- Estranha Obsessão -
25 Uma pequena discussão
Uma pequena discussão
Ficamos juntos abraçados olhando ao mar e o céu em nossa cama até a hora do almoço, nenhum dos dois falou, estávamos sem saber o que falar, isso nunca tinha ocorrido antes, preguiçosamente levantamos, fui tomar meu banho estava feliz que ia usar um dos conjuntos que comprei, queria ver a reação de Victor ao me ver, o vestido colava em meu corpo, deixando a vista minhas curvas mas sem ser vulgar.
Victor ficou na sacada esperando, quando fui em sua direção vi que estava falando no celular e seja o que fosse não o estava deixando contente, fiquei chateada e brava, sem pensar se era certo ou errado, quando terminou de falar peguei o celular de sua mão dizendo.
- Estamos de férias, então está proibido tudo relacionado a negócios!
- Por favor Victor? Eu não quero você estressado ou preocupado com algo, são somente cinco dias, eu quero esquecer do mundo lá fora e me concentrar só em nós.
- Pode fazer isso por nós? Eu prometo te recompensar disse piscando.
Victor estava estressado, sua irmã estava diferente, muito quieta para seu gosto, a conhecia muito bem, através de Mara soube que seu pai estava entrando juntamente com eles como sócio no novo empreendimento e isso era bom, mas ao mesmo tempo algo novo, fazia anos que ele não entrava em alguma sociedade, sabia que tudo ia dar certo e só teriam bons resultados, mas sentia que Mara estava descontente com algo, só não sabia com o que e ele odiava essa sensação.
Ainda pensando em tudo isso ouviu o que Aline estava falando, se irritou, será que ela não percebia que ele estava dando muito de si para ela?
O que mais queria? Nervoso e com raiva da situação falou.
- Nunca mais faça isso! Ao mesmo tempo pegando o celular de volta de sua mão.
- O que faço ou deixo de fazer não é da sua conta.
Assim que falou, notou que foi longe demais e se arrependeu, principalmente quando viu sua cara, antes preocupada se tornar fria e distante, para ele não estava sendo fácil, gostava de ter tudo em suas mãos e de repente estava aqui com ela e no fundo estava amando essa sensação, mas por outro lado não gostava de sentir que com ela nada era como planejava, tudo de alguma forma saia do controle.
Aline se sentia magoada, tudo que pediu foi para se concentrar no agora e não nos negócios e o que ganhava? Uma patada.
Com raiva saiu do quarto sem responder e com pressa, queria ficar longe do idiota! Ele nem se quer notou como estou vestida, pensou ficando agora com mais raiva.
Sentiu Victor a seguindo e logo Oliver aos vê-los venho mostrar o restaurante e as acomodações, pela sua cara tinha percebido que o casal tinha tido alguma discussão mas foi discreto.
Mesmo brava e chateada não pode deixar de notar que era deslumbrante o local,muitas cores vivas, os garçons estavam todos uniformizados, havia no centro um piano no qual estava agora sendo tocado por uma pianista, a musica era linda e de certa forma a acalmou.
Não conseguiu tirar os olhos das mãos dela, tudo estava em tão perfeita sincronia, pensando nisso viu que o celular novamente de Victor tocou.
Sua vontade era pegar seu celular e pisar em cima até destruir ele, porra ele não podia curtir com ela e estar aqui?
Victor se levantou e foi atender deixando ela a falar com Oliver que falava dos pratos principais ou que poderia se servir, mostrando o local.
A primeira coisa que pediu foi uma bebida, se não achava que ia explodir de tanta raiva.
Quando estava voltando para a mesa após se levantar para pegar sua comida, notou um casal, a moça era muito bonita assim como o homem mas notava que ambos eram bem novos, assim que perceberam ela os observando cumprimentaram sorrindo ambos.
Foi se sentar não antes de imaginar que deveriam ser casados ou algo do estilo, pareciam se dar muito bem.
Quando estava pronta para comer, foi interrompida pela moça e estranhou, levantando os olhos a viu sorrindo, ela começou a falar.
- Oi, meu nome é Natacha e aquele é Ricardo disse apontando ao rapaz que viu sentado com ela antes, vi que esta sozinha falou agora mais animada, não gostaria de se sentar com a gente?
Estranhou o convite, e também ela não estava sozinha, se bem que ele não estava aqui pensou com raiva, estava e não estava!
Pensando nisso e com raiva, ao invés de falar que não estava sozinha mas acompanhada, aceitou e foi se sentar com eles.
Que se dane, se ele acha que vou ficar dependendo dele para me divertir que vá a merda, eu não vou estragar minha viagem por causa dele.
Pensando nisso, começou a falar com o casal e soube que em realidade eram irmãos e estavam juntos com seus pais em viagem, ali foi onde seus pais se conheceram e se apaixonaram disse ela animada, esse ano resolvemos todos viajar e comemorar o aniversario deles aqui.
Notava que ela falava muito sendo essa sua natureza, o rapaz deveria ter seus 17 a 18 anos assim como ela, não pode deixar de notar que Ricardo não parava de olhar para ela, acabou achando engraçado pois ele não estava sendo nada discreto e podia notar sua inexperiência.
Cansada e ao mesmo tempo desanimada, acabou se apresentando e falando um pouco o que estava achando do local, quando ia falar que estava com Victor esse apareceu do nada ao seu lado e sem uma única explicação agarrou seu braço fazendo ela se levantar desajeitadamente para surpresa de todos.
Irritada e agora assustada com sua violência perguntei.
- O que esta fazendo? Esta louco?
Victor apenas olhou para ela e disse com raiva.
