Notas iniciais
Oi, oi gente!! Depois de um capítulo meio trágico, eu estou de volta o/ Antes de tudo, eu queria agradecer a Eli pela recomendação na fic *---* Eu fico muito feliz por saber que está gostando da fanfic, que me deu o maior trabalho na hora da escolha no nome mesmo rs, você as outras meninas do grupo sabem disso! Enfim..... Muito obrigada pelas palavras gentis ^^ :* Voltando aqui, o capitulo a seguir está mais voltado para o drama.... Fanfic sem drama não é fanfic, né? hehe Boom, espero que gostem! Boa leitura :D

Edward me olhava sem entender, assim como o resto —menos Rosalie— das pessoas.

Eu tremia dos pés as cabeça, meu estomago estava tão gelado quanto minhas mãos. Queria que aquilo não estivesse acontecendo.

—O que Rosalie está falando, Bella?

Engoli seco passando a mão pelo meu cabelo, tentei me aproximar, mas ele impediu com um aceno.

—Nós precisamos conversar, mas não aqui. – soltei baixo, antecedendo a risada alta de Rosalie.

—Porque não pode ser aqui? Está com vergonha ou...

—Rosalie! – Edward interviu, sua voz era séria. —Isso é entre Bella e eu, não se intrometa!

Ela fechou a cara, cruzando os braços em frente ao corpo.

Eu amei o modo como ele falou com ela, contudo meu momento de prazer fora interrompido quando Marcus se aproximou.

Ele me olhava meio incrédulo, pasmo e surpreso.

—Você é a moça de Purple Lounge, não é? – perguntou para o meu total pânico. —Claro, é você! – pelo canto dos olhos, vi Rosalie sorrir diabolicamente.

Edward voltou seus olhos para Marcus.

—O que está falando?

—Eu transei com ela. – soltou como se fosse algo comum de se dizer, senti meu corpo gelar ouvindo os cochichos das pessoas ao nosso redor. —Estava muito bêbado, mas jamais ia esquecer a delícia que é esse corpo...

Meu estomago revirou quando ele me olhou, contudo, seus olhos não se demoraram em mim, visto que, Edward partira para cima dele.

Recuei o corpo ao vê-lo segurar Marcus pelo colarinho da blusa e depois, desferir um soco em seu nariz. O grito dele seguiu o estralo doído na noite quieta.

—Edward! – Peter e Jasper o seguraram, afastando-o de Marcus, que tentava estancar o sangue com as mãos.

Ainda boquiaberta, fitei Edward. Eu nunca o vi tão alterado, ele estava com o maxilar cerrado, a respiração forte.

—Porra Edward! Você quebrou meu nariz, cara. – Marcus cambaleou até apoiar o corpo na barra de madeira.

—Marcus, é melhor você sair daqui. – Charlotte disse a ele, que ainda mantinha as mãos no nariz. Sem dizer nada, ele apenas nos deu as costas saindo pelo meio da multidão que nos rodeava.

Então, Edward se voltou para mim. Eu prendi a respiração quando seus olhos caíram em mim. Eles estavam duros, gélidos.

—O que ele disse... É verdade? – sua voz falhou entre a frase, visto o esforço que ele fez para se soltar dos amigos.

Eu abri a boca, engasgando com o som que não queria sair da minha garganta.

—O que vocês todos estão olhando? – virei o rosto ao ouvir a voz de Peter. —Vão cuidar da vida de vocês, ninguém tem nada que ficar aqui.

Envergonhada, eu olhei para o lado, vendo as pessoas saírem aos poucos, ainda emitindo cochichos sobre o que acontecera.

Edward estava a minha frente, quieto, com os punhos cerrados e a respiração funda.

—Estamos lá dentro cara. – Jasper apoiou a mão no ombro de Edward, antes de se afastar. Erguendo o olhar vi Rosalie me lançar um sorriso vitorioso antes de acompanhar o resto do pessoal para dentro.

Então restamos nós. Edward, eu e o silencio.

Prendendo o choro, eu tentei manter a calma. Edward precisava me ouvir, as coisas já estavam ruins o suficiente e se eu não falasse nada, só iriam piorar.

