Acordei novamente na cama. A dor não me permitia pensar ou sequer me mover. Estava paralisada.

– É madrugada, Elizabeth e seu tempo está acabando. Como vai a mordida?

Klaus diabólico zombava de mim, sentado ao meu lado na cama.

– Em breve não terá mais forças, minha querida. Se hoje está assim, verá pela manhã que basta chamar e a dor passará e você terá Elijah em seus braços de novo.

Dor. Dor. Eu só conseguia pensar na dor.

– Coragem. Use a conexão.

– Mil vezes maldito, Klaus — minha voz estava irreconhecível. Entrecortada pelo fogo que me rasgava.

– Elizabeth, seu drama não me comove. – Ele se levantou e andou até porta do banheiro.

Ainda tinha forças para levantar e esbofetear o maldito, mas estava com o robbe curto e a dor me intimidaram.

– Por que? – Foi tudo o que consegui dizer.

– Por que, o que? – Ele não se virou.

– Por que fez isso comigo? – Minhas lágrimas correram incontroláveis.

– Você teria morrido. – disse isso em um tom baixo, quase um sussurro.

– Eu queria morrer. – lembrei-me com pesar da conversa com Esther.

Klaus respirou profundamente e se virou para mim. Estava abatido. Caminhou de volta e se sentou na cama ao meu lado novamente.

– Deposita toda a culpa em mim? Kol não conta? Ele começou tudo isso. – disse me olhando com indignação.

– Você me transformou, Klaus. Você, não Kol.

– Mas ele matou seu filho. Ele começou tudo isso.

Eu não sei o que doía mais, minhas lembranças ou o veneno me devorando.

– Acabe logo com isso, foi o que disse para mim. E eu fiz parar sua dor.

– E me causou uma maior e eterna. – Minhas lágrimas não paravam.

Klaus me pegou e me puxou em seu colo. Percebi que chorava.

– Não podia te perder. – Ele me estreitou ainda mais.

– Nunca fui sua...Não podemos perder o que não nos pertence. – Suspirei sentindo-o enrijecer sob mim.

Ele me pôs de volta na cama. Eu parecia um boneco de borracha, inerte. Levantou-se e ficou de costas para mim.

– Você só estava irritado e com ódio de Elijah. Você estava com ciúme dele e não de mim. Foi seu egoísmo que desencadeou tudo isso.

Klaus passou a mão pelos cabelos em um deliberado gesto de nervosismo. Continuei atacando.

– Envenenou seus irmãos com mentiras. Fez Elijah acreditar que o filho era seu, corrompeu sua mãe para que ela convencesse a todos que meu filho destruiria vocês, que seria uma arma a ser usada contra vocês e quando tudo estava perdido em um momento raro de lucidez, você se arrepende, me “salva” à sua maneira, Klaus? O que esperava de mim? Que ficasse feliz sendo uma abominação? Que ficasse feliz por ter matado meu filho e destruído tudo entre mim e Elijah?

– Seu filho não podia...não era possível...eu...

– Era real. Era possível. Estava acontecendo, Klaus. De uma forma desconhecida por vocês, mas estava acontecendo. Você percebeu que Elijah o deixaria sozinho e fez tudo deliberadamente para que não acontecesse do jeito natural, mas do seu jeito. Você não poderia ser um maldito para sempre. Não podia permitir que seu irmão se libertasse.

Ele andou pelo quarto com as duas mãos na cabeça, como se não quisesse ouvir mais. Estava vencendo em seu jogo.

– Acabe logo com isso Klaus. Você nunca pensou em mim ou me amou. Você só me queria longe de Elijah por ter inveja de uma conexão que jamais terá com alguém. – No alvo.

Ele me olhou enfurecido. Seus olhos estavam escuros de ódio. Mantive meus olhos nos dele desafiando-o.

Mais um ponto para mim. A dor começava a crescer e sabia que não aguentaria por mais tempo. Tinha que dar meu tiro de misericórdia.

– O que quer de Elijah não é uma informação. Quer que eu o faça ser um vampiro comum. Quem lhe garante que a conexão entre nós ainda existe? Posso ter conseguido quebrá-la. – Blefei.

