É por isso que eu odeio o futuro!

6 Capítulo 6-Perdendo a razão.


Notas iniciais
Esta noite, somos jovens Vamos colocar fogo no mundo Podemos queimar com mais luz Do que o Sol (Fun- We Are Young) oi minha gente *o* Olha quem voltou? Mas eu realmente peço muitas desculpas a todos! . Por falar nisso quero agradecer muuito todos que me mandaram mensagens.Seja por MP,Face,twitter, e até mesmo ao ninja que descobriu o meu skype :D Agradeço muito a linda recomendação( que só vi recentemente,desculpe) de Haruka Cahrlie que me arrancou lagrimas :´) Bom,chega de papo.Espero que gostem do cap.Dei meu melhor fazendo ele. E peço desculpas desde ja,pois não deu pra revisar,ja que estou postando bem tarde da noite..

Acabei dormindo antes de ouvir toda a história sobre meu “Incrível começo de relacionamento”. Na verdade, eu estava frustrado. Eu não deveria, mas estava. Afinal, como podia eu simplesmente ter tido sucesso em tudo na minha vida só pra resolver esquecer tudo depois? Sorte na vida era uma coisa que eu não tinha tipo, NUNCA. E de repente eu era o cara lindo e bem sucedido? E ainda não querem que eu ache que isto é sonho.

Mas posso dizer que mudei meu ponto de vista sobre o Beto. E o fato de não me lembrar dele, por algum motivo vem me deixando com raiva de mim mesmo. E sabe o que eu faço quando eu estou com raiva? Eu como!

E este é o motivo de eu estar sentado no sofá, assistindo desenho e comendo a segunda caixa de cereal de chocolate. Beto saiu bem cedinho, dizendo que ia trabalhar e que voltava no almoço. Falou algo sobre não fugir e nem botar fogo na casa, mas eu estava com muito sono pra prestar atenção. Deixou-me uma mesa cheia de comida, que nem se eu trouxesse um estádio de futebol daria conta de acabar com tanta comida. Dizendo ele que era porque não sabia o que comprar e na duvida comprou tudo.

Eu estava morrendo de tédio. Já eram mais de 11 da manhã, eu ainda estava de pijama, descabelado e jogado em um sofá. Escutei a chave na porta esperando Beto entrar.

— Espero que não me leve a mal, mas eu comi todas as caixas de cereal. Eu estava morrendo de tédio e tenho compulsão por comer quando é assim, sabe? Eu sei... Não deveria comer desse jeito, mas eu fiquei entediado, aí eu...

—Eu sei. Você sempre come quando está muito nervoso. Eu te conheço. – Me virei para ele. Beto me deu um sorriso bobo. Não aqueles pervertidos, mas um sorriso que me deixou sem resposta, sem pensar em nada... Em fim. Apenas fiquei parado olhando para ele. — Mas eu vim te buscar pra almoçar...

—Eu... Não estou com muita fome— Mas o que é isto? Porque eu entrei em um modo de devaneio ainda lucido? É como ser pilotado em sistema automático.

—Você deveria tomar um banho e se arrumar. Tirei à tarde de folga só por você.

—Oh... Hãn... Ok!–Minha nossa, isso foi tão retardado...

Segui roboticamente para o quarto. Eu deveria mesmo ter achado bonito aquele sorriso?

Acabei tomando um banho e me arrumando. Já disse que minha religião não permite ternos? Pois é. Faltei abrir uma passagem no guarda-roupa, mas encontrei algo prático e confortável pra vestir: Um moletom de ginastica.

Ok, essa não era nem de longe uma coisa que eu usaria normalmente, mas aquilo me pareceu maravilhoso naquele momento. E calcei algo parecido com um tênis.

Voltei à sala, dessa vez penteado e sem pijama. Estava mais... Apresentável, digamos assim. Beto me olhou da cabeça aos pés meio analisando, meio estranhando. Soltou uma risadinha e por fim disse:

—Você está realmente vestindo um moletom de ginastica?— faltou pouco pra ele gargalhar.

—O que tem? Achei no guarda roupa. É confortável.— Falei colocadas as mãos nos bolsos do moletom.

—Tudo bem... Deixa você sexy. — Ele piscou pra mim. Desviei o olhar.

