- Estranha Obsessão -
22 Retornando um favor
Retornando um favor
Quando Victor saiu para ir resolver alguns preparativos finais no escritório, fiquei sozinha, sentada ali desanimada que ele sempre no final conseguia o que queria.
Isso era injusto, ela precisava ainda ensinar a ele uma lição, fazer ele sentir do próprio fel.
Não teve muito tempo para pensar em como poderia fazer ele dizer a ela que ela mandava também, que ambos estavam no controle, mas sabia que faria isso um dia acontecer ela ia conseguir!
– Aline, eu estou saindo para ir a minha casa, mas antes acho que precisamos falar rapidão disse Mara.
– Esta vestida?Posso entrar?
Com vergonha agora, pois se ela estava perguntando isso é porque todos sabiam o que tinha ocorrido no quarto, rouca disse que sim tentando não olhar diretamente para a cara dela.
– Então o que você quer?
– Se você não sabe estou ainda tentando digerir seu irmão, ele me deixa louca.
Mara rindo falou que realmente devia mesmo deixar pelo que ela pode ouvir hoje da sala.
Morrendo de vergonha joguei um travesseiro em sua cara, mas esta se desvencilhou e agora mais seria falou que tinha uma excelente ideia, que resolveria o problema de todos.
– Que ideia? perguntei confusa
– Do que você esta falando?
Mara apenas bufou quando estava ficando irritada ou estressada por não ser entendida, isso era um habito dela.
– Pensei que Pamella poderia ficar comigo enquanto você e Victor viajam, assim ninguém precisa se preocupar e eu poderei dar a ela toda assistência possível.
– Como deve saber eu moro sozinha, espaço é o que não sobra naquele apartamento.
– Também andei tendo umas ideias, depois que Pam ficar boa, pode se quiser trabalhar em algum negocio que eu tenho, fazendo algo que agrade ela e então o que acha?
Eu simplesmente estava passada, como uma pessoa que mal conhece outra pode ter tantas ideias e ser tão espontânea assim?
Ela existia? Isso estava indo muito rápido, rápido demais.
– Eu não sei, quero dizer eu estou surpresa, um pouco chocada.
– Você não tem porque fazer isso, você mal a conhece direito.
– E ambas sabemos que Pam não é lésbica Mara, disse agora já arrependida pensando que ela fosse desistir da ideia.
Mara ficou brava, ela sabia disso, ela melhor do que ninguém sabia disso! Mas ela estava mesmo gostando da moça, ela mexia com ela de um modo diferente, ela queria cuidar dela mesmo que nunca fosse rolar nada, e não aceitava um não como resposta.
– Então o que pretende fazer?
– Porque pelo que vi meu irmão não vai aguentar essa situação por muito tempo.
– E também eu quero fazer isso por outro motivo.
Não resistindo perguntei por qual motivo a mais.
– Digamos que isso é um retorno por você ter me dado o colar, devido a isso cuidarei de Pam e farei ela dar a volta por cima, independentemente de nós dar certo.
– Então o que acha?
O que ela achava? Vejamos essa era a melhor coisa que tinha lhe acontecido, estava muito feliz era uma oportunidade que não podia deixar passar, até porque confiava nela, mesmo a conhecendo a tão pouco tempo.
Para surpresa de ambas, a abraçou e beijou seu rosto sorrindo, dizendo que ela nunca esqueceria disso e ainda retribuiria de alguma forma no futuro.
Ambas respiraram aliviada.
Quando Mara saiu de seu quarto ainda ligou dando a noticia a Victor e sentiu que ele ficou aliviado.
Não queria admitir mas até ela mesmo queria estar sozinha com ele, não gostava de muitas pessoas na casa.
Ficou o restante da tarde com Pamella que já estava mais acordada e falando melhor.
–
Hoje as coisas estavam mesmo loucas pensou ao perceber que Pam só peguntava pela Mara, estava começando a se irritar afinal quem era como sua irmã?
Mas para não demostrar isso apenas explicou que Mara teve que ir a sua casa pegar algumas coisas antes de voltar.
– Você gostou dela? Perguntou Aline olhando para Pam.
Sentiu que Pam ficou pensando antes de responder mas não demorou muito.
– Eu não sei explicar, mas desde que a vi aqui segurando minha mão eu senti paz e vontade de conhecê-la melhor.
– Sei lá é estranho, ela é sua amiga?
Não sabia muito o que falar, mas não era o momento para contar tudo a ela, então resolvi deixar assim.
– Conheci um homem e estamos nos envolvendo, nada serio sabe?
– Ela é irmã dele, e minha amiga.
– Pam aproveitando eu tenho que te contar uma coisa.
Agora Pamella estava com medo, tinha medo de ouvir ela falar que não poderia ficar aqui, ou qualquer coisa do tipo.
Por incrível que pareça ela não queria noticias de André então esperava que não fosse nada sobre ele também.
Ficou feliz ao ouvir o que sua amiga tinha para falar, foi quando percebeu que estava realmente gostando de Mara.
– Eu preciso viajar com Victor, tinha combinado há um bom tempo.
– Logo não posso agora adiar, falando isso com Mara.
– Ambas resolvemos que você deveria ficar com ela por um tempo.
– Ela é uma pessoa em quem confio e também pode te ajudar nesse momento.
– O que acha? Quero dizer se não quiser isso eu ainda daria um jeito de não viajar.
Mesmo falando isso não imaginava que jeito ia dar, mas fiquei esperando ansiosa pela sua resposta.
– Eu acho que vai ser bom, ela me parece ser uma pessoa legal, disse agora nervosa.
– Se você confia mesmo nela, acho que não tem porque atrapalharmos sua viagem.
– Nem quero isso Aline.
Senti-me aliviada, ao menos isso tinha dado certo, ficamos horas e horas conversando em alguns momentos coisas boas, outros ruins mas estavam ambas mais calma e tranquila, percebi que em nenhum momento perguntou de André e em realidade eu não queria falar dele, preferia que assim o fosse, também não sabia com detalhes o que tinha ocorrido.
Quando Mara chegou vi seu semblante se iluminar, olhando de uma para outra me senti pela primeira vez intrusa mas fiquei feliz, quem sabe? Quem sabe não acontece?
Mas meus pensamentos foram breves quando varias roupas e sacolas foram jogadas sobre a cama, pelo jeito Mara trouxe roupa para ela e para Pam.
Passamos a tarde juntas ficavam muito bem, conheci outros lados de Mara e o mais incrivel, eu não via Mara dar em cima dela ou a tratar como sempre tratava outras pessoas, achava isso engraçado, ela era divertida, carinho, brincalhona mas nada me fazia lembrar da mulher sexy, que na primeira oportunidade atacava.
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