Tive medo de sua reação. Klaus avançou sobre mim, me puxou pelo cabelo e enfurecido berrou:

– O que pensa estar fazendo?

– Jogando seu jogo. – estava em pânico e a dor já dava sinais que me derrubaria a qualquer momento.

– O que você sabe que eu não sei, Elizabeth?

– Então esse é o seu objetivo afinal. Fazer com que Elijah deixe de ser um original. O que precisa que somente ele pode ter, Klaus? – Estava chegando ao ponto. Tinha que aguentar mais um pouco. Só mais um pouco. Por favor, Deus, que eu consiga.

Eu o olhava firmemente. O medo impedia o choro e a dor aos poucos me vencia.

– Faria tudo de novo, não é? Passaria por tudo de novo. Você o libertaria e não a mim... Se não tivesse transformado você, se aquela aberração tivesse nascido...– Klaus perguntava sem aceitar a condição de que a resposta seria sim e ele sabia. Uma conexão, uma alma gêmea é o laço mais forte de todo o universo. Nossos sangues misturados em uma criança teria nos colocado como iguais e Elijah seria liberto de sua maldição. Agora se nossos sangues se misturarem, Elijah se tornará igual a mim.

– Isso você jamais terá. Você jamais será amado, Klaus, enquanto viver. – Disse isso com toda a calma que pude e com o resto de forças que tinha. – Eu amo Elijah. – Seus olhos deixaram de ser azuis e se tornaram negros. Puxou meu cabelo com mais força forçando minha cabeça para trás e num golpe alcançou o meu pescoço. Não me lembro de mais nada.

O dia estava lindo quando acordei. Me arrumei e desci as escadas para encontrar minha mãe na cozinha.

– Bom dia, querida. Dormiu bem?

– Bom dia. Sim, obrigada.

– Não a vi se recolher depois da festa.

– Estava muito cansada e subi logo que os últimos convidados se despediram.

– Cansada ou...- Ela sorriu maliciosamente para mim.

– Você o viu? – Ela assentiu com a cabeça abrindo um imenso sorriso – Mãe, acho que estou amando. Nunca senti isso em minha vida. É como se o conhecesse há muito tempo.

– Não são daqui. De onde são?

– Inglaterra. – Minha mãe fez careta. – Importa-se?

– Se seu pai estivesse vivo, sim, mas...Não, não me importo.

– Ele pediu para me ver hoje e...bem, eu concordei.- Disse com receio de ser repreendida.

– E por que acha que não concordaria?

– É que...você sabe, mal nos conhecemos, não sabemos quem são e ele não falou com tio John.

– Se estamos falando da mesma pessoa, ele abordou seu tio na festa e lhe pediu permissão para namorá-la.

O que?????!!!!! Engoli em seco.

– Ele...?

– Sim. Já não era sem tempo Elizabeth. Acho tudo isso muito apressado, mas tendo em vista os últimos acontecimentos dessa casa, não posso dizer que estranho.

– Ele pediu? Namoro?

– Por que está assustada? Você não gostou do rapaz? – Gostar? Não mamãe eu só queria abraçá-lo e beijá-lo por dias e dias sem parar.

– Claro que sim, mas é que...

– Elizabeth, seu tio ficou muito feliz por você e eu também. A atitude dele mostra que tem intenções sérias, portanto se não for de seu interesse, fale com seu tio e ele dispensa o rapaz. Mais um para a lista dos descartados do condado. Está ficando sem opções, minha querida.

– Não, mãe. Esse é diferente. Realmente diferente de tudo e de todos. Com esse eu me casaria.- Minha mãe me olhou assustada. – Não agora, mãe.

– Ainda bem, pois a cama de seu irmão ainda não esfriou e já sinto a falta dele.

– Onde eles estão, por falar nisso?

– Passaram a noite na Hospedaria do Angus. O barco sairia cedo. As meninas devem estar chegando para me ajudar a desmontar as coisas.

– E Alice?

