Único Prazer
18 17º Capítulo
Notas iniciais
Eu me aproximei dos dois ignorando a chegada dos amigos de Carlisle e suas supostas filhas. Edward me olhou sorrindo quando notou minha presença, passou o braço por minha cintura e beijou minha cabeça.
Eu quase engasguei quando a loira me olhou. Ela tinha uma aparência quase que angelical. Os olhos grandes eram verdes, a boca era pequena e delicada, tinha o nariz arrebitado marcado por charmosas sardas.
Ela sorriu também, aparentemente, sem nenhum incomodo.
—É ela? – sua voz doce me atingiu em cheio.
—Sim. – Edward concordou firmando o braço ao meu redor. —Bella, essa é a Tanya, filha de Eliezer e Carmen.
Tanya.
Nome de vadia.
Maneando a cabeça, abri um sorriso. Não ia passar por mal-educada ou grossa. Não na frente de Edward e sua família.
—Tudo bem? – indaguei acenando brevemente a ela.
—Tudo certo e com você?
Certamente estaria melhor se você não estivesse aqui.
Respirando fundo, eu ignorei as palavras que queriam escapar por minha língua, tratando de ser gentil.
—Igualmente.
—Edward falou muito de você no último mês. Estava ansiosa para te conhecer. – desviei meus olhos dela, olhando para ele que ainda sorria.
—Sério? Engraçado por que ele não disse nada sobre você. – os dois pareceram não notar o ciúme cortante em minha voz, apenas riram da minha fala.
Então ele tinha contato com ela...
—Tanya e eu somos amigos desde pequenos, não é? – explicou bebericando a cerveja na lata.
—Sim, sempre nos demos muito bem! – a loira exclamou, tive vontade de bufar.
—Que lindo! – soltei sentindo uma vontade enorme de tirar Edward de perto dela. Minha sorte fora que, ainda tinha pessoas que precisava conhecer.
Ou melhor, as irmãs loiras dela.
Irina e Kate.
Eu não soube bem o porquê, mas nenhuma delas me agradou.
Podia ser apenas ciúme bobo, contudo eu não me enturmei com elas dentro da enorme piscina.
—Você e Edward deram um passeio bem longo hoje, não é? – Emmet se aproximou lançando a bola de vôlei para o ar e a capturando várias vezes.
Pude sentir a provocação em sua voz.
—Sim. – concordei arrumando os óculos escuros no rosto.
—Hmm, pelo visto o campo pegou fogo mais cedo. – ele me olhou sorrindo, não controlei o riso. Emmet era mesmo, bem brincalhão.
—Você e Alice também sumiram. – analisei devolvendo a brincadeira. —Tome cuidado, soube que Carlisle tem uma espingarda pronta para ser descarregada.
Ele estreitou os olhos deixando a bola cair na água e flutuar para longe.
—Engraçadinha. – nós dois rimos juntos, pelo canto dos olhos vi Tanya conversar com John, ela ainda sorria grandemente.
Rolei os olhos.
—Edward me disse que vocês aprontavam até com Alice. – murmurei, eu iria chegar onde queria, contudo, precisava avançar aos poucos. Emmet me olhou e riu alto.
—Sim, era muito divertido. – passou a mão no cabelo deixando os fios escuros mais molhados. —Enquanto ela se importava, pelo menos.
Eu sorri diante suas palavras. Alguém pulou na piscina, respingando um pouco de água em minhas costas.
—Aprontavam com Irina, Kate e Tanya também? – Emmet pareceu não notar meu interesse por trás da pergunta, apenas negou com a cabeça.
—Irina e Kate eram mais novas, chatas e birrentas. – mordi a ponta da unha, ouvindo suas palavras. —Não mudaram muito. – completou me fazendo rir. Elas tinham cara de entojadas mesmo. —Edward gostava de Tanya, então ele não gostava que eu amolasse ela. O que era uma pena.
Eu não consegui rir do que ele disse por causa da afirmação que ficara rondando minha cabeça.
Edward gostava de Tanya.
Minha cabeça começou a ferver enquanto eu analisava as informações.
