Único Prazer
9 8º Capítulo
Notas iniciais
Jessica não parava de falar. As palavras corriam por sua boca, enquanto ela caminhava de um lado para o outro, em meu quarto.
Apenas me deitei na cama, desistindo de interrompê-la, seria melhor ouvir seus longos conselhos sobre como Jacob não vale nada, para acabar com aquilo logo.
—Você é uma garota legal, linda, tudo de bom, sabe?
Virei o rosto para olhá-la. Jessica falava seriamente, a voz firme e coerente.
Chegava a ser cômico vê-la assim.
—E fica aí correndo atrás do Jacob...
—Eu não corro atrás dele.
Dessa vez eu tive de interromper, sentei na cama recebendo seu olhar irônico.
—Ah, não! Imagina que não. – bufou cruzando os braços. —Só faz o que ele quer, quando quer e como quer.
—Jéss, não estamos falando de Mike e você.
Mal terminei de falar as palavras e Jéssica já lançava uma almofada em minha direção, essa que passou raspando por meu rosto.
—Estou falando sério, Bella. – bateu o pé enquanto eu ria de sua careta.
—Eu também. – arrumei o corpo na cama. —Ficava com Jacob porque não tinha nada melhor, agora tenho Edward.
—Que como você mesmo disse, não pode te dar o que o cachorro pulguento do seu ex, pode.
Rolei os olhos diante da insistência dela.
—Não tenho a menor intenção de voltar com Jacob, ok? – garanti firme.
—Espero mesmo que não tenha.
Empinou o queixo e caiu sentada na poltrona a minha frente.
—Acho que eu já posso mandar mensagem para o Edward, não posso?
Indaguei a ela tentando controlar minha vontade de desbloquear o celular e ligar para Edward.
—Vai dizer o que a ele?
Jéssica fitava seu iPhone atenta, contudo eu sabia que tinha sua atenção.
—Ontem após o jantar eu não me senti bem, então fui ao hospital onde passei a noite em observação e sai somente agora.
Sorri convicta ao dar um ponto final a minha história.
—História cliché, porém não falha. – observou mordiscando a capinha do iPhone. —Quando ele perguntar o que você teve, responda crise de enxaqueca e não diga que saiu agora do hospital, fale que foi liberada de manhã e dormiu o resto do dia. – fez uma pausa para respirar. —É dramático, mas na medida certa.
Passei a mão no cabelo rindo, sentando na cama.
—Quero ver se ele vai ficar preocupado. – suspirei com a ideia.
—Ai você apaixona de vez.
Rolei os olhos lhe mostrando o dedo do meio.
—Seja menos filha da puta, Jéss!
Tratei de ignorar suas risadas altas para me concentrar na mensagem que digitava para Edward.
—Já escreveu? – perguntou se sentando ao meu lado.
—Quase... – deixei a palavra no ar por breves segundos. —Pronto, enviei.
Eu sorri para ela, mas no fundo sentia meus nervos à flor da pele.
—O que mandou para ele? – sua curiosidade era quase palpável.
Tomando fôlego, arrumei a postura.
—Disse que estou com saudades também e contei a história sobre o hospital...
Mal tive tempo de terminar de dizer as palavras, pois Jéssica logo arrancou o iPhone da minha mão.
—Saudades também. – cantarolou em provocação. —Desculpe pelo sumiço, estava com uma dor de cabeça terrível e quando fui ao hospital o médico me deixou em observação. – sorriu olhando-me brevemente. —Vi sua mensagem mais cedo, mas estava tão dopada que desmaiei sem te responder... Bella mais um pouco e você escreve sua biografia para ele.
Bufei pegando meu celular de volta.
—Idiota!
Exclamei tentando esconder meu nervosismo. Ele estava online, mas ainda não tinha visualizado minhas mensagens.
—Também te amo, vagabunda. – seus dedos seguraram meu rosto, Jéssica se inclinou e beijou minha bochecha.
—Deixe de viadagem. – pedi com o queixo arqueado, ela mostrou o dedo do meio para mim enquanto arrumava a bolsa no ombro. —Já vai?
—Sim, tratei de sair com Mike e aposto que a senhorita logo vai se bandear para a casa do mecânico gostosão, então...
—Tenho que aproveitar, você sabe, alguém me fez trocar um domingo de fodas maravilhosas por uma trepadinha sem graça.
