- Estranha Obsessão -
76 Quando ele pedi
Quando ele pedi...
Minha curiosidade e apreensão não tinham limites, mesmo assim por nenhum momento desviei meu olhar sobre Paulo.
Seja o que for que eu sinto por ele é forte, meu desejo é tocar em seu cabelo, e tirar cada expressão de medo e angustia de sua face, sinto como se o conhecesse a minha vida toda, isso é assustador ao mesmo tempo em que é emocionante, mesmo quando falavam que ele era perigoso meu coração não aceitava, nunca duvidei que ele não me faria mal, e até hoje assim eu acredito.
Pareceu-me uma eternidade até que ele voltasse a falar, mas quando o fez foi como se estivesse decifrando o homem a quem tanto quero bem.
– Não se afaste de mim, seja minha irmã, se não posso tê-la como quero, ao menos não se afaste, me de seu apoio, seu carinho, ao menos isso. Falava como que implorando isso a ela.
De boca aberta, olhei para ele e não sabia o que falar.
Isso seria ótimo, mas não achava que para ele seria bom, em realidade ela estava pensando em se afastar literalmente para dar a ele chances de conhecer alguém, ser feliz e viver em paz, ela ainda não tinha falado com Victor, mas estava desejando viajar e conhecer vários lugares, quem sabe um ano longe de tudo e de todos? Só assim ela daria a Paulo o tempo que necessitasse, por que ela queria a Victor, queria-o como seu marido.
Com ela ali como isso seria possível?
– Paulo, acho que isso não é uma boa ideia, sabe que você precisa viver a sua vida, precisa se encontrar, nunca será feliz me vendo com Victor, se a gente se afastar você poderia encontrar a felicidade.
Paulo revoltado, se levantou andando pela sala como uma fera enjaulada, parando bruscamente falou irritado.
– E quem é você para saber o que é melhor para mim? E se eu falar que o melhor para mim é tê-la por perto, por que não Aline?
Tentando fazer com que ele entendesse disse.
– Victor não ia gostar disso!
Agora revoltado, Paulo pegando Aline pelos ombros a ergueu, chacoalhando-a e dizendo.
– Não importa o que ele ache Aline, mas o que você quer!
– Eu sei que você também quer isso, eu não quero me tornar de um dia para outro um estranho, alguém que deve se afastar, que não deve mal conversar!
– Eu a amo porra!
– Por que tenho que perder a sua amizade? A mesma que me fez uma pessoa melhor? Por que tem que se afastar como se nunca tivesse nada acontecido com a gente? Não sou eu importante para você?
Ela entendia mas mesmo assim tentou mostrar seu lado.
– Você não entende! Eu faço isso justamente por te amar! Você é como um irmão querido que eu quero proteger!
Paulo agora olhando para mim, com um sorriso se formando falou.
– Ótimo, então me faça feliz! Jamais deixe que nossa amizade e carinho termine! Eu com o tempo talvez venha a conhecer alguém, mas eu sei que jamais quero esquecer de você, ou perder sua amizade, contato.
– Me prometa, prometa que não vai me deixar, que não vai mudar comigo, que vai ser sempre a Aline que eu amo.
Como dizer não? Merda ela estava ferrada, porque ela não conseguiria negar isso a ele.
Assim que falou, eu prometo, foi agarrada por ele e abraçada.
Fechando os olhos, se entregou ao abraço, de fato nem ela gostaria mesmo de poder se afastar dele, só queria saber como Victor ia reagir a isso, mas mesmo assim sorriu, estava livre para correr atrás de Victor sem medo, sem se sentir culpada.
Sorrindo, abraçou o mais forte que conseguiu a Paulo e disse.
– Eu prometo que sempre serei sua amiga, sua irmã do coração, sempre poderá contar comigo.
– Haja o que houver e estarei ali por você!
Então a mascará caiu, ela se sentiu pela primeira vez, livre, feliz e realizada.
Ela tinha fé que com o tempo ele encontraria alguém que o fizesse feliz, ela mesmo faria questão de achar essa mulher! Ela queria vê-lo feliz, ele merecia.
Antes ao imagina-lo com outra mulher sentia ciúmes, mas agora não por que?
Quanto mais pensava nisso entendeu, que assim como ele tinha medo de perder sua amizade, ela também o tinha!
Agora ela sabia que de fato ela nunca se separaria dele, que ela o ajudaria no que fosse possível, e um dia ela esperava que o mesmo amor que ela sentia por ele, Victor viesse a sentir, que ambos homens se perdoassem e se aceitassem completamente.
Sorrindo, beijou seu rosto, dizendo que precisava ir.
Mal ouviu o que ele falou, saiu correndo como uma doida, mas antes de sair falou.
– A gente se fala mais tarde! Se cuide.
Correndo como uma louca, foi até a casa de Mara e assim que entrou encontrou ambas no maior amasso, paralisada, não pode deixar de observar que ambas mulheres pareciam duas gatas no cio.
Assim que perceberam ela, Mara bufou se recompondo, como sempre sem nenhum pingo de vergonha.
– Desculpe... Eu vim pegar algumas coisas, volto hoje para a casa do Victor, disse emocionada ao mesmo tempo excitada.
Conseguindo a atenção de ambas mulheres, que agora a olhavam curiosa, disse.
– Falei com Paulo e entramos em um acordo, por isso vou ao encontro de Victor.
Mara curiosa, perguntou ainda com os lábios borrados dos beijos recebido da amada.
– Mesmo e o que combinara?
Pamella achando que não cabia a Mara e ela se envolver nisso, cutucou-a, mas foi o mesmo que não ter feito.
– Falamos depois ok? Falou Aline...
– Vocês podem continuar, disse apontando a ambas mulheres e tirando um sorriso de Pam.
Quando Mara ia perguntar algo a mais, Pam a abraçou e disse.
– Seja o que for que decidiram é o que ambos quer, não esta vendo a cara de felicidade dela?
Mesmo descontente concordou, vendo Aline correr para o quarto e pegar a mala que já há uns dias estava preparada.
Antes dela sair, foi até ambas mulheres e as abraçou.
– Obrigada, depois falarei com detalhes tudo, preciso vê-lo, eu estou morrendo de saudades!
Todas riram, se tinham algo que entendiam era a importância de estar perto das pessoas que amavam.
Saindo Aline sorriu, queria gritar feliz, ligando para Victor nada conseguiu, estranhando foi até seu apartamento e não o encontrou.
Assim que ligou para o escritório, foi avisada que ele estava em uma reunião e que essa não demoraria muito.
Feliz, resolveu tomar um banho e colocar a sua melhor roupa, ansiosa demais para espera-lo, resolveu ir ao escritório.
Assim que chegou, viu que a secretaria estava pálida, como assustada de vê-la ali.
– O que passa? Perguntou mas não obteve inicialmente uma resposta.
Já irritada tentou ir em direção ao escritório, mas foi impedida.
Não preciso falar que meu coração deu um baque, irritada empurrei-a e como uma louca entrei, o que vi foi o suficiente para me fazer perder a compostura.
Ali estava Sabrina, e pior ela estava tentando beija-lo!
Quando olhei para Victor vi que ficou pálido, por outro lado Sabrina parecia estar sorrindo, como se sentindo triunfante.
Olhando para ela e para ele, por um momento tive vontade de sair dali, me senti traída.
Mas eu nunca fui mulher de desistir do que eu quero, e no fundo sabia que Victor não era culpado de tudo, a vaca queria colocar lenha na fogueira e estava conseguindo.
Olhando agora para ela, falei.
– Oras não é que a louca varrida, resolveu fazer-te uma visita?
– Interessante, acho que ela ainda não aprendeu o lugar dela. Disse ao mesmo tempo em que ia até Victor e o beijava inicialmente devagar, aumentando aos poucos, até que ambos estivesse famintos um pelo outro.
Sabrina revoltada em ver que Victor a tinha recusado mais uma vez, e agora beijava a mulher em sua frente disse.
– Se não se importa eu e Victor estávamos falando em particular. Antes que pudesse falar foi cortada por Aline que falou.
– Bem azar o seu porque eu me importo, uma vez que eu sou a mulher dele, e ele é meu.
– Se tem algo a dizer será na minha frente a partir de agora, logo se quiser falar, pode dizer ou vai embora...
