- Estranha Obsessão -
40 Ele me deixa doida...
Ele me deixa doida...
Assim que saímos do restaurante Mara recebeu uma ligação de Victor, que estava gritando de tão estressado por eu ter desligado em sua cara.
Não entendi muito o que falaram, mas nem precisava pois logo ela me informou.
- Victor pediu para te levar ao escritório, ele esta bem estressado você ficara bem?
Nem eu saberia responder se ficaria ou não, apenas assenti e quando chegamos ao local, ela me avisou para chegar a sua casa por volta das 20 horas, assim teríamos tempo de cuidar da maquiagem e dos penteados.
Agradeci e fui à área da recepção para saber o andar que deveria ir, assim que avisaram Victor que estava ali, me informaram para seguir em frente e pegar o elevador até o decimo andar.
Tão distraída e estressada, não notei que do meu lado estava outra pessoa, assim que o elevador chegou entrei e encostei-me fechando meus olhos após apertar o botão referente ao andar desejado, somente quando me abri meus olhos vi que não estava sozinha e para minha maior surpresa, dei de cara com o mesmo homem que um dia vi na rua, o homem de olhos azuis, o homem que tinha um semblante juvenil, percebi que a todo momento ele estava olhando para mim.
Ele pareceu ficar surpreso de me ver ali, e eu também, não sabia se sorria ou apenas ficava na minha, como se não o conhecesse, afinal eu não o conhecia mesmo.
Quando dei por mim, apenas sorri e fiquei quieta, sentia que ele estava muito próximo com tanto espaço no elevador, só havia nós dois, mas nada comentei.
O elevador era rodeado de espelho, por isso conseguia vê-lo perfeitamente e novamente nossos olhos se encontraram, por mais que tentasse fingir não teve como, ele olhou para mim de uma forma diferente dessa vez, vi ali curiosidade, mas também ele me olhou como se me conhecesse.
Por um momento eu não sabia em que andar estava ou o que estava fazendo exatamente, onde deveria parar, apenas olhávamos e por nenhum momento isso incomodou a nenhum dos dois.
Mais uma vez eu senti que não existia nenhuma excitação de minha parte, então por que esse homem conseguia me fazer ficar assim? Era como se tivesse por um momento sido magnetizada pelo seu olhar, presa em suas garras.
Percebi que o telefone dele tocou, mas mesmo assim ele não atendeu, pelo contrario, vi linhas de estresse em seu rosto e aborrecimento, como se ambos saíssemos da magia do momento ele atendeu e ainda pode ouvi-lo dizer.
- Sim?
- Eu já falei que estou aqui, vou assinar por isso não precisa se preocupar, nos falamos depois.
Desligando e ao mesmo tempo notando que eu ainda o olhava, sem graça percebi que meu andar já tinha passado.
Ele percebendo isso, sorriu e saiu me deixando me sentir a mulher mais sem noção do mundo, o que tinha nesse homem para que quando eu o visse me sentisse assim?
Apertei novamente o andar e quando cheguei ali, vi Victor me esperando.
- Faz tempo que está aqui? Perguntei agora curiosa e ao mesmo tempo preocupada, se ele me visse olhando um homem como acabei olhando ao estranho, na certa ele me daria uns tapas.
- Cheguei agora, venha, disse me puxando antes que eu pudesse dizer algo.
Quando vi estava em seu escritório, olhei curiosa e realmente tinha a cara dele, assim que passamos por sua secretaria ele disse a ela que poderia sair para almoçar, percebi que ela me olhou da cabeça aos pés, mas nada falou ou demostrou.
Ela deveria ter por volta de seus quarenta e oito anos, não era bonita, mas parecia ser uma boa pessoa.
Ainda com isso em mente, entramos em sua sala e Victor não se preocupou em trancar a porta, vi Victor vir a minha direção como um touro e ao me agarrar me colocou sobre a sua mesa do escritório.
- O que você pensa que esta fazendo? Disse agora excitada e ao mesmo tempo perdida em seu toque.
Victor ao invés de falar algo virou-me deixando que ficasse de quatro com as mãos na sua escrivaninha.
- Victor disse já gaguejando.
- É melhor parar com isso, eu não acho que seja uma boa ideia.
Victor estava fora de si, saber que ela teve a coragem de desligar o celular em sua cara e recusar a falar-lhe era demais, sem pensar nas consequências, desceu sua saia e ao perceber que estava de calcinha, a tirou com tudo rasgando e fazendo com que Aline gemesse de dor.
Ainda com ela nessa posição levou sua calcinha ao seu nariz e cheirou, era o paraíso, pensou.
- Aline, quando você vai entender, que você não acha nada?
- Se eu quiser foder você aqui, na festa, na nossa casa, na rua, na igreja ou onde for assim será, e você nunca terá coragem de dizer não, sabe por quê?
Ouvi-o dizer isso, mas não sabia o que falar primeiro por que eu estava imaginando ele me foder em todos esses lugares, depois porque ele estava me segurando tão forte e sua mão estava tão quente que a única coisa que eu realmente queria era sentir seu pau bem fundo em mim e por ultimo eu queria mostrar a esse bastardo que ele sem mim não era nada.
Ainda pensando nisso senti o primeiro tapa em minha bunda, queria xinga-lo mas fiquei quieta, ele não gostando disso aumentou os tapas me fazendo querer subir pelas paredes.
