Vadia Do Morro? Até Quando?
18 Capítulo 17 - Troca de tiros, e dois feridos!
Notas iniciais
Vadias: COOOOOOOOOOONTA TUDO! – elas gritaram juntas, eu ri
Aymê: calma, depois conto – elas me fuzilaram, e me empurraram pra sentar no sofá, elas me fizeram contar e contei tuudo, até do namoro, e elas continuram dando gritinhos, mas a May parou e me olhou – que foi?
May: o Lucca quer falar contigo, lembrei disso agora – bufei
Aymê: é, eu sei, vou tomar um banho e vou lá – elas assentiram
Subi pro meu quarto, fui pro banheiro, tirei a roupa e coloquei no cesto, prendi meu cabelo em um coque, entrei no cuveiro e tomei uma ducha rápida de 10 minutos, sai, me sequei, me enrolei na toalha, sai do banheiro e senti um frio, fui até o closet, escolhi essa roupa: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=89813248&.locale=pt-br , hoje eu tava meio desconfiada, sei lá, parece que vai acontecer algo, fui até o meu guarda-roupa e abri o fundo falso, peguei minha pistola: https://www.google.com.br/search?newwindow=1&hl=en&biw=1024&bih=667&site=imghp&tbm=isch&sa=1&q=arma+pistola+de+ouro&oq=arma+pistola+de+ouro&gs_l=img.3...2747.2747.0.3415.1.1.0.0.0.0.283.283.2-1.1.0....0.0..1c.1.20.img.xrVIWrJd4qM#facrc=_&imgdii=_&imgrc=Z9QZzuJPAXOcJM%3A%3Bvqte_hKatX1GsM%3Bhttp%253A%252F%252Ffenapef.org.br%252Ffenapef%252Fimagem%252Fnoticia%252F100111_arma.jpg%3Bhttp%253A%252F%252Ffenapef.org.br%252Ffenapef%252Flivro%252Fver%252F26081%3B448%3B336 (vocês devem estar se perguntando: aonde tu arrumou? Tu sabe atirar? Resposta: Ivan, rs), coloquei ela na parte de trás, escondendo a metade com a calça e tampando com a blusa, fiz um rabo de cavalo, desci e as meninas já tinham ido, sai de casa, tranquei a mesma, fui em direção a casa do LC, bati na porta, esperei e nada, bati de novo, e ouvi ele gritando “JÁ VAI PORRA”, ele abriu a porta com uma cara de sono e coçando o olho, olhei ele de cima abaixo e ele tava só de bermuda, olhei pro tanquinho dele, e me segurei pra não morder meu lábio inferior, voltei a encarar ele
Aymê: posso entrar? – ele abriu espaço pra mim entrar, entrei, e fui até o sofá e sentei, cruzei minhas pernas, e ele sentou no sofá de frente pra mim, fiquei olhando pra cara dele, esperando ele falar e nada, só ficava me encarando – então? O que tu quer comigo?
LC: vou ser direto. O que tu tava fazendo com o Frederic no meio do mar?
Aymê: fui passear posso não?
LC: não quando se conhece a pessoa a um dia!
Aymê: e o que isso tem haver? Eu conheço a pessoa só olhando nos olhos dela, então eu sei que posso confiar nele, nem começa a falar merda pra mim!
LC: Porra Aymê, eu te amo cara, para de ficar com os outros.
Aymê: atá, ama? Aham! Vou parar pra tu ficar se esfregando na minha cara com outra? Até parece. – Na hora que ele ia responder, ouvimos um barulho que parecia ser de tiro, olhei pra ele assustada e ele tava olhando pra mim, até que o rádio dele tocou, e eu sabia que era invasão.
INICIO DA CONVERSA
XxX: Patrão, o morro dos Ventos tão invadindo, tu se esconde ou vem pra cá, escolha logo – reconheci a voz do Ivan, e me arrepiei toda
LC: desde quando eu me escondo Menor? Aiai, to indo jájá.
