Ética Do Amor

12 A noite é uma caixinha de surpresas


Notas iniciais
Oi gente! Aqui estou! Bom, não tenho muito à dizer, só que estou correndo pq tenho curso daqui a pouco e devia estar me arrumando, rs. Então é isso, boa leitura para todas!

Eu estava em um verdadeiro dilema na segunda-feira, porque não fazia a mínima ideia de como Edward se comportaria. Ele poderia ser doce ou me tratar como sempre. Isso seria um verdadeiro enigma, mas uma coisa era fato: Se ele me tratasse mal, não haveria jantar nem mais tarde, nem nunca!

Assim que cheguei na cobertura, meu estômago se contraiu ao ver Tânia. Eu tinha esquecido completamente dela. Então ia ser assim? O Cullen ia transar com ela e comigo ao mesmo tempo? Não! Nós íamos ter uma conversa muito séria sobre isso mais tarde.

– Bom dia. – Eu disse ao passar por ela.

– Bom dia. – Respondeu.

Entrei na sala e lá estava ele, todo engravatado e sério por trás de sua mesa. Nem parecia o mesmo cara que estava comendo costela de cordeiro com as mãos e ouvindo Scorpions comigo noite passada.

– Bom dia. – Eu disse testando contato.

– Bom dia senhorita Swan. – Disse sério, porém sem nenhum sinal de hostilidade em sua voz. Eu diria até que ele estava usando um tom simpático.

Fui até a minha mesa e comecei a organizar minhas coisas para começar o trabalho. Edward não falou mais nada durante toda a manhã. O que me deixou meio cabreira. Ele não estava com a expressão fechada como costumava ficar. Parecia estar apenas concentrado em seu trabalho, no entanto eu só teria certeza de seu humor caso fizesse alguma grosseria ou tomasse alguma atitude que o denunciasse.

Na hora do almoço as coisas aconteceram como sempre, eu desci para almoçar com Rose, Emmet e Mike, que por sinal parecia estar cada dia mais encantado por mim o que só fazia eu me perguntar mais frequentemente sobre o gosto desses caras. James, Jacob, Mike e até o Cullen. Qual era o problema deles? Não que eu me achasse feia, na verdade eu me achava uma bela mulher, com tudo no lugar, cabelos bem tratados e curvas moderadas e mesmo que não fosse nem bonitinha jamais me sentiria inferior à nenhuma outra mulher, no entanto eu conhecia o gosto masculino e sabia que mulheres como eu costumam conquistar os homens com o decorrer do tempo, pela minha personalidade, caráter, inteligência e um pouco pela beleza moderada também e mesmo assim um ou no máximo dois homens. Agora quatro? Acho que eu não estava me enxergando direito. Só podia ser!

Assim que o almoço regado a cantadinhas baratas do senhor Newton terminou, subi até a sala de almoço com o coração acelerado. Eu estava me perguntando se o Cullen estava com a Tânia, mas já fiquei bem mais tranquila quando cheguei e a vi em sua mesa, mexendo no computador.

Entrei na sala e lá estava ele, cortando as unhas.

– Hum... Então quer dizer que o poderoso chefão corta as próprias unhas? – Perguntei mesmo sabendo que ali não era ambiente para brincadeiras, mas pra minha surpresa ele sorriu amigavelmente. É... O Cullen realmente estava numa boa hoje.

– Às vezes peço pra Tânia fazê-lo, só que ninguém corta a minha unha da mesma forma que eu. – Tudo estava indo maravilhosamente bem. Por que diabos ele tinha que tocar no nome dela?

– Ah... – Eu disse tentando disfarçar meu desapontamento.

– Como foi o almoço? – Perguntou ao perceber que o assunto tinha morrido.

– O mesmo de sempre. Legal.

– Emmet comentou comigo que almoça com a senhorita. Você, ele e a Rosalie?

– Eu, ele, a Rosalie e o Mike.

– Mike? – Perguntou curioso aparentemente tentando puxar na memória de quem se tratava.

– Mike Newton.

– O interprete?

– Sim.

E então o silêncio voltou a reinar. O bom era que eu já sabia que ele não tinha voltado a agir feito um idiota. Só estava tentando se concentrar em seu trabalho. Mais do que correto, já que com isso eu também conseguia me concentrar no meu.

