"-Não, Eu não te amo! Talvez sua bunda-"
7 -capitulo 7-O Brasil permitiu imigrantes Japoneses, isso que houve!
Notas iniciais
–Mãe...Fique calma...Não… na verdade é, é isso que você ta pensando,mas… Calma!- Eu me enrolei inteiro, porra, o que você falaria se estivesse na minha situação ? Sua mãe , uma crente de mente fechada, te pega com um cara...pelado.
–Calma ? CALMA, ALEXANDRE? COMO TER CALMA VENDO O MEU FILHO SEM CALÇA E UM MENINO TOTALMENTE NU NO MESMO QUARTO ? PERA… VOCÊ TA ME DIZENDO QUE… VOCÊS ?
–Calma, sim nós estamos juntos. Por favor mãe tenta entender!
–NÃO VOU ENTENDER NADA ! VOCÊ SABE, ISSO NÃO É CERTO É COISA DO DIABO! OH DEUS, NÃO NÃO NÃO NÃO, MEU FILHO NÃO PODE SER GAY! MEU FILHO NÃO É DOENTE!
–Sou mãe. Eu sou gay.
–Fora..-disse ela abrindo a porta do meu quarto e apontando para fora do mesmo- FORA DA MINHA CASA
Quando ela disse isso meu coração parou, senti vontade de chorar mas algo dentro de mim não permitiu, algo dentro de mim disse parar de chorar e ser forte, então por um momento eu fitei o chão até perceber que Gabriel havia vestido suas roupas e estava remexendo minhas coisas, então me toquei e levantei para ajudá-lo a arrumar minhas coisas.
Após termos arrumado tudo em uma mala minha que eu nunca havia usado minha mãe estava na porta, chorando e tudo que ela fez foi virar a cara quando eu passei então eu disse:
–Mesmo depois disso eu ainda te amo.
–E eu tenho nojo de você- Quando ela disse isso, algo pareceu atingir meu coração e mais uma vez segurei as lágrimas, então descemos. Por ter acontecido tudo muito rápido eu só estava com uma camiseta grande que chegava perto dos meus joelhos de mangas compridas e cueca mas me toquei disso só quando estávamos saindo pela porta e quando eu o fiz as lagrimas voltaram com desespero, medo e tristeza.
“-Alezandre off-”
“-Gabriel on-”
Quando saímos pude notar que estava chovendo, virei para ver se Alexandre estava bem e o vi ajoelhado no chão, sua camiseta cobria suas pernas e ele estava com as mãos na cara esfregando as mangas da camiseta nos olhos pela mesma ser grande, quando vi isso meu coração se apertou então voltei, me ajoelhei na frente dele e o abracei dizendo:
–Não fica assim Aleh… eu to aqui com você.
–M-mas, e agora ? Não devia ser assim, não tenho para onde ir, estou sozinho agora ! — Disse ele com voz manhosa, percebi que lágrimas escorriam pelo seu rosto se mesclando com as gotas da chuva e aquilo me atingiu como uma flecha, não sei porque mas eu queria, eu tinha que cuidar dele, ele parecia até uma menina com aquele jeito manhoso que mesmo com tudo que estava acontecendo me encantava, ele sempre me surpreendia e dessa fez eu tive certeza, eu o amava e tinha certeza de que queria só ele.
–Não, você não está sozinho! Eu nunca irei te deixar sozinho e prometo que a partir de hoje eu vou cuidar de você, eu te amo Aleh e nunca tive tanta certeza disso, eu estou aqui eu vou te proteger! — Disse isso segurando o rosto dele obrigando ele a me olhar nos olhos e depois dei um selinho demorado nele e nos levantamos. Eu ia leva-lo pra minha casa .
“-Gabriel off-”
Depois de andar alguns quarterões, chegaram encharcados na casa de Gabriel , eles subiram para o quarto do mesmo e resolveram tomar um banho antes de qualquer coisa. Dessa fez eles tomaram banho juntos, conversaram sobre o que iriam fazer, sobre os dois, sobre muitas coisas e Gabriel falou que de qualquer jeito ao menos uma noite Alexandre dormiria em sua casa e o mesmo aceitou.
Depois de tomarem banho e se vestirem,dessa vez com roupas quentes, deitaram e mesma a cama sendo pequena ela conseguiu aconchegar os dois, pois Alexandre deitou sua cabeça sobre o peito do outro e acabou adormecendo.
