Notas iniciais
Oi gente! Bom, não demorei tanto dessa vez né? rs. Eu disse que ia me esforçar mais. kkk Fora que agora que a fic está começando a desenrolar fica bem mais fácil pra escrever! kkkk. Bom, eu gostei bastante desse cap e espero que vcs tb gostem. Queria agradecer ao pessoal que comentou no cap passado. E desejar uma boa leitura à todas!

No dia seguinte, quando acordei, o Cullen não estava mais lá. Nem suas malas. Ele provavelmente já se arrumou para ir e estava esperando os outros no restaurante. Me levantei e fui até o banheiro. Fiz minha higiene matinal. E em seguida arrumei minhas malas. Desci com tudo até o restaurante, no local onde marcamos. Minha mãe, Carlisle e o Cullen já estavam lá, conversando.

– Bom dia. – Eu disse a todos.

– Bom dia. – Disseram minha mãe e Carlisle.

– Cadê a Rose e o Emmet? – Perguntei.

– Devem estar dormindo ainda. – Disse Carlisle. – Vocês chegaram que horas da balada?

– Eu vim mais cedo.

– Ah sim. Eles provavelmente ficaram até de madrugada.

– Por isso que não gosto dessas coisas. Não acho que vale à pena passar o dia inteiro se sentindo sonolento e mal por uma noite em um lugar cheio de gente suada e bêbada. – Disse o Cullen com seu mau humor inigualável.

– Incrível como você consegue ser tão desagradável. – Eu disse sem me importar com o que ele ia pensar.

– Não me lembro de ter pedido sua opinião, senhorita Swan. – Disse calmamente.

– Nossa. Pelo visto esses três dias serviram pra unir vocês... – Disse Carlisle. – De uma forma negativa, é claro.

– Vindo dele. Só poderia ser negativa mesmo, não é? – Eu disse e o Cullen apenas revirou os olhos.

– Bom dia galera. – Disse Emmet chegando com as malas dele e da Rose, enquanto ela vinha atrás com duas bagagens de mão. Ambos não estavam com as melhores caras.

– Bom dia. – Respondemos.

– Por que você veio mais cedo ontem, Bella? – Rose perguntou.

– Eu estava muito cansada.

– Mas você não ficou nem meia hora depois que o James chegou. Nós achamos que vocês tinham brigado, porque ele estava com uma cara...

– Ele ficou chateado porque eu quis ir embora cedo. Mas eu realmente estava exausta.

– Caminhar cinco horas não é pra qualquer um mesmo não. – Disse Rose. – Por isso que já fui tomando logo umas margueritas, senão não ia aguentar também não.

– Vamos tomar logo esse café da manhã? – Perguntou o Cullen impaciente. – Quero comprar algumas coisas em Cusco. Então vamos logo, por favor.

– Vamos. – Disse minha mãe.

Nós fomos até o ponto de táxi e Carlisle pegou um com minha mãe, Rose pegou outro com o Emmet e o Cullen e eu definitivamente pegaríamos diferentes se não tivesse sobrado apenas um, então fomos no que tinha. Mas é claro, ele se sentou em uma janela e eu na outra. Nós nem sequer nos olhávamos. Eu ainda estava brava por ontem, e ele... Bom, ele era mal humorado assim mesmo. O clima não estava dos melhores, mas ainda sim, era bem melhor do que ficar brigando. Dentro de meia hora já estávamos em Cusco. Todos juntos.

– Eu sei que vocês querem andar por aí, mas vamos ficar todos juntos. – Disse Carlisle. – Vamos aproveitar o que restou do passeio como um verdadeira família.

– Mas... – Disse o Cullen.

– Edward, por favor. Tente não estragar tudo, só dessa vez. É importante pra mim.

O Cullen respirou fundo e não disse mais nada. Nós fomos até o centro da cidade, onde havia várias lojas. Íamos todos juntos e não demorou muito para que James nos encontrasse.

– Bom dia, pessoal. – Disse chegando junto com sua irmã, na loja de doces na qual Rose fez questão de parar.

– Bom dia. – Respondemos. Exceto o Cullen, é claro.

– Quem é a moça bonita que está ao seu lado? – Perguntou Carlisle.

– Esta é a minha irmã. Jane.

Jane era uma moça muito bonita mesmo. Do tipo que você se pergunta se algum dia poderia chegar aos pés. É claro que a resposta era não, ao menos no quesito beleza. Mas havia algo ali. Definitivamente havia. Ela olhava para o Cullen de forma diferente. Com... Desejo? Olhei para o Cullen, à procura de alguma reciprocidade, mas não encontrei. Ele estava irrelevante quanto à beleza de Jane.