– Acordou cedo e já deve estar na horta. Só Deus sabe o que deu nessa menina. Deve ter sido o bicho que a mordeu.

Eu ri, não entendendo.

– Vou ajudá-la. Até mais.

– Não vai comer nada? Acabei de assar um pão.

– Não tenho fome, mãe. Mais tarde eu como, está bem?

Alice estava sentada em um tronco cortado com a cesta apoiada no colo. Seu olhar estava perdido no horizonte.

– O que aconteceu para você estar tão cedo acordada e já trabalhando?

– Liz! Estou com medo.

– O que aconteceu?

– Lembro-me de poucas coisas de ontem à noite e agora descobri isso. – Ela levantou o cabelo e inclinou a cabeça me mostrando duas uma marca em seu pescoço.

– O que é isso? – Perguntei horrorizada.

– Eu não sei. Não me lembro de ter me machucada, na verdade me lembro pouco...Olhos.

– Olhos?

– Olhos negros vindo para cima de mim.

– Um animal? – Olhei para os lados instintivamente, procurando alguma coisa.

– Não sei. Eu realmente não me lembro.

– Alice, tem certeza que não bebeu nada, nem o whisky do tio John?

– Devo ter dado um gole ou dois, mas por favor, não conte para a mamãe.

– Você ainda não tem idade para beber, mocinha. Então todo seu esquecimento tem um motivo. O whisky do tio John é muito forte e não estamos acostumadas. Foi isso.

– Você acha?

– Claro que sim. Agora, vamos, anime-se que temos que levar umas encomendas para a feira.

O sol já havia nascido por completo e o dia prometia ser quente. Uma agradável brisa com cheiro de mar soprava me despertando para encontrar Elijah novamente.

Voltamos para casa na hora do almoço e as meninas estavam todas na cozinha terminando de guardar os pertences da festa.

– Liz! – Ingrid vinha me abraçar. Ela jamais desistiria de tentar me casar com seu filho.- Você está radiante.

Mamãe poria fim aos planos dela assim que a olhei e assenti com a cabeça suavemente para não ser notada.

– Ela está namorando, Ingrid. Veja como seus olhos brilham de felicidade.

– Namorando? – A voz da senhora era rouca de decepção – Com quem? Alguém do condado?

– Não. Um rapaz Inglês. – Pronto, fim da história. Ela odiava os Ingleses. Seu avô morrera na guerra, deixando a família em precárias condições de sobrevivência.

– Inglês? Com tantas opções na Ilha? – Ela estava decepcionada. Acho que agora não ia mais me querer como nora.

– Vamos comer? – Minha mãe encerrava o assunto servindo a carne que sobrara da festa.

Almoçamos em silêncio.

Após o almoço, ajudava minha mãe a arrumar a cozinha quando ouvi o som se cavalos se aproximando da casa.

Era Elijah e Klaus. Alice ia ficar feliz.

– Ele chegou. Avisei minha mãe que secou as mãos e foi para a porta.

– Senhora. – Klaus fez mesura e desceu do cavalo indo cumprimentar minha mãe. Fiquei um pouco para trás para poder ver Elijah elegantemente descer do cavalo e segui-lo.

– Sejam bem vindos.

– Boa tarde, senhora. – Elijah beijava a mão de minha mãe.

– Já almoçaram?

Eles se olharam brevemente e assentiram para minha mãe.

– Entrem. Vou lhes servir um suco.

Voltei para a cozinha. Estava tremendo dos pés à cabeça.

Vamos lá, pensei. Seu tio já concordou.

Entrei na sala onde eles já haviam se acomodado. Elijah estava sentado ao lado da lareira e Klaus estava de costas para a porta.

Ao me ver, Elijah se levantou e Klaus fez o mesmo.

– Eliz...senhorita? – Elijah ia dizer meu nome, mas as formalidades na presença de minha mãe eram necessárias.

– Meu senhor.- Cumprimentei a ambos e me sentei de frente para Elijah.

– Pois bem senhor, meu cunhado me falou sobre suas intenções com Elizabeth.

Klaus o olhou surpreso.

– Peço sua permissão para namorar sua filha, senhora.