—O que o Marcus disse é verdade? – ele repetiu a pergunta, meus olhos voltaram para os dele, sendo recebidos com um brilho estranho.

Mordi o canto do lábio ficando em silencio. Edward pareceu incrédulo, passando a mão pelo cabelo e se aproximando de mim um passo.

—Vocês dois transaram?

—Eu não sabia que ele era seu amigo. – aleguei esperando que aquilo diminuísse o peso do meu ato. —Juro por Deus que eu não sabia.

—Quando foi isso?

Ignorando minhas palavras Edward perguntou. Minha espinha ficou gelada e minha boca amarga.

Ele ia me odiar.

—Quando foi isso Bella? – tornou a questionar, diante ao meu silencio. —Nós já estávamos juntos? – deixei o soluço escapar por minha garganta e as lágrimas por meus olhos. —Bella?

—Nós ainda não namorávamos. – minha voz saiu tremula, entrecortada.

Edward pareceu não acreditar no que ouvia, deu alguns passos para trás passando as mãos nos cabelos.

Senti meu peito apertar. Eu queria abraça-lo, dizer que o amava e implorar para que ele me perdoasse.

—Você transou com outra pessoa enquanto saia comigo? – eu queria que ele não tivesse me olhado, assim não teria visto tanta mágoa e raiva em seus olhos.

—Eu posso te explicar... – tentei me aproximar, mas ele novamente me impediu.

—Explicar o que, Bella? O que? – perguntou céptico. —Não há nada para ser explicado.

Edward fez menção de se afastar, meu coração saltou dentro de mim e o medo de perde-lo assim, naquele momento, fez com que eu saísse daquele estado de estátua.

Eu o alcancei com poucos passos pegando seu braço e o puxando para que ele me olhasse.

—Edward, por favor. – pedi deixando mais lágrimas caírem por meu rosto. —Me deixe explicar, por favor.

Ele me olhou fixamente, antes de puxar o braço.

—Eu não quero ouvir o que você tem a dizer. – falou seco. —Não tem nada que explique o fato de você ter transado com meu amigo, enquanto ficava comigo.

—Eu não sabia que vocês eram amigos.

—Isso não muda nada! – exclamou mais alto. —Podia ser um desconhecido meu, Bella! – apertei os lábios engolindo os soluços. —Você foi única para mim, enquanto para você, eu fui apenas mais um...

—Não, Edward não! – ignorando todas suas tentativas de me afastar, eu me aproximei tocando seu rosto. —Você é o único para mim. Eu amo você, só você...

O desespero em minha voz era palpável, mentalmente eu pedia, rezava, implorava para que ele acreditasse em mim.

—Não acredito em você.

Soltou sério, frio, livre de qualquer emoção, antes de segurar minha mão e afastá-la de seu rosto.

Tomei ar pela boca vendo-o se afastar pelo deque, em meio a noite escura.

Não, eu não ia deixar que ele fosse assim, sem me ouvir, sem deixar que eu me explicasse. Os saltos das minhas sandálias me impediram de correr mais rápido em sua direção e talvez, tenha sido isso que me impediu de alcança-lo antes que ele subisse na moto e partisse.

Infiltrei a mão em meu cabelo, sentindo o desespero correr por mim. Eu precisava ir atrás dele, mas estava sem carro.

—Meu Deus, meu Deus.... – soltei dando passos aleatórios pelo passeio, pensando no que eu poderia fazer.

Não ia permitir que ele saísse da minha vida, não sem me ouvir.

Eu mal conseguia respirar quando voltei até o deque, havia algumas pessoas do lado de fora, que me olharam pelo canto dos olhos enquanto eu recolhia minha bolsa e o que restara do meu iPhone.

Pouco me importava com elas, tudo o que eu precisava no momento, era ir atrás de Edward.

—Liga, por favor, liga! – eu pedia aflita ao iPhone, que estava com a tela toda trincada devido ao tombo que sofrera.

Eu precisava ligar para Jéssica ou qualquer outra pessoa que pudesse me levar até ele.