Edward gostava de Tanya, que eu podia apostar que gostava dele. Eu não sabia quanto tempo tinha, quantos anos eles tinham, nem se esse sentimento ainda existia, no entanto, aquilo já estava me sufocando.
E só piorava a situação saber que seus pais eram amigos, eles eram amigos e ainda, mantinham contato.
Passei as mãos no rosto, inclinei o corpo e me deixei afundar na água gelada em um mergulho longo. Eu não gostava de abrir os olhos dentro d’agua, contudo eu precisava saber onde emergir para não machucar ninguém.
Edward iria me explicar tudo e tirar cada duvida que existia em mim. Ia sim.
Tentei não transparecer como estava irritada ou enciumada durante todo o almoço, porém Edward pareceu notar.
—Depois nós conversamos. – fora a única coisa que eu disse, seguindo para a piscina junto de Alice.
—O que aconteceu? – ela perguntou sentando na borda, colocando a perna na água.
—Nada. – sorri sabendo que eu era fodidamente sortuda. Além de ter Rosalie em Los Angeles, ainda tinha Tanya em Mckinney. Porra de sorte!
—Esse “nada” geralmente significa “tudo.” – ela usou os dedos para fazer aspas no ar. Eu ri puxando meu cabelo para prendê-lo em um coque frouxo no alto da cabeça. —Vamos, me conte, o que houve?
—Soube sobre Edward e Tanya!
Contei por fim, seria bom dividir aquilo com Alice.
—Soube do que? Do namoro deles? – ela perguntou na inocência, certamente não sabia que eu não sabia sobre o namoro.
Fechei os olhos contando até dez. E eles namoraram.
—É. – eu concordei tentando não demonstrar tanta surpresa ou irritação. Respirei fundo três vezes, eu realmente precisava manter a calma.
—Isso foi a tanto tempo, Bella! – passando o braço por meu ombro, ela me fitou. —Eles não tinham nem vinte anos.
O fato de fazer mais de cinco anos, não melhorava as coisas.
—Eles parecem se dar bem. – minha voz saiu mais baixa. —São amigos.
—É, eles são.
—Não gosto disso. – confidenciei cruzando os braços. —Vamos lá, você gostaria que Emmet fosse tão próximo da ex, que ele conhece desde a infância?
Sua careta me disse tudo, não fora preciso palavras para eu saber.
—Eu odiaria. – proferiu soltando um riso baixo. —Mas acho que deveria falar com Edward sobre isso.
Mordendo meu lábio inferior, prendi o riso irônico.
—Ah, mas eu vou!
Eu estava ansiosa para confrontá-lo, afinal, aturar Rosalie já era insuportável, agora tinha Tanya também?
O sol começava a se por quando Eliezer e Carmen resolveram ir embora, levando as três loiras consigo. Fora realmente um alívio quando eles se foram, ou melhor, Tanya se foi.
Restaram então, Carlisle, Esme, Grayson, Miranda e vovó Pearl, visto que, Elise logo partira para a casa de uma amiga e John se jogara em uma espreguiçadeira, caindo no sono.
Quando eu pensava que a festa estava acabando, Rupert e Ellen chegaram. A música ficou mais alta e mais cerveja fora posta na mesa.
Eles bebiam como ninguém, era incrível!
Alice e Emmet rebatiam uma bola no meio da piscina, entre risos, beijos e brincadeiras. Eles eram fofos juntos.
Tentei manter minha respiração compassada quando senti o corpo de Edward se aproximar do meu. Mesmo submerso na água, ele ainda emanava um calor intenso.
Suas mãos pousaram em minha cintura. Seu toque era diferente de baixo d’agua, contudo, ainda causava efeitos indescritíveis dentro de mim.
Puxei o ar pela boca mantendo os braços firmes na borda da piscina, enquanto seus lábios quentes deixavam beijos em meu ombro.
Meu estomago ficou gelado, meu coração aumentou o ritmo das batidas e os arrepios que correram por mim, pararam no ponto mais sensível do meu corpo.
Merda!
—Já podemos conversar ou ainda vai ficar me evitando? – apoiando o queixo no meu ombro, ele me abraçou por trás colando seu corpo no meu.
