu te contar me fala, o que você e meu primo fizeram, ficaram dois dias sozinhos.- Quando disse isso seu rosto ficou completamente vermelho.
–É….Hum…
–FALA LOGO MERDA!
–AI, A GENTE TRANSOU.
–Hehe, serio mesmo ?
–Nããããão, eu estou só zoando com a sua cara.
–A vai saber, você é ‘mó vadia mentirosa.
–Nossa… — Antes de ele pudesse começar o drama dele pra sima de mim a campainha me salvou.
–Quem será que é ?
–Vamos ver.
A gente desceu as escadas e quando abrimos a porta, para minha surpresa, era meu primo.
–Mas oque ?...
–Que tal a gente ir tomar café da manhã ? Para você me contar o que houve.
–Tá, só vou esperar o Ale se arrumar e ir embora ai a gente sai ok ?
–Não, mande ele se arrumar, quero que ele vá com a gente.
–Quer ?- Disse aquela vadia saindo de trás da porta na maior ansiedade.
–Ah, você esta ai.. É, eu quero, só vim aqui pra te ver mesmo- Pela primeira vez eu vi meu primo vermelho por falar com alguém.
–Mas gente, o que você fez com o meu primo ale ?
–Cala a boca Ana, eu não fiz nada- Disse ele ficando completamente nervoso, então os dois ficaram em silencio enquanto eu ria da cara dos dois.- Ok né, vai se arrumar sua vadiazinha barata, seu macho ta esperando.
–PARA CACETE!- Disse ele ficando mais vermelho, o que eu pensei ser impossível.
Enquanto ele ia se arrumar eu tinha que fazer uma coisa, eu me vesti decentemente e fui na casa de uma pessoa que precisava me revolver.
–LUCIANOOOOOO! -Lá estava eu gritando pela segunda vez no portão da casa daquela peste, pude ver ele vindo até o portão e o abrindo, ele estava com um olho roxo, me segurei para não rir.- Até que enfim.
–Oi moça, é… Ainda não me odeia ?
–Ah, talvez só um pouco.
–Me desculpa, eu fui um idiota…
–Cala a boca- o interrompi com raiva- Você esta me esperando desde a quinta serie e ainda não desistiu de mim. Só me beija — Depois de dizer isso eu me aproximei dele e selei nossos lábios, em um beijo terno e calmo que logo tomou intensidade quando eu permiti que sua linguá adentrasse minha boca, e tudo aquilo me fazia bem. Antes do beijo terminar ele levou suas mãos aos meus braços, o direito começou a latejar então me veio a memoria que eu precisava ver o que havia acontecido com ele.
– O que houve com seu braço ? Esta inchado.
–Eu acho que ele quebrou.
–Então vamos até o hospital, eu te levo.
–Mas..Mas.. Tenho um café da manhã com meu prim…-Pensando bem ele e o Ale ficarão melhor sozinhos.- Ok, vamos lá.
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