Notas iniciais
Oi, oi meninas! Eu sei, meio que sumi e peço desculpas, mas a vida corrida me impediu de postar antes! :X Bom, agora que eu estou de volta, vamos ler. Capítulo bem light hein! hehe Espero que gostem ^^ Boa leitura :)

Edward manteve sua mão entrelaçada a minha enquanto eu tomava café, vez ou outra, ele beijava meus dedos me fazendo suspirar profundamente.

Estava ansiosa para o jantar, pelo o que Edward contara as coisas ficavam animadas por aqui. Sua avó aparecia, suas tias e talvez, dois amigos de seus pais.

Pelo o que ele contara, tinha uma família bem grande. Carlisle tinha duas irmãs e um irmão, Esme era a caçula de três meninas.

Todos seus tios tinham filhos e alguns deles, já eram até avós. Era difícil reunir todo o pessoal, geralmente eles passavam o natal com a família de Esme e o ano novo, com a de Carlisle.

No fundo, eu senti uma pontada de inveja.

Queria ter algo parecido, queria fazer parte de uma família unida, não precisava nem ser grande.

Charlie era filho único, Renée tinha um irmão, mas eles não conversavam há anos. Eu nem sabia seu nome direito.

Meu único avô estava preso em uma casa para idosos, minha mãe não quis leva-lo para casa após ele ter um derrame e ficar preso em uma cadeira de rodas.

Eu não era muito apegada a ele, mas sentia pena. Pelo pouco que sabia, vovô não havia sido um bom homem no passado e agora, pagava pelas atitudes errôneas.

O caso é que toda ação, gera uma reação.

O pensamento me deixou com a boca amarga, Purple Lounge surgiu em minha cabeça de imediato, travando minha garganta com um nó.

Porra!

A cada minuto que se ia mais eu me sentia mal, queria que aquela noite nunca tivesse existido para não ficar com aquele peso nas costas.

—Se você quiser, depois que terminar de comer, posso te levar para passear pela fazenda. – a voz de Edward me livrou dos pensamentos agoniantes.

Ergui os olhos para ele, foi como se fincassem uma faca em mim. Engoli seco apenas concordando com a cabeça.

—O que foi? – se ajustou na cadeira, seus olhos estavam fixos em mim. —Ficou tão séria de repente... O que houve amor?

Respirando fundo, chacoalhei a cabeça em negação.

—Nada não. – disse tentando soar firme. —Só estava pensando se sua avó vai gostar de mim.

A desculpa saiu melhor do que eu queria, Edward rolou os olhos, se inclinou e beijou minha boca rapidamente.

—Minha avó vai amar você. – garantiu, isso me fez bem. —Ela é ótima, você vai ver.

Erguendo a mão livre passei os dedos por seus cabelos retirando alguns fios da testa.

—Onde foi com seu pai? – mudei de assunto antes de beijar seu queixo. Eu queria saber onde eles tinham ido.

—Ele me levou para ver o gado, ele sempre me leva quando venho aqui.

Deu de ombros esticando a mão e pegando uma uva roxa do cacho.

—Entendi. – soltei limpando minha boca com o guardanapo. —Seu pai produz gado de corte?

—Sim, ele vende para todo o pais. – contou parecendo bastante orgulhoso. —Agora está negociando com a Ásia e Europa, parece que está progredindo.

Eu sorri por saber disso, esperava que tudo desse certo para Carlisle. Respirando fundo, encarei Edward.

Minha língua pinicava, a pergunta que eu desejava fazer estava entalada em minha garganta.

—Edward... – chamei resolvendo questionar. Ele me olhou, os orbes eram carinhosos. —Posso te fazer uma pergunta?

—Claro.

—Promete não se zangar?

Ele riu concordando com a cabeça.

—Prometo. –

—Seus pais parecem ter uma boa condição de vida. – comecei meio receosa. —Eles têm uma bela casa, um negócio lucrativo.... Então, porque você trabalha em Los Angeles? – Edward me fitava atentamente, seus lábios estavam curvados em um biquinho fofo. —Quero dizer.... Medicina é um curso que exige muito da pessoa, você precisa estar focado e dedicado. – fiz uma breve pausa. —E você trabalha em uma oficina, parece cansativo...