Soltei um suspiro aliviado quando o celular ligou, passei a mão por meu cabelo tentando segurar o iPhone com mais força. Eu tremia tanto, que mal conseguia parar de pé.

—Bella, você quer me matar do coração? – ela soltou assim que atendeu a ligação. Limpando as lágrimas em minha bochecha, eu respirei fundo.

—Jéssica, eu preciso de você. – minha voz saiu fraca. —Preciso que venha me buscar, o Edward, ele... Ele descobriu tudo e não quis me ouvir. – eu solucei interrompendo meu discurso. —Ele precisa me ouvir, eu preciso ir falar com ele....

—Hey, fique calma. – pediu docemente. —Só me diga onde está e por favor, tente se acalmar.

Apoiando o corpo na parede de madeira do pub, eu passei o endereço a ela. Minhas pernas mal conseguiam sustentar o peso do meu corpo e só ficava pior com o chacoalhar que os soluços provocavam em mim.

Não suportava a ideia de ficar sem Edward, de ele me odiar e nunca mais querer me ver. Aquilo me destruía, consumia cada gota de felicidade que um dia eu já sentira na vida.

Eu estava tão nervosa e com tanto medo, nunca tinha sentido algo tão desesperador como aquilo.

—Bella! – Jéssica saltou do carro, vindo em minha direção e me abraçando. Eu deixei meu corpo recostar no dela e dei mais forças ao choro, enrolando meus dedos em sua blusa. —Ai amiga, não fique assim.

Pediu baixo beijando minha bochecha. Eu me afastei passando as mãos por meu rosto enquanto tentava tomar folego.

Estava enxergando tudo embaçado. Era um pesadelo, só podia ser.

—Me leve até ele. – aquilo foi mais uma suplica do que um pedido.

—É claro que eu vou levar. – ela pegou minhas mãos, pareceu se assustar. —Bella, você está muito gelada, está passando mal?

—Não! – aumentei o volume da minha voz. Minha temperatura era o que menos importava ali, tudo o que eu queria era ir atrás de Edward. —Jéssica, eu preciso ir até ele...

—OK, vamos.

Ela não discutiu comigo, apenas me guiou até seu carro vermelho, me ajudando a entrar no automóvel e pôr o cinto.

—Onde ele está? – questionou saindo com o carro pela avenida. Respirando fundo, eu limpei meus olhos com os dedos.

Não fazia ideia. Mordi minha boca com força, Los Angeles era gigante, onde ele poderia ter ido?

—Não sei... – passei a mão pelo meu cabelo, me sentindo a cada segundo, mais desesperada. —Vamos a casa dele, talvez ele tenha ido para lá.

Jéssica concordou com um aceno, antes de eu passar o endereço a ela.

—O que aconteceu?

Reprimi um gemido quando recostei a cabeça no banco, aquela vadia tinha mesmo me machucado.

—O cara que eu transei naquela noite é amigo de Edward. – comecei com a voz mais controlada, era isso que eu necessitava: controle. —Assim que eu o vi, eu o reconheci e fiquei desesperada, com medo sabe? – engoli seco, doído. —Fui falar com você, aquela desgraçada me seguiu e ouviu tudo.

—Caralho!

Jéssica socou o volante parecendo irritada.

—Nós discutimos e acabamos saindo nos tapas, quando Edward e os outros saíram, ela deu indiretas e acabou que Marcus se lembrou de mim. – tapei o rosto com as mãos engolindo o ar. —Tudo só piorou, Edward deu um soco nele e depois... Depois que eu confirmei que era verdade, ele não me deixou explicar e ainda disse que não acreditava em mim, quando eu disse que o amava.

—Oh, eu juro por Deus que amanhã eu mesmo farei questão de esfregar a cara daquela puta loira no asfalto!

Eu teria rido se a situação não fosse tão trágica.

—Fica calma amiga, nós vamos achar ele e vocês vão conversar. – esticando o braço, Jéssica pegou minha mão, me olhou rapidamente e sorriu.

Eu assenti com a cabeça, secando as lágrimas que rolaram por meu rosto.

O pub não ficava muito distante do apartamento de Edward, mal esperei Jéssica parar o carro e já saltei do veículo sem nem mesmo me preocupar em fechar a porta.