Quando ele acordou percebeu que Gabriel não estava mais no quarto então ele levantou e foi até a escada. Antes de descer pensou na possibilidade da mãe do outro estar em casa e se sentiu inseguro mas resolveu descer, chegando na sala viu Gabriel e sua mãe conversando e logo a mesma percebeu sua presença.
–Oi Ale ! — Disse ela com um sorriso- Esta com fome? Vem, vamos comer algo juntos, aproveitamos pra conversar.
–Ok- Disse ele seguindo ela até a cozinha, Gabriel subiu para seu quarto deixando os dois sozinhos- Como a senhora se chama?
–Então o Gabriel não falou ? Taylor, e não precisa de “senhora” -Disse ela rindo, mas ficou totalmente séria após pronunciar o nome do garoto. — Aleh, eu sei de tudo mesmo o Gabriel não me contando, por isso ele estava diferente.
–An? Não estou entendendo...-disse o garoto confuso, e completamente inseguro .
–Vocês dois estão juntos, os olhos dele me contaram quando ele pediu para eu deixar você ficar aqui por um tempo, ele realmente gosta de você e eu sei disso!Ele é muito egoísta e não se importa com os sentimentos ou problemas dos outros e com você é diferente, quando ele fala de você os olhos dele brilham, não se preocupa eu não ligo para isso, pois o amor da minha vida foi uma mulher e eu te dou uma dica, se você ama de verdade agarre o seu amor e não o deixe ir, como eu fiz. — Disse ela cabisbaixa, com uma voz meio triste.
–Você não sabe como fico feliz e aliviado por você saber e aceitar isso! Mas deixa isso em segredo, eu não sei se o Gabriel esta preparado para assumir um relacionamento assim.
– Eu entendo e admiro sua preocupação com ele, mas então Ale não sei se consigo sustentar 3 pessoas pois mal sustento 2 mas fique ai por hoje e amanhã a gente vê se conseguimos algum lugar pra você mas se não conseguir pode ficar aqui
–Obrigado Taylor, mas acho que já sei onde posso ficar.
–A ok, mas não ache que eu estou se desfazendo de você tá ?
–Ok, eu te entendo.
Logo após que eles conversaram e terminarem de comer, Alexandre subiu para falar com Gabriel, o mesmo deu um pulo da cama quando o outro abriu a porta.
–E então Ale ? O que ela disse ?
–Eu vou ficar, mas só por um dia.
–Entendi. Queria que você ficasse mais, eu gosto de ficar perto de você.
–Eu também e parece que sua mãe sabe disso.
–An ? Como assim, sabe ?
–É , sabe, mas amanhã eu te conto tudo pois estou morrendo de sono.- Disse o menino deitando na cama e puxando o seu amado e deitou sobre o peito dele e o mesmo o abraçou com um braço então depois de alguns minutos dormiram e esqueceram a luz acessa e a porta entreaberta, depois de alguns minutos Taylor apareceu no vão da porta e abriu um sorriso ao ver os dois juntos, então colocou sua mão dentro do quarto apalpando a parede na intenção de apertar o botão do interruptor e assim o fez.
“-Alexandre on-”
Acordei de manhã com uma voz linda me chamando, antes de que eu pudesse apreciar aquilo, más lembranças vieram contra mim, então levantei meio desanimado e fui para o banho. Após pegar a toalha que estava na mão de Gabriel, mesmo eu estando extremamente chateado ele conseguia me fazer bem.
Liguei o chuveiro e junto com a agua vieram as lembranças. Parece estranho a maneira que você pensa na vida todas as vezes que vai tomar banho ou você pensa na sua ou na dos seus filhos descendo pelo ralo, para uma pessoa que acabara de ser expulsa de casa eu até estava de bom humor fazendo piadas com os meus pensamentos.
Após ter saído do banheiro eu me vesti, penteei o cabelo e desci para tomar café, chegando lá meu estomago revirou e eu perdi totalmente o apetite, então esperei Gabriel tomar café para irmos e o mesmo percorreu o caminho toda me falando que não é bom sair de casa sem tomar café da manhã.
Quando chegamos na frente da escola eu levei um susto muito grande quando vi Ana estirada no chão na frente do portão da escola, ela estava com uma garrafa de vodka não mão e a sorte dela foi que só tinha nós e mais duas pessoas que não deram a minima para ela, foi um sinal de Deus eu não ter comido e nós ter chegado mais cedo na escola.
–MEUS DEUS ANA O QUE HOUVE?
