Última Chance
8 Capítulo 8: Baile de Máscaras - Parte 2.
Notas iniciais
Roland e Vanessa entram no baile de braços dados e são reconhecidos de imediato pelas pessoas que se encontravam perto da porta. Antes mesmo deles casarem já eram conhecidos onde moram na cidade de Atlanta no estado da Geórgia e até mesmo no país todo pois Roland tornou-se um escritor americano consagrado, tendo inclusive alcançado boas vendas em outros países e Vanessa tornou-se uma dançarina clássica e contemporânea bem vista em todo o país, já tendo viajado para alguns outros países. Algumas pessoas cumprimentam eles com um aceno de cabeça, e eles retribuem enquanto entram no salão observando todo o ambiente. Um garçom passa oferecendo champagne e Vanessa pega uma taça e agradece, o garçom oferece novamente para Roland mas ele nega com a cabeça e agradece. Eles vão andando enquanto cumprimentam algumas pessoas e chegam no local onde tem o banquete e a pista de dança e logo Vanessa começa a balançar a cabeça ao ritmo da música, um homem acena para ela e ela acena de volta com a mão, balançando os dedos.
— Quem é? – Pergunta Roland.
— Um admirador meu.
— Ah, legal. – Diz achando graça.
Um grupinho de mulheres olha na direção deles enquanto comentam entre si e riem animadas.
— Olha amor, suas fãs. Olha como ficam assanhadas. – Sussurra no ouvido dele enquanto sorri falsamente na direção delas.
— Fãs?
— É claro Roland, até parece que você não sabe. O clubinho das suas leitoras apaixonadas.
— Ahm? — Pergunta rindo.
— Quando eu vou ao mercado ou ao salão sempre passo perto daquela sorveteria do outro bairro, sabe? Ai quase sempre vejo elas sentadas em volta da mesa com livros e a maioria são os seus... E uma vez entrei para tomar um sorvete e enquanto esperava no caixa escutei elas comentando sobre você, falando que você era maravilhoso e todas aquelas coisas. E sempre que eu passo elas olham e depois na certa ficam de burburinho entre si.
— Mas elas sabem que você é minha esposa...
— Claro, é óbvio que elas falaram aquilo de propósito. Elas sabem quem eu sou.
Eles continuam andando mais um pouco e encontram os pais do Roland conversando com os pais do Dimitri e mais dois homens, todos bem vestidos com máscaras personalizadas.
— Boa noite, pessoal. — Os dois dizem atraindo a atenção deles.
— Roland! Vanessa! — Diz a mãe do Dimitri animada e surpresa com a presença deles. Eles se abraçam e trocam cumprimentos.
— Meus filhos, que bom ver vocês! — Diz o pai do Roland abraçando o filho e dando beijinhos nas mãos da Vanessa, ele sempre adorou ela. Ela sorri e abraça carinhosamente ele.
— Filho. — Diz a mãe do Roland abraçando o filho apertado. — Olá Vanessa, tudo bem? — Completa de forma séria abraçando de leve a Vanessa, ela nunca gostou muito da nora. Roland olha de cara feia para ela mas Vanessa aperta o braço dele e sorri tranquilamente para a mãe dele.
— Que bom que vocês vieram... O pessoal todo gosta muito de vocês, e nós também e o Dimi claro, vocês são o casal de ouro pra ele. — Comenta a mãe do Dimitri arrancando sorriso dos dois que se olham rapidamente envergonhados.
— Afinal, cadê ele? Ele é meu pé de valsa, sempre. — Diz Vanessa fazendo eles rirem enquanto automaticamente eles começam a varrer com os olhos o salão atrás do Dimitri.
— Eu acho que ele ainda não chegou... — Diz um homem bem-apessoado, que estava conversando com o pessoal antes deles chegarem, com uma máscara preta apenas de um lado do rosto. — A propósito, você não é a Vanessa Slaghoople? — Pergunta com um copo de bebida na mão apontando pra Vanessa atraindo a atenção de todos.
— Sim, sou eu. Ou era, não sei. — Responde sorrindo apertando a mão dele. — Atualmente sou Vanessa Oldenburg. — Comenta apontando na direção do marido que sorri confirmando com a cabeça na direção do homem.
— Prazer, sou John Cutkier.
— Nossa! John Cutkier! Já vi um dos seus espetáculos de dança, amei. — Relembra animada reconhecendo o famoso ex-dançarino clássico.
— É um prazer ouvir isso, Vanessa. E eu já assisti vários espetáculos seu, sou um fã literalmente. Preciso dizer que fiquei triste quando você parou de dançar, mas eu entendo pois todo dançarino um dia para. — Diz olhando para todos que escutam atentamente. Vanessa sorri e faz que sim com a cabeça.
