Última Dose de Felicidade

12 Disloyal Order Of Water Buffaloes


Notas iniciais
link da música: http://www.vagalume.com.br/fall-out-boy/disloyal-order-of-water-buffaloes.html boa leitura :)

Acordei com o toque do celular. Atendi rapidamente quando vi que era Emma.

– BOM DIA! Pode ir contando tudo sobre o jogo! Se bem que eu andei ouvindo uns boatos de que vocês ganharam... – disse ela com a maior animação do mundo. Bom, eu acabei de ser acordada, então seria meio difícil estar no mesmo ritmo do dela.

– Bom dia, Em! Pera, como assim você já tá sabendo? Quem te contou?

– Não vou falar, é segredo.

– Como assim? Não tô gostando dessa ideia de você esconder seus segredos de mim! – brinquei.

– Nossa, dramática, não precisa tudo isso – ela disse rindo. Foi a Jessie.

Passei aproximadamente 15 minutos contando sobre os detalhes do jogo pra Emma, que ouviu atentamente. Quando terminei, ela me perguntou:

– E o time do Ben, também ganhou o jogo?

– Sim. Falando nele, nós brigamos de novo.

– De novo, Han? — ela suspirou.

– Sim, de novo.

– O que foi dessa vez?

– Bom, nós estávamos na pizzaria para comemorar a vitória do time de vôlei, quando um garçom derrubou suco acidentalmente nele, ele ficou todo exaltado e quando eu estava tentando levar ele embora ele me empurrou com toda a força e eu caí no chão.

– QUE? COMO ASSIM?? ELE TE AGREDIU?!

– Sim, Emma, o Ben me agrediu.

– E você revidou, né?

– Claro que não, Emma! Você sabe que eu odeio brigas.

– Então o que foi que você fez? Sério que você não deu nem um tapa na cara dele?

– Não, eu simplesmente me levantei, entrei no carro e fui embora.

– Mas ele não fez nada? Nem te ajudou a levantar?

– Ele quis me ajudar, mas eu recusei, afinal, eu posso não gostar de brigas, mas eu ainda tenho meu orgulho.

– Eu não acredito que aquele cretino foi capaz de fazer isso contigo. — Emma disse entredentes.

– Pois é, Em, nem eu.

– Você tá se sentindo muito mal por isso? Tem algo que eu possa fazer pra levantar seu astral?

– Hahaha, tá tudo bem Emma. Mas falando em se sentir mal, me conta aquela história dos cortes? Por favorzinho?

O telefone ficou mudo e eu achei que Emma tinha desmaiado ou sei lá o que, até que ela disse:

– Você não vai esquecer essa história, né? Que tal se eu jurasse que não vou fazer de novo?

– Então jura.

– Juro.

– Jura direito, Emma!

– Ai, tá bom. “Juro juradinho com o coração e o dedinho” – ela disse. Essa era nossa frase de juramento, e se parece coisa de criança é porque criamos quando tínhamos 4 ou 5 anos.

– Tudo bem então.

– Vou ter que desligar agora, Han. Te ligo qualquer hora, ok? E qualquer coisa você me liga também, pra me manter atualizada.

– Ok. Beijos, Em.

– Beijos.

***

Lá pelas sete e meia da noite ouvi a campainha tocar, eram meus avós maternos. Desci para cumprimentá-los e acabei ficando por lá mesmo, pois depois deles minha tia Mary, que eu não via há um tempo, chegou também, com seu marido, sua filha e seu filho.

Depois, foram chegando minha tia Cassey, Ed, irmão de Louis, Lauren e Jessie.

– Trouxe uma torta de limão! Boatos de que é a sua favorita, Han – disse Jessie, mostrando o enorme refratário que trouxera.

– Ainda bem que você trouxe essa torta, se não eu não deixaria você entrar – brinquei.

– Essa torta é fabulosa! Eu nem gosto de torta de limão, mas não tem como recusar a que você faz, Jessie – elogiou Lauren.

Levei a torta para a cozinha e voltei à sala. Depois ainda chegaram minha tia-avó Pepper, a irmã de Louis, Harper, e seu filho Edward e outro irmão de Louis, Kelvin.

Ficamos na sala conversando, e quando minha mãe e Louis apareceram pra nos avisar que o jantar iria começar a ser servido, foram cercados pelos convidados congratulando-os pelas bodas de seda.