—Eu não estava te evitando.
Afastei os braços da borda para poder virar o corpo, Edward deu um passo para trás permitindo que eu girasse até parar de frente a ele.
Seus olhos demonstravam muita ansiedade, sua boca estava curvada em um biquinho preocupado.
Eu quis abraça-lo, morder sua boca e arrastá-lo até o lugar mais reservado que eu encontrasse. Mas eu precisava saber sobre Tanya.
—O que aconteceu? – perguntou direto. Seus braços pararam ao lado do meu corpo, me deixando em uma “prisão”.
—Eu que te pergunto. – Edward pareceu não entender. —O que aconteceu entre Tanya e você?
—Nada, porque? – pareceu não compreender do que eu estava falando.
—Sei que você gostava dela e chegaram até a namorar.
A surpresa o deixou imóvel por vários segundos, mordi minha boca vendo ele abaixar os olhos e suspirar.
Não esperava que eu soubesse, isso era obvio.
—É nós namoramos quando éramos mais jovens. – foi sincero. —Já faz muito tempo. – completou. —Quem te contou?
Maneei a cabeça soltando o ar pela boca.
—Isso não vem ao caso. Eu quero saber se você ainda... – tive de tomar folego para continuar. —Ainda sente alguma coisa por ela.
Ele riu parecendo achar graça em minha pergunta.
—É claro que não! Tanya e eu somos somente amigos, Bella.
—Você acha legal ser amigo da sua ex? – eu olhei em seus olhos. —Porque eu não acho, aliás, não mantenho nenhum tipo de contato com meus ex-namorados.
Edward coçou a nuca abaixando o olhar por breves segundos.
—Nós éramos amigos antes de namorar, então eu não vi motivos para desfazer a amizade depois que terminamos.
Mordendo minha boca, eu senti o ciúme inflar dentro de mim.
—Não viu motivos? – questionei irônica. —Se quiser, eu posso te dar vários. – arqueei as mãos, pigarreando eu controlei a voz, não queria que os outros percebesse que estávamos discutindo. —Primeiro, geralmente só se mantem amizade quando se pretende reatar. Segundo, um fica dependente do outro e terceiro, sua namorada não gosta disso.
Edward lubrificou os lábios com a língua enquanto me fitava atento. Um sorriso surgiu aos poucos em seus lábios.
Seu corpo prensou o meu na parede fria da piscina. Ofeguei apoiando as mãos em seu peito.
Precisava manter o foco. Ele não iria me distrair com aquele corpo gostoso, o sorriso lindo e os olhos perfeitos.
—Em primeiro lugar, eu não pretendo reatar com ela, porque já estou namorando com uma morena muito linda. – ele narrou sorrindo torto. —Segundo, eu estou mesmo dependente de alguém, e esse alguém é a minha namorada marrentinha. – rolei os olhos, no fundo estava achando super fofo cada palavra. —E terceiro, ela tem razão de não gostar disso, porque se fosse ao contrário, eu ia odiar também.
Eu permaneci em silencio, abobalhada demais, encantada demais, para pronunciar algo coerente.
Edward só podia ter saltado de um livro, não era possível!
—Nós dois mal nos falamos. – murmurou acariciando meu rosto. —Além do mais, Tanya é só minha amiga.
—Você é cheio de amiguinhas.
Proferi arqueando o queixo.
—Rosalie, Tanya... Tem mais alguma que eu não conheço?
Ele riu maneando a cabeça antes de incliná-la e puxar meu lábio em uma mordida provocante. Meu corpo reagiu de imediato, meus pelos ficaram eriçados, minha boceta piscou deixando claro que estava em alerta, eu senti os bicos dos meus seios ficarem rijos.
Merda, merda, merda!
—Você fica linda enciumada. – disse me olhando fixamente. —E muito gostosa. – completou com a boca colada em minha orelha.
Apertei as unhas em seu peito forte ofegando, ele me apertou mais contra a parede e seu pau duro esfregou em minha barriga. Seu beijo tapou o gemido que ia escapar por mim, contudo sentir sua língua acariciando a minha só serviu para me deixar excitada.
—Edward, sua família.