No final do dia, arrumei minhas coisas e quando tudo estava pronto para que eu saísse, me despedi.

– Estou indo. – Avisei. Eu não fazia ideia se o jantar ainda estava de pé, já que ele não comentou nada sobre o dia inteiro. Mas como não pretendia perguntar apenas agi normalmente. – Boa noite.

– Dez horas estarei no seu portão. – Disse naturalmente.

– Me mande uma mensagem quando chegar. – Eu disse.

– Okay. Até mais tarde.

– Até mais. – Eu disse dando um leve sorriso e saindo em seguida.

Tânia também organizava suas coisas para sair e eu já estava pensando na possibilidade dela se encontrar com o Cullen depois. A final, eram oito horas, ele só ia me buscar às dez. Muita coisa poderia ser feita nesse intervalo de tempo.

“Sem surtar Isabella, sem surtar!” Eu repetia para mim mesma no caminho para casa. Assim que cheguei minha mãe estava em casa. Droga. Eu tinha que contar para ela com quem eu ia jantar hoje.

– Boa noite. – Ela disse se aproximando e beijando minha testa.

– Como foi a noite passada sem a mamãe em casa?

– Tranquila. – Eu disse sorrindo.

– Filha, quero conversar com você. – Ela disse séria.

– Aconteceu alguma coisa, mãe? – Perguntei preocupada.

– Não, mas vai acontecer.

– O que?

– Nós vamos nos mudar.

– Pra onde?

– Pra casa do Carlisle. Nós estamos levando a nossa relação a sério e queremos morar juntos. Então vamos nos mudar nesse final de semana.

– Não. – Eu disse prontamente.

– Você não quer ir? – Perguntou confusa.

– Claro que não, mãe. – Eu disse como se fosse óbvio. – Você o conhece direito, mas eu não. Não vou me sentir à vontade morando com uma pessoa que eu não conheço nem há duas semanas.

– Ah... – Disse minha mãe visivelmente triste. – Tudo bem, nós não vamos então.

– Mãe, não. A senhora pode ir, aliás, a senhora vai. Vai morar com o homem que escolheu pra passar o resto da vida. Está mais do que certa em ir inclusive. Eu posso morar sozinha.

– Não, não quero você morando sozinha. Sem chances! – Disse firme.

– Ah mãe, deixa de besteira. Tenho 22 anos, trabalho. Qual é o problema?

– Eu não quero. Esse mundo é muito violento Isabella. Não gosto de pensar em você morando sozinha. Vou estar lá, mas com o pensamento aqui. Se quiser que eu vá ou arruma alguém pra morar com você, ou vai comigo. Caso contrário ficaremos aqui mesmo.

– Tá bom mãe. Posso resolver isso amanhã? Porque hoje tenho um jantar.

– Jantar?

– Sim.

– Um encontro? – Perguntou com um sorriso bobo.

– Mais ou menos.

– Com quem? – Ops. A pergunta que ia estragar tudo.

– Com o Cullen. – Eu disse baixinho.

– Com quem? – Perguntou novamente.

– Com o Cullen. – Eu disse um pouco mais alto.

– Com o Edward? – Perguntou parecendo nem um pouco satisfeita.

– Sim mamãe. – Respondi meio sem graça.

– Você sabe o que eu penso sobre este homem, não sabe, Isabella?

– Sim mamãe, eu sei.

– Não vou falar mais nada então. Você é adulta e sabe aonde está se metendo.

– Eu sei que a senhora não gosta dele, mas...

– “Mas” nada, porque até ontem você também não o suportava. Agora está aí, aceitando sair com ele. Se eu não conhecesse muito bem o seu caráter diria até que está aceitando este jantar por causa do dinheiro dele.

– Mas a senhora sabe que não sou assim. – Eu disse ofendida.

– Eu sei disso, mas as outras pessoas não. Então tome mais cuidado quando dizer que não gosta de alguém. Trate de ter certeza primeiro. – Disse me dando as costas e entrando em seu quarto. Maravilha. Agora a minha mãe estava com raiva de mim!