– Sou viúva há dois anos e quem assentiu foi meu cunhado. Ele toma conta de nós agora.

– Gostaria de ter seu consentimento também, minha senhora.

Minha mãe ajeitou-se na cadeira, sem graça. Não estava acostumada a assentir nada, somente a obedecer e acatar as decisões dos homens da família. Ela se sentiu importante e sua expressão era de profunda alegria, ao que respondeu

– Permissão concedida, senhor. – Elijah sorriu, mas não olhava para mim.

Alice desceu as escadas. Ficou no quarto e não quis almoçar. Disse que não se sentia bem. Ao entrar na sala ambos se levantaram.

– Esta é minha caçula, Alice. Alice, este é Elijah. — Elijah a cumprimentou.

– Muito prazer – disse a ele.

– Este é...- Minha mãe apagou seu nome.

– Klaus. Seu criado. – Klaus pegou a mão de minha irmã e a beijou. Alice parecia de pedra ao vê-lo e ficou parada olhando-o como se tentasse se lembrar que já o conhecia da festa.

– Mui...Muito prazer.

A formalidade era desconcertante. O silêncio era tenso. Estávamos os cinco sentados na sala e Elijah o quebrou.

– Vi que criavam cavalos. – Olhou para mim e sorriu.

– Sim, mas com morte de meu marido, tivemos que vendê-los.

– Gostaria de criar cavalos novamente, senhora? – O que ele estava pretendendo?

– Muito, mas não conhecemos tudo e, bem, meu filho se casou e não vai poder ficar conosco. Algumas coisas simplesmente não podem ser feitas por mulheres.

– Gostaria de usar seu estábulo e criar cavalos aqui, se me permitir. Podemos pagar pelo uso da terra, bem como dividir os lucros da venda. Acharia possível?

– Minha nossa! – Minha mãe e eu nos assustamos – Isso seria possível? Quer dizer, não podemos pagar a compra de novos animais.Mas gostaria muito. Era uma atividade bem lucrativa para nós.

– Então se me permitir, senhora, poderia trazer os animais em uma semana. Temos compradores em potencial em Londres.

– Cria cavalos, senhor Elijah?

– Meu irmão e eu temos uma criação na Cornualha. Mas a família toma conta. A nós cabe procurar os compradores. Podemos começar mais uma criação e aumentar as vendas. Essa região está crecendo e, em breve, os criadores locais não darão mais conta.

– Isso seria perfeito. Seria mesmo muito bom. – Minha mãe estava em êxtase. Cavalos. Então por isso Elijah sabia lidar com Encrenca?

– Tem um espaço para quantos animais, precisamente senhora? – Elijah olhou para mim e tive de segurar o riso.

– É bem grande, tínha-mos cerca de 70 animais...Elizabeth, poderia acompanhar o senhor Elijah e mostrar-lhe o estábulo?

Se olhasse para ele eu riria. Abaixei minha cabeça e olhei diretamente para ela.

– Claro. Senhor, por favor me acompanhe.

Levantei-me e senti minhas pernas tremerem em antecipação.

Deixamos os três na sala. Ouvi a voz de minha mãe bem baixo. – Esqueci-me de buscar o suco. Aceita senhor Klaus?

– Então vai criar cavalos aqui.

– É um lugar isolado e de difícil acesso, mas me permitirá vir mais vezes. – Seu olhar era travesso.

– Você me pediu em namoro? – Fui direta

– Era a forma mais correta e honesta de permanecer ao seu lado por muito tempo. – Ele também.

Pegou minha mão e apertou o passo para o estábulo.

Abriu o portão com uma só mão e me puxou para dentro. Me encostou na parede da baia e me olhou profundamente.

– Não consegui dormir. Não consegui comer. Eu fiquei com seu beijo atravessado em minha garganta, Elizabeth, contando as horas e minutos antes de vir para cá. Quem é você? O que fez comigo? – Seu olhar era ardente.

– Eu não sei. Só sei que senti o mesmo. – Minha voz estava fraca e minhas pernas já estavam moles.

– Como?