–Shiu! Para de chamar a atenção dos outros! — Disse Gabriel levantando ela, envolvendo seu braço no pescoço dele e logo depois levando ela para dentro da escola, chendo lá eu a segurei pelos braços e a balançei dizendo:
–Ana, fala o que aconteceu ?
–O que aconteceu ? O Brasil permitiu imigrantes Japoneses, isso que aconteceu! — Ela falou e terminou a garrafa de Vodka.
–An ?- Disse Gabriel coçando a cabeça confuso- Não entendi Ale.
–Acho que sei o que aconteceu- Eu disse sentando ao lado da minha amiga- O que o Allan fez ?
–Tudo, ele me comeu, me deu carinho, fez eu me apaixonar e agora eu to fudida, F-U-D-I-D-A !- Ela ia começar a chorar, mas do nada começou a rir- Ironia né? Eu estou fodida de duas formas.
–Pera….Você esta gravida ?
–Não, seu estupido de dedos pela metade- Disse ela caçoando dos belos dedos do meu amado só por eles serem muito pequenos- Eu estou com um problema maior, NÃO...Não é HIV, é amor.
Quando ela disse isso eu me surpreendi, não sabia o que falar então tudo que fiz foi abraça-la. Parecia idiota, mas pra quem conhece mesmo a Ana, sabe como é difícil ela falar que ‘gosta’, ela agir como uma adolescente boba em relação a sentimentos. Eu até fico puto com os conselhos dela, são muito frios.
Então a soltei e olhei no fundo dos olhos dela, achei que poderia fazer igual aos vampiros de The Vampire Diaries que hipnotizam e manipulam as pessoas pelo olhar, e disse:
–Ana, eu sei a dor que esta sentindo e sei também que me contou isso só por que esta bêbada e isso me deixa puto,mas se quer esconder seu amor faça o que você faz de melhor, finja .- Disse essas palavras e elas doeram em mim mas a Ana era forte e provavelmente iria esquecer delas quando estivesse sã- Se alguém souber que esta bêbada ai você vai ficar F-O-D-I-D-A de três formas.
A única coisa que ela fez foi bater na minha mão e limpar os olhos para dizer :
–Eu to zoando Ale! Viu como eu sei enganar você- Olhei para ela, que estava sorrindo e por um momento eu senti falta da Ana sã, pois por mais que ela escondesse tudo de mim ela sabia mentir bem.
Então subimos para sala e nos corredores foi a mesma cena de sempre, “ANA ME PASSA SEU NÚMERO?”,“ANA QUER FICAR COMIGO?”,“ANA BLA BLA BLA” , sso já estava me irritando e o pior de tudo foi ver ela super mal e em momentos como esses ela erguia a cabeça e dava uma de fodona, Ana sendo orgulhosa até bebada.
“-Alexandre off-”
Depois de todas aquelas aulas chatas e Ana “chorando “o dia todo para Al, o sinal que indicava que a ultima aula tinha acabado de soar, essas horas ela já estava sã e parecia estar arrependida de ter contado seu segredo à Alexandre,mas deixou isso de lado e foi falar com ele
–Tudo bem ?
–Eu não e parece que você também não!
–Eu to melhor, o que houve ?
–É… Eu fui expulso de casa- disse ele parecendo estar chateado
–Serio Ale ? Onde passou a noite ?
–No Leme — Disse ele ficando vermelho e abrindo um sorriso bobo
–HUMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMMM, ROLOU SEXO NA CASA DO LE...ups foi mal por ter gritado- Disse ela colocando a mão na boca e começando a cochichar- Vocês ? Transaram ?
–Transamos sim mas não na casa dele, foi na minha e minha mãe chegou no final de tudo, parece que ele foi me pedir desculpas e acabamos na cama...- Disse ele meio acanhado.
–Mas… Você vai morar lá com ele ?
–Então… Não dá pra mãe dele, que a propósito, levou super bem o fato de eu estar com o filho dela mas enfim, posso ficar na sua casa ?- Disse ele colocando as mãos uma na outra, abrindo um sorriso irônico e piscando os olhos
–Eu já disse como me da vontade de te socar quando você faz essas caretas ? Vamos logo pra casa então.
–Eu sei que você me ama, mas temos que pegar minhas roupas lá no Biel.