O elevador estava ocupado e eu quis dar cabeçadas na parede, tamanha minha frustração. Mordendo a ponta da unha, olhei em direção a porta da escadaria.

Edward morava no quarto andar, eram apenas quatro lances...

Sem pensar muito, me dispus a subir correndo aquelas centenas de degraus. De dois em dois, três em três, ia empurrando meu corpo, forçando-o a continuar mesmo quando meu pulmão ardia implorando por ar, eu não parei.

Estava tonta, com o corpo tremendo e uma puta de uma dor de cabeça, quando finalmente cheguei ao quarto andar.

Minha mão bateu na porta de madeira com uma força desnecessária, causando um som até que alto demais, contudo eu não me importei.

Precisava que ele saísse, caso estivesse ali.

—Edward... – chamei começando a ficar angustiada. —Edward por favor, abre.... – meu timbre voltou a vacilar, diante do choro que voltava a me consumir. —Edward...

—Ele não está. – virei o rosto ao ouvir as palavras. Um pouco a frente, um moço me fitava curioso com o corpo inclinado para fora da porta aberta. —Saiu tem quase três horas, acho que ia em pub em Santa Barbara.

Mergulhei as mãos em meus cabelos recostando o corpo na porta branca, sem dar respostas ao homem.

Eu não sabia o que fazer, onde ir, para quem ligar para poder pedir ajuda...

Fechei os olhos, duas lágrimas grossas caíram por minhas bochechas. A dor que eu sentia era dilacerante, indo além de toda e qualquer discrição possível.

Minhas pernas vacilaram e eu meu corpo começou a escorregar na porta de madeira, porém duas mãos delicadas me seguraram.

Não precisei abrir os olhos para saber que era Jéssica. Ela não disse nada, simplesmente me puxou e me abraçou apertado.

Eu me entreguei. Me entreguei ao choro, a dor, ao abraço.

—Vem, vamos. – Jéssica passou o braço por meu ombro e me levou até o elevador. Ela apertou o botão, chamando o ascensor.

—Preciso achar ele...

—Bella, dê essa noite a ele. – ela me interrompeu, erguendo meu rosto com suas mãos. —Edward está com a cabeça quente, precisa pensar. – seus olhos eram tão ternos quanto sua voz. —E você também não está em condições de manter uma conversa tão séria como a que vocês precisam ter. – seus dedos limparam com carinho os resquícios de lagrimas que haviam em meu rosto. —Vamos para casa, você precisa descansar.

Eu não discuti com ela, apenas funguei ficando em silencio. Já não tinha forças para mais nada, nem chorar direito.

O caminho até minha casa fora feito no mais imaculado silencio. Jéssica não disse nada, nem eu.

Me sentia destruída, despedaçada.

Nunca imaginei que aquilo pudesse doer tanto.

—Vou ficar aqui com você, ok? – Jéssica proferiu parando o carro na entrada de carros de casa. Não falei nada, apenas abri a porta e sai do veículo.

Ela correu para me alcançar, segurou minha mão e se manteve ao meu lado no percurso até meu quarto.

Joguei a bolsa no chão ao lado da cama, antes de deitar no colchão. Quando eu pensara que já não tinha mais lágrimas, mais uma onda de choro chegou até mim, fazendo meu corpo sacolejar.

Porque isto estava acontecendo? Porque a vida estava sendo tão cruel comigo?

—Ah Bella, não chora assim! – Jéssica pediu se deitando a minha frente e me abraçando com carinho.

—Ele nunca mais vai querer me ver.

Saber aquilo me destruía por dentro.

—Claro que vai, Edward só precisa de um tempo. – tentou me consolar passando as mãos por meu cabelo.

Aquilo doeu, contudo, o incomodo em meu coro cabeludo não chegava aos pés do que acontecia dentro de mim.

—Não posso ficar sem ele. – assumi entre um soluço. —Eu o amo.

—Eu sei disso, Edward também sabe. – votou a murmurar. —Como eu disse, ele só precisa de um tempo amiga. Tente dormir, quando amanhecer eu ajudo você a procura-lo e então, vocês vão poder conversar.