Sabrina revoltada, falou olhando a Victor.
– Então você aceita ou não?
Victor agora tenso falou.
– Se esse é o preço para nos deixar livre sim.
Sabrina sorrindo, como vitoriosa, tentou ir em sua direção mas parou quando viu Aline falar algo no ouvido de Victor e ver esse pálido.
Seja o que a mulher falou, foi o suficiente para fazer ele, suar frio.
Ver que a cadela tinha tanto poder sobre ele a irritava, nem ela conseguiu isso quando estavam juntos.
Tentando acabar logo com essa conversa, perguntou de novo.
– Confirmado?
Mas Aline que falou, fazendo com que Sabrina perdesse por um momento a compostura e agindo sem pensar.
– Não sei o que combinaram, mas a única coisa que vai conseguir aqui é sair com uma mão na frente e a outra atrás.
Se levantando, apertou o interfone e assim que a secretaria atendeu falou.
– Chame aos guardas, à senhorita Sabrina, esta em saída e não queremos que ela faça nenhuma besteira.
Sabrina revoltada olhou para Victor e falou.
– Você tinha concordado! Por que mudar agora?
Victor respirando fundo, falou.
– Por que ela pediu... E eu faria qualquer coisa por essa mulher, saia Sabrina, vá viver a sua vida e esqueça que nos conhece, vá ser feliz, ainda é jovem.
Antes de Sabrina sair, foi em direção a Aline e como magica a empurrou, fazendo com que Victor se levantasse tentando ajuda-la, mas Aline agora tendo um motivo para dar uns tapas na mulher, não pensou se era certo ou errado.
Indo em sua direção a empurrou o mais forte que pode, prensando-a na parede.
– Se acha que tenho medo de você, esta enganada. Eu não tenho.
– Eu posso fazer da sua vida um inferno e eu farei se atrever-se a procurar, Victor ou Paulo de novo.
– Saia enquanto é tempo porque a próxima vez, eu juro por tudo que é mais sagrado, farei você ficar irreconhecível de tanto apanhar!
Sabrina olhando-a perguntou sarcasticamente;
– Acha que eu tenho medo?
Aline sorrindo falou.
– Pois deveria, caso contrario vai voltar do mesmo buraco, quer pagar para ver Sabrina?
Quando os guardas chegaram, Sabrina se soltou dizendo que conhecia o caminho.
Ainda olhando para Aline respondeu.
– Eu pago, vamos ver até onde você vai.
– Vai ser interessante, aproveita e pergunta a ele por quanto tempo ficara com você...
– Uma sósia é e sempre será uma sósia querida.
– eu vou esperar, por que eu sei que no final serei eu e não você.
Rindo de Sabrina, Aline falou.
– Queridinha eu me garanto.
– Se existe uma mulher na vida dele, essa sou eu, aceite isso ou morra com isso.
– Podem levar ela e a partir de agora ela não entra mais aqui, estamos claros?
Os guardas olhando para Aline sem graça pois nunca presenciaram isso, logo concordaram quando viram Victor balançar a cabeça concordando com as normas da mulher.
Sabrina saiu, revoltada.
Mas mesmo assim confiante, já estava sendo preparado o final da vadia...
Logo ela iria confortar a ambos homens.
–
Assim que Sabrina saiu, Aline respirou fundo e olhou diretamente a Victor que a olhava encantado.
Revoltada disse quase gritando ao mesmo tempo em que se aproximava dele.
– Se eu a encontrar de novo perto de você não me respondo entendeu?
– A não ser que mudou de ideia, falou agora com medo.
Mas para seu horror Victor apenas riu, tão alto que a chocou.
Revoltada e esgotada foi até e ele e começou a socar seu peito, suas mãos foi agarrada e ela foi jogada sobre a mesa, caindo vários papeis sobre o chão, mas nenhum deles estavam sequer ligando.
– Acha que tudo vai ser solucionado com sexo? Perguntou irritada, mas excitada demais para tentar escapar.
Victor agora chegando mais próximo dela, falou bem perto de seu ouvido de forma rouca.
– Não to vendo você fugir... Se não quer basta dizer.
Irritada que ele conseguisse ver sua fraqueza, ela era fraca para ter seu corpo colado ao dele.