—Vou trocar de roupa.

—Não precisa. Comprarei roupas novas pra você. Já entendi que você não gosta das suas.

—Não precisa fazer isso. Estaria abusando de você. — Eu realmente não me sinto a vontade com isso...

—Eu insisto. Não vou conseguir aceitar por muito tempo você saído com uma calça que marca as suas coxas e a sua bunda. Você é lindo de mais então as pessoas vão olhar. E eu realmente não quero que isso aconteça.— Ele falou tudo isso com um sorriso, mas eu posso jurar que havia uma veia em sua testa pulsando de raiva.

Ele me lembrou daqueles psicopatas de filme que fala que vai te matar enquanto matem um belo sorriso no rosto. Engoli em seco e murmurei um “então tá” pra ele.

Acabamos almoçando primeiro. Era um desses restaurantes familiares. Pedimos um prato simples. COM CARNE. Ressaltando, porque, aparentemente, era costume nosso de ir ali, e a garçonete nos conhecia e quando eu pedi uma bela picanha mal passada ela quase gritou que eu era vegetariano e que não comeria aquela coisa e começou uma palestra sobre “salve a salada” tentando me convencer a pedir algo com folha. Só pra ela calar a boca, optei por alface e tomate, mas não abri mão da minha picanha. Nem morto.

—Não fica com raiva da Sarah. Ela acha seu estilo de vida muito bom... — Roberto viu claramente que eu não estava lá muito feliz.

—sei...

Beto estava lendo o cardápio, pela decima terceira vez como se tentasse memorizar todos aqueles pratos. E eu? Bom, eu estava olhando para ele. Eu não vou mentir e dizer que eu estava em amores por ele, porque eu não estava, mas eu sentia que eu gostava dele.

—Está tentando abrir um buraco em mim?— Ele perguntou. Só então eu percebi que ele também me olhava.

—Quero ser seu amigo.— Falei por fim.

Ele me fez uma cara surpresa.

—O que?

—Eu não sei como deveria me sentir em relação a você. Mas eu queria ser seu amigo.

Ele me analisou por um tempo e depois começou a rir. Tipo, como se aquele pessoa escrota que você odeia tivesse levando um escorregão bem na sua frente. Esse tipo de risada.

—Porque você está rindo? Eu estou falando sério!— Aquilo era muito chato.

—Eu sei que você está sério. Você já me falou isso.

Dessa vez quem ficou surpreso fui eu.

—O que?

—No dia seguinte após a gente ter... Passado a noite juntos. Você me disse essas mesmas palavras.

—E o que você respondeu?

—Que aceitaria por hora... Mas que eu não desistiria.

Ele falava mais como se estivesse realmente nostálgico, lembrando-se de um tempo muito antigo.

E eu não queria que ele desistisse na verdade. Pelo contrário! Eu queria tanto me lembrar dele, mas simplesmente não fluía...

—Eu quero me lembrar... De você...

—Não está mais com medo de mim?— Ele perguntou divertindo.

Balancei a cabeça negativamente.

—Sinto que eu preciso me lembrar de você. Então... Espere, por favor. Eu vou me lembrar

Ele segurou minha mão e levou até seus lábios em um toque lento, mas seus olhos eram fixos nos meus.

Eu te esperaria pra sempre... Alex.

Seria egoísmo meu dizer que eu não estava muito feliz? O motivo? A pessoa que ele era apaixonado e esperaria pra sempre, não era eu!

Não me venha com “você está com ciúmes de você mesmo? Você é retardado meu jovem?”. Sério, não é isso. Eu não estou com ciúmes de mim nem nada. Eu apenas acho que eu estou usurpando o lugar de alguém. E eu não gosto disso.

Depois dessa empolgante conversa, e do meu humor ficar melhorado e piorando, eu aceitei o fato de que eu era um grande imbecil, que confundiu a própria vida, NÃO sabe arrumar e agora está mais perdido que surdo no bingo.

Como prometido, nós realmente fomos comprar roupas. Eu praticamente implorei iguais àquelas crianças birrentas que quer ganhar algo e os pais não quer comprar, para o Beto me dar uma camiseta do Batman. Ah cara... Era o Batman!