Fui até o banheiro e tomei um bom banho, lavando os cabelos com o meu shampoo favorito e assim que saí já comecei a separar a roupa que usaria no jantar com o Cullen. Eu não tinha a menor ideia de para onde iríamos hoje, logo não tinha a menor ideia de qual tipo de roupa usar. Não podia chegar com uma roupa simples em um restaurante desses que só gente impossivelmente rica pode frequentar, assim como não seria legal ir com uma roupa muito chique em algum lugar simples ou até mesmo na casa dele. Então na dúvida, mandei uma mensagem para o celular dele perguntando para onde iríamos. Esperei impacientemente pela resposta que chegou somente uns quinze minutos depois.

Por que sempre quer saber pra onde vamos? P.S.: Perdoe a demora pela resposta. Estava dirigindo.”

Só quero saber para me arrumar de acordo com o lugar que nós vamos.”

Vá com qualquer roupa casual. Eu pensei em ir pro meu apartamento novamente, lá nós poderemos comer à vontade, conversar e fazer qualquer outra coisa que talvez você esteja disposta hoje… Fora que não gosto de sair quando tenho que trabalhar no dia seguinte. É muito mais confortável ficar em casa. Mas é claro que se você quiser, podemos ir a um restaurante ou qualquer outro lugar.”

Sério mesmo? “Fazer qualquer coisa que talvez você esteja disposta hoje…”? Ah Cullen, você só pode estar de brincadeira comigo. Dei um leve sorriso e então respondi sua mensagem.

Nem comentarei sobre a sua suposição quanto ao que eu posso ou não querer fazer hoje. Mas eu aceito jantar no seu apartamento sim. Na verdade estava torcendo para que fosse lá. Também gosto de privacidade. (Não leve para outro lado, seu maldoso)”

Maldoso? Eu?” Respondeu em menos de vinte segundos e eu ri.

Eu sabia que levaria para o pior lado caso eu não esclarecesse.”

Eu não pensaria em nada caso não tivesse me alertado. Acho que a maldosa é você. rs”

O Cullen tinha acabado de colocar “rs”? Quem diria. O poderoso chefão é usuário de gírias da internet. Isso era divertido de se constatar.

Não sou maldosa.”

É sim, uma menina levada. Quem diria, senhorita Swan...”

Não seja tolo, senhor Cullen. Haha”

Por que o 'Haha'? Está deboxando de mim, menina levada?”

Pare de me chamar de menina levada!”

Hahaha. Tudo bem, vá se arrumar que vou te buscar em meia hora.”

Mas não eram às dez? Ainda são oito e meia.”

Sim, mas eu pensei que teria que fazer alguns relatórios hoje, só que pelo que li, não precisa ser eu. Então mandei que Tânia os fizesse. Só vou ter o trabalho de revisá-los, e caso esteja tudo certo, assinar embaixo.”

Tudo bem então. Vou me arrumar.”

Comecei a me arrumar e optei por jeans mesmo, já que estávamos no inverno e o inverno em Nova Iorque era sempre cruel. Assim que terminei de me vestir peguei minha bolsa e fiquei na sala, esperando que ele me ligasse. Até que recebi sua mensagem dizendo para que eu descesse. Dei tchau para minha mãe que ainda estava meio bicuda comigo, mas não o suficiente para esquecer de mandar eu levar o casaco e a camisinha. Mesmo eu sabendo que não a usaria, apenas concordei e saí.

– Boa noite, menina levada. – Disse o Cullen com sua voz sedutora assim que entrei no carro.

– Dá pra parar com isso? – Perguntei sorrindo.

– Não seja boba. – Disse se aproximando e me dando um selinho. – É só um apelido íntimo.

– Mas vai que alguém escuta esse “Apelido íntimo”. O que vão pensar de mim?

– Que você é uma menina levada. – Disse em um tom divertido. – Levada e muito sexy.

– Hum. Vamos logo? – Perguntei desviando a atenção do assunto “menina levada”.

Edward ligou o carro e nós fomos rapidamente até seu apartamento. Assim que chegamos, ele segurou minha mão e me levou até o sofá. Hoje não havia velas nem nada disso. Somente a luz fraca do lustre da sala, que dava um ambiente bem aconchegante.

– Eu já disse o quanto gosto da decoração da sua casa? – Perguntei.

– Não, mas é bom ouvir. Se quiser te dou o cartão do arquiteto.