Jéssica gargalhou enquanto saíamos do quarto.
—A culpa não é minha, vadia!
Arqueou as mãos quando começamos a descer o vão de escadas.
Abri a boca para retrucar, contudo a voz de Renée me calou.
Ela vinha subindo os degraus com extrema elegância enquanto mantinha uma conversa cordial no celular.
O vestido longo que continha um floral escuro, se agitava com exuberância deixando à mostra a sandália de marca.
Sua pele clara se destacava com o blaser fit, verde musgo.
Ela era linda.
—Mais uma plástica? – ela parecia pasmada. —Mas já é a terceira... Oh, cher! Seu cirurgião plástico está feito com você!
Rolei os olhos, ela passou por nós e acenou rapidamente a Jéssica que retribuiu sorridente.
—Comecei a pensar que sua mãe estivesse falando com a minha... – Jéssica riu maneando a cabeça.
—Porque?
Indaguei me certificando de que Edward não havia me respondido.
—Por causa das cirurgias plásticas... Só esse mês, minha mãe já fez três.
Ri de suas palavras.
—É sério, Bella! O cirurgião plástico dela fatura milhões, isso só da minha mãe, imagina...
De repente suas palavras se perderam. Jéssica ficou em silêncio, seus olhos tomaram um brilho estranho.
—O que foi?
Me olhou, seu sorriso foi de orelha a orelha.
—Vadia, você tem a amiga mais inteligente e foda do mundo! – ela saltitava a minha frente parecendo verdadeiramente animada.
—Dá para explicar o que está acontecendo?
Abanou as mãos estabanada, antes de puxar os cabelos para trás dos ombros.
—Tente ligar os fatos, amiga. – pediu sorrindo astuciosa. —Medicina. Cirurgião plástico. Los Angeles. Muita grana...
—Pode ser mais objetiva?
Ela rolou os olhos, eu ainda estava sem entender. Queria que Jéssica fosse direto ao ponto.
—Edward cursa medicina, pode muito bem seguir carreira de cirurgião plástico e faturar milhões por mês. – seus olhos brilhavam e então eu finalmente compreendi o que ela queria dizer. —Entendeu agora?
—Sim. – maneei a cabeça. —Só tem um problema Einstein, Edward não pretende se tornar cirurgião plástico.
Jéssica rolou os olhos antes de voltar a sorrir ousadamente.
—Conheço você a tempo o suficiente para saber que consegue tudo o que quer.
Parei por alguns segundos, ponderando diante suas palavras.
Jéssica tinha uma leve razão. Se Edward seguisse o caminho da cirurgia plástica, e tivesse as indicações corretas, certamente teria grande uma fortuna antes dos trinta.
Tamborilei os dedos no corrimão da escada ouvindo os risos baixos de Jéssica.
—Percebeu que eu tenho razão, não é? – mordendo o lábio inferior, eu a olhei. —Eu sempre tenho.
Arqueou as mãos e deixou dois beijos em meu rosto, antes de se afastar.
—Te ligo mais tarde, meu amor. – me lançou um beijo no ar, quando uma empregada se aproximou e lhe estendeu seu casaco.
—Ok.
Assenti pondo o cabelo atrás da orelha.
Jéssica me lançou uma piscadela, a empregada abriu a porta e então ela saiu.
Me preparava para subir a escada, quando Renée apareceu no topo.
Agora ela vestia uma roupa de ginástica, a blusa cinza era mais solta, pendia em um dos ombros, a calça preta era bastante justa.
—Bella, Charlie quer falar com você. – ela avisou pegando-me surpresa por falar comigo.
Isso era raro. Bastante raro.
—O que?
Indaguei olhando-a, Renée rolou os olhos.
—Não vou repetir, surdinha. – ela encarava fixamente o celular. —Ele está no escritório.
Sem me dar chances de resposta, Renée terminou de descer os degraus e logo desapareceu no grande hall.
Tomei fôlego já me preparando. Charlie quase nunca falara comigo, há menos que fosse extremamente necessário, claro.
E Renée, não era diferente.
Engoli seco antes de deixar três batidas na porta de madeira chocolate, essa que não demorou a ser aberta por um Charlie imparcial.
Não conseguia ler sua face e era impossível saber o que se passava com ele.
