- Estranha Obsessão -
33 Você perdoaria?
Você perdoaria?
Pensando em todos os últimos acontecimentos, ela estava precisando de férias, estava em uma fase muito boa em sua vida, pois pela primeira vez sentia que estava apaixonada e querendo algo mais serio com uma pessoa, analisando tudo isso não tinha como agradecer Aline, graças a ela chegou a conhecer a mulher maravilhosa que estava morando com ela, inicialmente tinha achado que Aline era como as outras mulheres que seu irmão teve ao decorrer de todos esses anos, uma transa rápida e quando cansasse um adeus, mas bastou ver o conjunto que um dia pertenceu a sua mãe , ela usando em um evento junto a Victor, para saber que aquela mulher significava muito mais para ele do que ele mesmo imaginava.
Seu primeiro instinto foi coloca-la em seu lugar ou oferecer um bom dinheiro para cair fora da vida de ambos, mas ao mesmo tempo ficou curiosa até onde iria isso? Sabia que seu irmão era uma boa pessoa e merecia saber o que era estar com alguém além de apenas prazer, quando ficou sabendo que se tratava de um acordo ficou mais tranquila e achou que não deveria mais se meter, ambos sabiam o que faziam e seria divertido vê-los juntos. Não podia negar que ela era bonita, era uma mulher com traços únicos, e até ela já desejou estar com ela em sua cama.
Mas com os dias juntas, acabou aceitando que seu irmão não era mais um garoto e podia cuidar de si mesmo, ela tinha esse habito de controlar ou comandar a vida das pessoas.
Ela sempre foi muito ligada a Victor, em realidade sempre foi ligada a Victor e Paulo, ambos sempre foram o oposto e ela gostava disso neles, sentia saudade do tempo onde ambos ficavam juntos na piscina, brincando ou jogando algum tipo de jogo, como futebol. Vôlei ou baralho, quando estavam por volta de seus 15 anos ambos descobriram que Paulo foi um caso extraconjugal de seu pai, isso explicava a muitos o porquê de sua mãe o tratar tão diferente e porque o seu casamento nunca tinha sido o mesmo, tinha aceitado criar a criança, mas sempre a que o via sabia que era de outra mulher, que seu marido a tinha traído.
Com o tempo devido à tragédia, magoas e rancores o laço entre os três irmãos nunca foi o mesmo, Victor passou a ser mais centrado, serio, controlador, discreto e muito manipulador.
Paulo entre os três era sempre alegre, aventureiro, fácil de fazer amizade, passou a ser duro, independente e muito individualista, nunca perdeu sua vontade de viver, mas passou a brincar com a morte, já tinha perdido a conta de quantas vezes quebrou um braço, perna em suas escaladas ou sempre em algum tipo de esporte radical, ele parecia querer morrer, essa era a verdade, quando ela viu ele internado após uma briga em um bar, decidiu se afastar e deixa-lo partir para onde quisesse, não conseguia acompanhar seu ritmo de vida e não suportaria vê-lo sofrendo ou morto.
Sabia que estava atualmente na competição de motociclismo, uma das mais perigosas, competiu quatro vezes quase morrendo na ultima vez.
Quando nosso pai tentou proibi-lo Paulo apenas disse que ele fazia o que quisesse de sua vida e ninguém se meteria, de alguma forma ninguém se intrometeu e assim tinha sido.
Ainda lembrava-se da ultima conversa que teve com ele, tentando descobrir por que estava de volta tão de repente.
Alguns Dias Atrás
- Não esta feliz em me ver? Perguntou Paulo olhando sua irmã, comendo ao invés de falar, quando ela estava muito nervosa sempre comia mais do que deveria, ela não tinha mudado nada, ainda conseguia ver a menina que vivia colada nele quando criança.
Ele estava com saudades, tinha estado na África por um longo tempo, se bem que viajou sem parar por muito tempo, agora de volta, poderia se dedicar ao que tinha em mente, só de pensar nisso seu sangue ficava agitado, estava excitado e ao mesmo tempo surpreso que o destino tinha lhe dado essa oportunidade, chegou a pensar que isso nunca ocorreria.