- Você não imagina o que eu faria se realmente ficasse louco.
- Alegre-se que ainda não cheguei a esse ponto!
Ao mesmo tempo que falou percebeu que Ricardo ia ao seu socorro, mas antes que pudesse chegar a tentar algo, Victor falou olhando diretamente para ele.
- Minha mulher deve ter se enganado de mesa, peço desculpas estamos saindo.
Sem esperar por resposta me tirou dali, com raiva e ao mesmo tempo olhando para o garoto.
Ainda cheguei a pensar, não pode estar com ciumes daquele pirralho, minha vontade era de rir, mas Victor estava me apertando tanto, que me fez gemer de dor.
Ao perceber que estava me machucando, aliviou o aperto, mas mesmo assim me puxava em direção ao nosso dormitório, antes que isso ocorresse estressada e cansada, consegui me soltar e começamos ali mesmo a discutir.
- Você esta doido Victor?
- Você sai, me deixa sozinha e agora fica estressado quando estou sentada com eles?
- Pareciam ser boa gente, falei mais alto e percebendo que algumas pessoas estavam a olhar e Oliver que nos seguiu estava preocupado tentando ver o que poderia fazer para isso não ir adiante.
Estava começando a ter pena dele, o coitado não merecia ter duas pessoas tão dificieis para servir.
- Doido? Eu saio um pouco e encontro a MINHA mulher sendo comida pelos olhos por outro homem e ela sorrindo a ele como uma idiota?
Não aguentei e na cara dele comecei a rir.
- Comida? Pelos Deuses, ele apenas estava me olhando!
- As mulheres sempre olham para você e nem por isso eu dou uma de louca!
- Você bebeu só pode ser, disse agora rindo e tentando parar pois isso estava o deixando mais irritado.
Victor não estava conseguindo se controlar, sabia que não deveria ter atendido o telefone, mas tinha pedido a um dos seus empregados de confiança para averiguar se algo não estava bem, quando seu telefone tocou sabia que era ele, por isso saiu deixando Aline, mas antes não tivesse feito não conseguiu nenhuma informação.
O que ele nunca imaginou, era encontrá-la rindo e falando animada com outras pessoas e quando viu o modo que ela sorria ao moleque teve vontade de quebrar os dentes dele.
Nunca sentiu um ciumes tão forte em sua vida, ou era pegar ela ou dar um soco nele.
Sabia que isso era ilógico mas quando se tratava de cuidar do que era seu, ele não tinha limite.
E não poderia se enganar essa mulher era dele, tinha nascido para ser dele.
Nem que fosse por apenas um ano, ele nunca em momento algum aceitaria que ela se aproximasse de outros homens, sejam esses moleques ou não.
Não precisava ser adivinho para saber o que o moleque estava imaginando, estava olhando quando o viu pela primeira vez aos peitos de Aline, porra como conseguiria manter a calma nessa situação?
Aline estava falando algo, quando voltou sua atenção a ela.
Ainda estressado olhou ao empregado de antes e pediu para que levasse ao dormitório a refeição de ambos.
Aline bufando o seguiu, estava estressada e ao mesmo tempo contente, ver como ele reagiu a deixava excitada, ficava imaginando se ao invés desse garoto um homem mais experiente tentasse algo, ele realmente ia ficar louco pensou se sentindo quente e ao mesmo tempo apreensiva só de imaginar, sabia que não deveria estar gostando disso mas que mulher não gostava de ver um homem possessivo e ciumento? A sensação era de ser importante a esse homem.
Estava também contente que ele tinha percebido que ela não ficaria parada esperando por ele, ela queria diversão se ele não pudesse dar, ela de alguma forma daria um jeito.
Chegaram ambos no dormitório, foi quando Victor, respirando fundo avisou que estava proibido para ambos celulares e tentaria não pensar nos negócios, mas que isso nunca mais ocorresse na próxima vez ele não seria tão bonzinho.
Não pode deixar de respirar aliviada, se ele tivesse dito isso antes não precisariam passar por tudo isso, agora sem graça por tudo que tinha ocorrido e não sabendo o que falar, apenas ficou olhando ele que parecia mais sem graça ainda.
Sem resistir sentou-se próximo dele e começou a rir, por mais que tentasse parar não conseguia.
Para sua surpresa e alegria Victor também começou a rir, ambos ainda nesse clima receberam Oliver trazendo suas refeições e ao notar que estavam mais calmos e rindo respirou aliviado.
Ainda assim antes que Victor começasse a se alimentar olhando para seus olhos disse.
- Obrigada, sei que não é fácil para você.
- Mas tente curtir a viagem ok? Quando voltarmos você terá todo tempo do mundo para se dedicar, agora esqueça de tudo e vamos aproveitar que estamos juntos.
Victor apenas balançou a cabeça a pegando no colo e assim começaram a comer, Aline dando em sua boca e as vezes se alimentando.
Ambos riam e brincavam, como podia ficar com tanta raiva e ao mesmo tempo calmo como um carneirinho?
Ele não gostava disso, não gostava do poder que ela tinha sobre ele, sabia que nem sempre seria assim, ele sabia que quando voltassem da viagem algumas coisas tinham que mudar, fora que já tinha se decidido irem para outra casa, aquela não tinha tanta segurança como gostaria e não queria ver ela fazer uma loucura como o dia que fugiu após romper o portão da garagem.
Quando ambos voltassem falaria com ela e empunharia suas decisões, não aceitaria um não como resposta, pensando nisso se sentiu mais calmo e dono da situação.
Só estava assim por que estava sobre o efeito da viagem, nada mais além disso.
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