Última Chance
12 Capítulo 12: Mais uma chance.
Notas iniciais
Durante a semana eles acertam todos os detalhes da viagem, decidem ir para uma tranquila cidade costeira na França, então compram algumas coisas que precisam levar, as passagens, acertam o hotel e finalmente o dia da viagem chega e eles se dirigem ao aeroporto bem cedo pela manhã. O voo deles estava marcado para 10 horas da manhã e duraria algumas horas. Eles chegam ao aeroporto por volta de 9 horas e depois de fazer o check-in e embarcarem as malas, eles ficam passeando por ali até serem chamados para o embarque.
— Estou ansiosa para conhecer a cidade, pelo visto ela é muito bem avaliada.
— Eu também, parece bem aconchegante. — Sorri para ela.
E eles ficam ali conversando e observando as coisas até que são chamados para o embarque e seguem em direção ao avião. Se acomodam nas poltronas e passam as longas horas de voo conversando, dormindo ou lendo livro. Após algumas horas eles chegam na França e alugam um carro para os cinco dias que irão ficar lá e pegam a estrada indo para a tranquila cidade costeira que só tem acesso atrás de estrada ou de barco, eles preferem a estrada. Após mais ou menos duas horas eles chegam na cidade, e antes de irem para o hotel preferem parar em um bar/restaurante perto da praia para almoçar pois estavam famintos.
— Muito lindo aqui, Roland. Nossa, estou deslumbrada, essa brisa do mar agradável.
— Sim, Nessa. Faz o nosso estilo. — E se estica para o lado dando um beijinho doce no pé da orelha dela.
Eles almoçam uma sala de frutos do mar acompanhada de vinho branco e pedem de sobremesa a especialidade da casa: Paris Brest, que é um doce feito com uma massa recheada de um creme de amêndoas e decorado com amêndoas pralinées.
Logo após a refeição eles seguem para o hotel e passam o resto da tarde dormindo para estarem descansados e a noite conseguirem sair.
O resto dos dias da viagem são bem tranquilos apesar deles acabarem brigando após Roland tocar no assunto de tentarem ter outro filho. Não é que Vanessa não queira outro mas ela acabou por se sentir pressionada pelo marido, o que não era verdade pois ele apenas queria saber se eles iriam tentar outro. E ela respondeu que é claro que sim. Eles acabaram se resolvendo e decidindo aproveitar o resto da viagem em paz.
No penúltimo dia eles resolvem fazer um passeio de barco para conhecer outras ilhas vizinhas e almoçam em um restaurante dentro de uma mata fechada, um restaurante bem orgânico e natural que serve especialidades daquela região.
A noite eles aproveitam o clima para namorar ao ar livre. Eles decidem explorar um lado deserto da praia que eles já vinham observando desde que chegaram, então levam comida para um piquenique ao ar livre e toalhas para deitarem na areia.
— Acho que podemos aproveitar nosso penúltimo dia batizando essa praia em... — Sussurra Roland sugestivamente com um olhar malicioso olhando para Vanessa que estava sentada entre suas pernas, enquanto comiam o que tinham levado.
— Acho ótimo, amor. Concordo perfeitamente. — Diz alisando seu rosto e piscando para ele.
De repente Roland se deita levando a esposa com ele, ficando deitados de lado um de frente para o outro se encarando. Ele vai passando a mão na coxa dela e subindo lentamente levantando a saia junto, e então ela desabotoa a bermuda dele e eles fazer amor ali ao ar livre, em uma praia totalmente deserta e meio escura com apenas a claridade da lua.
O último dia da viagem chega e como eles já haviam arrumado tudo na noite anterior, decidem passear um pouco pela cidade e almoçar para seguirem para o aeroporto pois o voo estava marcado para as 16 horas. Então as 15 horas eles chegam no aeroporto e acabam cochilando na sala de embarque até que escutam o chamado e seguem para o avião para voltarem para casa.
[...]