Eu não estava em clima de conversar, e graças aos céus Beto parecia ter se perdido em pensamentos também.

E foi nesse clima de “estamos levado a vida” que quatro dias se passaram. Eu ainda era constantemente assediado, mas devo dizer que progredimos muito desde que eu acordei naquele hospital.

...

Até eu acordar em uma determinada manhã com algo vibrando em baixo do meu travesseiro. O fato é que eu fui parar lá do outro lado do quarto quase pendurado no lustre e dando um berro de assustar até coveiro.

Beto, que estava tomando banho, veio correndo com uma toalha na cintura e o cabelo cheio de shampoo.

—O que aconteceu?— Ele me perguntou vendo a minha cara de pânico.

—Tem uma bomba na sua cama.— Falei quase pondo o coração pela boca.

Ele me olhou incrédulo e correu para o emaranhado de lençóis e cobertas. Pegando pequeno objeto retangular em mão. Olhou pra ele e depois pra mim.

—Se refere a isso?— Ele me perguntou lentamente. Confirmei com a cabeça.— Ok...

—Como assim “ok?” tem uma bomba na cama!

—Não é uma bomba...— Ele falava ainda lentamente. — E por falar nisso, era a minha mãe— Ele deslizou o dedo sobre a coisa.

—A sua mãe se transforma nisso aí?— Perguntei incrédulo e confuso...

Beto olhou pra mim e depois soltou uma longa gargalhada. Deslizou o dedo de novo.

—Oi mãe. O que você queria?

—Bom dia, querido! Por que não atendeu logo? Como está meu alexzinho? E Está tudo bem? A festa é hoje. Você definitivamente precisa vir. E traga meu bebê com você. É UMA ORDEM! Até mais.

Um barulho fez no final da ultima frase.

—O. Que. Foi. Isso?— perguntei ainda assustado. — A sua mãe está dentro dessa coisa... Ou ela é essa coisa?

—Aquela mulher... Nem me deixou falar Nada!— Ele fitava ainda incrédulo o pequeno ser em suas mãos. — Ah... Não, Alex. Isso é um celular, ok? Sabe o que é um celular?

—Bem, já ouvi falar deles. Aparelho usado para se comunicar com pessoas de uma grande distancia, mas isso não se parece NADA com um.

—É por causa da tecnologia. — Ele deu de ombros. — Você se acostuma com o tempo... — Ele encarou e depois abriu um sorriso. — Vem aqui.

Seu pedido funcionou de uma maneira inesperada em mim. Eu simplesmente segui em sua direção.

—Você está coberto de shampoo.

—É porque você me deu um susto.

—Nós vamos à festa da sua mãe?

—Não sei... Depois dessa do celular, ainda acho que é uma péssima ideia. Mas ignora-la assim será ainda pior.

—Eu quero ir. -Falei em um sussurro.

—E pra que?– Ele levantou uma sobrancelha.

—Porque é uma festa de adulto! E eu única fui a uma... Deve ser legal.

—Não são tão legais assim. bom é que tem bebida grátis.

—E comida também!– Meus olhos brilharam.

Ele suspirou. Encarou-me, analisou. E por fim cedeu:

—Ok. Mas a gente não fica muito tempo e você evitar o máximo entrar em assuntos muito profundos com qualquer pessoa. Tudo bem?

Abri um sorriso.

—Tudo bem!

O resto do dia passou sem muita confusão. E a noite logo chegou. E dessa vez eu fui obrigado a usar um terno. Mas até que eu fiquei bem gatinho. Até peteei meu cabelo com gel pra traz.

Olhei pra mim mesmo no espelho e soltei um suspiro frustrado.

—É por isso que ele gosta de você. Você é muito bonito. Duvido que seria assim se ainda tivéssemos a mesma aparência de antes...

—Com quem você está falando?– Beto entrou no quarto. E minha nossa, se eu estava bonito eu não vou nem o comentar. Ele estava terminado de arrumar uma gravata. Havia feito à barba e tinha os cabelos também bem peteados, só que para o lado.

—Você está...

—Lindo!–Ele completou. Só então que eu percebi que ele provavelmente estava me olhando com a mesma cara de idiota que eu olhava para ele.