FIM DA CONVERSA
LC: se esconde no meu esconderijo no meu quarto e só sai de lá quando eu te chamar!
Aymê: NÃO! Eu vou contigo!
LC: tu nem sabe atirar Loira
Aymê: certeza disso? Absoluta? – ele assentiu, puxei minha arma, engatilhei e mirei na cabeça dele – agora tem certeza? – ele riu
LC: tu é loca, veste isso – ele puxou um colete a prova de balas debaixo no estofado do sofá, vesti, e ele me deu mais duas armas – esconde ai, caso precisar.
Ele pegou uma metralha, e umas duas pistolas e saiu na frente já atirando, sai atrás atirando nos vagabundos, senti um aperto no coração, como se algo tivesse acontecido, mas nem liguei, o rádio do LC tava apitando mas nem deu pra ele atender, era tiro pra todo lado, fui atirando até chegar na boca com o LC, na hora que cheguei procurei o Ivan e não o vi, acho que o LC percebeu a mesma coisa
Aymê: cadê meu irmão? – ninguém me respondeu – CADÊ MEU IRMÃO PORRA? – neguin tremeu na base que me responderam em coro e rapidamente
XxX: no quartinho, levou um tiro no... – na hora meu mundo desabou, que até interrompi ele, nem deixei ele falar aonde foi o tiro.
Aymê: COMO ISSO? CADÊ ELE? EU QUERO VER ELE AGORA!
LC: se acalma Loira, extresse não vai ajudar em nada
Aymê: me erra LC, eu quero ele agora, se ele morrer eu perco meu chão, meu mundo. – senti uma lágrima escorrer até cair na minha blusa
LC: deixa ela entrar que eu vou descer atirando, só volto quando esse fdp recuar ou morrer! – ele ia saindo e eu ia indo pro quartinho, mas antes ouvi ele murmurando algo pra um dos vapor: cuida dela como se fosse uma jóia, fingi que nem ouvi, fui adentrando no quartinho junto com o vapor lá, e vi meu maninho deitado na cama, com os olhos fechados e com o ombro enfaixado, estanquei na metade do quarto, solucei, coloquei a mão na boca, e senti lágrimas escorrendo pelo meu rosto, ele abriu os olhos e arregalou os mesmos assim que me viu.
Ivan: o que tu ta fazendo aqui Aymê? Tu sabe que é perigoso tu ta aqui! – tirei a mão da boca.
Aymê: eu senti que ia acontecer algo hoje, que até sai com minha arma, fui conversar com o LC, e daí começou o tiroteio, vim ajudar com a consciência falando pra mim ajudar mesmo, e no meio do caminho senti um aperto no coração como se algo aconteceu com alguém que amo, mas nem liguei, ai chego aqui, te procuro e nada, pergunto e ninguém queria me responder, perguntei de novo e me falaram que tu levou um tiro? Na hora eu quase morri ali na frente da boca mesmo! Nunca mais me faça passar por esse susto de novo – fui até ele, sentei do lado dele, beijei a testa do mesmo, e fiquei acariciando o cabelo dele, senti outro aperto no coração, mas dessa vez eu chorei na hora, porque sabia que era coisa ruim, o rádio dele apitou. – deixa que eu atendo – olhei e era o Cadu
INICIO DA CONVERSA
Cadu: MENOR? – ele falou alto
Aymê: fala Cadu!
Cadu: Loira? – ele disse assustado — Cadê o Menor?
Aymê: tá deitado, levou um tiro no ombro.
Cadu: passa pro Menor ai agora! – passei pra ele
Ivan: fala ai caralho
Cadu: ... – o Ivan arregalou os olhos, ele tentou se levantar, mas rapidamente se deitou, deve ter sentindo dor.
Ivan: O QUE? COMO ASSIM? PORRA!
Cadu: ...
Ivan: LEVA ELE PRO HOSPITAL DAQUI DO MORRO AGORA CARALHO! E COLOCA O MELHOR MÉDICO PRA CUIDAR DO CASO DELE – olhei pra ele assustada, ele desligou e me olhou.