Eu alertei em um fio de voz assim que separei minha boca da sua. Ele apoiou a testa na minha, fechou os olhos por um breve instante para poder inalar com profundidade.
—Você me faz perder o controle. – sussurrou votando a abrir os olhos, eles tinham um brilho diferente. —Mas a noite quando não tiver ninguém por perto, eu não vou precisar me controlar.
Edward me beijou mais uma vez antes de se afastar e sair da piscina. Eu tive de respirar fundo para poder me acalmar e como não resolvera muito, tratei de dar alguns mergulhos na piscina.
Como Alice e eu havíamos combinado, nós iriamos ir até Mckinney, visto isso, saímos da piscina subindo direto para o quarto.
Eu estava cansada do dia intenso, então fora a ocasião perfeita para tomar um longo banho de banheira com os sais indianos que Esme colocara a minha disposição.
Quando acabei eu me vi em uma dúvida cruel. O que vestir?
Estava calor e não iriamos a nenhum lugar formal.
Tratei de juntar as peças para fazer a melhor escolha possível, um vestido azul hippie chic.
Ele tinha as mangas longas e mais largas, com aplicações de renda na borda. Era lindo e combinou perfeitamente com a minha bota castanho claro de cano curto e salto baixo.
Usei a chapinha para formar ondas em meus cabelos, após secá-los e escová-los.
Minha maquiagem seguiu o padrão da minha roupa, azul e marrom. O batom era nude e elegante.
Estava arrumando minha bolsa quando meu celular começou a tocar. Eu sorri ao ver o nome de Jéssica na tela, atendendo sem pestanejar.
—Já disse para o Edward que o ama? – perguntou de imediato me fazendo rir, mesmo estando com o estomago gelado.
—Ainda não.
—Argh, Isabela Swan! – eu podia apostar que ela estava rolando os olhos. —O que você fez hoje o dia todo hein?
—Festa na piscina. – murmurei pondo a ligação no viva-vos para poder me certificar de que tinha tudo o que precisava na bolsa. —Você não sabe o que eu descobri hoje, Jéss.
—O que? – seu interesse era quase palpável.
—Os pais de Edward tem um casal de amigos, Eliezer e Carmen. – expliquei rapidamente. —Eles têm três filhas, todas são um cú. – ela riu com vontade. —Mas uma delas além de ser amiga de infância do Edward, ainda foi namorada dele e para ajudar, eles ainda são amigos!
—Puta que pariu! – exclamou. —Ela é gata?
—Sim. – assumi a contragosto. —Loira, tem um corpão...
—Estou começando a achar que Edward prefere as mulheres loiras. Porra, antes era a Rosalie, agora mais essa?
—Pois é. – soltei o ar pela boca. —Mas nós dois já conversamos sobre isso.
—Sério? O que disse a ele? O que ele disse a você?
—Bom, eu fui sincera. Disse que não gostava dessa amizade deles. – pondo o cabelo atrás da orelha, eu me sentei na cama.
—E ele? – indagou ansiosa.
—Edward disse que me entende, que se fosse ao contrário, iria odiar essa situação.
—Awn, que fofo! – eu sorri, tinha que concordar, era fofo mesmo. —Mas fique de olho. Amiguinha nenhuma é confiável.
—Claro que eu vou ficar. – garanti firme. —Sabe, eu fui sincera com ele hoje e as coisas ficaram tão bem.... Talvez se eu explicasse a ele o que houve....
—De novo com essa história de contar para ele?
Eu engoli seco, a cada minuto que se ia, pior eu ficava sobre o assunto. Edward não merecia ser enganado.
—Não gosto de enganá-lo. – disse mais baixo. —Ele não merece isso, precisa saber a verdade... – minha voz morreu assim que a porta se abriu e Edward adentrou no quarto.
A adrenalina correu por minhas veias, o medo de que ele tivesse ouvido algo me deixou tremula dos pés à cabeça.
—Te ligo mais tarde. – falei vendo ele se aproximar.
—Hm? O que? – ainda tive tempo de ouvir Jéssica proferindo, contudo, eu desliguei o celular sem lhe dar respostas.