– Eu posso até pegar, mas tenho certeza que não tenho a conta bancária recheada a ponto de contratar o mesmo arquiteto que você.

– Mas esse gosta de dar um bom desconto para moças bonitas. – Disse abrindo sua carteira e me entregando seu cartão.

– Idiota. – Eu disse rindo.

– O que vai ser hoje? Porque resolvi dar uma folga para os meus empregados, então vamos ter que pedir o nosso jantar.

– Ah é?

– É.

– Então acho que hoje cairia muito bem uma pizza. O que acha?

– Hum... Eu acho que concordo.

– Eu tenho o telefone de uma lá perto de casa que faz uma pizza maravilhosa. – Eu disse pegando meu celular na bolsa e procurando em meus contatos. Assim que achei apertei o botão para realizar a chamada e entreguei o celular ao Cullen. – Diga seu endereço.

– Mas a pizza vai ser de que? – Perguntou.

– Eu não sei, gosto de todas.

– Pepperoni?

– Okay.

Edward esperou mais um pouco e em seguida começou a falar. Pedindo uma pizza gigante de pepperoni. Assim que ele desligou, ele pegou minha mão e me levou até um pequeno e harmonioso cômodo no qual havia mais de quinhentas garrafas de vinho, uísque e alguns outros que eu não soube identificar.

– É o meu bar. – Disse sorrindo.

– Sua casa é muito bem planejada. A cor das paredes casa bem com os móveis que casam bem com o local onde estão posicionados. Parece que tudo foi milimetricamente pensado. É difícil acreditar que não teve um ótimo arquiteto por trás disso.

– Eu já disse que eu sou o arquiteto. – Disse sorrindo.

– Não seja bobo, Edward.

– O que quer beber?

– Vinho tinto.

– Não gosta de uísque?

– Não muito.

– Tudo bem, vamos de vinho tinto então. – Disse escolhendo uma garrafa, lendo o rótulo e sorrindo em seguida. – Este é perfeito.

Edward pegou duas taças e nós voltamos para a sala. O telefone tocou e ele apertou o viva voz para não precisar parar de abrir a garrafa de vinho.

– Cullen.

– Fala Edinho! – Disse a inconfundível voz de Emmet.

– Oi Emmet.

– To precisando dos seus serviços paisagísticos.

– Diz.

– Rose tá querendo colocar um chafariz aqui no jardim, mas eu não sei se dá pra aproveitar o espaço que nós temos. Você já veio aqui. Acha que tem como?

– Aí depende. Se vocês quiserem reposicionar as mudas e colocar algumas aéreas, dá sim. Mas eu teria que ir aí e medir direito. E como eu não tenho tempo pra isso, posso te indicar um amigo de faculdade meu que é um dos melhores paisagistas que eu conheço, depois de mim, é claro. – Disse sorrindo.

– Ah sim, me passa o número dele então.

– Okay. Te envio por e-mail mais tarde, pode ser?

– Sim.

– Tá bom, tchau.

– Tchau.

Hum... Okay, essa conversa dos dois foi reveladora para mim. Por quê? Bom, acho que era porque eu não fazia ideia de que Edward era paisagista. E segundo o meu pequeno conhecimento sobre o assunto, paisagismo era um curso de pós graduação da faculdade de arquitetura. Então o filho da puta era arquiteto mesmo!

– Porque não me disse que era arquiteto? – Perguntei.

– Eu te disse duas vezes!

– Mas você falou rindo. Falar rindo não conta.

– Mas eu estava falando sério.

– Caramba. Isso é muito legal. Arquitetura é um dos cursos que eu queria. Agora me conta, como veio parar aqui se na verdade é um arquiteto?

– Eu tenho quatro formações.

– Quatro?! – Perguntei com os olhos arregalados. Por essa eu não esperava mesmo. Pra ser sincera achava que o Cullen era apenas um canalha sortudo. Nunca tinha o visto como um homem estudioso ou algo assim. – Em quanto tempo terminou tanta coisa? Você parece ser um cara novo.

– Eu tenho 32 anos.

– Sério? – Perguntei com os olhos arregalados. – Parece ter uns 25 no máximo.

– Obrigado. – Disse sorrindo.