FIM DA CONVERSA
Aymê: o que houve?
Ivan: o morro dos Ventos tá recuando..
Aymê: não foi só isso que o Cadu disse! Quem é pra levar pro hospital?
Ivan: o LC – ele disse baixo, que quase nem ouvi
Aymê: O QUE? O QUE ACONTECEU?
Ivan: o fdp do JL (o dono do morro dos Ventos), deu um tiro na perna dele, e outro na nuca dele – na hora que ouvi me desesperei, comecei a chorar de soluçar
Aymê: EU QUERO IR VER ELE AGORA
Ivan: se acalma, ele vai ficar bem, mas ele vai ter que fazer uma cirurgia, claro, e nem vai adiantar tu ir pra lá agora. Liga pra Maynara, pra Ramirys e pro Polegar e avisa pra eles, peguei meu IPhone, liguei pra May primeiro.
INICIO DA LIGAÇÃO
May: OH TUA PUTA AONDE TU TÁ? – solucei, e continuei chorando, mas tentando me controlar – o que houve? – ela disse assustada
Aymê: o LC amiga – continuei chorando
May: O QUE ACONTECEU COM MEU IRMÃO AYMÊ? – ela disse gritando
Aymê: levou um tiro na perna e outro na nuca — na hora que eu disse ouvi ela chorando.
May: E CADÊ ELE CARALHO? EU QUERO MEU IRMÃO!
Aymê: levaram ele pro hospital do morro...
May: E POR QUE TU NÃO FOI JUNTO? AONDE TU TÁ CARALHO?
Aymê: eu não tava perto, eu vim pra boca com ele, ai me falaram que o Menor (tenho que chamar ele assim perto do pessoal do morro) levou um tiro, ele desceu o morro, e eu entrei no quartinho pra ver o Menor, e nisso o rádio dele tocou, era o Cadu, eu atendi e ele pediu pra falar com o Menor, eu passei, ai que eu soube! Mas o Menor não quer me deixar ir agora porque concerteza ele vai passar por cirurgia e nem vai adiantar ir pra lá agora – enquanto eu falava só ouvia o choro dela.
May: to indo ai na boca ver o Menor e daí a gente vai pro hospital
FIM DA CONVERSA
Ela nem me deixou terminar e desligou, olhei pro meu bebê lindo deitado, e percebi ele fazendo biquinho e olhando pra mim, ri um pouco, sentei do lado dele.
Aymê: que foi bebê lindo? – na hora que ele ia responder meu celular tocou: A Thousand Years – Christina Perri, já sabia até quem era, quem disse: Fred, adivinhou, atendi
INICIO DA LIGAÇÃO
Fred: meu amor, você ta bem? Aconteceu alguma coisa? Fui na sua casa e não tinha ninguém... – ele nem deixou eu falar ‘-‘
Aymê: Oi meu príncipe – na hora que eu disse vi o Menor revirar os olhos, deu vontade de rir, mas me segurei — to bem sim, eu vim na boca ver meu irmão, mas jájá vou ao hospital com a May..
Fred: o que aconteceu? – percebi o ar preocupado na voz dele
Aymê: o meu irmão levou um tiro no ombro, e o LC um tirou na nuca, e outra na perna, ai a May enlouqueceu – suspirei
Fred: quer que eu leve vocês lá?
Aymê: não amor, ele ta no hospital daqui do morro, e é pertinho.
Fred: ta bom então.. mas se cuida, por favor.
Aymê: ok anjo, beijos, se cuida também
Fred: beijo princesa.
FIM DA LIGAÇÃO
Olhei pro Menor.