Edward me olhava atento, os lábios estavam puxados em um biquinho. O biquinho da dúvida.
—Tudo bem? – questionou dando mais uns passos em minha direção.
Simplesmente concordei com a cabeça.
—Está acontecendo algo? – seus olhos ficaram preocupados. —Você está pálida.
Quando ele se abaixou a minha frente, eu pude suspirar aliviada. Seus olhos estavam ternos, Edward não havia ouvido nada.
—Jéssica está com problemas. – menti sem saber mais o que falar. Dizer um “nada”, não ia colar dessa vez. —Problemas com o namorado. – completei.
—Entendi. – suas mãos seguraram as minhas, seus dedos longos tocando o coração de diamante da pulseira que ele me dera, dias atrás.
Engoli o choro com uma força enorme. Não ia chorar, não podia chorar.
—Não sei como ajuda-la. – sussurrei atraindo seus olhos para mim.
—Quer me contar?
Eu tomei folego pela boca. Eu iria jogar verde, assim iria ao menos ver qual seria sua reação diante ao assunto.
—Mike e ela tiveram um tempo separados e meio que ela ficou com outra pessoa. – falei de uma vez. —Agora que eles voltaram, Jéss tem medo que ele descubra, até pensa em contar para ele, contudo, tem medo de perde-lo também... – soltei o ar pela boca. —Ela está sofrendo e eu não sei o que fazer.
—Isso é complicado. – disse antes de beijar minha mão. —Mas eu acho que o melhor a ser feito, é contar a verdade.
Eu não queria ouvir aquilo dele, mesmo sabendo que era o certo a fazer.
—É melhor ele saber por ela, do que por outras pessoas. – completou com o timbre carinhoso. —Além do mais eles estavam separados, ele pode até entender e perdoar.
—Você perdoaria? – a pergunta escapou por mim e eu me arrependi instantaneamente por não ter conseguido prendê-la.
Edward me fitou atento antes de respirar. Aparentemente, ele não havia desconfiado de nada.
—Não sei, acho que sim. – mordi o lábio inferior sentindo uma pequena chama de esperança se acender dentro de mim. —Se a pessoa mesmo me contasse, acho que perdoaria sim.
É claro que a minha situação era meio diferente da que eu contei a Edward, contudo, ele poderia sim me perdoar.
Isso se eu lhe contasse a verdade.
Mas eu conseguiria contar? Eu queria contar? Estava pronta para lidar com as consequências que aquela noite negra me trariam?
Eu não tinha certeza de nada. Precisava pensar —e muito— sobre aquilo.
Quando nós descemos para a o primeiro piso eu pude perceber como Edward estava lindo. A camisa jeans clara era justa e deixava seus músculos perfeitos delineados. A calça era vinho, um tom bonito e despojado.
Alice e Emmet não demoraram a descer também e assim que comunicamos nossa saída ao pessoal, seguimos para o carro, o ecoesporte branco de Emmet.
—Então, qual vai ser o destino? – ele perguntou controlando o volante. Me mantive quieta deixando que eles deliberassem sobre a escolha, afinal, eu não conhecia nada ali.
—Poderíamos ir ao The Celt. – Alice deu a ideia, eu não fazia ideia do que era.
—Sempre vamos lá. – Edward pareceu não gostar muito da ideia.
—É verdade. – Emmet concordou com o mesmo tom de tédio.
—Vamos ao The Pub Mckinney então, o que acham?
Dessa vez, os dois concordaram com ela, eu apenas maneei a cabeça em concordância quando fui questionada.
Menos de vinte minutos mais tarde, Emmet parou o carro à frente de um prédio de tijolos a vista, o estacionamento frontal estava lotado isso o obrigou a parar o carro mais afastado. A frente estava lotada de mesas de madeira com pessoas que bebiam e riam alto.
Parecia animado.
Edward pegou minha mão quando descemos do carro. Tive de sorrir, amava essas pequenas coisas doces que ele fazia.
Nós nos sentamos em uma mesa mais afastada da bagunça. No pequeno palco, uma banda terminou de fazer sua apresentação e então o karaokê fora liberado.