Ele era dez anos mais velho do que eu! Okay. Isso nem era tanta coisa assim. E além do mais eu era adulta, ele também. Idade eram apenas números. O importante era que eu não queria desviar do assunto central, que eram suas graduações.

– Mas me conta, quais são os cursos que você é graduado?

– Eu entrei na faculdade aos 16 anos pro curso de arquitetura e urbanismo. Terminei aos 20 e aos 20 mesmo comecei publicidade e propaganda e durante os dois primeiros anos de publicidade, fazia a pós em paisagismo. Dois anos antes de eu terminar a faculdade de publicidade, eu consegui um estágio remunerado aqui. Eu era o ajudante do assistente de marketing, só que na verdade eu era meio que um “faz tudo”. E como o meu trabalho com o assistente de marketing era pouco e eu tinha que cumprir o meu horário, eu passava o resto do tempo pegando cafézinho e digitando contratos para o presidente que conversava muito comigo, tanto que me aconselhou a fazer administração de empresas, porque de todos ali, eu era o que ele mais sentia segurança para “passar o trono”, digamos assim. Porque ele queria ser aposentar e quando um presidente de uma empresa governamental se aposenta, é ele quem escolhe seu sucessor, contanto que não seja ninguém de sua família e esse sucessor passa seis meses em perícia e caso não seja qualificado é substituído por alguém que os representantes escolham. Enfim, ele queria que eu o substituísse, mas queria que eu fosse qualificado pra isso. Eu fazia faculdade de manhã, estagiava à tarde e esperei chegar o meio do ano pra abrir um curso de administração, no qual eu me matriculei à noite. No ano seguinte eu terminei publicidade e comecei a estagiar na empresa, só que pra administração, eu era assistente do presidente e fiquei nessa até o final do curso, que ao terminar ele se aposentou e me colocou em seu lugar. E aos 27 anos eu era o presidente da empresa. Aí, eu percebi que havia algumas coisas que eu queria me aprofundar, só que não era exatamente a minha função, e se tem uma coisa que eu não aceito é querer conhecer determinado assunto e não conhecê-lo, então resolvi fazer a minha quarta graduação que é engenharia de produção, só que a maioria das matérias que tem em administração de empresas, tem em engenharia de produção, então eu só precisei fazer dois anos de faculdade. Terminei aos 30 e agora to dando um tempo nessa de estudar. Acho que to ficando velho, porque antes eu fazia todo o meu trabalho mais rápido pra sair cinco horas da empresa e ir pra faculdade, hoje eu já não me imagino mais fazendo isso. – Disse sorrindo.

– Nossa. – Eu disse realmente admirada. – Eu não sabia de nada disso. Na verdade nem imaginava o quanto você já batalhou na vida.

– Pois é. Todo mundo tem essa mania de achar que eu já nasci em berço de ouro, mas ninguém faz ideia de todas as coisas que já aconteceram na minha vida. – Disse levemente pensativo.

– O que mais já aconteceu na sua vida? – Perguntei aproveitando o momento de confissões.

– Quem sabe outro dia eu te conte? – Perguntou calmamente e eu escolhi respeitar sua decisão e mudar de assunto.

– Mas e aquela mulher, que você ficou durante sete anos. Onde você a conheceu?

– Na faculdade. Na época eu fazia arquitetura e tinha 18 anos. Ficamos juntos até os meus 25.

– Ela também fazia arquitetura?

– Não, ela fazia Gestão de RH. Tanto que hoje ela trabalha lá na empresa.

– Sério? – Perguntei com os olhos arregalados. Essa ele não me falou.

– Sim. Quando nos reencontramos ela estava sem emprego e eu sou presidente de uma das maiores empresas da América no Norte. Não seria justo não fazer nada para ajudá-la.

– É claro. – Respondi prontamente. – É um gesto bonito de sua parte, mas estou aqui me perguntando se já vi.

– Acho que não. Não lembro dela ter ido à minha sala desde que você chegou. Na verdade ela só me visita quando quer falar de algo relacionado à empresa.

– Qual é o nome dela?

– Victória. Mas vem cá, senhorita Swan. – Disse em um tom brincalhão enquanto se aproximava. – Isso é um interrogatório? A senhorita está me espionando?

– Que isso? Sou só uma simples assistente social. – Eu disse sorrindo enquanto ele me abraçava.