Nós ficamos passeando pela cidade juntos. James não saia da minha cola, enquanto minha mãe estava com Carlisle, Emmet com Rose e consequentemente Jane com o Cullen, que conversava com ela como se fossem melhores amigos. Eu não podia negar que aquilo me incomodou. Não era ciúmes nem nada disso. Mas não era justo ele conversar tão abertamente com ela mesmo sem conhecê-la direito, enquanto com todo o resto das pessoas ele era tão reservado e arisco. Aquilo me incomodou profundamente. Eu sei que não devia significar nada, mas significava. Não pelo que aconteceu ontem entre a gente, mas sim por eu estar há tanto tempo tentando fazer com que ele conversasse comigo tão abertamente como ele fazia agora, com essa praticamente desconhecida.

– Tudo bem? – James perguntou.

– Sim. – Eu disse da forma mais calma possível. – Por que não estaria?

– Você está com uma cara muito fechada. Nunca te vi com um semblante desses.

– Deve ser impressão sua.

– Você não está curtindo o passeio? Quer voltar pra casa? É isso?

– Não James, estou bem. É sério. – Nem eu estava acreditando na minha desculpa.

– Tem certeza?

– Tenho.

– Tá bom então. – Disse com um leve sorriso que logo se desfez aparentemente por lembrar de alguma coisa. – Cara, to bolado com a minha irmã ali conversando com aquele cara.

– O Cullen?

– É. Tá toda atiradinha pra cima dele.

– Pois é. – Eu disse erguendo as sobrancelhas de forma impensada. Droga, pela cara que ele fez, com certeza essa minha atitude não passou batida.

– Por que tá incomodada com isso?

– Não estou incomodada. Só acho que a sua irmã merece alguém bem melhor. O Cullen apesar de bonito, é um homem mesquinho e ignorante. Seria um verdadeiro desperdício para alguém tão educada e bonita quanto a sua irmã. Coisas assim me tiram do prumo. Só isso.

– Ah sim, é claro. Também estou indignado com isso. Vou ter uma conversa muito séria com ela. Não a quero metida com este homem.

Nós seguimos o nosso passeio desta forma e eu estava cada vez mais irritada, queria apenas pegar o maldito avião e voltar para a minha casa, onde eu não teria mais que olhar para a cara daquele maldito.

– Filha. – Minha mãe me chamou no canto assim que entramos no restaurante para almoçar.

– O que? – Perguntei.

– Aconteceu alguma coisa?

– Não. Por quê?

– Tem certeza que não brigou com o James? Ou com o Edward, não sei.

– Não briguei com ninguém. Por quê? – Perguntei confusa.

– Desde que chegamos aqui você está com a cara fechada. O Carlisle e a Rose já me perguntaram o que aconteceu. Você sabe que pode me dizer caso alguém tenha dito ou feito algo pra você, não sabe?

– Claro que eu sei, mãe. Mas não aconteceu nada, pode ficar tranquila. Só estou um pouco cansada, com vontade de ir pra casa.

– Tá bom. Daqui a pouco já estamos embarcando.

– Tudo bem. – Eu disse com um sorriso forçado.

– Carlisle acha que é algo com o Edward. – Ela disse sorrindo. – Porque ontem foi ele, hoje você. Falando nele, está vendo como está se dando bem com a irmã do James? Fazem um belo casal, não é mesmo? Talvez uma namorada amoleça um pouco esse coração de pedra dele.

– Ah mãe, coitada da Jane. – Eu disse rolando os olhos.

– Por quê? Ele é um homem bonito, rico. Bom, é um poço de ignorância e eu não o desejo para você. Mas pelo visto ela não é tão exigente assim, porque está praticamente se jogando pra cima dele. Então torço para que sejam felizes.

– Tanto faz. – Eu disse tentando parecer irrelevante ao assunto. – Vamos almoçar?

– Vamos.

– Nós fomos até a mesa onde todos já começavam a se acomodar e pedimos nosso almoço.

– O que vocês tanto conversam? – Carlisle perguntou para o Cullen. E nessa resposta eu estava interessada.

– A senhorita Volturi é economista, está desempregada, e a empresa está precisando de uma. Estamos conversando sobre o assunto.

– Você vai trabalhar com ele? – James perguntou olhando diretamente para a irmã.

– Estamos conversando. – Ela disse simplesmente.

Era só o que me faltava, mais uma pra eu ter que vigiar, a final, eu não ia deixar o Cullen ficar transando com suas funcionárias no expediente. Não mesmo.

O almoço inteiro foi assim, eles em sua conversa paralela, Rose e Emmet na deles, minha mãe e Carlisle também na deles, enquanto James falava mal do Cullen pra mim. Enquanto tudo que eu queria era que a hora passasse logo pra eu pegar o maldito avião para a minha casa.