Meu Deus, Alex. Que viadagem foi essa, cara? ... Ah nossa, por que eu tenho super moral pra falar. Alou, esqueceu que esse cara é tecnicamente meu namorado?

—Devemos ir?– Perguntei meio vermelho, meio querendo mudar de assunto. Ele não contestou.

Só uma observação: Se eu achava aquele apartamento gigantesco, aquela casa da mãe dele era similar a um país. Certeza que hogwarts conseguia ser menor que aquele lugar.

E no final eu tive que concordar com o Beto, a festa mesmo não era lá tudo isso. Era um monte de gente falando sobre empresas e coisa que eu não Faço deia do que era. Eu apenas sorria e concordava e vez o outra dizia “Obrigado” quando alguém me falava que estava feliz por eu ter saído do hospital.

Vários garçons com bandejas lotadas de bebidas passaram por mim. E eu apenas recusava, até me dar conta de que já estava morrendo de fome e sede. Então peguei a primeira coisa que eu vi e bebi.

—Aceita algo, senhor?– Mais uma vez um garçom parou a bandeja diante dos meus olhos e naquele momento eu vi o amor da minha vida passar pelos meus olhos: Um prato de coxinhas. Eu me senti vendo anjos cantando ao meu redor.

—Oh não, Alex!–Alguém parou minha mão antes de alcançar aquelas belezinhas. Olhei indignado para pessoa. E adivinhe? Era a mãe do Beto tagarelando feliz. –Aquilo contém frango. Venha comigo. Encomendei um buffet de saladas e massas exclusivamente pra você. É uma variedade incrível e... Alex, por você está chorando?

—Por que a senhora fez isso? Eu to morrendo de fome... – Eu não acredito que ela deixou minhas coxinhas irem embora desse jeito.

—Alex... –Ela começou.

—Mãe... O Alex ainda está...Err... Fragilizado. Por conta do acidente. Vou leva-lo pra tomar um ar e logo ele volta ao normal.

Beto me arrastou pra fora do salão e eu apenas me deixei guiar. Chegamos a algo que seria um jardim e eu me sentei frustrado em um banco de cimento.

—Você viu aquilo? Eu... Minhas coxinhas... Eu to com tanta fome, Beto. – Choraminguei.

Pensei que receberia outro sermão por ter causado outra cena, mas não veio nada. Apenas um caixinha de isopor.

—Pega... Eu peguei pra você. Eu imaginei que algo assim fosse acontecer... Bom, não saiba que você ia começar chorar e tudo mais...

Meus ombros caíram. E peguei a caixa em minhas mãos. Depois voltei a olhar pra ele. Beto tinha um semblante um misto de conformação e preocupação.

Naquele momento eu senti meu rosto esquentar, meu pulso acelerar. E tenho quase certeza que uma luz celestial foi emitida do corpo dele.

— Você é sempre tão bonzinho comigo!–Joguei meus braços em volta ao pescoço dele e o abracei.

Espera... EU FIZ O QUE?

—Alex... Você bebeu, não é?– Dessa vez pergunta foi meio séria.

—Não... Sei! Pra ser sincero, eu estava com sede e o garçom me ofereceu algo. Acho que era suco...

—Eu Acho que era vinho. Eu vou voltar. Vou buscar água pra você. Fica aqui. É um desastre quando você bebe, e nesse estado então...

Ele fez menção de sair, Porém eu segurei seu pulso.

—Não me deixa não. – Pedi mais infantil do que eu realmente deveria.

—Alex, Você precisa...

—Eu posso tentar uma coisa? – Cortei suas palavras antes que ele terminasse a frase.

E antes que ele me respondesse me inclinei e toquei seus lábios com os meus. Apenas um toque de lábios. Nada mais.

Eu realmente acho que não estava bêbado. Mas com certeza... Essa será a desculpa que eu vou usar após fazer isso.

Notas finais
eeeeeeeeeeeeeeeee é isso! Espero que tenham gostado. E só pra constar : Essa festa está só começando. Bom,obrigada a quem leu até aqui. Espero que comentem,só pra eu saber se eu ainda tenho vcs... E peço desculpas mais uma vez . Amo muito a todos *o* e tetarei postar com mais frequência agora!