– Pois eu acho que a senhorita está me espionando, hein.

– Ah é?

– É… O que acha de começar mais a fundo? – Perguntou em um tom sedutor.

– Como assim?

– Tipo isso. – Disse enquanto aproximava seu rosto do meu e me beijava.

Retribui ao seu beijo e ele se aprofundou, unindo sua língua à minha, enquanto nossos lábios permaneciam unidos em sincronia. Levei minhas mãos até seus cabelos e ele acariciava meu rosto com as suas. Edward empurrava seu corpo para cima do meu e aos poucos eu fui deitando no sofá, ele vinha lentamente para cima de mim, ficando entre minhas pernas. Então para minha sorte – ou azar… – o telefone tocou. Edward separou os lábios dos meus, porém seu rosto continuou a centímetros do meu.

– Eu realmente não queria parar. – Disse ele. – Mas preciso atender.

– Sem problemas.

Ele bufou e então levantou, indo até o local onde o telefone estava e atendendo.

– Cullen. – Disse ele com sua voz apavorante. – Sim Aro, eu pedi pizza. Pode trazer aqui? – E então ficou apenas ouvindo antes que respondesse novamente. – Estou esperando.

Então o Cullen se sentou ao meu lado novamente.

– Quem era? – Perguntei.

– O meu segurança. Ele vai trazer a pizza.

– Não sabia que você tinha um segurança.

– Esta é a intenção. Ele é bem discreto. – Disse sorrindo.

Sério. Eu nunca imaginei que o Cullen tinha um segurança e também não imaginava que ele tinha quatro graduações. Eu só estava me perguntando quantas coisas mais eu não sabia sobre ele. Este homem era uma caixinha de surpresas.

– Hum… A pizza está com um cheiro maravilhoso! – Disse Edward chegando com a caixa da pizza em mãos.

– Então vamos atacar! – Eu disse sorrindo.

Edward deixou a pizza em cima da mesinha que ficava perto do sofá e foi até a cozinha, voltando pouco tempo depois com uma garrafa de coca cola e dois copos.

– Eu sei que vinho é mais sofisticado e tudo mais. Só que pizza e coca cola foram feitas uma pra outra. – Disse sorrindo.

– Estou me sentindo aquelas americanas viciadas em fast food agora.

– Eu também. – Disse sorrindo enquanto se sentava no chão. – Senta aqui.

Me sentei ao seu lado e ele ligou a TV que estava reproduzindo um episódio de How I met your mother. Uma das minhas séries favoritas.

– Ih, legal. – Disse Edward parecendo empolgado.

– Você também gosta dessa série? – Perguntei feliz pelas nossas semelhanças finalmente começarem a aparecer.

– Claro. É uma das minhas favoritas. – Disse sorrindo e eu sorri em resposta.

– É uma das minhas também.

Voltamos a nossa atenção para a série enquanto comíamos pizza e bebíamos coca cola. No final do primeiro episódio nós já havíamos devorado a pizza inteira, nos mantendo focados apenas na TV. Mas é claro que esse foco todo só durou até os comerciais do segundo episódio, já que não nada pra fazer a não ser comentar sobre a série, mas esses comentários não duraram até que ela retomasse, então não demoramos muito para começar a rolar no chão da sala, aos beijos. Beijos que aos poucos iam ficando ardentes e cada vez mais excitantes.

A energia ali era tão poderosa que eu estava quase tirando a minha roupa, mas é claro que não precisei chegar a este ponto, já que Edward mesmo começou a levantar minha camisa, eu sabia que estava cedo, sabia que não era a hora, mas onde estava a vontade de impedi-lo? A vontade de dizer “Pare” ou “Ainda é cedo”? Provavelmente no mesmo lugar que a minha sanidade.

Permiti que ele tirasse minha camisa e seus lábios insaciáveis foram descendo da minha boca até o meu pescoço, dando chupões que provavelmente deixariam marcas, mas que eu simplesmente não conseguia me importar. Minhas pernas cruzaram ao redor de seus quadris, o puxando ainda mais pra mim enquanto eu mordia os lábios para inibir os instintos que toda a sua intensidade provocavam em mim.

