Óbito Sentimental
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Como pode uma mera mortal provar a seu amado que viva se encontra, sem pulso?
Ajudem-na! Não se ouvem as batidas de um coração mudo!
A pureza dos lábios gélidos e o ausente calor do corpo, vos pergunto, a quem pertencem?
Por mais que a mera relute, é em vão, jamais provará o doce gosto do viver.
Nunca sentirá o amado, o corpo termicamente apropriado,
ainda luta, avisem a ele que ela luta constantemente contra si mesma.
E quanto à sua própria espécie, renega em nome do amor que sente!
Amor vertente que mata a sede dos então mortos apaixonados.
Gritem! Pois ela há de se importar, enviem a ele postais,
dizendo quanto o amor brotou desde a última estada aqui.
Para que as veias se ascendam, como lanternas em forma de fios, e possam entrelaçar-se novamente pelo corpo.
E traçar, assim um destino, um amor clandestino e imortal.
Digno das tragédias românticas antigas. Volte e jure o seu amor!
Pra que ela desperte e viva, prove da imortalidade até o fim dos dias donos de toda a cor.
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