– Miserável! Falou irritada mas excitada.
Victor agora segurando o rosto de Aline, com suas duas mãos, beijando levemente seu rosto, nariz, olhos, boca e assim por diante.
– Se ser miserável é ter você, então eu sou o mais miserável do mundo.
– Se para ter seu corpo, seu cheiro em mim, seu sabor, teu coração eu tenho que ser isso ai que falou, então minha querida eu sou 100%.
Quando seu lábios se tocaram, ambos esqueceram que nem a porta fecharam mas a secretaria olhando a cena, não pode deixar de respirar fundo emocionada parecia um dos seus filmes de romance, fechando delicadamente a porta desejou ser um mosquitinho só para ver eles juntos se amando, vermelha, foi correndo pegar uma agua, mas feliz por ambos.
Palavras não eram necessárias, a fome estava em cada poro de ambos.
– Estou com tanta saudade, disse Victor, tirando lentamente o sutiã que ela usava, e chupando delicadamente seu seio
– Preciso de você meu amor, estou duro por você.
– Diz pra mim que voltara hoje comigo, que dormiremos juntos, abraçados.
– Ou vou ter que rapta-la?, disse brincando... Mas no fundo foi o que desejou fazer a muito tempo.
Aline feliz, e excitada disse agora tocando no peito de Victor.
– Sua, só sua e sempre com você.
– Sua para fazer o que quiser, o que quer fazer? O que quer de mim? De nós?
Essa pergunta tinha muito mais respostas para o momento, nesse momento só queriam matar a fome, a sede o desejo.
– Vou te fazer minha.
Se falassem que um terremoto tinha acontecido só no escritório de Victor assim acreditariam.
Ambos não colocaram limite, beijos, mordidas, lambidas, chupões, palavrões eram ditos em tom para ninguém ficar na duvida, pareciam possuídos.
Mas também havia amor, e o mais importante estavam felizes.
Quando Victor entrou dentro dela, sentiu seu pau pressionado por sua boceta, sentiu-se no paraíso, nada era tão bom como sentir seu corpo junto ao dela.
Ele nunca imaginou que isso pudesse ser tão especial, ele estava pela primeira vez em sua vida, realizado.
E não foi o dinheiro, negócios, nada disso.
Mas uma mulher, uma mulher que fazia seu mundo girar.
A mulher que ele queria e jamais deixaria ir embora de novo.
Ainda teve tempo de sentir ela gemer e arranhar suas costas, essas ficariam doloridas por vários dias, mas ele não ligava.
Ele queria mais, queria ela na dor, no prazer e no amor.
Quando ambos gozaram, ficaram assim por tanto tempo que pareceu uma eternidade, com toda delicadeza que ele era capaz, se retirou e a pegou no colo levando ao pequeno clouset com banheiro integrado que tinha no escritorio.
Assim que a colocou no sofá, a viu desmanchar sonolenta, mas sorrindo saciada.
Indo ao seu escritório pegou a pequena caixa e foi até ela.
Quando Aline viu o que estava em suas mãos sentiu um leve medo.
Estava imaginando coisas?
Assim que ele abriu sorriu, sentiu uma lagrima cair, era o anel que um dia ela desejou.
– Uma aliança para dois.
Olhando para ele perguntou emocionada.
– Tem certeza?
Mas ele já estava tirando e colocando lentamente em seu dedo, onde caiu com perfeição.
– A única certeza que eu tenho em minha vida Aline, é que eu a amo e desejo você, sou viciado em você.
Quando Aline pegou as mãos dele e colocou a aliança, sentiu que iria desabar, era um sonho bom demais, ela tinha medo de acordar e ver que nada disso era real.
Victor ao sentir o que ela estava sentindo, a abraçou e disse seriamente.
– É por toda vida, por que eu não quero mais viver sem ti.
– Eu te amo.
Nada poderia ser mais feliz, que isso, ela tinha encontrado o homem que a fez crer na vida de novo.
E esse homem a amava assim como ela o amava.
A vida era perfeita demais, boa demais, quente demais, gemeu quando sentiu ele ficar duro de novo, rindo o beijou e fez questão de mostrar que ela seria a esposa perfeita.
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