Notas iniciais
Desculpem não ter postado ontem, probleminhas técnicos kk link da música: http://www.vagalume.com.br/lana-del-rey/born-to-die.html boa leitura!

– Que foi que aconteceu aqui? — perguntou Ben esperando alguma explicação, assim que Ivy e Mandy foram embora

– Não é da sua conta — retruquei e saí andando em direção ao carro.

– Como assim não é da minha conta? Eu separei a briga, eu tenho direito de saber por que ela começou — ele respondeu, entrando na minha frente.

– Começou porque aquela ridícula não sabe cuidar apenas da vida dela. E você está aprendendo bem com ela.

Desviei-me de Ben e entrei no carro de Lauren. As duas estavam paradas no meio do estacionamento feito dois postes de eletricidade e quando se deram conta do ocorrido foram para o carro junto a mim. Jessie e Lauren perceberam que ficar ali era a última coisa que eu queria e logo Lauren ligou o carro e começou a dirigir, aparentemente sem rumo.

– Aquela... Argh! Ela acabou com o nosso dia! – Jessie explodiu.

– Esquece ela – disse Lauren tentando fazer Jessie se acalmar.

– Não da pra esquecer com esse arranhão na minha bochecha. E se ficar cicatriz?

– Não vai ficar, relaxa – ela examinou o arranhão mais de perto por uns segundos.

– Afinal, para onde estamos indo? – perguntei, pois ninguém parecia saber onde estávamos, muito menos onde iríamos parar.

– Não tenho a mínima ideia. Só sei que todo esse esforço pra tentar quebrar a cara daquela vadia me deixou com fome. Por que nós não vamos à Subway? – sugeriu Lauren.

– Por favor, Lauren, eu não estou com a mínima vontade de a lugar algum. Quero ir para casa, para meu quarto, de onde eu nem deveria ter saído hoje.

– Han, sério que você vai deixar isso te abalar? – Jessie virou-se para mim e segurou minha mão. – Você é muito mais forte do que as críticas da Ivy.

Respirei fundo e olhei para o céu, que hoje estava nublado. Combinava perfeitamente com os meus sentimentos. Jessie apertou minha mão. Eu não era forte como ela disse, nunca fui, mas dessa vez eu precisava ser, tanto por elas, quanto para mostrar a Ivy e Ben.

– Tudo bem, vamos à Subway. – disse, sorrindo para Jessie, que em retribuição beijou minha mão.

Lauren ligou o GPS, localizou uma rota para a Subway mais próxima e partimos. A Subway estava parcialmente lotada de clientes e nós tivemos que esperar alguns minutos na fila para fazermos nossos pedidos. Quando finalmente chegou nossa vez, eu pedi um lanche quente de 15 centímetros no pão de 9 grãos com peito de peru e presunto, queijo suiço, picles, pepino, regado com molho de mostarda e mel e azeite de oliva, um cookie de cheesecake de framboesa e um suco de pêssego. Eu estava pagando meu lanche quando ouvi um gritinho de surpresa e o som de um beijo ao meu lado; olhei e vi David abraçando Jessie por trás e beijando sua bochecha.

Logo depois de cumprimentar Jessie, David veio me cumprimentar e em seguida Lauren, que parecia não fazer questão nenhuma de cumprimentar David.

Depois que David olhou bem para Jessie, agora de frente para ele, ele viu o arranhão em sua bochecha e quis saber o havia acontecido. Jessie contou para ele que nós tínhamos nos envolvido numa briga com Ivy e ele ficou perplexo.

– Por que vocês não prestaram queixa? – perguntou ele.

– Aonde isso ia se encaixar? Ela estava dizendo a verdade – respondeu Jessie.

– E estava agredindo verbalmente a Hanna.

– Provavelmente ela vai prestar queixa – eu disse. – Mas não para a polícia. Para o pai dela.

– Se tivermos sorte sim – comentou Jessie.

Quando Lauren pegou seu lanche, nós saímos do balcão à procura de uma mesa para podermos nos sentar e David sugeriu que nos sentássemos ao lado da que ele e seus amigos estavam sentados. Sentei-me ao lado de Lauren enquanto Jessie sentou-se sozinha do outro lado da mesa – pelo menos por alguns instantes. Logo David estava na nossa mesa, carregando sua bandeja, perguntando se poderia se sentar conosco. Jessie assentiu e ele se sentou. No mesmo instante Lauren pegou o seu lanche e anunciou:

– Estarei no carro esperando por vocês.

Eu olhei para Jessie e seu semblante já não era, nem de perto, o daquela garota que fora à minha casa hoje de manhã me arrastar para ir às compras. Ela soltou um suspiro de profundo desagrado, e pareceu ficar pensativa alguns instantes, até que disse:

– David, eu preciso conversar com você.

– Pode falar, amor.

Entendi a deixa e me levantei, pegando meu lanche e dizendo que iria ver como Lauren estava. Quando eu estava me dirigindo para a saída ouvi, ao fundo, como se todos tivessem parado de falar especialmente para que eu pudesse ouvir a voz de Jessie:

– David, eu preciso de um tempo.

Cheguei ao carro de Lauren e ela estava lá, comendo seu lanche ao som de um jazz. Entrei no carro e sentei-me no banco do passageiro.

– Oi – eu disse.

– O que você está fazendo aqui? Você deveria estar lá – ela apontou para a lanchonete – comendo seu lanche na companhia de Jessie e do David – ela falou com desdém o nome desse último.

– Preferi vir aqui com você.

– Hm. Só isso? Achei que você gostasse daquele cara.

– Mas eu gosto bem mais de você. Você é uma das minhas melhores amigas, ele é apenas um conhecido.

– A Jessie também é uma das suas melhores amigas, você poderia ter ficado lá com ela.

– Poderia, mas não quis te deixar aqui sozinha, Lauren – eu estava começando a ficar com raiva dessa implicância ou sei lá o que da Lauren.

– Tudo bem. Desculpe.

Nós comemos nosso lanche em silêncio. O único som era o jazz que vinha do rádio. Lauren tinha um gosto bem refinado para música, mas ao mesmo tempo era bem eclética. Isso era uma das coisas nela com a qual eu vivia me impressionando.

– Nada vai me fazer gostar desse cara.

– Você não vai precisar mais. Não por enquanto.

– Como assim?

– A Jessie. Ela pediu um tempo pra ele.

Notas finais
Até o próximo capítulo (: