Notas iniciais
Oi gente! Eu sei, eu sei. To sumida. É que estava com uns probleminhas aí, misturado ao pré vestibular que tá consumindo o meu tempo e a minha inspiração, mas aqui estou, firme e forte o/
Queria agradecer à Luana72, pela minha primeira recomendação *-* Bom, é isso, boa leitura!

Na sexta-feira da semana em que estávamos ninguém ia trabalhar, era aniversário da empresa, por isso o Cullen estava correndo com absolutamente tudo, deixando não apenas a mim, mas a todos ao seu redor loucos com o seu crescente mau humor. Talvez tivesse relação com o fim de semana no qual passaríamos juntos, quer dizer, não juntos no sentido “Casal”, mas juntos no sentido “Somos um família grande e feliz”. Minha mãe e o pai dele já decidiram pra onde vamos, mas eles só nos disseram que era um país da América do Sul. Bom, eu pensei na Argentina, Bolívia, Chile, talvez até mesmo o Brasil, no qual eu sempre tive imensa vontade de conhecer. Só que ainda era um mistério para nós. E pelo que pude perceber o Cullen não era muito do tipo que gosta de surpresas. Ele não estava com um pingo de vontade de ir, mas certamente Carlisle o obrigaria.

— Senhorita Swan. – Disse o maldito. – A Senhorita viu o meu notebook?

— Não.

— Mas ele não está na minha mesa. – Disse parecendo irritado.

— Mas eu não o vi. – Respondi começando a me irritar também.

— Estranho, porque a senhorita é a única que entrou aqui desde a última vez que o vi.

— O que está insinuando? – Perguntei irritada.

— Nada, só quero o meu notebook.

— Quer revistar a minha bolsa? – Perguntei levantando-a e sacudindo em sua direção. – Reviste então. Não tenho o que esconder.

O Cullen olhou para mim com uma sobrancelha erguida, parecendo ainda mais irritado.

— Se não tivesse tanta coisa importante naquele notebook eu o deixaria para a senhorita. Mas eu não posso perdê-lo, então vou insistir, aonde quer que tenha o escondido, eu quero de volta. – Disse ameaçador. – E ainda hoje.

— Está dizendo que roubei o seu notebook? – Ele queria morrer mesmo. Não tinha outra explicação. Ladra? Sério mesmo?

— Não penso que tenha pego para se apropriar, porque acredito que não seja disso, porém não duvido nada que tenha pego para encontrar alguma coisa que a ajude em sua inspeção.

— Pois posso lhe afirmar que também não sou disso. Agora se não acredita em mim, por que não rastreia o notebook?

— Edward. – Disse Emmet entrando na sala com uma pasta em mãos. Pelo olhar que Edward lançou para ele, a pasta era familiar. – Peguei o seu notebook para terminar uns relatórios, é que computador da minha sala bugou legal.

— Que horas você entrou aqui Emmet? – Edward perguntou irritado.

— Hoje mais cedo. Vocês não estavam na sala. – Ele disse enquanto colocava a pasta em cima da mesa de Edward.

— E é assim? – Perguntou bufando. – Você entra na minha sala sem a minha permissão, pega um dos meus instrumentos de trabalho sem avisar, depois vem aqui, na maior cara lavada, entra sem avisar de novo e me entrega o notebook como se fosse a coisa mais natural do mundo? – Sua voz foi aumentando gradativamente e a essa altura ele já gritava. – Pelo amor de Deus, Emmet! Quando você vai crescer?!

— Calma cara. – Disse Emmet ainda tranquilo. – Eu sei que devia ter avisado, me perdoa. Só que eu precisava terminar isso pra ontem e você não estava na sala quando eu vim.

— Quer saber? Vá embora. – Disse ainda furioso. – Não aguento mais essa sua coisa de pegar as minhas coisas e fazer tudo que acha certo só porque é o meu irmão. Aqui dentro, você é o meu funcionário, como qualquer outro. Ponha-se no seu lugar ou eu vou ter que começar a agir como patrão.

Emmet acenou com a cabeça, porém era visível o quanto aquilo o magoou, e então sem dizer mais nada, Emmet virou as costas e saiu da sala. Eu queria falar para o Cullen o quanto ele foi cruel, mas estava ocupada demais sentindo um ódio mortal dele. Eu sabia que já devia estar acostumada a me sentir dessa forma quando o assunto era ele, mas tratar o próprio irmão daquela forma? Como se ele não fosse absolutamente nada além de um dos seus funcionários? Isso era demais até mesmo para alguém como ele. Tudo bem, que Emmet não merece nenhum tratamento especial por ser irmão do presidente, mas o que custava emprestar o maldito notebook? Parecia que ele gostava de ver as pessoas ao seu redor infelizes.

Voltei ao meu trabalho e parei de ficar pensando nele e em suas atitudes. O pequeno indício de afeição que senti por ele no fim de semana já tinha se dissipado. E eu já estava pensando em como seria terrível passar o fim de semana com ele, e o pior: Em outro país. Sinal de que eu não poderia voltar para a minha casa caso ele me irritasse.

