Ética Do Amor

10 Mais álcool, mais verdades


Notas iniciais
Oi gente. Apareci! kkkk. Bom, não acho necessário ficar aqui falando sempre os mesmos motivos pela minha demora, porque além de ser chato, vocês já sabem. Enfim, o importante é que mesmo sem tempo quase nenhum pra escrever, não estou abandonando vcs. Estou realmente feliz pelo aumento de leitoras aqui e quero agradecer de coração pelas que comentam. Vocês são demais. Bom, é isso, boa leitura para todas e espero que gostem :D

– Quero conversar com você, senhorita Swan.

— Bom, acho que não tenho pra onde correr. Não é? – Disse com um sorriso provocante.

— Verdade. – Disse dando alguns passos em minha direção e parando há centímetros do meu rosto.

— Pois então. – Eu disse apreensiva, mas sem deixar que isso transparecesse. – O que quer? Não tenho a noite toda.

— Vou ser sucinto. Até mesmo porque não há necessidade de muitos rodeios. – Ele disse se aproximando mais um pouco e eu ergui as sobrancelhas, esperando que ele dissesse. – Eu quero você. Quero terminar o que começamos na viagem.

— Mas eu não quero. – Disse em um tom de desdém.

Sim, eu agia feito uma louca às vezes. Mas isso era porque pensando friamente sobre a situação durante o dia, percebi que não queria que fosse assim. Não queria ser como todas essas outras que ele levou para a cama e depois tratou como um objeto sem valor. Só de pensar em como ele tratava Tânia, a repulsa tomava conta e eu simplesmente perdia a vontade. Ele era justamente o tipo de cara no qual passei tanto tempo fugindo. Não fazia sentido me render agora. Por mais que minha pele gritasse por isso.

— Como disse? – Perguntou.

— Eu. Não. Quero. – Respondi pausadamente para que ficasse bem claro.

— É? Não é o que parecia.

— Mas é a realidade. Aquilo foi a emoção do momento. Mais nada.

— Não brinque comigo, Swan. – Disse visivelmente incomodado. Provavelmente por estar levando um fora, a final, o Cullen não leva foras. Não é mesmo?

— Não estou brincando, Cullen. Meu relacionamento com o senhor é unicamente profissional. A não ser é claro, pelo relacionamento de nossos pais. Mas é só isso.

Ele deu um riso abafado, enquanto balançava a cabeça, agoniado.

— Olha só, Swan. Eu vou virar e entrar no meu carro. Se eu for embora, não voltarei atrás, porque não sou um homem que corre atrás de mulher, não preciso disso e nunca precisei. Então a senhorita tem este tempo para mudar de ideia. Uma vez que eu der partida, você não ouvirá um novo pedido da minha parte. Entendeu?

— Perfeitamente. Sinta-se à vontade para ir embora. – Eu disse imparcial à minha vontade louca de agarrá-lo ali mesmo.

O Cullen fez um bico maior do que a cara e se virou, andando em passos lentos até seu carro, abrindo a porta e entrando no mesmo, tudo de forma bem lenta. Ele estava mesmo na esperança de que eu voltaria atrás de correria para beijar seus pés? Não mesmo! Depois de uns dez segundos, ele abriu o vidro do carro e olhou no fundo de meus olhos novamente.

— É a sua última chance, Swan.

— Não fale como se isso significasse mais pra mim do que pra você, Cullen. – Eu disse provocante.

Ele bufou e ligou o carro, só que dessa vez rapidamente. E saiu, cantando pneu pelas ruas de Nova Iorque. Por um segundo parte de mim se arrependeu por ter deixado que ele fosse, no entanto, o meu lado consciente e racional sabia que assim era melhor. Uma vez que envolvêssemos sexo nessa, meu trabalho com certeza ficaria corrompido e isso não seria uma boa. Em primeiro lugar, vinha a Isabella profissional, depois vinham todas as outras que quisessem tomar conta.