Algumas pessoas até se arriscavam, a maioria estava caindo de tão embriagado.
Nosso primeiro pedido fora uma rodada de tequila.
—Gostou daqui? – a voz rouca de Edward me desarmou, o toque de seus lábios em minha orelha me deixou arrepiada.
Oh, merda!
Me remexi na cadeira quando sua mão pousou em minha perna. Ele estava me provocando!
—Sim. – eu concordei mordendo a boca, seus dedos subiam e desciam eriçando os pelos da minha coxa.
Estreitei os olhos controlando minha respiração. Ele estava me provocando, porém eu não iria deixar barato. Estava na hora de brincar também!
Eu peguei sua mão que estava em minha perna, ergui os olhos para encontrar os seus. Ele sorria torto, meu sorriso favorito com teor de safadeza.
—Vou ensiná-lo a me provocar senhor Cullen. – proferi em seu ouvido, puxando seu lóbulo com as pontas dos dentes. Minha respiração bateu contra seu pescoço e eu senti Edward se arrepiando.
Sorri marota, beijando seu pescoço antes de me afastar.
—Emmet, eu esqueci meu celular dentro do seu carro. – me virando na cadeira, eu falei. Emmet e Alice que estavam entretidos um com o outro se voltaram para mim. —Pode me emprestar a chave para que eu o pegue?
—Claro. – concordou sorrindo, me estendeu a chave prateada a qual eu capturei de imediato antes de me levantar.
—Vou com você, pode ser perigoso sair sozinha a essa hora da noite. – eu olhei para Edward, ele sorria maliciosamente a mim.
Mordi o lábio inferior apenas concordando com a cabeça, meu estomago estava gelado diante da expectativa.
Eu segui na frente e em silencio, pelas mesas e as pessoas presentes no pub. Edward não disse nada quando saímos pela porta, eu estremeci, contudo, não tinha certeza se fora pela brisa que correu a rua, ou por ver o lugar vazio e silencioso, onde o único carro presente, era o de Emmet.
Foi um movimento rápido, um puxão forte e então, eu já estava contra a parede fria tendo o corpo delicioso de Edward pressionando o meu.
Ofeguei alto antes de sua boca cobrir a minha, o desejo se alastrou por meu corpo como fogo em uma mata seca.
Era urgente, faminto.
Edward puxou meu lábio inferior com os dentes, chupando-o em seguida. Meus dedos agarraram sua blusa, minha boceta já estava completamente húmida, pedindo loucamente por ele.
—Fale a verdade... – sua voz saiu ofegante. —Não veio buscar celular algum.
Eu ri embrenhando minhas mãos em seus cabelos. Inclinei a cabeça, ainda sem lhe dar uma resposta concreta, e o beijei avidamente.
Edward abaixou um pouco o corpo para que suas mãos alcançassem minhas coxas, seus dedos quentes subiram por minha pele eriçando cada pelo presente, até se alojarem em minha bunda.
Ele a apertou usando a força necessária me puxando, fazendo com que eu praticamente me esfregasse no volume duro que estava presente em suas calças.
—Você está certo. – eu sussurrei em seu ouvindo chupando seu pescoço em seguida. —Vim aqui somente para lhe ensinar a não me provocar. – minha voz estava tão rouca, transmitia excitação a cada silaba.
Bati minhas mãos em seus ombros largos e com um empurrão, eu o afastei de mim. Em meio ao escuro, eu vi seus olhos brilharem quando invertemos a posição.
Edward estava contra a parede agora, e eu estava no controle!
Afastei suas pernas com o joelho para poder me encaixar melhor em seu corpo, eu o pressionei sentindo novamente seu pau contra mim.
Edward gemeu quando meu quadril se encontrou com aquela protuberância gostosa. Infiltrou a mão no meu cabelo o puxando de um jeito selvagem para me beijar.
Eu gemi contra sua língua, deliciada com a ideia do que estava prestes a acontecer. Eu nunca havia transado em um local público, isso era certamente muito arriscado, no entanto, a adrenalina que me consumia se unia ao desejo para eliminar qualquer receio de sermos pegos.
Eu o queria e o teria, bem ali naquela rua escura.
