- Estranha Obsessão -
68 Cara a Cara com a verdade
Notas iniciais
Bjs ^^
Cara a Cara
Ela estava cansada, a todo momento tensa, será que tinha feito bem vir? Quero dizer ela nem ao menos falou com Victor, talvez não deveria ter feito isso, mas agora não adiantava depois de horas de viagem tinha finalmente pousado, não encontrou Paulo a esperando, mas foi recepcionado por um atendente e motorista ambos simpáticos, ela estava esgotada e cansada demais, sabia que tudo foi de ultima hora, o que o dinheiro não era capaz de fazer, pensou vendo a rapidez que tudo foi finalisado.
- Senhorita Aline, Paulo pediu para leva-la a sua casa, me chamo Bento sou seu motorista pessoal a vários anos, disse ao mesmo tempo em que mostrava sua identidade.
Aline surpresa falou.
- Acho melhor ficar em um hotel, nem sabia que Paulo possuía residência aqui na África.
Viu o motorista sorrir.
- Paulo viveu por muitos anos aqui, segundo ele mesmo, África é sua segunda casa.
Aline não pode deixar de notar a forma que o homem falava de Paulo, parecia até um pai orgulhoso de seu filho.
- Você parece adora-lo, comentou não pensando que obteria uma resposta.
Viu o homem falar.
- Devo muito a ele, eu e minha família, se não fosse por ele não sei o que estaria fazendo em minha vida agora, por isso e por vários motivos sim, eu o adoro.
Quando entramos no automóvel falei.
- Vamos direto ao hospital, ele esta lá certo?
Bento não soube o que responder essa não foi à ordem de seu patrão e sabia que Paulo era exigente, sempre tentava fazer tudo dentro do correto para não ter problemas, mas não era bobo seja quem fosse essa mulher era problema na certa.
- Então vou ligar avisando a ele, disse Bento, mas Aline o cortou.
- Apenas vá para o hospital Bento!
- Não se preocupe depois eu resolvo com ele, ele me conhece o suficiente para saber ou supor que assim eu faria.
Bento concordando assim o fez.
Aline por mais que estivesse curiosa em saber um pouco, mas dos costumes da África nada perguntou, estavam em uma das áreas mas prosperas e rica, luxo ali não faltava, seria irônico imaginar que a Africa toda vivia em miséria, como em todos os países sempre haveria pessoas vivendo bem e as que viviam na miséria total, calou-se em seus pensamentos ainda assim viu seu celular tocando mas não atendeu, percebeu que Bento o notou, mas nada comentaram.
Foi quando leu a primeira mensagem de Victor.
“Atenda ao maldito telefone, não me deixe mas louco que já estou! – Victor”
“ Porra como você pode fazer isso comigo? Nem se quer me informou! Por que Aline? Por que? – Victor”
“ Droga mulher esta me deixando louco, eu preciso ouvir sua voz! Quando eu te ver você vai se arrepender – Victor”
“ Por favor eu não consigo pensar direito, atenda o telefone – Victor”
“ Eu a amo, não faça isso, Victor”
“ Não vale a pena, você deve se concentrar apenas em nós, volte para mim Aline e não se envolva nisso, nada será como antes se você me contrariar – Victor”.
Fora essas mensagens havia pelo menos umas quinze a mais, todas no mesmo sentido.
Não havia mais volta, respirando fundo depois de meia hora chegaram ao hospital, saindo logo foram atendidos, Bento pediu para Aline esperar que estaria indo procurar Paulo.
Aline estava ansiosa e curiosa ao mesmo tempo, chegando à recepção tentou se comunicar e conseguiu, respirando, mas aliviada falou.
- Gostaria de visitar a Senhorita Sabrina Foyts.
A recepcionista pediu dados sobre ela, perguntando se era parentes, Aline apenas balançou a cabeça dizendo que eram primas, quem precisa saber ?
Logo foi indicada o local que deveria ir, não ficou surpresa de se perder de tão grande o local, mas conseguiu achar o quarto onde ela se encontrava.
Olhando com medo de achar alguém ali, se distraiu, quando percebeu que não havia ninguém respirou mais aliviada, não por muito tempo.
Como em um sonho, ou pesadelo ali estava à mulher, e Aline compreendeu tudo, colocando a mão sobre sua boca para afogar seu gemido de dor, pois a dor que estava sentindo era tão profunda, tão impactante que queria gritar, isso não poderia estar acontecendo, poderia?
Tremendo se aproximou o máximo que conseguiu e não pode deixar de olha-la, tocou seu rosto e por um momento achou que poderia estar se olhando no espelho, Sabrina estava dormindo, seus olhos estavam fechados, junto a ela havia varias maquinas, olhou ao quarto rapidamente e viu luxo, todo o luxo que uma pessoa poderia ter, teve pena dessa mulher, tão jovem e assim, ela não queria um destino assim.