Dormir nunca fora tão difícil como naquela noite. Bastava fechar os olhos para reviver aquela tragédia.

Eu rolei de um lado para o outro na cama, em uma espera aflita de que as horas passassem logo.

Eram quase seis da manhã, quando minhas pálpebras ficaram pesadas demais e eu perdi a batalha, cedendo ao cansaço.

Fora a pior coisa que acontecera, visto ao pesadelo que conduzira minha mente.

Edward estava distante, assim como seus olhos. Ele não sorria, nem transparecia nenhum sentimento bom em seu olhar, ou melhor, não transparecia sentimento algum.

Ele não me odiava, não me amava. Simplesmente estava indiferente.

Aquilo me doeu no fundo da alma e me fez despertar com um pulo na cama.

—Bom dia! – Jéssica saldou me olhando cautelosamente.

Tapei o rosto com as mãos, meu coração batia disparado em meu peito, eu me sentia tremula. Lubrifiquei meus lábios com a língua, minha cabeça estava explodindo.

Com um grande esforço eu me sentei na cama.

—Que horas são? – ignorei seu cumprimento, eu sabia que ela entendia. Aquele não era um bom dia.

—Quase dez.

—O que? – eu praticamente saltei da cama, sendo abatida por uma fisgada quase insuportável na cabeça. —Droga! – exclamei apertando minhas pálpebras. —Porque não me acordou cedo?

—Porque você precisava descansar...

Rolei os olhos desabotoando a blusa jeans que eu vestia.

—Eu preciso encontrar o Edward, isso sim!

Não esperei por sua resposta, simplesmente segui para o banheiro. Eu iria encontra-lo e iria conversar com ele, estava determinada e nada, nem ninguém iria me impedir.

—Você está bem? – olhei ironicamente a Jéssica, ela ainda perguntava? —Quero saber se não está passando mal. – arqueou as mãos. —Você está parecendo um papel de tão branca.

—Estou bem.

Garanti terminando de me despir e entrando de baixo do chuveiro. Jéssica saiu do banheiro, acho que desistindo de conversar. Eu não queria ser rude com ela, mas não estava a fim de falar com ninguém que não fosse Edward.

O choro comprimiu minha garganta quando vi a pulseira que Edward havia me dado em meu pulso, toquei o coração conseguindo prender as lágrimas.

Não era hora de chorar, era hora de ir atrás do homem que eu amava e o convencer a me escutar.

Nunca havia trocado de roupa tão rápido, antes eu teria me preocupado em escolher o que combinava, um sapato e uma bolsa de cair o queixo, que certamente, tinham o valor de um carro.

No entanto, a única coisa que eu fiz, foi vestir um casaco de botões rosa pink com as mangas compridas e um par de botas pretas.

Soltei um gemido ao desfazer o coque que manteve meu cabelo preso durante o banho. Estava com uma dor insuportável em meu couro cabeludo. Tudo culpa daquela puta!

Bufei saindo do closet, não ia precisar de maquiagens, não hoje!

—Vamos? – chamei Jéssica pegando meu iPhone fodido de cima da cabeceira da cama. Não vou negar, fiquei decepcionada ao ver que não havia nenhuma chamada perdida ou mensagem dele. No fundo, tinha esperanças de que Edward fosse querer falar comigo.

—Vamos, mas antes... – ela se aproximou. —Tome isso. – deixou um comprimido branco em minha mão, antes de me estender o copo com agua.

—O que é isso?

—Um remédio. – respondeu rolando os olhos. —E é bom você tomar sem discutir, caso o contrário, eu mesmo direi a Edward para não ouvir você.

Eu bufei diante a ameaça e mesmo sabendo que ela nunca faria aquilo comigo, eu tomei o comprimido. Estava com uma puta dor de cabeça, talvez ele resolvesse.

—Ótimo, agora coma essa maça. – pegando a fruta verde de cima da bandeja prata —que eu só reparei estar sobre minha cama naquele momento—, ela a colocou em minha mão.

—Não estou com fome.