Fui para casa meio que sem acreditar em tudo que tinha acontecido. Justo o Cullen, tão centrado e tão indiferente a tudo, me encurralando em uma viela pra dizer que queria ficar comigo. O quão estranho é uma situação como essa? Eu realmente esperava que ele deixasse tudo que rolou em Machu Picchu, em Machu Picchu. Mas eu mentiria se dissesse que não havia nenhuma parte de mim que estivesse realmente mexida com sua atitude. Na verdade, mexida com ele, por inteiro.

O resto da semana foi puramente gelada, estar no pólo norte era fichinha perto de estar perto dele, que só me dirigia a palavra em casos restritamente profissionais. E é claro que por mais que eu sentisse assumidamente uma forte atração física por ele, o melhor era deixar desse jeito mesmo. Sem misturar nada.

Sábado eu passei o dia inteiro fora, apoiando a ONG na qual James – Que havia voltado de Machu Picchu no dia anterior – era filiado. Ele queria marcar para sair à noite, no entanto eu estava meio relutante, me sentia cansada e sem muita vontade de me deitar com ele. Então disse apenas que ia pensar e se resolvesse ir, ligaria para ele.

Assim que cheguei em casa, surpresa foi a minha ao ver Alice, Jasper e Jacob conversando com minha mãe na sala. Tudo que eu mais queria era dormir, então por que eles tinham que vir me visitar? Mas tudo bem, eram meus melhores amigos, e eu devia cultivá-los.

— Boa noite. – Eu disse ao entrar.

— Boa noite. – Responderam juntos.

— Oi amiga! – Disse Alice sorridente vindo até mim e me abraçando. – Como foi a viagem? A gente ia vir durante a semana, mas achamos que você estaria muito cansada já que tem trabalhado tanto.

— Tenho mesmo. – Confessei me sentindo exausta só de pensar. – A viagem foi incrível. À propósito, tenho presentes para vocês. – Eu disse saindo.

Voltei para a sala com os presentes que eles prontamente abriram e pareceram gostar, já que agradeceram sorridentes.

— Vamos jantar lá em casa com a gente? – Alice perguntou.

— Ai Lice, não sei. – Eu disse sem muita vontade de ir. – Estou tão cansada.

— Ah Bells, por favor. Sua mãe já disse que vai jantar na casa do namorado e talvez nem volte hoje. E além do mais, hoje é sábado! Vamos, por favor, vai ser legal!

— Você vai jantar fora? – Perguntei para minha mãe.

— Vou.

— Então tá. – Eu disse sem muita saída. – Eu vou com vocês. Mas antes da meia noite quero estar na cama hein.

— Okay. – Disse Alice feliz por eu ter aceito. – Vamos te esperar lá em casa hein, não se esqueça e nem demore.

— Pode deixar. – Eu disse dando uma leve piscada.

Alice, Jasper e Jacob saíram e eu fui para o banheiro, tomar um banho e me arrumar para visitá-los. Assim que entrei no apartamento, Alice já me recebeu, entregando uma taça de vinho.

— Não posso beber, Alice. – Eu disse prontamente. – Não quero passar o meu domingo com ressaca.

— Ah, para com isso. Só uma tacinha não vai fazer mal. – Disse insistindo e então eu peguei. A final, discutir com Alice era um caso perdido mesmo.

Fomos até a mesa onde estavam Jasper e Jacob. Okay, isso estava parecendo um encontro duplo. Isso não soaria dessa forma se Jacob não insistisse nessa coisa de gostar de mim. Nos conhecíamos há tanto tempo e nunca rolou nada. Mas não importa o que aconteça, por algum motivo, ele nunca deixa de ter esperanças e isso acaba comigo, já que gosto tanto dele, só que apenas como amigo.

— Mas conta tudo, como foi a viagem? – Alice perguntou enquanto jantávamos.

— Tirando o Cullen, perfeita. – Eu disse como um verdadeiro robô. Já estava tão habituada a falar mal dele que soava mecânico mesmo.

— Nossa, você odeia esse cara mesmo hein. – Disse Jacob sorrindo.

— Vocês não tem noção do quanto ele é insuportável e irritante. Faz tudo de forma errada, pensando somente nele, no bem estar dele. É o homem mais egoísta que já conheci. – Eu disse deixando transparecer o quanto sua forma de agir me irritava.