Como se não bastasse, quinta-feira, nós iríamos nos encontrar no aeroporto onde ficava o jatinho que nos levaria até o país surpresa. E nessa mesma quinta-feira, assim que fui até o estacionamento da empresa, vi o Cullen andando apressadamente até seu carro, e alguns segundos após ele entrar, Tânia saiu do elevador e andou rapidamente até o lado do carona do carro, entrando em seguida. Aquilo me incomodou, não tinha como negar. Não por eles estarem juntos, mas por ela o aceitar mesmo depois dele ter dito tudo que disse a ela naquele dia.

Fui para casa, inconformada com como algumas mulheres podiam se rebaixar tanto para os homens, ou pelo dinheiro, ou por algum sentimento que nutrem pelos mesmos, no caso de Tânia só podia ser pelo dinheiro mesmo, porque apesar do Cullen ser um pedaço de mal caminho, também era um homem irritante e nem um pouco “apaixonável”.

— Filha, tá tudo bem? – Minha mãe perguntou enquanto estávamos no luxuoso carro que Carlisle enviou para nos levar até o aeroporto.

— Sim, por que não estaria?

— Você está meio estranha desde que chegou do trabalho. Parece incomodada com alguma coisa. É pela viagem?

— Também. Não sei se vou suportar passar três dias tendo que olhar para a fuça do Cullen.

— O que o insuportável fez dessa vez? – Minha mãe perguntou com um ar de desdém.

— Ah, fora o fato de me irritar constantemente, maltratou o irmão e hoje eu descobri que ainda está se encontrando com a secretária gostosona.

— Eles ainda estão se relacionando dentro da empresa? – Perguntou incrédula.

— Não que eu tenha visto.

— Então como sabe?

— Vi ela entrando no carro dele hoje no fim do expediente.

— Mas assim não tem importância.

— Eu sei... – Eu disse me sentindo uma estúpida por me importar. – Mas ele foi tão rude com ela. É muito ruim ver mulheres com o amor próprio tão baixo.

— Verdade. Mas infelizmente são muitas, não resta nada a não ser sentir pena mesmo.

— Chegamos. – Disse o motorista.

Minha mãe e eu saímos do carro e fomos direcionadas para dentro do jatinho. Dois empregados pegaram nossas malas e nós encontramos com Carlisle, Emmet e Rosalie que já estavam em suas poltronas confortáveis. Cumprimentamos a todos e minha mãe se sentou perto de Carlisle, enquanto eu fiquei em uma das poltronas de dois lugares, sozinha.

— Onde está o Edward? – Minha mãe perguntou a Carlisle.

— Não chegou ainda. Estou tentando contatá-lo, mas ele não atende as minhas chamadas.

“Deve estar com a loira peituda.” Foi impossível não pensar isso. Afinal, não fazia nem duas horas que os vi no estacionamento. Provavelmente ela foi o motivo do atraso. Seria hipocrisia minha dizer que não estava torcendo internamente para que ele não aparecesse. Que passasse o fim de semana atolado em seu trabalho, ou até mesmo fazendo sexo com sua secretária, qualquer coisa que não inclua o prepotente enchendo o meu saco já era válida.

Foi então que fui arrancada de meus pensamentos pela presença de alguém se sentando ao meu lado. Quando olhei a minha decepção não poderia ter sido maior. Era o Cullen, que assim que me viu se levantou e foi para um outro assento, lá atrás, bem longe do meu.

— Vamos logo. Não quero ficar muito tempo voando. – Deus! Será que nem mesmo uma rodada de sexo era capaz de fazer este homem relaxar um pouco?!

— Boa noite para você também Edward. – Disse Carlisle.

— Que seja. – Respondeu.

— Por que demorou para chegar e não atendeu às ligações?

— Não tenho esposa para responder perguntas desse gênero, mas se é tão importante pra você ficar sabendo. Eu estava terminando uns relatórios muito importantes. – Huhum... Sei.

— Você e esse seu trabalho...

— Estou aqui, não estou? Vou passar três dias desligado de tudo. Já não é o bastante?

— É... É sim. – Disse Carlisle sugestivo, mas o Cullen preferiu ignorá-lo.

O vôo não foi longo e em pouco tempo chegamos ao misterioso lugar. E antes do jatinho abrir as portas, Carlisle nos reuniu.

— Bom... – Disse iniciando seu discurso. – Reneé e eu pensamos muito em algum lugar que todos achassem interessante aqui pela América mesmo e ficamos em dúvida entre vários países, porque é cada um mais lindo que o outro, então por fim conseguimos nos decidir, e esperamos que vocês gostem daqui tanto quanto nós gostamos de escolher este local, e que esse seja a primeira das muitas viagens que ainda faremos juntos, como uma verdadeira família. Bem vindos a Machu Picchu.

Machu Picchu? Uau! Eu sempre fui louca para visitar esta cidade, e sempre falei isso para a minha mãe. Ela provavelmente mexeu seus pauzinhos para conseguir isso com Carlisle. Okay, tenho que admitir que talvez a viagem possa ser boa.

— Verde demais. – Murmurou o Cullen insatisfeito.

Minha língua estava coçando para mandá-lo ir à merda, mas consegui me conter. Ao que parecia, ele não ia parar de perturbar pelo resto da viagem, e isso ia render... E muito!

Notas finais
E aí? Como vai ser essa viagem? Comentem e até semana que vem!