Mantendo o copo de uísque em uma mão, ele gesticulou para que eu entrasse.
Em silêncio eu adentrei no cômodo, me encolhendo diante a temperatura fria.
—Quer falar comigo?
Indaguei arrumando o corpo na poltrona de couro.
—Sim. – foi monossilábico, sentando a minha frente, atrás da mesa escura. —Porque não foi a aula hoje?
Há então era isso!
Meu subconsciente gritou. Respirei fundo mantendo o celular entre meus dedos.
—Não estava me sentindo bem.
Disse a ele, omitindo alguns fatos.
—Não é? E pode me dizer o motivo?
Engoli seco. Porque ele não ignorava minha frequência na faculdade, como todo o resto relacionado a mim?
—Dor de cabeça...
—Mais conhecida como ressaca, não? – me interrompeu friamente. —Escute, eu banco todos seus gastos extraordinários, sem dizer nada, mas exijo que você leve a faculdade a sério.
Ele me olhava fixamente, a voz era tão dura como uma pedra.
—Eu levo a sério.
Contestei me arrependendo de imediato.
—Silêncio. Eu falo, você escuta. – recuei o corpo, ficando quieta. —Você acha que uma pessoa que se dedique aos estudos, iria sair e vagabundar a noite toda, sabendo que no outro dia tinha que ir para a faculdade cedo?
Soltei o ar pela boca de modo exasperado.
—Eu te olho e me desespero só de imaginar que um dia, você que herdará minha empresa e tomará conta dos meus negócios. – ele parou para tomar um gole do uísque. —Se quer sair, encher a cara, faça isso em dias que não comprometam seus estudos, entendeu?
Cabisbaixa, assenti com a cabeça.
—Ótimo, é bom que não se esqueça. Se eu souber que andou indo vadiar e depois faltando as aulas por isso, as coisas irão ficar feias.
—Ok.
—Pode sair.
Me coloquei de pé e então sai do escritório.
Tive de respirar fundo várias vezes, para poder manter a calma.
Parada em meu quarto eu absorvia o silêncio exultante, seguido de um vazio angustiante.
Charlie era um pé no saco quando queria.
Bufei, maneando a cabeça. Seria um favor não ter que herdar seus preciosos negócios.
Rolei os olhos desbloqueando meu celular. Precisava do meu calmante. Precisava de Edward.
Tudo bem princesa.
Mas você está bem agora?
Sorri diante as mensagens que Edward me enviara no whats.
Um frio envolveu meu estômago e meu coração ficou ligeiramente mais rápido.
Suguei o lábio inferior, mordendo-o enquanto digitava a resposta a ele.
Mais ou menos... Queria ver você, vamos dar uma volta?
Fiquei encarando o celular por longos minutos, na espera ansiosa de sua próxima mensagem.
Mais ou menos? Ainda está passando mal?
Vamos sim (:
O sorriso, que já estava formado em minha boca, apenas se alargou.
Não eu já estou bem, te busco em quinze minutos, ok?
Enviei a mensagem, já pensando em que roupa eu iria colocar.
Precisava usar algo de mangas longas, com o intuito de tampar as marcas de agulha em meu braço, que deveriam existir.
Não, eu te busco em quinze minutos. ;)
Rolei os olhos e resolvi não contestar. Homens e suas manias.
Deixei o celular sobre o divã aos pés da cama e então fui até meu closet.
Mordi a ponta da unha, refletindo sobre quais peças que colocaria.
Com rapidez peguei uma blusa de mangas longas com gola ombro a ombro.
Ela tinha listras finas na direção horizontal e valorizava bastante meus seios.
A calça jeans era justa, parava no meio da minha canela com uma pequena dobra na barra.
Arrumei a blusa por dentro do cós alto da calça, enquanto pensava em qual sapato por.
O escolhido fora um mocassim marrom, a marca eu não me lembrava se era Louis ou Lanvin.
Prendi os cabelos em um coque meio frouxo apenas para poder passar a maquiagem em meu rosto.
Eu não queria —nem tinha tempo— para fazer algo elaborado e forte, por isso me reservei a fazer uma maquiagem mais leve e simples, mesmo assim eu gostei do resultado.
Soltei o cabelo e com as pontas dos dedos, arrumei a franja em minha testa.
Parada diante ao espelho eu sorri, estava bem, como sempre.
