Órion! The Clan Hope Kuchiki

105 De volta para casa!


Notas iniciais
Tudo tem seu tempo e hora exata. Acredite. A lei da atração e do retorno estão a nossa volta, conectadas com a linha do tempo. No momento certo, até as flores se viram para encarar o Sol. - Denner Costa Por vezes, volto ao mesmo lugar, mas não do mesmo jeito. Ainda que o meu lugar seja onde me encontre, pedaços do meu coração ficaram pelos caminhos já caminhados, que seria passado se não estivesse sempre presente. - Matheus Ferreira de Vasconcelos

Órion evoca Akumu no Omo, bate três vezes com o acúleo da zampakutou no chão, pronuncia palavras jamais ouvidas por ouvidos humanos e desaparece do palácio de Araum.

O deus celta paralisa ao deixar de sentir a presença da jovem em suas terras e apenas suspira: — desejo de todo meu ser que ela necessite de meus favores, do contrário jamais a terei em meus braços novamente!!!

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Alguma vila de Rukongai, a caminho do monte Hakurei:

Byakuya discutia agressivamente com Hakurei nos arredores da estalagem, quando Órion reaparece no quarto, se estatelando no chão:

— Aiii... por que isso sempre acontece?! – reclama levantando-se do chão massageando suas nádegas, quando escuta a discussão violenta e corre para onde estão os dois nobres: — mas o que estar acontecendo aqui?! By-sama!! Mikaido!!!

Os dois homens param no mesmo momento ao ouvirem a voz da garota: — onde você estava? – perguntam em uníssono.

A garota empalidece, não recorda de os vê tão abalados, gagueja: — eu-eu-fui resolver algo... – responde sem jeito.

— Porque não avisaste, imaginaste em algum momento como eu ficaria preocupado não sabendo do teu paradeiro? – indaga Byakuya de cenho irritado.

Hakurei Mikaido a olha desapontado: — eu irei caminhar um pouco, quando tiverem se resolvido sobre o que irão fazer sobre a missão me avisem, quero retornar para casa. – revela se afastando.

— Onde está Hana-chan, ainda não retornou? – pergunta a jovem. Hakurei a mira sobre os ombros: — pergunte para o seu amado otou. – E vai embora.

Órion se volta para Byakuya: — o senhor tem algo a me dizer? – pergunta levando ambas as mãos na cintura.

— Quem deve fazer as perguntas aqui sou eu mocinha. – Responde o nobre arqueado uma sobrancelha.

Órion vira-se para a estalagem enrolando um indicador em alguns dos volumosos caracóis: — será que podemos conversar enquanto comemos?

— Você não irá desassustar mesmo? – admira-se Byakuya andando ao seu lado.

— Não otou-chan, irei contar o que descobrir. “mas é claro que não irei revelar tudo, ele não compreenderia algumas partes.” Órion seguiu com Byakuya até a recepção da posada e pediu alguns pratos para serem entregues no quarto.

Enquanto comiam, ela discorreu sobre alguns pontos de sua descoberta e optou por omitir outros, assim que terminou seu discurso e finalizaram a refeição, Byakuya a beijou a cabeça e lhe abraçou docemente.

— Você não estar satisfeita somente com essas informações, estou certo? – indaga o nobre.

A jovem Kuchiki afunda o rosto no peito do nobre e começa a chorar: — o senhor me conhece bem, sinto que falta muita coisa a ser revelada, porém chegamos num momento que é difícil acreditar em Apsu, nunca soubemos seus reais planos, e o que Tezcatlipoca deseja conosco, porque Tsukishirou quase fundiu o meu espírito ao dela, ao ponto de o próprio Anupu não conseguir nos separar. – Desaba a menina nos braços do pai.

— De fato é um mistério os verdadeiros motivos desses deuses, porém em relação àquela mulher, você pode perguntar pessoalmente para ela. – retruca o nobre.

Órion para de soluçar e olha para Byakuya com um semblante enfezado: — não sei se quero conversar com essa mulher. Eu somente quero ir para casa e abraçar minha irmã, a senhora Yui e Arina-sama, e quero conversar com Shouri.

— Só não destruam a casa, por favor. – pede o nobre: — Certo, então! Irei fechar a estadia e retornaremos para casa. – elucida o nobre levantando-se.

— Isso eu não posso prometer nada. Não se preocupe com Hana-chan, ela voltará assim que a raiva passar. — fala a jovem com um sorrisinho no rosto.

— Eu...não estou preocupado com ela, eu apenas.... – o nobre se atrapalha nas palavras.

— Vou enviar Hakurei-san para casa e retornaremos para o Seireitei. – explica Órion levantando-se.

— Órion, não irei fazer vistas grossas, ainda temos que conversar sobre tal assunto. — intima o nobre.

A jovem gela: — eu-eu sei, mas, vamos focar nos assuntos mais importantes no momento! – tenta mudar de assunto.

.......

— Então vais continuar rumo ao monte Halurei, Mika-san? – indaga a morena.