Quando o almoço terminou, nos despedimos de James e de Jane e fomos de táxi até a cidade onde pegaríamos a avião. Eu, é claro, fui sozinha no táxi com o Cullen. A princípio, não trocamos uma só palavra e eu realmente acreditava que seria assim até o final da viagem, mas em alguns momentos eu arriscava olhar para ele que ocasionalmente retribuía minhas olhadelas.

– Qual é o problema Swan? – Perguntou quebrando o gelo.

– Nenhum. Você que vive nessa de oscilação de humor.

– Eu sei disso. Mas diferente da senhorita, eu assumo.

– Eu não tenho um humor oscilante.

– Ah não? Então como pode explicar o fato de que ontem a senhorita estava sorrindo e hoje parecia uma criança birrenta.

– Eu não estou de bom humor hoje, mas isso é raro. Normalmente sou a mesma pessoa na maioria do tempo. Diferente de você que hora está solicito, hora está distante.

– É o meu jeito. – Disse simplesmente. E esse provavelmente seria o fim do assunto se eu não tivesse perdido a oportunidade de alfinetá-lo sobre sua mais nova “amiguinha”.

– Não é o que parece, a final, com a Jane seu humor estava impressionavelmente estável, e pro lado bom, o que é raro.

– E por que não estaria? O assunto estava agradável.

– Ah é? – Perguntei sentindo o meu rosto ferver. Então o assunto comigo não era agradável o suficiente? Afinal, comigo seu humor era oscilante.

– Sim. E qual é o problema nisso?

– Nenhum. – Disse simplesmente. “E é verdade Isabella. Não há problemas. A vida é dele, e ele faz dela o que quiser.” Minha mente gritava, mas cadê que eu conseguia ouvir? Cadê que conseguia parar de me importar?

O silêncio permaneceu no carro por mais alguns minutos, um silêncio incômodo, chato. Daqueles que você sente que tem tanto a dizer, mas simplesmente não pode, ou não tem coragem. Como era o meu caso. Ele jamais poderia imaginar que eu me importei com o fato dele ter se dado tão bem com Jane. Ainda mais depois do que rolou ontem entre nós dois ontem à noite.

Assim que chegamos, nos encontramos com o resto do pessoal e em pouco tempo já estávamos todos no jatinho em nossas poltronas confortáveis. Carlisle e minha mãe foram para a pequena suíte que havia no jatinho, enquanto Rose e Emmet dormiam nos dois bancos da frente que estavam reclinados. E o Cullen – que estava sentado lá atrás, em uma cadeira bem distante da minha. – mexia em seu notebook. Enquanto eu, depois de reparar no que todos estavam fazendo, é claro. Peguei meu exemplar de bolso do livro “Terra sonâmbula” e retomei minha leitura de onde havia parado.

Em certo momento, ao folhear uma das páginas do livro, cortei meu dedo no papel, que imediatamente sangrou um pouco. Então levantei, preguiçosamente, indo até o banheiro, lavei o dedo pacientemente até que o sangue cessasse e então me preparei para sair. Surpresa foi a minha, ao abrir a porta e ver o Cullen parado de frente para ela, interceptando minha passagem.

– Com licença. – Eu disse evitando seu olhar penetrante sobre mim.

– Não vou dar licença alguma. – Disse me empurrando para dentro da cabine, entrando junto comigo, e trancando a porta em seguida.

– O que você quer? – Perguntei fazendo certa força para olhar no fundo de seus olhos, o encarando, de igual para igual.

– O mesmo que você. – Disse ao se aproximar e me encarar ainda mais.

– Não estou te entendendo. – Eu disse firme, tentando ao máximo afastar meus pensamentos de qualquer coisa que pudesse ser besteira e me deixar parecendo uma retardada iludida, depois.

– Eu não acredito que só eu sinta essa porra de eletricidade que cisma em tomar conta toda vez que estamos tão perto. – Por que ele estava se aproximando tanto, mas ao mesmo tempo não tomava qualquer atitude em relação ao que estava rolando ali. Vamos Cullen, não é o que você quer? Acabe logo com isso!

Fechei os olhos rapidamente e respirei fundo, lambendo meus lábios que estavam secos, esperando pelos dele. E então, sem aguentar mais, segurei seu queixo quadrado, o puxando em minha direção e atacando seus lábios ferozmente, ele também não se opôs, na verdade seus lábios pareciam tão ansiosos quanto os meus. Entrelacei minhas mãos em seus cabelos, enquanto a sua direita estava no meu, enquanto a esquerda apertava minha bunda firmemente, mas como nada é perfeito, o jatinho tremeu de forma tão intensa que nós quase fomos ao chão.