— Caramba. – Disse Alice. – Você nunca fala assim de ninguém. O cara deve ser um mala mesmo.

— E é. – Garanti. – E o que mais me irrita é que vejo o quanto o pai e o irmão dele se esforçam, sabe? Tentam de qualquer jeito ser gentis com ele e incluí-lo nas coisas da família, mas ele cria uma redoma de vidro em volta de si, contra as outras pessoas.

— Cara estranho. – Disse Jasper.

— Ele é. Tenho quase certeza que isso é relacionado a algo que aconteceu no passado.

Continuamos o jantar, e como eu já sabia que seria, não parei em apenas um tacinha de vinho. Na verdade eu bebi várias taças. Muitas mesmo. Tantas que Alice me levou em casa, sendo que o meu apartamento é no andar de cima do dela. Mas é claro que não bastava beber, eu tinha que por a porra dos pés pelas mãos também. Peguei minha bolsa e comecei a revirar, a procura do cartão que o Cullen havia me dado, o cartão dele, com os números pessoais. Números os quais ele deixou bem claro que eu só deveria ligar no caso de extrema emergência, mas como bêbado não tem noção de muita coisa, ainda mais eu bêbada, então disquei o número sem piedade e apertei o botão para chamar. Chamou uma vez... Duas... Três...

— Cullen. – Ele disse com sua voz gelada e impassível. Chegava ser constrangedor sequer respirar por perto dele quando falava dessa forma.

— Cullen! – Eu disse alto. – Acordado esta hora?

— Quem fala? – Perguntou com o mesmo tom de voz.

— Como “Quem fala”? Sou eu, “Senhorita Swan!” – Disse imitando a forma na qual ele dizia o meu nome. – A assistente social que você tanto incomoda.

— Senhorita Swan? – Perguntou com a voz um pouco diferente, levemente mais acolhedora. – Está tudo bem?

— Não! Não está tudo bem! – Eu disse gritando.

— A senhorita bebeu alguma coisa? – Com certeza naquele momento ele já havia percebido que eu estava pra lá de bêbada.

— Não. – Menti.

— Onde a senhorita está?

— Não me faça desviar do assunto! – Disse levantando o tom de voz, porém sem gritar. – Liguei para lhe falar algumas verdades e você vai ouvi-las. Uma a uma!

— Não. Senhorita Swan, são três e meia da manhã. Tenho muito a fazer mais tarde. Só me diga onde a senhorita está.

— Por que quer tanto saber?

— Porque pode não ser seguro.

— Estou em casa. Satisfeito?

— Está mesmo?

— Sim, estou em casa.

— Tudo bem. Vou dormir então, senhorita Swan. E é bom que a senhorita faça o mesmo.

E então desligou, na minha cara. Eu poderia ligar de novo, mas não. O meu ego e a minha falta de noção não permitiram. Eu achava que ele tinha que me ouvir, e já que ele não queria por telefone, seria pessoalmente.

Olhei no cartão, que estava o endereço dele bem pequeno, no cantinho. Eu sabia onde era. Bem no centro de Nova Iorque, num daqueles apartamentos que em um mês custavam mais que o ano inteiro do meu. Peguei as chaves da lambreta e desci cambaleando até o estacionamento do meu prédio e fui rumo ao centro. A lambreta ia praticamente sozinha e por muita sorte, consegui chegar inteira até o endereço. Fui até a portaria do enorme arranha céu, dei de cara com o porteiro e outros dois homens de preto, provavelmente seguranças dali. Todos me olharam de cima a baixo como se eu fosse uma mendiga qualquer ou algo assim.

— Eu... Quero... Falar com o... Com o... Cullen! – Eu disse.

— Não temos contato com ele, senhorita. – Disse o porteiro.

— Como não? Ele mora aqui!

— Sim, mas é na cobertura sênior. E lá é totalmente independente. É uma ordem dele para que só entre quem o segurança pessoal dele vir aqui buscar.

— Mas que merda! – Resmunguei. – Ah, mas ele vai me ouvir. Ô se vai!