Segurei seu rosto com as ambas as mãos, deixei beijos estalados em sua boca macia antes de seguir uma trilha por seu pescoço.
Edward respirava com força.
Abri os botões da sua camisa jeans, meus dedos traçaram linhas imaginárias por seu peito forte e logo, minha língua correu cada uma delas.
Sorri contra sua pele quando o senti estremecer. Era bom causar aquilo nele, saber que eu tinha o mesmo poder sobre seu corpo, quanto ele tinha sobre o meu.
Voltei meus olhos para o seus, mesmo na escuridão parcial, eu conseguia ver seus orbes azulados e tinha certeza que Edward, também podia ver os meus. Fui me abaixando aos poucos, quando mais descia mais beijos, lambidas e chupões eu deixava contra sua pele.
Edward estava a cada vez mais ofegante, eu sorri abrindo o botão e o zíper de sua calça. Estava tão entregue a mim.
Meus dedos seguraram no cós, com um puxão, a desci até a altura de suas coxas torneadas. Subi as mãos arranhando todo o tórax de Edward enquanto meus olhos se deleitavam com a ereção coberta pela boxer —que eu não soube identificar a cor pela falta de luz.
Eu deixei minhas duas mãos passarem por cima do pano, pude sentir todo o calor que aquele membro delicioso emanava.
Edward praguejou quando eu o apertei levemente. Sua mão mergulhou novamente em minhas madeixas.
Não contive o sorriso e o suspiro, quando abaixei a boxer e seu pau saltou para fora parando a milímetros do meu rosto.
Sem pestanejar, ergui a mão e o segurei mantendo a força necessária para levar Edward a loucura. Seu gemido mais alto me informou que eu estava próxima a isso.
Seus dedos se enrolaram ainda mais em meu cabelo, inclinei a cabeça passando minha língua sobre sua cabeça inchada.
—Caralho, Bella... – Edward soltou entredentes. Sua voz estava deliciosamente perigosa.
—Quietinho amor. – sussurrei de volta. Era hora de dar atenção que aquele cacete duro precisava.
Entreabrindo meus lábios eu deixei alguns beijos molhados por sua extensão, ele estava tão quente! Podia até sentir as veias estufadas tamanho sua rigidez.
Eu o bombeei três vezes com a mão, antes de cuspir um pouco de saliva sobre sua glande. Com a posta da língua, eu a espalhei lentamente.
Amava provoca-lo, no entanto, eu também já não aguentava mais esperar para chupá-lo então, o engoli de uma vez.
Edward gemeu alto quando eu o suguei com força tendo todo seu pau dentro da minha boca. Ele tocava minha garganta.
Com a mão no meu cabelo, Edward estocou dentro da minha boca. Seu gosto agridoce, logo se misturou com sua porra cremosa.
Eu a engoli toda antes de retirar seu pau de dentro da minha boca. Mordi o lábio inferior vendo com louvor, como ele ainda estava duro.
—Porra, eu queria que você continuasse a me ensinar a não te provocar. – Edward murmurou com o timbre falho, suas mãos seguraram meus braços e com um puxão, me colocou de pé. —Mas eu preciso estar dentro de você, gozar dentro de você...
Eu respirei com força diante suas palavras quentes.
Suas mãos se firmaram em minha cintura, me impulsionando para cima, passei minhas pernas por seu quadril de imediato.
Nós dois gememos com o contato que ocorreu entre nossos sexos.
Ele me beijou com desejo recostando minhas costas contra a parede gelada, uma de suas mãos desceu até minha boceta, afastando a calcinha para poder me tocar.
Rebolei em seus dedos que acariciavam meu clitóris.
Eu nem precisei pedir pois, no segundo seguinte, Edward deslizou seu pau para dentro de mim. Estava tão molhada, tão excitada que ele foi bem fundo.
Nossos gemidos se misturaram em meio a rua silenciosa.
Podia ser o risco de sermos pegos, a adrenalina, a falta de sexo, ou até mesmo o amor que eu nutria por ele, mas aquela transa fora diferente.
Eu simplesmente morri e fui para o céu, provando do mais doce e perfeito paraíso.
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