Suas mãos foram subindo da minha cintura até meus seios, acariciando-os por cima do sutiã e em seguida seus polegares mais ousados começaram a traçar seus caminhos por dentro, acariciando levemente meus mamilos que imediatamente enrijeceram de prazer.

– Do jeitinho que eu gosto… – Murmurou contra minha boca e eu gemi levemente.

Mas é claro que como as coisas só acontecem quando estamos em bons momentos, o maldito do meu celular tocou, atrapalhando tudo.

– Ah… – Disse Edward impaciente. – Não. Deixa tocar, por favor.

– Eu não posso. – Eu disse ainda inebriada pelos seus beijos. – Pode ser importante.

E então ao parar por uns instantes aparentemente criando coragem, Edward saiu de cima de mim, se sentando no chão e eu me levantei rapidamente, indo até a minha bolsa e pegando meu celular. O visor dizia ser Jacob.

– Jake? – Pensei alto.

Atendi imediatamente, preocupada, a final, por que Jake me ligaria tão tarde?

– Oi Jake. – Eu disse ao atender. – Tudo bem?

– Oi Bells. – Disse com a voz alterada o que fez eu me preocupar ainda mais. – Meu pai tá no hospital, recebi a notícia agora, vim aqui te chamar pra nós irmos, já que eu to sem carro, nem moto e a Alice e o Jazz foram passar a noite fora, mas sua mãe disse que você não estava em casa. Eu não sei o que fazer. Só tenho você. – Disse desesperado e de certa forma eu também fiquei, já que seu pai, o velho Billy era como um pai pra mim.

– Tudo bem. Não se apavore, okay? Estou indo e dentro de vinte minutos estarei aí.

– Okay. Vou te esperar no portão.

Encerrei a chamada e peguei minha camisa o mais rápido que pude, vestindo em velocidade record, enquanto Edward me observava sem entender nada.

– Eu preciso ir. – Eu disse nervosa.

– O que houve? – Perguntou confuso.

– Por favor, me leve pra casa e no caminho eu te explico.

– Tudo bem.

Edward levantou, pegando as chaves do carro e nós descemos até a garagem. Ele ia dirigindo rápido pelas ruas vazias de Nova Iorque. E eu apenas tremia enquanto explicava que Billy estava no hospital e Jake só tinha a mim para levá-lo até lá.

– Eu levo vocês. – Disse Edward.

– O que? – Perguntei.

– Eu levo vocês.

– Não precisa. Eu vou com a minha lambreta.

– É claro que precisa. Olhe só pra você, não consegue parar de tremer. Não está em condições de pilotar. Eu levo vocês.

– Não vamos incomodar muito?

– Eu estou me oferecendo pra ir.

– Tudo bem. – Eu disse um pouco mais calma por saber que alguém psicologicamente não afetado pela notícia estaria na direção.

Assim que chegamos, eu já podia ver Jake na porta. Ele chorava e isso me preocupou ainda mais. Edward parou o carro de frente para ele e eu saí.

– Vem Jake. Nós vamos nesse carro.

Ele prontamente entrou no banco traseiro e eu fui junto, para tentar acalmá-lo.

– Onde é o hospital? – Edward perguntou.

– É o New York Health. – Jacob respondeu com um fio de voz.

– Sei onde é. – Disse Edward.

Abracei Jacob ternamente em uma tentativa de mostrar que ele não estava sozinho.

– Vai ficar tudo bem. – Eu disse.

Em pouco tempo chegamos ao hospital. Fomos praticamente correndo até a emergência, onde estavam Seth e Sam, os irmãos de Jake.

– Onde ele está? – Jacob perguntou.

– Lá dentro. – Disse Sam visivelmente abatido. – Alguém deve vir falar com a gente daqui a pouco.

– Tudo bem. Nós vamos esperar. – Disse Jake.

Sam e Seth me cumprimentaram e eu apresentei Edward a eles que desejou melhoras para Billy. Puxei Edward para a área externa do hospital enquanto eles aguardavam alguma notícia do médico.

– Você pode ir se quiser. O Sam tem carro e provavelmente vai nos deixar em casa.

– Não. – Disse prontamente. – Eu te busquei em casa e vou te deixar em casa.

– Não precisa, Edward. Sério mesmo. Você já fez muito em nos trazer aqui. Foi incrível da sua parte. – Eu disse agradecida.