Eu não me importava com aquilo, não mais. Porém precisava saber o porquê de ele se esforçar tanto.

—Eu entendo o que você quer dizer. – sorriu ao murmurar. —Meus pais pensam o mesmo que você, mas eu não me sinto bem em ser sustentado por eles. – passou a mão no cabelo desviando o olhar de mim rapidamente. —Tudo isso que você está vendo, é deles. Eles lutaram para ter, sei o quanto eles trabalharam por isso. Eu quero fazer o mesmo, quero me esforçar e conseguir tudo por mérito próprio. – voltou a me olhar. —Fora que ter independência é muito bom.

Eu senti meu peito inflar, se antes já me orgulhava dela, agora estava em êxtase. Segurei seu rosto com ambas as mãos para beijá-lo.

Perto dele eu me sentia tão inútil, tão superficial. Eu era uma filinha de papai, não fazia nada da vida a não ser estudar e gastar o dinheiro do meu pai, enquanto Edward, provava para todo o mundo, como ele era incrível.

—Você é maravilhoso. – sussurrei contornando sua boca com o indicador.

—Não, você é maravilhosa. – proferiu fazendo meu coração disparar. Merda, eu queria tanto falar que o amava. Tanto!

Mas eu me calei, talvez, aquela não fosse a hora certa.

Quando terminamos de tomar café, Edward me puxou para dentro de casa, dando-me um breve tour pela mansão.

Eu morri e fui para céu, vendo os cômodos mágicos daquele minicastelo.

Era tão grande, haviam seis quartos, sete banheiros, sala de ginástica, sala de mídia, biblioteca, sala de jogos, barzinho, adega e toneladas mais.

Foi difícil sair dos cômodos, a casa era perfeita. Se pudesse, me mudava para lá. E essa vontade só aumentou quando Edward me falou sobre o lago privado, estava calor e eu me vi mergulhando nele.

—Há um estábulo também! – contou enquanto descíamos o vão de escadas. —Posse te levar para cavalgar.

—Eu vou adorar.

—Depois do almoço, meninos! – a voz de Esme chamou nossa atenção, ela estava no hall de entrada, ao seu lado estava uma senhora. Sua versão mais velha.

Ela era alta, meio gordinha e incrivelmente bonita. Os cabelos ruivos eram cortados na altura dos ombros, o que só destacava sua pele branca.

—Vó! – Edward exclamou soltando minha mão para poder abraçar a senhora, qual eu ainda não sabia o nome.

Ela sorriu abertamente, os braços enlaçados na cintura de Edward exibiam as belas unhas feitas.

—Meu menino está de volta! – sua voz era muito agradável, o sotaque corria forte por ela. —Vai ficar até o natal?

Eles se afastaram e riram juntos.

—Quem dera se eu pudesse. – Edward disse beijando a testa da senhora, antes de voltar para mim.

—Mãe, essa é a namorada de Edward. – foi Esme quem me apresentou, seu braço passou por meus ombros. —Bella, minha mãe, Pearl!

Pearl.

O nome era agradável, delicado. Eu sorri para ela que se aproximou, estendeu sua mão e eu logo arqueei a minha.

—Como vai menina? – seus orbes verdes me estudavam, porém eu não me sentia incomodada.

—Muito bem e a senhora?

—Nada de senhora, apenas Pearl, ou melhor vovó Pearl. – ela realmente me encantou com aquilo. —Esme, você não fez jus a Bella quando disse que ela era linda! – ainda segurando minha mão, ela se virou para a filha. —Edward escolheu muito bem, está de parabéns!

Eu ri de suas palavras, sentia uma enorme vontade de abraça-la.

—Vovó, na verdade.... Foi Bella quem me escolheu! – Edward pronunciou parando ao meu lado, ergui meus olhos para os dele, meu sorriso favorito estava em seus lábios.