Depois que todos já haviam parabenizado o casal, seguimos para a sala de jantar e nos acomodamos na mesa, que estava servida com bruschettas de vários sabores como entrada, e foi quando eu percebi que esse jantar seria italiano. Louis é um cozinheiro muito bom e conhece receitas de vários países, mas suas favoritas são as italianas, e, eu não posso reclamar disso, já que amo comida italiana também.

Assim que comemos a entrada, Louis e mamãe trouxeram a salada. Era uma salada que tinha tomate, mussarela de búfala e manjericão, bem temperada com azeite, sal e pimenta do reino, mais conhecida como Salada Caprese, disse Louis. Meu irmão e minha prima Carol começaram a reclamar dizendo que não gostavam de salada e isso e aquilo, mas acabaram comendo a mussarela, enquanto o prato principal não chegava.

E o tão esperado – não só pelas crianças que não gostavam de salada — prato principal chegou: conchigliones de queijo, linguine de camarão em molho de tomate e fusili com molho rústico de tomates. Tudo com muita massa; tudo muito italiano; e tudo, aparentemente, muito delicioso! Escolhi me servir do fusili e me parabenizei pela ótima escolha que fiz.

Para acompanhar o prato, os adultos estavam bebendo um vinho tinto escolhido pelo meu avô e as crianças, Lauren, Jessie e eu, que ainda não tínhamos idade para beber bebidas alcoólicas, estávamos bebendo suco integral de uva.

Fizemos a refeição conversando alegremente, embora no meu íntimo eu torcesse para que nenhuma das minhas várias tias presentes fizesse a pergunta “e os namoradinhos?” para mim, já que não queria lembrar de Ben e de um dos piores momentos da minha vida, mesmo que, ao pensar em não querer lembrar dele, eu já estava lembrando dele. Apesar da alta probabilidade do assunto entrar em pauta, isso não foi mencionado nenhuma vez durante a noite, o que foi um alívio para mim.

Quando eu me vi farta de toda aquela massa, Louis apareceu com a sobremesa.

– PANNA COTTA! – ele anunciou a sobremesa e, mesmo assim, eu fiquei sem saber o que era até ver que era um tipo de pudim italiano. – ZUCCOTTO! – e mais uma vez eu não entendi, mas essa parecia ser uma torta extremamente deliciosa, e calórica também – E PALHA ITALIANA! – bom, essa sobremesa eu conhecia, já que Louis sempre a fazia.

Comemos as sobremesas – deliciosas — e continuamos a conversa à mesa, quando tia Mary me perguntou se eu ainda jogava vôlei.

– Jogo sim! Lauren e Jessie jogam comigo. Estamos indo super bem no campeonato e, já que estão todos aqui, gostaria de convidá-los para assistirem o próximo jogo, a semi-final, na sexta-feira.

– Oh, parabéns, querida! Eu certamente estarei lá, se esse velho aqui não se negar a me levar. – disse minha avó.

– Mas é claro que eu vou te levar para assistir o jogo da minha neta querida! Eu não perderia isso por nada no mundo!

– A não ser que sua artrite ataque, né?! – retrucou minha avó, fazendo todos na mesa rirem. Esses dois vivem se alfinetando, mas eles se amam com toda a certeza desse mundo!

Aos poucos todos foram confirmando presença na semi-final do jogo e meu tio Carl, marido de minha tia Mary, brincou, dizendo que era melhor nós fazermos um bom jogo, ou ele nos faria implorar por perdão por tê-lo feito trocar “a sexta-feira do poker” pelo meu jogo de vôlei. Lauren prometeu que seria o melhor jogo de vôlei que ele veria na vida dele.

– Então estaremos lá, se estivermos todos vivos, é claro – respondeu meu “tio” Ed. Vendo que todos haviam ficado meio tensos, acrescentou rapidamente com uma risadinha sem graça: — É brincadeira, gente.

Louis, vendo que ainda haviam resquícios de tensão à mesa, se levantou segurando uma taça e disse:

– Então, que tal se fizéssemos um brinde? Ao time de vôlei De La Salle! – disse, erguendo a taça, sendo acompanhado por todos à mesa.

Notas finais
Espero que tenham gostado! Lembrando que comentários são sempre bem vindos :) Enfim, beijos, até quarta!