Doía, Doía tanto, pois agora entendia, ali estava uma mulher linda, assim como Aline, mas não só isso poderia dizer que Aline era como uma sósia de Sabrina, ou Sabrina de Aline.
Formatos idênticos, tão parecidas, tão parecidas! Pensou já sentindo as lagrimas cair de seu rosto.
Sempre foi Sabrina, por isso Victor se encantou por ela daquele modo! Não só Victor mais Paulo também, no final das contas Aline foi apenas a sombra dessa mulher, uma copia, eles a usaram!
Ela odiou Sabrina, odiou Victor, odiou pela primeira vez Paulo, odiou ver com seus próprios olhos o que Sabrina fez a esses homens, ela os encantou ao ponto de nunca conseguirem a esquecer, e odiou o que eles fizeram a ela!
Deus como dói! Com lagrimas caindo de seu rosto, sentiu ser abraçada não era preciso imaginar quem era a pessoa, ela sabia, sentia seu cheiro, sentia seu toque, revoltada e ao mesmo tempo enojada de participar de tudo isso se soltou rapidamente empurrando Paulo que surpreso apenas falou.
- Agora sabe por que Victor a quis?
- Agora sabe metade do mistério minha fada, sabe que ele não a ama, ele ama Sabrina, disse tristemente tentando se aproximar de Aline novamente.
Ao ouvir isso Aline revoltada deu-lhe um tapa não aguentando suas palavras.
- Por que? Perguntou com as lagrimas escorrendo.
- Por que Paulo? Por que fez isso comigo? Não vê você que eu o amo?
- Não vê que eu não sou ela? Eu estou em pé! Eu estou aqui, quero viver, quero o amor dele!
Paulo ao ouvir isso se sentiu machucado, sim ele a tinha machucado, para se vingar de Victor ele estava machucando a mulher que deu a ele um novo sentido para viver, isso doía, mas ele queria ver Victor na lama.
- Por que me traiu? Ou não foi essa uma traição? Tu pensaste apenas em você! Não esta vendo que isso vai me destruir? Eu não me vejo mas sem ele, disse chorando, não acreditando que Paulo aquele em que ela confiou que jamais a machucaria estava fazendo isso para afetar Victor.
Paulo quis se aproximar dela, ve-la assim estava o matando, mesmo contra a vontade dela a segurou abraçando-a o mais forte que conseguiu para que não fugisse, mas por mais que lutasse Aline não aceitava seu toque, era como se para ela ele a partir de agora fosse um inimigo, ele não era o inimigo, ele morreria por ela!.
- Eu a amo! Disse tentando levantar seu rosto, mas Aline deu-llhe um tapa para afasta-lo.
- Chega! Gritou
- Você como ele não me ama, nunca me amou.
- Voces são dois doentes! Me usaram a todo momento, eu nunca vou perdoar nenhum dos dois!.
- Eu não vou perdoar por que eu amei ambos! Disse colocando a mão na boca ao perceber o que tinha acabado de dizer.
Ao mesmo tempo em que falava isso, ambos perceberam que não estavam mais sozinhos, ali estava Victor, desarrumado, parecia ter envelhecido anos, como conseguiu chegar tão rápido? Um mistério.
Seu olhar estava em ambos, revoltado em ter que ouvir de sua boca o que ele já desconfiava foi até Aline e segurando sua mão a puxou para tira-la dali, ele não queria nada ali, a não ser ela.
Quando tentou tira-la, sentiu o impacto e logo percebeu o motivo, Paulo estava segurando sua outra mão.
Cada um de um lado, segurando-a.
- Solte-a disse Victor olhando para Paulo de uma forma mortal, se um dia entre ambos existiu algum tipo de acordo, esse era o fim.
Aline não conseguia falar, ali estava o homem que ela amava, que a tinha usado, mas não era apenas isso, ambos homens pela primeira vez estavam irreconhecíveis.
- Solte-a ou vai se arrepender disse Victor novamente.
Paulo sorriu, se Victor achava que ele tinha medo estava enganado, ainda pensando nisso falou.
- Eu não vou soltar, eu soltei há muito tempo atrás e olha o que aconteceu?
- Olhe para o que você fez? Olhe o que fez Sabrina se transformar? Em um fantoche, ela vive porque as maquinas fazem o trabalho, caso contrario ela nem estaria aqui! Eu não vou soltar nunca mais essa mão! Disse apertando mais forte a mão de Aline.
Victor revoltado, soltou a mão de Aline e sem pensar deu um soco na cara de Paulo.