— E você já viu aquele em que ela tropeça no palco e fica rindo igual a uma louca fazendo a plateia rir junto e aplaudir? — Diz um homem se aproximando deles com uma mulher vestida de rosa, é Dimitri e a irmã. Vanessa começa a rir com o comentário fazendo todos rirem e eles se cumprimentam.
— Hoje eu estou rindo mas no dia eu fiquei rindo de nervoso mesmo.
— Filho, você pode me acompanhar? Quero que você reveja uma pessoa. — Interrompe a mãe do Roland puxando ele. Ele puxa o braço da Vanessa para ir junto com ele mas ela resiste, então ele olha para ela que faz sinal com a mão para ele ir e sorri. Ele vai relutante mas aceita, pois sabe que Vanessa prefere deixá-los sozinhos afinal elas nunca foram toleráveis uma com a outra.
Vanessa pede licença e vai até a mesa de frios para comer alguma coisa e enquanto come observa o marido com a mãe conversando com uma mulher de cabelo loiro com um vestido prateado longo, e na mesma hora sabe que trata-se da ex-namorada dele na verdade quase a primeira. Mas ela não olha muito e pega outra bebida, dessa vez um dry martini e segue andando pelo salão cumprimentando algumas pessoas.
— Nessa! — Escuta alguém chamar, uma voz doce, é sua melhor amiga Sasha que vem correndo abraçar ela. Elas se abraçam apertado e Sasha beija a bochecha dela repetidas vezes fazendo Vanessa sorrir docemente, sempre encantada com a amiga.
— Mi amor. — Ela diz com o sotaque igual ao da amiga e beija a bochecha dela retribuindo. — Você está maravilhosa, que saudades amiga! — Disse emocionada com a voz cheia de saudade. Fazia mais ou menos dois meses que Sasha tinha viajado para passar um tempo na casa dos pais.
— Ai que saudade louca, amiga. E você que está esplêndida, maravilhosa como sempre. — Diz alegre fazendo a amiga dá uma voltinha mostrando o visual. — Você está muito sensual com essa máscara. — Sussurra no ouvido da amiga fazendo ela sorrir maliciosamente brincando. — Mas como você está? Tudo bem? E o Roland? — Pergunta séria, referindo-se ao ocorrido meses atrás, a perda do bebê.
— Sim... Mas agora acho que as coisas vão melhorar. Você sabe, nós estávamos em pé de guerra mas parece que estamos conseguindo mudar a situação. — Diz sorrindo fazendo a amiga sorrir e bater palmas. Vanessa sempre confidenciou tudo para Sasha, elas são uma espécie de irmãs e ambas sabem tudo sobre a outra.
— Ai amiga, que bom! Mas eu quero saber de tudo, todos os detalhes porque preciso ter certeza que você está bem.
— Claro, sempre te contei e te contarei tudo. Vamos marcar aquela nossa praia para bater papo e colocar os segredos em dia, porque quero saber também como foi suas férias lá e se arranjou algum amor de verão... Duvido que não tenha encontrado algum paquera. — E elas riem curtindo a piada particular.
— Sashita. — Roland se aproxima colocando a mão na cintura da esposa.
— Mas olha só como está esse homem! Todo abusado nesse smoking, parece até importante. Muito lindo em amiga. — Diz abraçando ele enquanto Vanessa confirma com a cabeça satisfeita.
Eles ficam conversando um pouco e Sasha pede licença para ir cumprimentar os pais do Dimitri.
— Licença. Roland, quer dançar comigo? Você sempre foi um ótimo dançarino, por favor. — É a ex-namorada dele que se aproximou deles e já está tocando no braço dele, assustando os dois.
— Vai filho, não seja deselegante. — É a mãe do Roland que se aproxima com um sorriso provocativo na direção deles, querendo provocar diretamente a Vanessa como sempre faz.
Eles ficam se olhando em uma situação um pouco constrangedora. A Vanessa sempre foi muito fria em relação a essas situações, sempre se manteve na dela sem expressar nenhum sentimento ou reação específica. Afinal ela é casada com Roland a tanto tempo que já conviveu e convive muito com o afronto e as indelicadezas da sogra, sempre fazendo questão de omitir e ignorar ela.
— Ah, vamos Roland, deixe disso... Tenho certeza que parceiro para fazer companhia a sua esposa não vai faltar. Sozinha ela não fica, não é? — Diz a Suzan, mãe do Roland, encarando a nora sorrindo falsamente.
— A senhora está insinuando alguma coisa? Porque se tiver algo para falar, acho mais elegante falar diretamente para mim. Eu simplesmente não devo nada a ninguém muito menos a senhora, mesmo sendo mãe do meu marido... E eu não sou obrigada a tolerar isso e não vou, seja a senhora quem for. Licença. — Vanessa olha pra sogra mas decide não falar mais nada, observa a cara de surpresa dela e do Roland, então simplesmente tira a mão dele da cintura dela e sai. Roland então segura a mão dela.
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