—Oh, parece que há alguém apaixonado aqui! – alegou rindo alto, Esme a acompanhara. —Bem-vinda a família, Bella! – ela enfim me abraçou e eu teria retribuído com mais intensidade, senão tivesse ouvido aquela palavra: Apaixonado.

Ela estava falando de Edward. Sim, só podia ser dele. Mas... Ele estava apaixonado por mim?

Meu coração pareceu sair de órbita e voltar, tamanha felicidade que eu sentia.

As coisas não podiam estar melhores. Realmente não podiam, a avó de Edward era um amor, ela parecia ter saltado de um dos filmes sensacionalistas de Hollywood caindo direto no Texas.

Esme, a cada minuto que eu passava ao seu lado, mais terna ficava. Carlisle também era supersimpático, mesmo sendo um pouco mais reservado que as duas.

O plano de ir cavalgar com Edward, fora adiado, afinal nós teríamos bastante tempo para isso. Ao invés de ir conhecer a fazenda, fiquei na cozinha ajudando Esme e Pearl.

Como toda energia seria gasta na preparação do jantar de ação de graças, nosso almoço seria algo mais simples e muito tradicional no Texas: Chilli.

Eu já havia comido algumas vezes e gostava do prato, mas segundo Esme, o Chilli de vovó Pearl, era o melhor do mundo!

Não duvidava, é claro. Vovó Pearl tinha cara de quem cozinhava super bem e eu estava doida de vontade para provar sua comida.

Minha missão ali, era cortar os pimentões e as cebolas. Estava muito divertido passar aquele tempo com elas, enquanto Carlisle e Edward haviam ido ao mercado comprar o que estava faltando para a ceia do jantar de mais a noite.

Esme preparara uma lista a eles e os despachara para a cidade.

—Ellen disse que vem para cá por volta das duas. – Esme falou olhando brevemente para a mãe, antes de voltar a prestar atenção nos feijões vermelhos. —Vai nos ajudar com o jantar.

—Oh, que ótimo! – Pearl exclamou de olhos fixos no abridor de lata. —Temos muita coisa para preparar.

Ela parecia animada, Esme também.

Sorri terminando de picar a última fatia da cebola. Aquilo era mais que um simples jantar, eu sabia que era.

—Mandei Carlisle comprar pão, quero fazer um pudim. – Pearl voltou a falar, sua atenção se direcionou para mim. —Já terminou de picar?

—Já sim. – concordei lhe estendendo a tigela de prata.

—Obrigada querida.

—Por nada. – limpei minhas mãos no pano de prato enquanto o cheiro de cebola frita invadia a cozinha.

—Sentindo falta de Los Angeles? – Esme me perguntou, sua voz era macia.

Soltando o ar pela boca, chacoalhei a cabeça.

—Nem um pouco. – ela e a mãe riram. —Aqui é ótimo, estou adorando!

—Pode vir para cá quando quiser! – Esme bateu a ponta do dedo indicador em meu nariz. —É muito bom tê-la conosco.

Eu sorri abertamente a ela, me sentia tão à vontade ali, tão em casa. Era como se eu já fizesse parte da família.

Ajudei Esme a pôr a mesa com uma felicidade estonteante. Deixar de sorrir era impossível e ficou ainda mais difícil, quando Edward retornou.

—Vovó trouxemos bastante pão, para que a senhora faça bastante pudim! – ele anunciou me abraçando por trás.

—Vou fazer, pode deixar. – confirmou terminando de arrumar a bandeja com o chilli. Havia nachos e queijo também —para servir como acompanhantes—, o cheiro estava ótimo.

O gosto ia além do que a palavra “divino” representava. Aquele realmente era o melhor Chilli do mundo.

—Pearl, você se superou hoje! – Carlisle comentou bebericando o vinho branco. —Está muito bom.

—Oh, obrigada Carl. – ela sorriu para o genro após limpar os lábios. —Mas eu devo assumir que não teria obtido tanto sucesso se não tivesse contado com a ajuda de Bella.

Eu quase engasguei com o vinho —esse que era um pouco mais doce que o de ontem—, quando ouvi as palavras de vovó.

Ela estava dando um pouco do seu mérito a mim! Isso foi tão fofo.

—Uh, Bella ajudou vocês? – Edward parecia impressionado, soltei um risinho.

—Eu só piquei as cebolas e os pimentões.... – comecei, arrumei a postura na cadeira, mesmo não admitindo, estava orgulhosa.

—Ela é uma ótima ajudante!

Dessa vez, foi Esme quem proferira fazendo minha satisfação aumentar.

—Sim, é mesmo! – vovó concordou. —Aliás, Edward, espero que não se importe pois nós vamos roubá-la de você hoje à tarde.

Ele riu com a fala de Pearl, eu e Carlisle o acompanhamos.

—Hm, com certeza eu vou me importar vovó.

Brincou me fazendo rir novamente. Nosso almoço foi bastante animado, nele eu tive a oportunidade de conversar mais com Carlisle.

Ele ficou realmente interessado na minha faculdade, pela primeira vez, eu gostei de falar sobre meu curso. Me senti orgulhosa, ainda mais depois de receber seus elogios.

Terminamos de comer deixando duas garrafas de tequila vazias, se tinha uma coisa de que eles gostavam, era de beber. Isso me surpreendeu, assim como a animação que veio a seguir.

Carlisle e Edward ligaram o sistema de som da casa e uma música animada começou a tocar. Se eu não estava enganada, era Blake Shelton quem estava cantando.

Como vovó Pearl tinha dito, ela me levou para a cozinha alegando que precisava de uma ajudante enquanto Esme colocava os pratos na máquina de lavar.

Minha tarefa foi fácil, descascar os pedaços de abóbora para a torta com carne seca e depois, tirar as cascas das fatias de pão.

Assim que Esme terminou de colocar os pratos na máquina, sua irmã chegou. Elas eram muito parecidas, Ellen era a mais velha das três irmãs, tinha os cabelos curtos, bem curtos. O tom caramelo arruivado era bonito e ficava bem elegante com sua pele clara.

Os olhos eram de um âmbar intenso, receptivos e ternos.

—Pobrezinha, mal entrou na família e foi puxada para a cozinha. – Ellen brincou vestindo as luvas de culinária. —Esme, vai acabar afugentando a menina. – de frente para mim, me lançou uma piscadela deixando claro que estava brincando.

—Bella não é como você Ellen. – Pearl afirmou arrancando um risinho da filha mais velha.

Esme parou ao meu lado, seu braço passou por meus ombros e ela me olhou.

—Se quiser ir ficar com Edward, está tudo bem...

—Imagine, eu quero ajudar. – meu tom saiu tão sincero quanto eu queria.

—Tem certeza que não se incomoda? – ela estava realmente preocupada, lhe abri um sorriso e estava pronta para lhe responder, quando braços fortes abraçaram minha cintura.

De imediato eu reconheci aquele corpo e aquele calor gostoso.

Edward.

—Eu me incomodo. – proferiu antes de beijar meu pescoço e se afastar. —Estou brincando! – arqueou as mãos quando recebeu os olhares feios das três mulheres na cozinha.

Ele estava deliciosamente vestido com um short jeans verde agua, sem camisa e descalço.

—Brady foi para a casa da Julie? – Edward indagou pegando um dos vários morangos que estava na bandeja sobre a mesa.

—Foi domingo. – Ellen pareceu meio desapontada. —Você conhece seu primo, Brady não fica sem ela. – ela bufou fazendo Edward rir.

—Deixe ele, já lhe disse, é melhor estar com Julie e família dela, do que aprontando com aqueles garotos. – Pearl se intrometeu secando a panela de vidro com um pano.

—Mamãe está certa. – Esme se pronunciou fazendo Ellen suspirar.

—Eu sei, eu sei. – soltou baixo. —Acho que eu deveria ter tido mais filhos, talvez assim eu não seria tão grudenta com Brady.

—Isso não resolve nada. Quando Edward está aqui e Alice não, eu ainda me sinto incompleta e...