Como câmera lenta Aline viu vários médicos, enfermeiros chegar tentando tirar ambos homens dali, estes estavam se matando, por mais que ela quisesse não conseguia se mexer falar.
Nunca em sua vida se sentiu tao frágil, ela tinha entregado a esse homem tudo, mas ele não foi capaz de contar a ela sobre alguém que no passado lhe foi importante, os motivos de estar com ela inicialmente.
Ainda pensando nisso viu Paulo socar Victor e revoltada de ter que assistir a isso, gritou fazendo com que ambos homens a olhassem não apenas eles mas até os médicos, os guardas já tinham sido chamados.
- Chega! Chega! Chega! Vocês acham que estão aonde?
- Agora quem vai falar sou eu!
Como magica ambos homens pararam, por um momento se esqueceram de tudo, Havia dor em ambos homens, dor pelo passado e dor pelo que estavam fazendo a ela.
-
- Vocês estão sofrendo? Disse Aline rindo histericamente.
- Não! Não estão, porque não imaginam o que eu estou sofrendo, a dor que meu peito carrega, o sentimento de ser apunhalada!
- Eu odeio vocês! Odeio o que me fizeram, a ambos!
Olhando a Paulo Aline falou.
- Parabéns, você conseguiu sua vingança.
- Eu só quero que saiba uma coisa, eu te amei e confiei em você, mas isso termina aqui!
- Dizem que tudo nessa vida tem um preço não? Bem então continue a viver por ela, siga fazendo o que sempre fez e esqueça que eu existo!
Virando Para Victor sentiu as lagrimas cair.
- Tão pouco confia em mim para chegar a esse ponto? Tão pouco confiou em meu amor?
- Me usou Victor, nunca foi meu...
- Bem eu te perdoo, segue sua vida, seja o mesmo de sempre.
- Afinal para você eu sempre fui um caso não? Não é isso que fala quando estou pelas costas?
- Pois bem, esse caso aqui o ama, faria tudo por você!
- O que nenhum imaginou ou parou para pensar, disse olhando a ambos homens.
- É que eu me amo muito mais, eu mereço ser feliz! Se querem se matar por ela, ótimo matem-se mas nunca mais, ouviram? Nunca mais me envolvam nisso, eu nunca dei ou darei esse direito a vocês!
Olhando para Victor disse.
- Nosso contrato acabou, já sabe o que fazer...
E na frente de Victor, Aline foi até Paulo e o beijou.
Victor queria morrer, estava tendo um pesadelo.
Paulo não conseguia se quer reagir.
Quando Aline se soltou disse.
- Esta vivo Paulo, mas olhe para ela? È assim que quer seguir com sua vida?
- Esta mesmo disposto a viver por alguém que nunca mais poderá viver de novo, dar o que necessita? Você pode ter tanto! Uma família, filhos, amigos! Quer mesmo seguir vivendo assim?
- Esse beijo é para você saber que outra mulher pode te dar o que necessita, que o amor é possível, esta na hora de você perdoar e seguir adiante.
- É o que eu desejo a você... O que eu sempre desejei.
Olhando Para Victor, Aline disse.
- Não fique tão surpreso, estou apenas sendo o que você me tratou, como um caso, um nada, alguém que nunca confiou.
- Por que eu deveria te dar o meu melhor? A minha confiança total? A minha fidelidade?
- Você não a merece, nenhum de vocês merecem!
- Não me sigam, por que eu não respondo por mim do que seria capaz de fazer.
Saiu deixando ambos homens ali sozinhos, calados e pela primeira vez em anos, arrependidos, pela primeira vez a vingança não tinha valido a pena, a mulher conseguiu mostrar a cada um deles que a vida era mais que isso, era muito mais.
Victor desesperado quando caiu na real que Aline o estava deixando correu em sua direção.
Foi impedido por Leonel que tinha juntamente com ele seguido na viagem para qualquer emergência.
- Deixe ela chefe, ela precisa pensar, precisa de um tempo, eu vou ver o que ela necessita, mas de a ela o tempo necessário.
Por mais que doesse assim ele o fez, mas ele sentia que estava morrendo, sem ela era o mesmo que a morte, sim ele a quis por causa de Sabrina, ele foi louco por Sabrina, fascinada ao ponto de tira-la de seu irmão.
Sim ele era culpado dela estar ali em coma, mas ele jamais sentiu isso por ela, o que ele sentia por essa mulher era mias forte, por que ele não viu isso antes?
Por que ele foi tão cego para ver agora que a tinha perdido que ela era realmente o seu mundo? Que ela nunca foi um caso?
Nada mais era importante, ambos homens estavam perdidos na tristeza, ambos homens pela primeira vez estavam vencidos.
Notas finais
Que sera que vai acontecer em?
Fale com o autor