Meu celular começou a tocar assim que sai do quarto. O retirei de minha bolsa e não consegui prender o sorriso ao ver o nome de Edward piscar na tela.
Preferi não atender a chamada, sabia que ele iria me informar que já tinha chegado e eu já estava descendo.
Meu coração saltitou feliz dentro de mim e eu precisei me controlar.
O que estava acontecendo comigo?
A pergunta surgiu em minha cabeça, contudo logo desapareceu assim que sai de casa e avistei Edward parado em frente a sua moto.
Nesse momento eu sorri abertamente e logo fui correspondida.
Com passos firmes eu me guiei até ele, fazendo uma enorme força para não correr.
—Hey!
Ele murmurou infiltrando a mão no cabelo, a voz rouca me deixou momentaneamente arrepiada.
—Hey!
As mãos de Edward vieram para minha cintura enquanto as minhas subiram por seu peito.
—Está melhor?
Seus olhos eram tão ternos que arrancaram um suspiro de mim.
Mordi o lábio inferior assentindo com a cabeça, sorrindo torto Edward retirou o cabelo do meu rosto.
—Vamos?
Chamou deixando-me momentaneamente desapontada. Ele não iria me beijar?
Prendi o lábio inferior entre os dentes, Edward fez menção de se afastar, contudo eu o impedi segurando seu braço.
—Quero um beijo. – minha voz saiu mais manhosa do que o previsto. Edward sorriu, abraçou minha cintura deixando-nos colados.
Subi as mãos para seus cabelos, meu nariz tocou o seu um segundo antes de ele me beijar.
A sensação que seus lábios me passaram fora um tanto quando instigante.
Um frio tomou meu estômago, minhas pernas enfraqueceram e meu coração começou a bater mais forte.
Sua língua morna pediu passagem por meus lábios, que instantaneamente lhe concederam.
Suspirei sentindo meu corpo começar a acender. Ele me deixava maluca, apenas com um beijo.
Seus olhos vieram para os meus assim que nos separamos. Estava ofegante e ainda abobalhada de mais, porém eu tive a certeza que estava começando a me apaixonar.
Jessica —mais uma vez— tinha razão. E eu não me importava com o fato de saber que esse sentimento só iria me foder, Edward me preenchia e isso era o mais importante.
Maneei a cabeça assim que Edward parou a moto no estacionamento.
A contragosto, retirei minhas mãos de sua cintura para poder me livrar do capacete.
—Já veio aqui antes?
Indagou assim que me pegou olhando para a frente do Casey's Irish Pub.
O prédio era bonito, branco e marrom. Janelas e portas de madeira grandes e a frente estavam várias mesinhas.
O movimento não era extremo, mas eu entendia visto que era segunda-feira.
—Não, nunca. – ele manteve o sorriso no rosto enquanto segurava minha mão.
Eu sorri abertamente, aproximando o corpo do dele.
O ar estava gelado, porém nada exagerado.
—Quer sentar aqui fora ou lá dentro?
Seus olhos me estudavam atentos.
—Pode ser aqui fora.
Murmurei meio perdida nas imensidões azuladas de seus orbes.
Nos encaminhamos para a primeira mesa disponível, Edward puxou a cadeira para que eu sentasse e isso me encantou, ele logo se postou ao meu lado.
Uma atendente logo se aproximou, sorriu simpática a nós dois e anotou nossos pedidos.
Nada de bebidas alcoólicas, apenas dois refrigerantes e uma porção de batata.
—Então... O que você fez ontem à noite? – tentei não deixar toda a curiosidade que eu sentia, transparecer em minha voz.
Mentalmente eu pedia que ele não tivesse feito nada de mais, e de preferência tivesse ficado bem longe de Rosalie.
—Recebi uns amigos em casa, nada muito especial. – prendi meu lábio inferior entre os dentes enquanto Edward continuava a brincar com minha mão despreocupadamente.
—E... Por acaso a Rosalie estava junto?
Tomei cuidado ao questionar, não queria soar preocupada ou enciumada, mesmo que esses dois sentimentos estivessem esmagando meu peito.
—Estava. – ele proferiu com naturalidade. Antes que eu pudesse evitar, torci os lábios. —O que foi? – indagou me fitando, contudo eu não precisei lhe dar respostas para que compreendesse.