—Poxa mãe! – Edward exclamou interrompendo Esme. —Magoou viu.

Eu ri da carinha que ele fez, se pudesse já estava pendurada no pescoço dele e mordendo aquele biquinho fofo.

—Você não me deixou terminar, filho! – alegou indo até ele. —Quando Alice está aqui e você não, eu me sinto incompleta do mesmo jeito!

Ele se fez de difícil, mas abriu um sorriso assim que recebeu um beijo da mãe. Eu fiquei encantada de ver o amor que ela demonstrava, sempre carinhosa, atenciosa, preocupada. Bem diferente da minha mãe.

Alice chegou por volta das quatro da tarde, acompanhada por um armário com pernas. Emmet, seu simpático namorado com um bom humor impressionante.

Ele era realmente grande, alto, forte e lindo.

Eu já havia constatado isso quando o vi pelo notebook, porém pessoalmente, Emmet era ainda mais belo. Nada que se comparasse com meu mecânico gostoso, claro!

Ao contrário do que eu esperava, Alice logo colocou a mão na massa, ajudando na preparação das comidas. Em hipótese alguma, eu esperava que ela soubesse cozinhar.

Estava me sentindo uma inútil.

—O peru está no forno de baixo. – Ellen disse fechando a porta de vidro do forno elétrico. —As tortas no de cima. – completou esticando o corpo, parecia cansada e eu entendia.

Elas eram agitadas na cozinha, pareciam mini furacões gastronômicos.

—Já coloquei as sobremesas na geladeira, só falta o purê de abobrinha. – Esme soltou o ar pela boca, as mãos puxaram o cabelo para prendê-lo em um coque frouxo. —Acho que terminamos meninas! – ela anunciou animada, eu sorri o dia havia sido realmente divertido.

Nem de longe eu imaginava que seria tão bom assim ficar com eles. Nem de longe.

—Bom, vou ir em casa me arrumar então, antes que mamãe invente de fazer algo mais. – Ellen retirou as luvas plásticas descartando-as no lixo.

—Eu ouvi isso! – Pearl exclamou entrando na cozinha com Alice, essa que segurava animadamente o pequeno aquário de Nemo. —Mas já pode ir, só não se atrase para o jantar.

—Pode deixar. – Ellen afirmou indo até a mãe e beijando carinhosamente seu rosto, ela repetiu isso em cada uma de nós antes de sair da cozinha.

—E então Bella, nossa família já assustou você? – Alice sentou ao meu lado, ela ria e eu podia perceber a brincadeira de sua parte.

—Nem um pouco. Seus pais, sua avó, sua tia... Todos são adoráveis.

Seu sorriso aumentou com minhas palavras.

—É eles são ótimos. – voltou seus olhos para o peixinho que nadava com rapidez pela água límpida. —Edward está muito contente, tenho certeza que o motivo é você.

Foi minha vez de sorrir.

—Espero que seja. – soltei com um suspiro.

—Você é especial para ele. – voltou a me olhar arrumando o corpo na cadeira. —Ele não traz uma garota aqui desde o colegial. – saber disso me alegrou. Muito. —Acho que o meu irmãozinho está apaixonado.

Sua voz doce cantarolou a última palavra. Maneei a cabeça sentindo meu coração saltar dentro de mim.

Diante do meu silencio, Alice apenas sorriu, saltando do banquinho e puxando pela mão.

—Vamos lá para fora, aposto que estão tomando tequila!

E eles realmente estavam bebendo. Em uma roda na grande área, banhados pelo belo pôr do sol, era difícil saber quem falava mais alto.

Carlisle e Rupert, o marido de Ellen, estavam meio “altos” e mesmo assim, não deixavam de levantar mais copos com doses de bebida.

Esme, a mãe e a irmã, também estavam tomando a bebida amarela. Elas estavam sentadas no banco de madeira suspenso, entrosadas em uma conversa que rendia risos altos.

Do lado oposto a elas, sentado no chão, estava Edward. Ele sorriu quando me viu e esticou o braço me chamando para sentar ao seu lado.