Menor: Oi meu príncipe... não amor... ok anjo – o Menor disse me remendando, afinando a voz pra parecer com a minha, comecei a rir
Aymê: teu estupido! Até levando um tiro não larga de ser idiota — dei um tapa no braço dele, e ele começou a rir – mas agora diz por que tava fazendo biquinho? – ele voltou a fazer
Menor: tem tempo que não me da um beijo, quero um poxa
Continuou de biquinho, na hora que encostei meus lábios no dele pra dar um selinho a porta abriu, e eu e o Menor olhamos na hora e vimos uma May boquiaberta com a cara inchada e vermelha, uma Rami se segurando pra não rir, e um Polegar olhando naturalmente.
Aymê: que foi gente? Esqueceram que é normal isso? – olhei pra May com um olhar de “não conta nada”, ela entendeu e mudou a cara.
May: sim, eu sei – ela riu, e a Rami olho incrédula pra ela, o Menor tava só observando
Rami: você vai falar nada não guria? Você sempre fala, e como hoje não vai falar? – ela perguntou incrédula.
May: uai, é normal isso po, tem nada demais. Mas tá, agora vamos ao que interessa... Quero ver meu irmão – na hora percebi os olhos da May se encherem de lágrimas, levantei da cama e fui até ela, abracei a mesma, ela me abraçou de volta, mas apertado.
Aymê: oh amiga, calma, vai ficar tudo bem, vaso ruim não quebra poxa, e tu sabe disso...
Ela fungou, e depois respirou fundo, ela desfez o abraço, olhei pra ela e ela passou a mão direita no rosto pra limpar as lágrimas, ela olhou pro Menor, foi até ele, ele sorriu pra ela, ela se abaixou na altura dele e deu um selinho no mesmo e disse algo no ouvido dele, ele sorriu de orelha a orelha e sussurou algo, acho que foi um “eu te amo”, porque eu e o LC não podia ser assim em?, na hora que pensei isso eu senti uma lágrima escorrendo, enxuguei a mesma rapidamente, respirei fundo, e olhei pro Ivan, acho que ele percebeu né.. Ele logo chamou o Cadu no rádio, e em 5 miutos ele apareceu ali com uma Malu toda descabelada, na hora que eu e as meninas vimos ela, fizemos uma cara de “safaada”, a gente começou a rir, e ela fico vermelhinha, logo paramos de rir, porque tinhas coisa seria pra se tratar...
Menor: Cadu, leva as meninas e o Polegas pro hospital do morro, e fica com elas lá.
Cadu: o que houve patrão? – ele perguntou assustado
Menor: o LC foi pra lá – ele suspirou
Cadu: de boas patrão.. – ele olhou pra mim e pras meninas – borá? Ou vão ficar olhando pra cara uma da outra? – a Malu deu um tapão no braço dele, que todo mundo riu (quando digo todo mundo, é: eu, May, Rami, Ivan e Polegar), o Cadu só soltou um “ai”.
Aymê: vamos logo, antes que a May mate um daqui a pouco, fui saindo do quartinho e vi um monte de putinha me encarando, joguei meu cabelo, impinei a bunda, e sai rebolando, eles vieram atrás, e as meninas rindo, o Cadu também
Cadu: Patroa poderosa essa em!
Malu: isso mesmo Loira deixa as recalcadas de boca aberta mesmo, e os homens babando! – ela riu, e eu ri com ela
Rami: uuuui, Loira dlç poderosa em! Colocou as putinhas no chão!
Aymê: claro! Como sempre! O lugar delas é no chão mesmo po! – fiz um toquinho com ela
May: isso aê! Mas vamo que to querendo ver meu irmão logo!
Ela sorriu de canto, tentei retribuir, dei o braço pra May, e outro pra Rami, e a May fez a mesma coisa com a Malu, fomos andando até o carro do Cadu (um civic prata), entramos no carro, a Malu foi na frente com o Cadu, e o Cadu foi em direção ao hospital e a May foi o caminho todo tentando segurar o choro. Na hora que chegamos saímos todos do carro e fomos entrando no hospital, o Cadu me entregou a chave nas escondidas pra guardar, a Malu foi adentrando abraçada com o Cadu, a May agarrada em mim, e a Rami do meu lado.
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