Um mês se passa desde que eles voltaram da viagem à França, e nessas últimas semanas muitas coisas boas aconteceram: Roland lançou mais um livro e foi um sucesso de vendas e Vanessa acabou virando sócia e administradora de uma nova escola de danças que abriu na cidade. E nas últimas semanas ela vem sentindo um desconforto, um mal-estar, enjoos frequentes e uma fadiga que não sabe explicar mesmo que fosse talvez óbvio o motivo de todos aqueles sintomas. Será que ela estaria grávida? Ela dizia ao marido que estava sentindo essas coisas mas pelo menos ele nunca perguntou ou sugeriu que ela pudesse estar grávida, no fundo ela achava que ele desconfiava mas não queria criar muitas expectativas ou esperanças pois sabia que Vanessa era metódica com as decisões. Então um dia ao voltar do trabalho ela decide ir ao seu ginecologista para finalmente tirar essa dúvida, realiza os exames e o médico confirma o que seu instinto de maternidade já lhe dizia a um tempo: ela estava realmente grávida! No instante que ela escuta aquilo ela não sabe o que sentir, na verdade ela sente um misto de emoções boas e ao mesmo tempo fica com medo devido ao que aconteceu tempos atrás. O médico percebe o espanto dela e diz que ela ainda não pode ter nenhuma certeza concreta de que o bebê está bem ou não está, mas que é pra ela ficar calma e seguir em frente pois toda gravidez corre esse risco. Ela então decide ficar calma e curtir a notícia sem ficar preocupada com a possibilidade de que se repita o que aconteceu a eles na primeira gravidez dela, pois no fundo ela sente que dessa vez vai ser diferente e para completar ela ainda sente que vai ser uma menina, é como se fosse uma certeza única. Ela volta para casa e sente uma fome louca então devora meia barra de chocolate, ansiosa pela chegada do marido e para contar a notícia a ele. Fica sentada no sofá arrumando alguns papéis e contratos da empresa até que ela escuta a chave na porta e Roland entra com algumas sacolas do mercado.
— Foi fazer compras, amor? — Pergunta ela se levantando do sofá e indo ajudar ele com as sacolas, levando para a cozinha.
— Sim, aproveitei que passei pela porta do mercado. Comprei chocolate ai pra você, já que nos últimos dias você tem comido tanto, mas não exagere.
— Não culpe a mim, culpe ao seu filho ou filha, ele ou ela que já deve ser viciado em chocolate. — Comenta como quem não quer nada, atraindo toda a atenção de Roland que fica olhando para ela sem entender.
Ele não diz nada, apenas fica olhando para ela com uma expressão interrogativa no rosto e ela encara ele sorrindo esperando que ele entenda o significado daquilo. Até que ele vira o rosto de lado como se estivesse começando a entender e passa a mão no cabelo, depois no rosto e sorri todo bobo olhando para a esposa. Ela sorri mordendo os lábios e balança a cabeça afirmativamente. Ele então corre para abraçar ela e os dois riem juntos e depois se beijam. Ele leva a mão até a barriga dela todo emocionado, retribuindo o olhar apaixonado dela.
— Como, amor? — Pergunta sem conseguir acreditar e sem conter a alegria, não sabendo o que dizer apenas sentir.
— Como assim como? Você quer que eu conte a história da cegonha? — E olha para ele com um cara sarcástica sorrindo.
Ele abraça ela forte, ambos sorrindo feito bobos, maravilhados com a notícia. Ela percebe de repente uma sensação de medo atravessar os olhos dele, e ela sabe que ele está pensando no mesmo que ela estava pensando no consultório, o medo de que aconteça o mesmo com esse bebê.
— Amor, dessa vez vai ser diferente, eu sinto. Não vamos pensar no passado, e sim no futuro. — Ela sussurra alisando a mão dele que repousa na barriga dela, acalmando e tranquilizando ele.
— Sim... Sim, amor. Nossa, não sei nem o que dizer. Eu amo vocês. Obrigada amor. — Diz emocionado alisando o rosto dela, e ela repousa a cabeça no ombro dele e ele a aperta protetoramente. Ele se sente realizado, esperançoso, feliz e amado.
— Amo vocês. Amo você. E obrigada você, amor. — E sorri satisfeita nos braços dele, sentindo-se protegida, segura, satisfeita e amada.
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