- A próxima vez que eu ligar atenda! Dizia e ao mesmo tempo dava um tapa forte em minha bunda.
- Se eu disser que é para ligar ligue! Mais um tapa...
- Seu eu disser me avise, então minha putinha, avise! Outro tapa.
Já não aguentando o prazer que isso estava me causando comecei a gemer e tentar esfregar minha bunda em seu corpo.
- Mas uma coisa disse Victor agora colocando seu peso sobre meu corpo.
- Você é minha, nunca se esqueça disso.
- Você nasceu para ser minha e eu nunca deixarei você livre, nunca.
Foi quando senti ele entrando dentro de mim, era tão perfeito, tão louco e tão quente que nenhum dos dois notou quando a porta foi meia aberta e o homem misterioso de olhos azuis viu ambos juntos em puro êxtase.
-
Ele não deveria estar aqui, mas ele ao ver a sala vazia, ficou curioso, quando ouviu o gemido não resistiu entrar e ver com seus próprios olhos o que já achava que estava acontecendo.
Ambos estavam em tal êxtase que não o viram, e ele não conseguia tirar o olho do corpo dela, seus gemidos os estavam deixando doido, agora sabia por que seu irmão estava louco por ela, era linda, sexy demais e quente, muito quente.
Quando a ouviu implorar por mais, sentiu seu pau ganhar vida, isso estava saindo do controle, ele só queria fazer Victor pagar e não se envolver com ninguém, pensado nisso saiu sem que nenhum percebesse, mas ainda ouviu seu grito de êxtase e ele sabia que hoje precisaria de sexo, sexo forte, quente e violento para se esquecer do corpo e gemidos dela.
-
Assim que ambos vieram Aline tombou para frente sem ter forças para se levantar, sem perceber derrubou um porta retrato que estava em cima da mesa, sem graça e com medo de ter quebrado, ainda com o pau do Victor dentro dela, pegou o porta retrato para verificar que não tinha quebrado, mas acabou se surpreendendo quando viu de quem era a foto.
Ainda segurando nas mãos, viu que ali estava ela, sua foto tirada na viagem que ambos fizeram ao México.
Ficou emocionada, para ela isso significava tanto, não pode deixar de perguntar.
- Por que? Por que tem minha foto aqui?
Victor por um momento ficou sem graça, ele não queria admitir, mas ficar longe dela era para ele angustiante, para aliviar resolveu colocar sua foto em seu escritório e notou que ficava mais tranquilo e feliz em ver seu sorriso todos os dias.
Sem graça falou apenas que ele não tinha onde colocar e resolveu por ali.
Aline não sabia o que dizer, pela primeira vez ela percebeu que ele estava sem graça e não queria falar sobre o tema, feliz por sua foto estar ali, ainda pensando nisso sentiu Victor sair de dentro dela e gemeu pela falta, quando esse ia se afastar, o segurou e abraçando disse.
- Eu amo saber que minha foto esta aqui, não sabe como me fez feliz em saber disso.
Ambos se beijaram famintos e agora mais calmos se arrumaram dentro do que podiam.
Já mais compostos, Aline se sentou e contou um pouco dos seus planos para ir à casa da Mara, combinando onde se encontrariam e o quanto estava animada para a festa, Victor apenas balançou a cabeça como se isso fosse a coisa mais banal para ele, saiu com ele e ainda mais uma vez ela procurou pelo homem de antes, mas não o viu, quando o taxi chegou, deixou Victor onde estava e foi para sua casa saciada e ansiosa para a noite que teria pela frente.
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Ainda faltava tanto para a festa que Aline cansada resolveu dormir um pouco, estava saciada, sentia seu corpo dolorido, mas logo o sono veio rápido.
Tinha posto o despertador para acorda-la, por isso não estava preocupada, tudo daria certo, e foi assim que caiu no sono.
Mais uma vez ela teve um sonho, mas dessa vez nada era relacionado ao passado, sonhava que estava sentada em um lugar, era lindo com muitas flores e pessoas, era de dia e ela estava de biquíni.
Ela sentia que sua mão estava sendo segurada por alguém e quando olhou viu que Victor segurando sua mão, a olhando com tanto amor, desejo e dedicação, que não conseguia descrever sua felicidade ao sentir isso.
Concentrada neles percebeu que sua outra mão estava também sendo segurada por outra pessoa, estranhando ela virou seu rosto e para sua surpresa ela viu o homem de olhos azuis segurando sua outra mão, ela tentou se soltar, mas não conseguia desesperada seu coração começou a bater fortemente, não conseguia tirar seus olhos dos deles e por mais que tentasse se soltar não conseguia.
Ainda a ouviu perguntar a ele.
- Por que? Me solte!
Apenas viu ele sorrir e levar suas mãos aos seus lábios, beijando delicadamente.
Acordou suando e rindo de seu sonho idiota, como poderia sonhar com um homem que só viu duas vezes?
Estava ficando louca, só poderia ser!
Se levantou e após tomar uma ducha chamou um taxi, Victor pediu para que ela fosse de taxi para não terem problemas ao voltar, assim poderia ficar com Mara e Pamella até se encontrar com ele na festa.
Ainda se olhando no espelho lembrou do sonho e mais uma vez se recriminou, pegando sua bolsa saiu correndo, e por um momento se esquecendo de tudo, querendo apenas beber, conhecer pessoas e ver um outro lado da vida que não conhecia.
Notas finais
Beijos e até.
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