Peguei meu celular e disquei novamente o número dele. Chamou três vezes novamente.

— Senhorita Swan. Por que não foi pra cama ainda? – Perguntou.

— Estou no portão da sua casa.

— O que?! – Agora sim sua voz havia se alterado, só que apenas em um tom de surpresa.

— Estou no seu portão esperando para conversar. Venha aqui, ou vou esperar você sair.

— Fique aí. – Ele disse e em seguida desligou.

Guardei meu celular e me sentei na calçada. Não sabia exatamente o que estava fazendo, mas uma coisa era fato, eu estava decidida em dizer algumas verdades para o Cullen.

Algum tempo depois senti uma mão em meu ombro. E quando olhei, lá estava ele, o Cullen. Com o cabelo desgrenhado e um moletom surrado. Era visível que ele tinha vindo na mesma hora, sem nem mesmo ir ao banheiro nem nada disso.

— Vamos subir. – Disse impaciente. – Está frio aqui fora.

— Não! – Eu disse ficando de pé e me pondo de frente para ele. – Vou dizer tudo que tenho a dizer e depois ir embora.

— Tudo bem, mas diga lá em cima. Estamos no coração de Nova Iorque, além de estar frio é extremamente perigoso.

— Eu não vou! – Eu disse.

O Cullen então se aproximou de mim, me pegou no colo me jogando sobre o ombro direito, como se eu fosse um saco de cimento e foi em direção ao elevador que havia ali. Enquanto eu me debatia, tentando sair de seu aperto firme, batendo em suas costas com as mãos. Entramos no elevador e dentro de pouco tempo já estávamos em seu andar, eu apenas me debatia inteira pra tentar sair de seus braços. Com certeza isso renderia bons hematomas para ele depois.

O Cullen me colocou no chão e percebi que estávamos em uma enorme sala, com móveis de muito bom gosto. Numa decoração Vintage, só que um pouco mais moderno que o habitual estilo. Puxado para tons amadeirados. Era definitivamente a sala mais bonita e grande que eu já havia visto. Sala na qual no final, a parede era inteira de vidro, proporcionando uma vista panorâmica de Nova Iorque.

— A senhorita veio falar comigo. – Ele disse sereno. – Mas antes quero saber como chegou até aqui.

— Na minha lambreta. – Disse como se fosse a coisa mais natural do mundo e ele imediatamente arregalou os olhos.

— Enlouqueceu? – Perguntou.

— Não. Por quê?

— Como “Por quê”? Você podia ter morrido! Tem noção do perigo que correu? – Agora ele estava me dando sermão como se fosse meu pai. E parecia realmente zangado.

— Olha só. Isso não importa, tá bom? Eu vim aqui pra te dizer umas verdades e é isso que vou fazer. – Disse erguendo as sobrancelhas e então ele permaneceu calado, esperando que eu prosseguisse. – Pois então. Estou aqui pra dizer que não te suporto! Que você é mesquinho, egoísta e acha que o mundo deve girar ao seu redor. Estou aqui pra dizer que nunca em todo o universo detestei tanto alguém como detesto você. Quero dizer também que não é legal a forma na qual você trata as pessoas que tanto te amam. Seu pai e seu irmão fazem de tudo pra te ver feliz e entretido, no entanto parece que nada está bom pra você, parece uma criança mimada e irritante. Estou aqui pra dizer que odeio a forma na qual você fala com as pessoas e principalmente a forma na qual as trata. Odeio o fato de você conseguir ser extremamente adorável em certos momentos e na maioria deles ser tão insuportável, mas estou aqui, principalmente pra dizer que não consigo parar de pensar em você desde que nos beijamos, e que toda noite, antes de dormir, eu me pergunto se recusar sair contigo foi mesmo o certo a se fazer.

E então aquele silêncio mortal ficou ali... Preso em nossas gargantas. Ele apenas me encarava com sua expressão que se mostrava um misto de dúvida, surpresa, confusão e talvez um pouco de felicidade, não sei ao certo.