—Não importa, você vai comer. – frisou bem as palavras. —Você está pálida, abatida e precisa por algo no estomago. – foi firme. —Não vou deixar que se mate, ok? Então trate de comer essa maçã.

Não posso falar que comi a maça, mas eu a engoli. Pedaço por pedaço, sem a menor vontade ou desejo.

—Então, para onde vamos? – Jéssica indagou conduzindo o carro pelas ruas bem movimentadas.

Mordi o lábio com força, estava tão aflita que sentia meu estomago fundo. A ansiedade também me corroía por dentro.

—Vamos até o apartamento dele primeiro. – murmurei após refletir, eu sabia que havia uma grande possibilidade de Edward não ter ido a faculdade.

Eu tentava me controlar enquanto Jéssica dirigia por Los Angeles, mais ficava a cada segundo mais difícil.

Suspirei de alivio quando ela parou o carro na vaga livre. Soltei o cinto, Jéssica destravou a porta e me lançou um sorriso.

—Estou te esperando aqui.

Murmurou docemente, eu soltei o ar pela boca me inclinando no banco e deixando um rápido beijo em sua bochecha.

Nós duas sorrimos juntas e então, eu saltei para fora do veículo.

Diferente de o que aconteceu de noite, o elevador estava livre na portaria vazia. Respirando fundo, eu me recostei na parede fria, minha mão tapou minha testa e fechando os olhos, tentei me controlar.

Eu precisava estar calma para poder conversar com ele, me descontrolar e chorar, só iria complicar as coisas.

Tomei folego pela boca, saindo do ascensor assim que as portas se abriram. No momento em que meus olhos cruzaram o corredor, eu o avistei.

Edward estava parado em frente a porta do seu apartamento, a cabeça baixa e a atenção presa no iPhone em mãos.

Ele estava tão lindo!

Vestia uma regata vermelha, um short preto e tênis esportivos. Respirei fundo contendo a vontade de correr em sua direção e agarrá-lo.

—Edward. – chamei após reunir cada gota de coragem e determinação que existia em mim. Ele ergueu a cabeça de imediato, seus olhos vieram até mim e eu pude ver a surpresa se transformar em decepção e mágoa.

Aquilo doeu em mim. Saber que eu o decepcionara, só tornava maior meu sofrimento.

—Quero conversar com você. – completei controlando minha voz.

Ele apertou os lábios, virou o corpo e pude ver que ele estava com as chaves na mão. Eu queria saber se ele estava saindo ou chegando, mas sabia que era abuso demais perguntar isso a ele.

—Eu não...

Começou a negar, contudo eu me aproximei e o interrompi.

—Edward, você precisa me ouvir. – minha voz saiu firme. —Por favor, me escute e eu juro que se depois de tudo você quiser que eu suma da sua vida, eu vou respeitar. – no fundo eu tive um medo estremo de dizer aquilo.

Não me imaginava sem Edward, não mais.

Ele respirou fundo, me deu as costas e quando eu comecei a me preocupar, ele abriu a porta e estendeu o braço liberando minha entrada.

Quieta eu passei por ele, seu perfume chegou em mim me inebriando, causando calafrios em minha espinha.

Como eu queria que um simples abraço resolvesse tudo.

Soltei o ar pela boca apertando os dedos na alça da minha bolsa, estava nervosa, aflita.

—Senta. – gesticulou com a mão.

Edward estava tão distante. Aquilo me feriu profundamente.

Eu me sentei no sofá macio, sem deixar de sentir um aperto no peito por lembrar quantas vezes ele havia servido para embalar meu corpo e o de Edward em momentos tórridos de prazer.

Engoli o nó que se formou em minha garganta e espantei o choro.

Mantenha o foco.

Minha mente me lembrou. Eu respirei fundo, Edward me olhava céptico à espera das minhas palavras. Cruzei as pernas e tomando folego pela boca, me senti pronta para contar a ele tudo o que havia acontecido.

Notas finais
Bella está colhendo o que ela mesmo plantou, lei da vida! Agora tem a conversa... :X Tenso... Bom, nos vemos loguinho meninas! Eli, mais uma vez obrigada :* Fiquem bem, tenham uma boa madrugada!!! Beijõõões da Nick :*