– Bella, para com essa mania de achar que está sempre incomodando.

– Mas eu sei que estou. Você tem acordar cedo amanhã.

– Você também, no entanto está aqui, não é?

– Sim, mas o Billy é importante pra mim, eu tenho que ficar, você não.

– Se eu for pra casa, vou ficar me perguntando como você está e não vou dormir de qualquer maneira, então vou ficar aqui. Tá bom? – Por que o fato dele visivelmente estar se importando comigo mexia deliberadamente com as minhas emoções? Eu não tinha essa resposta, mas não me importava muito de não tê-la. Estava ocupada demais sentindo a onda boa que isso provocava em mim.

– Tudo bem. – Eu disse sorrindo. – Vamos entrar?

– Vamos.

Edward e eu entramos e permanecemos na sala de espera com os meninos por mais uns quarenta minutos. E então finalmente o médico veio dar notícias.

– E aí, doutor? – Perguntou Seth. – Como ele está?

– Ele teve um princípio de infarto, nós já fizemos todos os procedimentos e tudo indica que as coisas vão ficar bem. Só que ele vai permanecer em observação até amanhã de manhã.

– Ah, maravilha então. – Disse Jake aliviado.

– Bom, era só isso. Qualquer coisa, perguntem à enfermeira responsável pela sala dele.

– Okay. Obrigado, doutor.

– Ai gente, que bom que ele está bem. – Eu disse feliz.

– Verdade.

– Eu queria ficar até a alta dele, mas tenho que trabalhar amanhã e estou exausta. – Eu disse com a mão na testa.

– Tudo bem Bells. – Disse Jake sorrindo. – Muito obrigado pelo suporte, tá? E me desculpa ter atrapalhado a sua noite.

– Tudo bem, Jake. Foi necessário.

Ele veio até mim e me abraçou forte, deixando um beijo demorado em minha testa em seguida. Depois olhou para Edward, estendendo a mão.

– Muito obrigado por ter trago a gente.

– De nada. – Disse Edward apertando a mão de Jake. – O importante é que o seu pai está bem.

– Verdade.

– Bom, estamos indo. – Eu disse. – Tchau meninos.

– Tchau. – Seth e Sam disseram juntos.

Edward se despediu deles também e nós fomos até seu carro. Apesar de toda a emoção de pouco tempo atrás, eu estava caindo de sono. Já passava das uma da madrugada e eu tinha que acordar às sete do dia seguinte. Fui cochilando durante todo o percurso até a minha casa, assim que chegamos, Edward me acordou com um beijo.

– Chegamos. – Disse com os lábios próximos aos meus.

– Acho que é aqui que nos separamos então. – Eu disse sorrindo.

– Pois é…

– Até amanhã. – Eu disse.

– Até.

Beijei seus lábios calmamente, apenas sentindo-os contra os meus. Edward apenas retribuiu, deixando que eu o embalasse. Depois do beijo virei para sair do carro, mas antes me lembrei que devia agradecê-lo por tudo que fez hoje.

– Ah… – Eu disse virando para ele novamente. – Obrigada… Por tudo. Você foi incrível hoje e eu vou ser sempre grata por isso.

– Não precisa agradecer. Eu gostei de ter sido útil.

– E foi. Com certeza. – Eu disse e ele sorriu em resposta. – Boa noite.

– Boa noite. Te espero no trabalho amanhã. Senhorita Swan. – Disse com aquele sorriso torto de matar qualquer uma e eu saí do carro, antes que começasse a beijá-lo ali mesmo.

– Tchau, Cullen.

– Tchau, Swan.

Entrei em casa e lá estava minha mãe, me esperando acordada e aparentemente aflita.

– Por que está acordada a essa hora? – Perguntei.

– O Jake veio te procurar pra levá-lo no hospital. Quero saber como está o pai dele.

– Senta aí que vou te contar rapidinho, antes de ir dormir. – Eu disse.

Minha mãe e eu fomos para o sofá e eu comecei a contar para ela sobre tudo que tinha acontecido, mas a minha cabeça estava longe, mais especificamente em Edward e no quanto eu estava ficando realmente encantada por suas atitudes.

Notas finais
E aí? O que acharam? Não deixem comentar! Bjs e até o próximo!