–Na casa do seu namorado- Disse Bruna aparecendo do nada, ela não havia ido para aula, provavelmente havia cabulado- Vamos eu vou com vocês
–Opa, demorou então!- Disse Ana entrelaçando os braços na cintura da menor e lhe dando vários selinhos.
–Eita gata, sua boca esta com gosto de Vodka- Assim que ela disse isso Ana e Alexandre riram juntos- Que foi gente?
–Nada, no caminho eu te explico — disse Ana pegando na mão dela e começando a caminhar.
Depois de andarem muito os 4 chegaram na casa de Gabriel, Alebriel ficou somente de mão dadas e conversando enquanto Brunaquino (Bruna e Ana Aquino) Vieram se beijando e dando vários amassos o que fez o bundudo perguntar porque ele e Alexandre não eram assim.
Eles subiram para o quarto de Leme e começaram a arrumar as coisas de Ale, depois de alguns minutos Ana percebeu que ele não estava ajudando e sim batendo papo com Taylor
Então ela levantou, pegou nos cabelos de Alexandre e arrastou para perto da mala de roupas.
–Seu viado, vem ajudar.
–Calma sua vaca, doeu viu ?!
–Mas essa era a intenção. — Ela sorriu toda meiga .
–Sua amiga é uma graça Ale!- Disse Taylor rindo para Ana
–Eu também te achei uma graça Taylor, Desculpa minha indelicadeza, mas você é muito gos...digo linda- Disse ela ficando vermelha pela vergonha.
–TÁ, ALE, TERMINAMOS AGORA MANDA SUA AMIGA IR EMBORA- Disse leme em um tom alto
–Calma, Amor.
–Amor ? Onww você nunca me chamou de amor- disse leme com uma voz manhosa.
–TÁ AGORA EU VOU EMBORA POR VONTADE PROPRIÁ , VIADAGEM , MEU!- disse Ana pegando as coisas de Ale e sando do quarto, quando todos saíram Ana voltou e acenou para Taylor dizendo- Aquilo não foi uma cantada tá, tchau, foi um prazer.
Então todos desceram e Ale e Leme ficaram na porta se beijando e dando vários amassos Até que Ana irritada disse:
–Vamos logo porra.
–ihhhhhhh ciumenta, eu também te amo- disse Alexandre caçoando da cara de sua amiga e indo em direção a elas.
Depois deles percorrerem um longo caminho até a casa de Ana, Alexandre estava totalmente irritado pois Ana e Bruna não haviam parado de se pegar o caminho todo.Assim que entraram na casa dela, Allan estava saindo de casa então ela agarrou a menor e começou a beijá-la, e logo o beijo ficou cada vez mais quente a ponto delas terem encostado na parede e darem pausas pequenas para adquirir ar, aquilo vez com que Allan ficasse com uma cara de indignação, algo de ciume misturado com raiva mas só quem percebeu isso foi Alexandre que para se vingar do tormento das duas disse:
–Oi Allan- Quando ele disse isso Ana parou o beijo e lançou um olhar mortal para ele
–Oi Amiguinho da Ana- quando ele disse isso Ana olhou pra ele e disse
–Ah, você ta ai, não tinha te visto, queria falar que vou dormir em casa tá ?
–Tá -Disse ele com certa insatisfação passando pelo grupo de amigos e saindo de casa, quando ele bateu o portão, Ana olhou no fundo dos olhos de Alexandre e disse:
–Sua Bixa estupida
–Shiu, sou uma Bixa Grandiosa — Disse ele dando enfase no Grandiosa.
Então eles entraram na casa dela e as duas pombinhas apaixonadas por sexo entraram no quarto dela e trancaram a porta deixando Alexandre sozinho, depois de alguns minutos escutando barulhos de chupões e gemidos ele se trancou no banho, ele ficou parado por alguns minutos até ver seu reflexo no espelho e lembrar de tudo que tinha acontecido no dia anterior, lembrou de sua mãe dizendo que tinha nojo dele, então ligou a torneira e molhou o rosto foi quando ele viu uma lamina no canto da pia, ele pensou duas vezes antes de pega-lá e ver que tinha sangue nela e ter uma ideia estranha, ele levou a lamina até seu braço e ficou ali parado por alguns segundos e depois fechou os olhos e deslizou a lamina pelo seu braço, e depois de novo e de novo e depois muitas outras vezes, depois de fazer varias feridas em seu braço ele estava literalmente cheio de sangue e antes que Alexandre pudesse limpa-lo ele começou a sentir tontura e assim que ligou a torneira tudo se apagou.
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