É isso

2 Hã... O que foi isso?


Notas iniciais
A ideia de como de como continuar o que havia na antiga fic surgiu do nada quando estava no carro. Precisava disso para seguir o rumo da história, espero que gostem :DD

Luna acordou com o cabelo amassado e baba no travesseiro e na bochecha. Levantou da cama arrastando os pés e acordou Mara, que estava mais com o corpo para fora da cama do que para dentro, e acabou caindo em uma tentativa de se levantar. Luna a ajudou a se levantar enquanto ria.

Tomaram banho e se vestiram iguais novamente, as duas usando uma blusa verde-água que caía em um dos ombros com uma regata preta embaixo, além das calças jeans. Mara colocou um enorme chapéu de sol com um laço verde-água.

— Huum... — Luna observou o chapéu — Esse chapéu quebra o efeito.

— Não. Ele é bonitinho, deixa-me ver como fica em mim, pera — rapidamente, ela o colocou na cabeça da irmã e parou para analisar, depois colocou de volta — É, fica bonitinho. Eu vou usar, se quiser te empresto depois.

Luna estalou a língua e fez um sinal positivo. Desceram para tomar café da manhã.

— Quando é que vai sair o último livro de Dias de Chuva mesmo? — Mara perguntou, enquanto desciam as escadas.

— Mês que vem, acho... — Sorriu — Estou tão ansiosa!

— Eu sonhei que tinham lançado o livro e nós não podíamos pagar.

— Que horror.

* * *

— Não, mas definitivamente aquele final foi destruidor — Luna comentou, agora usando o chapéu.

— Mas eu gostei, era exatamente o que eu queria. — Mara respondeu, balançando os braços e andando pela rua com passadas largas.

— Você queria que a Max morresse?

— Não. Mas acho justo, sempre a imaginei fazendo algo assim pela Megan.

— Eu também, mas, tipo, eu queria que virasse canon. Era tão óbvio que ela era apaixonada pela Megan, e ela também, mas nenhuma das duas não fizeram nada. Bem triste.

— Não sei como vai ser o próximo livro sem ela. — Mara pegou um biscoito da caixinha que segurava e colocou na boca — Ela era minha favorita.

— Imagino a Megan em depressão em casa.

— É.

Pararam na frente da livraria por impulso, uma segurando a outra para não entrar.

— Insira frase de auto ajuda aqui sobre não gastar com o que se tem. — Disse Mara.

— Inserindo.

Se apressaram para tirar a livraria de seu campo de visão. Encostado em uma árvore, não muito longe dali, estava Will. Mara colocou o chapéu de volta e correm até lá.

— Não sei quem é quem. — Ele disse.

— Mara está de chapéu. — Luna informou.

— Eu sei que vão trocar depois quando não estiver olhando — Retrucou.

— Poxa, não estrague nossos planos — Mara fez uma carinha triste.

Will se levantou, parecia usar a mesma capa de ontem.

— Andaram muito por aí? — Perguntou.

— É, não há muito para ver.

Já estava de tarde, devia faltar cerca de uma hora para anoitecer. Will fez sinal para que o seguissem. Luna olhou para Mara, que deu de ombros.

— Já que já viram tudo na cidade, vamos ver algo na floresta. — Disse ele.

— Hã... Árvores e grama? — Mara perguntou, com um tom de voz besta.

— Claro, vamos analisar os tipos de folha e nomear todas as árvores.

— Não esquecer de tirar uma foto com um coelho — Luna completou.

Mara chutou seu pé. A irmã riu. Mara olhou ao redor, procurando seja lá o que Will fosse mostrar, quanto mais entravam na floresta mais se sentia estranha. O cajado parecia iluminar o caminho.

Will pensava em como tirar suas dúvidas, repassava o plano que tinha criado. Era extremamente simples, o que gostava. Tudo que fosse muito complicado costuma dar problemas. Escutou algo caindo seguido por um gemido.

Luna (ou Mara?) tinha caído, era a que estava sem chapéu — supostamente seria Luna, mas nunca se sabe se podem ter trocado. A irmã se ajoelhou, o rosto cheio de preocupação. A outra gemeu ao ter o tornozelo tocado por Will.

— Seu tornozelo está quebrado, Mara, ou Luna...

— Mara — Interrompeu.

— Então vou trazer algo para você, ok?

Ela assentiu. Luna disse que iria ficar com ela.

Will saiu do campo de visão delas, mas não buscou nada, ficou por perto, o cajado colocado de forma que seu leve brilho não fosse notado. Não gostava do que estava fazendo. Começou a esperar.

* * *

Escutaram um rosnado perto de si, os pelos da nuca ficando arrepiados. Estava escuro, Luna não via o que era. Will, espero que isso não seja uma brincadeira. Espere. Se não for... Então espero que seja, mas vou bater em você.

— Hã... O que foi isso? ­ — Mara perguntou, falando baixo.

— Não sei.

Uma agitação em um arbusto revelou a origem do rosnado. Um lobo negro se aproximou agachado, todos os dentes à mostra. Mara instintivamente se afastou, o que provocou uma pontada aguda de dor no tornozelo. Tentou não gritar.

O lobo parecia ser feito de uma fumaça negra, seus olhos pareciam dois diamantes de chamas, que queimavam Mara só de olhar para eles. Ela segurou as mãos da irmã.

Will apenas observava, sem ser visto por elas, esperando para ver. Estava pronto para agir no último momento. Habilidades fenomenais precisavam de situações fenomenais para serem libertadas.

O lobo rugiu mais uma vez, como se fosse para mostrar seus dentes e lembrar o porquê eles estão ali. Os músculos das patas inferiores se flexionaram e ele pulou na direção delas.

Mara gritou e tudo pareceu parar ao seu redor, como se tivessem pausado a cena e ela não foi congelada. Não prestou atenção a isso, se jogou para o lado, e no momento que tocou a irmã a cena pareceu voltar a correr e as duas caíram no chão e a enorme massa negra passou sem toca-las.

Will viu o que queria, até mesmo mais. O imenso lobo pareceu a brilhar de dentro para fora, como se um cristal vermelho estivesse ali. A massa negra que constituía a fera se distorceu e entrou no cristal, que brilhou mais forte. Levou um curto período para a luz enfraquecer e o pequeno cristal com a forma de uma lágrima cair bem nas mãos de Mara.

Notas finais
Que tal ajudar a aumentar minha auto-estima? -n Hope U liked ~
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.