— Sim querida, tenho que visitar minha propriedade lá e quero tirar uma dúvida, no topo do monte há um pequeno templo asteca, onde meus antepassados faziam oferendas para Tezcatlipoca. – responde o nobre lhe dando um selinho: — mando notícias assim que retornar.

— Não demore, por favor. – pede a morena o abraçando forte.

— Quando tudo isso terminar, vou encarar Byakuya . -ele sorri levando suas mãos à delgada cintura.

Órion fica vermelha: — vais me pedir em casamento?!

— Ainda dúvidas?! Te perdi uma vez, para nunca mais. – responde lhe apertando ainda mais o abraço e cheirando o pescoço feminino, suspirando dolorido.

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Mansão Kuchiki:

— Menina você tem que comer alguma coisa, vais ficar fraca assim, precisaras estar em boa saúde quando chegar a hora. – insistia Yui ao lado de Ária, com uma tigela de sopa.

Ária se sentava sobre uma poltrona em uma das sacadas que davam para um dos jardins externos da casa principal, seu semblante apático e abatido, com orbes cinéreos mirando o nada no horizonte: — Todos se foram Yui-baa-sama, fiquei só novamente como antes, pensei que com o retorno de Órion-nee-chan, as coisas mudassem por aqui, porém só eu fiquei novamente. Tenho medo, se o otou-san descobrir...ele...ele... — desaba a menina no colo da velha criada.

Á primogênita Kuchiki chorava, quando escutou algo pousando no jardim, ela e a velha criada viram-se rapidamente e se deparam com Byakuya vermelho, com o rosto virado para o lado oposto, em pé com o braço direito erguido segurando Órion pelo pé esquerdo:

— Porque, simplesmente porque não aprendem a fazer um pouso seguro? Passam-se os anos e continuam errando! – fala o nobre.

— Foi por pouco otou-chan, quase me estatelo com o rosto no chão. – Órion sorri sem graça segundo as saias, ela vira para a sacada e sorri ao reconhecer sua irmã: — Nee-chan, estava com saudades!!!

Ária desce as escadas chorando, mas não de tristeza e sim alegria. Enquanto isso Byakuya coloca sua filha delicadamente no chão, para ser jogada na grama com o abraço de sua primogênita. O nobre apenas sorri serenamente, queria que tudo fosse como aquela cena, porém, para ser perfeito faltavam algumas pessoas.

Abraçando a irmã, a morena sente uma vida pulsar em seu ventre, e sabia muito bem o porquê de aquele ser inocente ser gerado: — Eu vou proteger e cuidar de vocês, não se preocupe, eu voltei para ficar dessa vez. Muito obrigada nee-chan!!! – fala Órion beijando a glabela da alba.

Ária chora ainda mais, seu sacrifício não foi em vão.

Yui chega nesse momento, faz reverencia à Byakuya e vira para suas meninas: — Vocês terão muito tempo para colocar os assuntos em dias, estão todas sujas de gramas, e vejam esses lindos cabelos desalinhados! Vamos as duas para o banho, podem ser adultas, mas ainda são minhas meninas, vou lavar esses belos cachos antes da janta. – elucida a velho senhora sorrindo.

— Onde estar Shouri? – indaga o nobre.

— Ela disse que iria numa missão de reconhecimento e retornava em poucos dias otou-san. – responde Ária levantando-se com Órion.

— Espero que ela não demore, quero falar com ela. – elucida a morena abraçando Yui: — Yui!!! – enquanto a mesma retribui o abraço muito feliz.

— Vocês ainda irão brigar? – interroga a alba, sendo puxada pelo braço pela criada.

— Vim em missão de paz. – responde Órion sorrindo, sendo levada da mesma forma pelo gentil senhora.: — Já estamos indo senhora Yui, o que o otou-chan vai fazer? — Interroga Órion ao nobre.

Byakuya beija as glabelas de suas filhas: — obedeçam a Yui, retornarei para o jantar, irei saber que missão é essa com Abarai e porque ele enviou Shouri.

Notas finais
Parece que tudo está voltando para o mesmo lugar. Parece que a vida está me dando outra chance de tentar fazer tudo diferente. Parece que já consigo sorrir. Assumo, ainda gosto do vento porque sinto que ele está sentindo o mesmo vento que o meu, como se fosse uma conexão. Entre nós dois era essa ligação que só Deus sabe da onde veio e o motivo que ela trouxe. Talvez, para aprender que amar mais uma vez, trás sofrimentos. Mas amor não é ruim, amor é bom. O amor sabe deixar qualquer pessoa mais humana. Pudera existir amor só se fosse correspondido. Amor unilateral, é solitário demais, é triste demais. Por que no fundo, eu ainda insisto nessa história toda. Posso me fingir de indiferente, solitária, dramática, mas no fundo, acredito mais que qualquer coisa. Sempre quis ter motivos para fazer qualquer coisa. Sempre foi assim. Mas dessa vez, foi diferente. Dessa vez, já não há tantos motivos para continuar nessa história, e eu ainda prefiro ficar. - LaylaPeres
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.