— Acho melhor nós conversarmos amanhã. – Ele disse calmamente depois de recuperar sua habitual expressão indiferente. – Agora a senhorita vai dormir.

— Eu vou pra casa.

— De forma alguma. Você vai dormir aqui. Temos muito que conversar amanhã. – Disse simplemente.

Depois de alguma resistência e teimosia de minha parte, finalmente cedi e resolvi ficar por lá. Mas é claro que o pior foi quando acordei, no quarto de hóspedes do enorme apartamento do Cullen, com uma dor de cabeça dos infernos e o pior, me lembrando de cada vírgula do que disse a ele ontem.

— Puta que pariu. – Murmurei. – Eu falei pro Cullen tudo que sinto em relação a ele!

— Bom dia, senhorita Swan. – Ele disse entrando no quarto de bermuda e camisa casual. Era incrível, mas ele conseguia ficar totalmente lindo tanto em roupas casuais quanto sociais. Seu porte perfeito dispensava qualquer estilo para parecer ainda melhor.

— Bom dia. – Disse completamente sem graça e sem coragem de encará-lo.

— Me acompanha no café da manhã?

— Acho melhor não. Vou pra minha casa.

— Eu insisto. Depois a levo em casa.

— Mas eu estou com a lambreta.

— Um empregado meu já levou até o seu prédio.

— Ah sim... Obrigada.

— Então...

— Tudo bem, vamos. Eu só preciso de um minuto.

— Tudo bem. Fique à vontade. – Ele disse se retirando.

Me levantei em um pulo e fui até o banheiro da suíte de hóspedes onde eu estava. Tinha toalha de banho aparentemente nova. Uma escova de dentes ainda fechada, pasta e tudo mais para uma perfeita higiene matinal. Tomei um banho rápido, vesti a mesma roupa em seguida e escovei os dentes, por fim escovei os cabelos e saí, de encontro ao poderoso chefão. Descemos calados até uma pequena lanchonete que ficava de frente ao prédio que ele morava e uma garçonete oferecida veio até a nossa mesa.

— Bom dia, senhor Cullen. – Disse com um sorriso exagerado, mostrando dentes demais. – O mesmo de sempre?

— Sim. – Disse com um sorriso breve e então desviou os olhos para mim. – O que vai querer?

— Pode ser um capuccino médio.

A garçonete exibida anotou o pedido e saiu rebolando. Enquanto o Cullen me encarava fixamente. Sua expressão era indecifrável e isso estava me matando.

— A senhorita lembra das coisas que me disse na noite passada? – Perguntou calmamente.

— S... Sim. – Eu disse sem graça. Era a primeira vez que eu ficava assim diante a ele.

— Bom, 99% das coisas que me disse eu já sabia que pensava. Porém teve uma que me surpreendeu.

— O que?

— Eu não imaginava que ainda pensasse nos nossos beijos.

Respirei fundo e então senti meu rosto queimando. Pronto, deixei tudo ir por água a baixo agora. Como eu ia dizer que era mentira? Agora ele sabia da minha quedinha por ele e eu nem tinha como me defender.

— Não estou esperando que se explique. – Ele disse ao perceber o meu dilema interior. – Eu também não suporto muitas coisas em você, no entanto não importa o quão fundo eu vá com alguma mulher, eu simplesmente não consigo tirar os seus beijos da minha mente.

— Cullen, eu...

— Shh. Eu sei que eu tinha prometido a você e a mim mesmo que uma vez que você me recusasse, eu não voltaria atrás. Mas não dá. – Disse ao respirar fundo. – Ainda mais agora que sei que é recíproco. Quero sair com a senhorita, esta noite. E não aceito “Não” como resposta.

Notas finais
Oi gente! Um pouco mais de suspense. kkkkk A boa notícia é que devo aparecer mais cedo aqui pro próximo, já que as minhas aulas teóricas na auto escola terminaram, agora é só esperar as práticas que começam dia quinze, então até lá vou ter esse tempo livre. Fora que eu já sei exatamente o que quero no próximo capítulo, o que já facilita bastante, rs. Espero que tenham gostado e por favor, não deixem de comentar! Bjs.