Fiquei envergonhada e baixei meus olhos, fitando a palha no chão.

Ele ergueu suavemente minha cabeça e perguntou de novo.

– Fiquei presa em seus olhos, Elijah. E em seus braços, e em seu beijo...- Ele me agarrou e meu beijou. Seu beijo era mais quente e meu corpo todo respondia até em lugares que não pensei existir.

Senti sua língua em minha boca e um arrepio me percorreu a espinha. Meu Deus eu amava um estranho. Se ele quiser entrego meu corpo e minha alma aqui e agora.

Suas mãos corriam por meu cabelo e deslizavam por minhas costas. De repente ele se afastou arfando.

– Elizabeth, não corresponda ou não serei capaz de justificar minhas atitudes com seu tio. – Sua voz era rouca.

– Não justifique. – Minha nossa. Eu disse isso em voz alta.

Ele me olhou com um desejo assustador. E me agarrou de novo. Não podia impedi-lo. Se minha mente dissesse não, todo meu corpo me denunciaria. Sua urgência ficava mais evidente e suas mãos mais ousadas. Meu corpo estava em chamas. Não podia detê-lo. Eu não queria detê-lo, mas ele parou.

Virou-se de costas para mim e alisou o cabelo com a mão.

– Não posso fazer isso. – Meu corpo implorava por mais.- Precisamos sair daqui ou não vou mais me controlar.

Embora eu gritasse por mais, concordei.

Não sei como consegui caminhar para fora do estábulo. Seguia em direção à horta. Elijah fechou o portão atrás de nós e me seguiu.

– Lhe prometi o mais lindo por-do-sol de sua vida e em breve o terá. Sente-se.

Ele estava tão tenso que poderia facilmente ganhar uma briga com Yuri, o gigante da aldeia.

Ele sentou-se um pouco afastado de mim. Sua respiração ainda era ofegante.

O sol devagar ia sumindo no horizonte. Sua luz refletia tons alaranjados nas nuvens que pareciam ser feitas de ouro. Diversos tons rabiscavam o céu em um efeito mágico.Ficamos em silêncio assim por cerca de uma hora.

– Eu não sei o que há de errado. Não suporto ficar ao seu lado sem te tocar.

Deixei-o falar. Ele parecia traduzir exatamente o que eu estava sentindo.

Ele se pôs sobre os joelhos e olhou para mim ignorando completamente o sol.

– Elizabeth, você acredita em amor à primeira vista?

– Até te conhecer, não.

– Poderia acreditar ser possível que eu esteja completamente apaixonado por você?

– Sim, se puder acreditar ser recíproco.

Ficamos assim. Olhos nos olhos enquanto o sol morria no horizonte.

– Tenho que voltar. – Disse enfim quebrando o momento.

– Fique comigo. – Ele pediu.

– Minha mãe vai ficar preocupada. Preciso mesmo ir, embora não queira, é preciso.

Elijah se pos de pé e me ajudou a levantar-me.

– Elizabeth, quero você para mim.

Aquilo foi como ouvir a voz de um anjo. Poderia abandonar qualquer pessoa no mundo para estar ao lado dele, até mesmo minha mãe.

– Sou sua desde que olhou para mim, Elijah.

Ele olhou para a trilha da casa, mas não ousou me beijar. Se resignou em pegar minha mão e beijar-lhe. Não uma nem duas, mas várias vezes. Meu coração quase escapava pela boca.

– Você me enfeitiçou.

– Então meu feitiço deve ter derramado em meu vestido.

O mundo parou de girar. O tempo congelara para favorecer-nos mais alguns minutos juntos.

Tive de retirar minha mão da sua a contra gosto.

– Preciso voltar. Mesmo.

– Case-se comigo Elizabeth e não teremos mais que depender de nada nem de ninguém para podermos ficar juntos.

Oh Deus! Casar? Acabávamos de nos conhecer. Embora sentisse como se o conhecessa há séculos, acabara de efetivamente fazê-lo. Não tenho como descrever seu rosto, seus olhos e os efeitos desse conjunto e mais suas palavras em mim. Já não respirava há alguns minutos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.