Um sorriso torto tomou o lugar do biquinho incompreendido que estava formado em seus lábios.
—Está com ciúmes de Rose ou é impressão minha?
Mordi o lábio inferior, ainda não tinha me acostumado com toda a beleza dele.
—Eu não estou com ciúmes. – afirmei olhando-o atentamente. —Eu tenho ciúmes.
As palavras fluíram livres por minha boca, contudo eu não me incomodei por ter dito-as.
—Sabe que não tem fundamento, não é?
Rolei os olhos, a mão de Edward subiu para meu rosto deixando afagos carinhosos que me arrepiavam.
—Claro que tem fundamento. – meu timbre vacilou entre as palavras. —Edward ela é afim de você, tenho certeza.
Soltou um riso leve, girou na cadeira de madeira, seus olhos não saiam dos meus por nada.
—Somos apenas amigos, Bella. – me garantiu se inclinando para frente e selando um beijo em meu rosto.
—Rosalie sabe disso? – arqueei o queixo diante sua risada, eu o estava divertindo, mas para mim não tinha a menor graça.
—Sabe. – afirmou de imediato, contudo parou para ponderar um pouco. —Bom, acho que sabe pelo menos. –
Rolei os olhos, ele parecia não se importar com o sentimento “extra” que Rosalie sentia, contudo eu me importava e muito.
—Acho que você deveria falar para ela e esclarecer as coisas. – proferi erguendo os ombros, Edward me fitava com atenção. —Sabe, deixar claro que você está comigo. – tentei soar o mais natural possível.
Um sorrisinho convencido estampou a boca de Edward, que me fitava de olhos cerrados.
—Estou com você, é?
Seu timbre era pura provocação, assim como seu semblante. Mordi meu lábio inferior antes de arquear o queixo e assentir com a cabeça.
—Está. – concordei prendendo meus dedos no colarinho de sua camisa. Ele abriu mais o sorriso e foi impossível não retribuir, enquanto nos inclinávamos, um para o outro.
Eu queria muito beijá-lo, mas tive de me afastar quando chamaram por Edward.
Pigarrei meio sem jeito, antes de erguer os olhos e fitar a nossa frente, um rapaz acompanhado por duas moças.
—Hey, Jasper! – Edward saldou acenando ao moço, que prontamente retribuiu. Ele mantinha um sorriso simpático no rosto, assim como as duas garotas. —Meninas. –
As duas ergueram mãos e em perfeita sincronia, gesticularam-na, a ele.
Beliscando meu lábio inferior, tentei ser discreta possível ao analisá-los. Não me eram tão estranhos.
O homem de altura mediana, era magro e tinha o cabelo num tom diferente de loiro. Os olhos certamente eram claros, mas eu não sabia afirmar a cor por causa da pouca luz.
Seu braço estava sobre o ombro da moça mais alta, ela era magra, tinha os cabelos compridos e ondulados, o rosto fino marcado por uma leve maquiagem.
Ao seu lado estava a outra garota, ela era mais baixa e mais magra. O cabelo preto estava repicado em corte bastante curto, meio andrógeno até, contudo não era feio.
—Bella, esse é o Jasper, a namorada dele, Maria e a Charlotte. – a voz de Edward me liberou do transe, maneando a cabeça, eu sorrio em meio a apresentação. —Essa é a Bella.
—Oi. – acenei a eles, meio incomoda pela falta de especificação de Edward sobre mim.
Essa é a Bella, minha namorada.
Era assim que eu queria que ele tivesse falado.
—Olá. – os três pronunciaram juntos, todos mantendo um timbre simpático.
—Então é verdade o que a Rose disse sobre você estar namorando... – Maria começou a murmurar, contudo Jasper a calou com um olhar feio.
Não pude conter o sorriso. Ao menos, aquela vadia loira servia para alguma coisa.
Pelo canto dos olhos, eu fitei Edward, enquanto Charlotte repreendia Maria em voz baixa. Ele coçou a nuca, se remexeu na cadeira, mas sorria.
Prendi meu lábio inferior entre os dentes, quando seus olhos se voltaram para mim.
As sensações que eu sentia, iam muito além de qualquer descrição. Eu queria que ele confirmasse, queria que ele mostrasse a todo mundo que estava comigo, que eu era sua namorada e que ele, era meu —só meu— namorado.
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