Eu me acolhi no meio de seus braços que me rodearam com carinho, suspirei fundo recebendo seu beijo no alto da cabeça.

—Cansada? – ele me indagou baixo.

—Não muito. – respondi após bocejar. Rocei o nariz em seu peito, sendo embriagada por seu perfume inebriante.

Merda, como eu queria poder ter ele agora.

—Porque não sobe, toma um banho e descansa um pouco antes do jantar? – ergui a cabeça para olhá-lo, seus dedos afagavam meu rosto com carinho.

—Você me acompanha no banho? – perguntei mais baixo, os olhos de Edward brilharam perigosamente.

Ele abriu um sorriso torto —safado—.

—Bem que eu queria, mas tenho que ajudar a arrumar aqui fora. – fiz um biquinho com suas palavras.

Eu aposto que se ele subisse comigo, seus pais nem notariam, visto que estavam entrosados e ocupados demais.

—Mais tarde se você quiser. – ele começou colando a boca na minha orelha. —Posso te mostrar o banheiro do meu quarto.

Meu corpo se arrepiou com suas palavras, ele afastou o rosto do meu e deixou um rápido beijo em minha boca, antes de atender ao chamado pai.

Eles iam arrumar o jardim, ou coisa do tipo. Eu teria entendido melhor se não houvesse caído no mar de pensamentos eróticos que domou minha cabeça.

Eu ia amar conhecer o banheiro do seu quarto. De madrugada. Escondido. Proibido.

Porque mesmo que o proibido é o mais gostoso? Eu ainda não tinha descoberto, mas continuaria na busca de uma resposta.

Mordendo os lábios, eu me olhei no espelho. Meu vestido longo de renda branca, era frente única. O decote frontal era discreto, visto que minhas costas estavam nuas.

Ele era bonito, estava passado e me deixava com um belo corpo.

A sandália nude, apesar de ficar escondida, alongava minhas pernas.

Parada em frente ao espelho, eu notei que nem lembrava a marca das peças que estava usando. Mas também, que importância tinha isso?

Maneando a cabeça, coloquei meu cabelo no lugar. Ele estava com ondas perfeitas, brilhoso e macio, como eu gostava.

Minha maquiagem era leve, nada muito chamativo. A única coisa chamativa em mim naquela noite —além do meu enorme sorriso—, era a pulseira que Edward me dera.

Com duas batidas na porta, Alice anunciou sua chegada. Ela estava deslumbrante em um vestido florido coral.

Ele era de alcinhas, justo nos seios e seguia solto até o chão. Seus cabelos estavam presos em uma trança solta, despojada e mesmo assim elegante.

Nós descemos juntas pela grande casa que estava vazia. Segundo Alice, todo o pessoal estava reunido no jardim.

Assim que atravessei as portas francesas da cozinha, eu vi a bela tenda branca armada no grande gramado.

Abaixo dela, estava uma mesa de madeira comprida, assim como os dois bancos. Sobre ela, estava uma bela toalha de mesa amarela, uma louça de porcelana que parecia valer milhões e toda a comida que nós preparamos durante o dia.

As lamparinas japonesas estavam espalhadas, iluminando com a ajuda da lua, as pessoas a minha frente.

Soltei um suspiro profundo, quase não conseguia conter a felicidade.

Era a primeira vez que eu passava o dia de ação de graças com uma família de verdade, e o melhor de tudo, era a primeira vez que eu passava o dia de ação de graças com a pessoa que eu amava.

Notas finais
Família animada de cachaceira totalmente inspirada nos meus gaúchos preferidos *---* hehe Boooom, fic tá acabandoo :( E vocês devem imaginar que em breve, as coisas vão começar a ficar.... complicadas! e.e Eu amo final de fanfic! haha Enfim, por ultimo só quero avisar que meu próximo Edward virá para apagar o fogo de vocês! #Bombeiroo *---* :3 hahaha Nos vemos lindaaas :D Se cuidem ;) Beijõõões da Nick :*