– O que foi isso? – Perguntei assustada.

– Provavelmente vamos passar por uma área de turbulência.

Foi então que o jatinho tremeu novamente.

– Temos que ir lá pra fora. – Ele disse visivelmente contrariado. – Pode ser perigoso ficar aqui agora.

Nós saímos do banheiro e nos sentamos em duas poltronas lado a lado. As mais próximas que encontramos.

– Ninguém vai vir aqui nos avisar que estamos passando por uma área de turbulência não? – Perguntei a ele.

– Não. Isto é um jatinho, não tem aeromoça, apenas o piloto e o co piloto que estão isolados lá na cabine. Mantenha a calma. Vai ficar tudo bem.

E então o avião tremeu novamente, mas de forma muito mais intensa.

– O que tá pegando aqui? – Emmet perguntou assustado enquanto acordava.

– Turbulência. – Disse o Cullen. – Está tudo bem, Emmet.

– Como tem tanta certeza que é uma turbulência? – Perguntei começando a ficar nervosa. – E se estivermos caindo?

– Eu sei pilotar, conheço uma turbulência. – Disse calmamente.

Sério, havia alguma coisa nesse mundo que esse homem não soubesse? Eu estava prestes a ter um troço de tanto nervoso, enquanto ele permanecia calmo, como se nada tivesse acontecido. Foi então que ele pegou na minha mão, firme, fazendo com que eu estremecesse.

– Mantenha a calma. – Disse olhando em meus olhos. – Vai ficar tudo bem. Te garanto.

Dei um leve sorriso e não tirei meus olhos dos seus, que por algum motivo, estavam me passando tranquilidade.

– Economia. – Ele disse do nada.

– O que? – Perguntei confusa.

– Foi o único assunto no qual falei com a irmã do seu namoradinho.

– Ele não é meu namorado. E foi só disso que falaram durante toda a manhã e o almoço?

– Sim. Eu entendo bastante do assunto e ela é formada nisso. É natural que o papo flua.

– Por isso estava tão empolgado? – Perguntei me sentindo uma idiota por estar brava. Eles estavam falando sobre economia!

– Sim, acha mesmo que conversaria tão abertamente sobre coisas pessoais com uma estranha? – Perguntou com um lindo sorriso de canto. – Você realmente não me conhece, senhorita Swan... Ainda. – A última palavra ele disse baixinho, mas não o suficiente para que eu não ouvisse e algo dentro de mim gostou bastante de como ela soou.

Dei um leve sorriso em resposta e até esqueci da turbulência, que durou mais alguns minutos. Mas ele não soltou a minha mão, foi então que a turbulência se foi, no entanto eu não tirei minha mão da dele, nem ele da minha, até o final da viagem, que foi embalada pelos meus pensamentos que voavam longe até algum tempo atrás, no qual estávamos trancados no banheiro aos beijos. Era idiotice demais ficar lembrando?

A única coisa que minha mãe e eu fizemos ao chegar em casa foi descansar. Tanto que a única coisa que consegui fazer após o banho foi cair na cama e só acordar no dia seguinte. Nova em folha pra voltar ao trabalho.

O dia seguinte decorreu normalmente. O Cullen não parecia tão carrancudo como costumava ficar, ele estava apenas em silêncio. Como quem não tivesse o que falar mesmo, não como um cara zangado que ignorava minha presença como na maioria das vezes. Ele provavelmente estava em um de seus bons dias. Na hora do almoço, eu desci, e pela primeira vez ao passar por Tânia, senti um aperto incômodo no peito. Eu não queria sair, não queria deixá-los a sós, porque sabia o que eles faziam, sabia o que eles iam fazer e por algum motivo isso estava me incomodando muito mais do que semana passada. Porém não o suficiente para fazer com que eu desistisse de almoçar com Emmet, Rose e Mike, como de costume. Então desci até o refeitório e me juntei a eles.

Quando à noite caiu e deu a hora de eu ir embora, comecei a juntar minhas coisas, como de costume e desci até minha lambreta, ligando-a e saindo do estacionamento da empresa, porém surpresa foi a minha ao ver um Audi r8 preto passando por mim e parando atravessado na viela na qual eu estava passando, impedindo que eu seguisse meu caminho. Com certeza já estaria morrendo de medo, se não soubesse exatamente quem era o dono daquele carro. A certeza veio quando o Cullen abriu a porta e caminhou até perto de mim, com seus olhos impacientes.

– Pois não. – Eu disse tirando o capacete para encará-lo.

– Quero conversar com você, senhorita Swan.


Notas finais
E aí gente? O que será que ele quer, hein? Logo logo estou de volta. Não deixem de comentar! Bjs.