- Ou me chamou para ver se estou inteiro? Se for isso pode ficar tranquila não é dessa vez que vocês ficam livre de mim.
Com raiva de ouvir isso, Mara olhou em seus olhos e disse.
- Pare de bobagens, estou apenas chateada, por que não me avisou que estava pensando em voltar? Poderia ter cuidado de tudo e ir recebê-lo, arrumado sua casa, essas coisas.
- Por que todo esse mistério Paulo?
- Você sabe que tenho motivos para estar preocupada.
Paulo apenas olhava para ela e nada comentou por um bom tempo, ele estava com saudades de sua mana, sempre gostou dela e a admirava, mas mesmo a amando não aceitaria que se intrometesse em seus interesses ou planos, ele sabia o que deveria fazer, como fazer e porque fazer.
- Está preocupada por besteira, estou já na idade de tomar jeito, disse piscando e ao mesmo tempo olhando para o copo de bebida já vazio e pedindo outro.
- Vou começar a trabalhar para nosso pai, esta na época de colocar em pratica o que sei e depois disso, abrir meus próprios negócios e me casar.
Quando ele disse casar, Mara engasgou com sua bebida.
- Casar?
- Está brincando? Desde quando você esta pensando nisso porque desde que eu me recorde você...
Antes que pudesse continuar, Paulo a cortou dizendo que o passado estava morto, ele iria agora viver o presente.
- Existe então alguma moça a quem deva me apresentar? Perguntou mais animada e aliviada, logo se a situação era assim, não tinha nada relacionado a Victor, respirou aliviada, mas não por muito tempo.
- Hum ainda irei conhecê-la, mas dizem que é uma mulher muito linda, quente e interessante... Quem sabe quando nossos caminhos irão se encontrar em Mara?
- Quer um conselho minha querida? Disse pegando agora suas mãos e a segurando.
Mara apenas balançou a cabeça como concordando, mas sabia já o que ele ia falar.
- Não se intrometa em minha vida, minhas decisões e especialmente em meus relacionamentos, eu não admitirei que você ou qualquer um atrapalhe, como diz o ditado o que tiver que ser será.
Puxando agora suas mãos de forma abrupta, olhou bem fundo em seus olhos e perguntou sem rodeios.
- O perdoou? Você perdoou Victor pelo passado?
Paulo ao invés de responder fez-lhe a mesma pergunta.
- Você perdoaria Mara?
- Sempre se acha tão certa, tão responsável por todos, e tão amiga, mas minha linda seja sincera com você mesmo, nem precisa me responder se não quiser, pois eu já sei a resposta.
- Você perdoaria alguém que destruísse tudo àquilo que você mais amou em sua vida?
Antes de ouvir uma resposta, saiu a deixando sozinha, mas antes ainda disse.
- A conta já foi paga, e mais uma vez não se intrometa aonde não foi chamada, eu estou pedindo isso a você, não quero que saia ferida, para mim sempre será a minha coelhinha.
Até mais coelhinha.
Ela desejou não pensar na pergunta que ele lhe fez, desejou não ter ouvido se quer, porque por mais que ela odiasse admitir, ela também não perdoaria.
Ela amava ambos, mas Victor errou e agora pelo jeito era a vez de Paulo cometer a mesmo erro, quando isso teria um fim? Quando?
Ela estava cansada, não ia mais se envolver, ela pretendia conquistar o coração de Pamella e viver uma vida juntas, nenhum deles era criança, estava na hora dela aprender a cuidar de sua vida e não se envolver mais.
Por mais que pensasse assim, não resistiu ir até Victor e o avisar, ir até Aline e tentar ajuda-la no que fosse necessário, sabia que estava errada, ela deveria cuidar dela e de mais ninguém, mas não conseguia, tinha que se esforçar mais se queria ter um bom resultado, talvez uma viagem com Pam seria o melhor para ambas, não queria problemas em sua vida.
Notas finais
Meninas, não liguem de ver eu trocar tanto a capa do livro, ainda não gostei de nenhuma kkk então até achar aquela que eu sinta, é essa vou mudando :3
bjs e obrigada pelo carinho e atenção
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