É amor
10 Capítulo 10
Oliver
A semana de Oliver estava numa mistura de stressante e maravilhosa. Stressante pois era a semana do Dia de Ação de Graças e Moira Queen decidiu organizar todo um jantar pomposo para mostrar como a família estava unida a superar os acontecimentos da segunda metade do ano. Maravilhosa porque tinha finalmente começado a namorar com Felicity e apesar de não estar com ela tanto como gostaria ele não podia estar mais feliz.
— Isto já passa do ridículo Thea, a mãe só se importa com duas coisas: que nós não a envergonhemos e passar a imagem de família feliz. Ela organizar este jantar de Ação de Graças só é a prova disso!
— Eu sei Ollie, mas tu não me podes deixar lá sozinha irmão! A mãe ponha-me de castigo até aos 18 se eu fizesse alguma coisa para arruinar o dia e tu tens de estar lá para me fazer companhia. Por favor, por favor, por favor, por favor, por favor, por favor. – implora a adolescente abraçando o irmão
— Está bem eu vou lá, mas não prometo ficar até ao fim! Tu sabes como a minha relação com a mãe está cada vez pior e sinceramente não me apetece estar o dia a discutir com ela.
— Só faz-me companhia e ignora a mãe e a Laurel – aconselha Thea.
— Laurel? Ela vai estar lá? Eu não posso acreditar! – reclama Oliver.
— Sim parece que a mãe decidiu convidar a família Lance e Merlyn para o jantar connosco porque, e vou citar a mãe, eles são como família.
— Não sei se o Quentin concorda com isso ele detesta-me! Não bastava a mãe agora tenho de lidar com o detetive a querer descarregar a arma em mim, Laurel a fazer de tudo para voltarmos eu vou agradecer é quando sair dali!
— Obrigada pela parte que me toca! – reclama Thea.
— Tu sabes perfeitamente que eu te amo Speedy! Tu, Tommy e Sara vão ser os únicos com quem vou disfrutar de conviver.
— Já tens planos para sábado? – pergunta Thea mudando de assunto.
— Ainda não porquê?
— Vai estrear um filme no cinema que eu queria ver e como no domingo é o aniversário de uma amiga eu pensei que podíamos ir os dois no sábado.
— Pode ser! Eu vou-te buscar almoçamos e depois vamos ver o filme. – propõe Oliver.
— Não vais sair com Felicity? Ela agora é tua namorada não é?
— Qual é a tua fixação pela minha vida amorosa? Isso nunca te interessou! E não, não tenho planos para estar com Felicity ela vai estar ocupada.
— Nunca me interessou porque nunca tiveste com alguém a sério e não desmentiste que ela era tua namorada. AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA vocês são namorados! Vocês são namorados! – grita histérica Thea.
— SILÊNCIO SPEEDY! Estamos em público! – avisa Oliver.
— É segredo? Porquê?
— Porque nem eu nem ela queremos estar nas revistas de fofocas e eu vou ser o chefe dela daqui a alguns meses e ela não quer ser motivo de fofoca na empresa o que eu compreendo. Só deia as coisas entre nós por enquanto e não comentes com ninguém sobretudo com a mãe. Eu tenho a certeza que Moira Queen ia intrometer-se na minha vida mais uma vez e tentar afastar a Felicity e eu não quero isso. Quanto mais tarde ela souber melhor.
— Eu entendo Ollie, mas achas mesmo que vais conseguir manter a vossa relação em segredo por tanto tempo? A mãe anda sempre a meter-se na nossa vida e muitas vezes andam paparazzis atrás de nós.
— Eu sei, mas uma coisa de cada vez. Quando nós estivermos prontos nós falamos e se alguém souber antes eu e ela lidamos com isso.
— Muito crescido irmão mais velho!
— Calada pirralha. Tu nem tens idade para saber o que são namorados!
— Eu tenho 13 anos e meio!
— Pirralha!
Depois de deixar Speedy na mansão, Oliver dirige-se para o seu apartamento com a promessa de estar de volta antes da hora do jantar para que a Thea não ficasse muito tempo sozinha. Depois de tomar banho e se preparar ele sai de casa, mas antes faz uma paragem.
— Oi Oliver – cumprimenta Felicity quando atende o telemóvel.
— Olá. Estás em casa? Estás a jantar?
— Hmmhmm o jantar está quase pronto porquê?
— Abre a porta. – sussurra Oliver.
— O quê?
— Pede à tua mãe que fique de olho no Lucas 1 minuto e vem à porta.
— Dá-me 2 segundos. – responde Felicity e desliga a chamada.
— Olá – cumprimenta Oliver novamente assim que ela fecha a porta e puxa-a para lhe dar um beijo.
— Como é que entraste pela porta de baixo? – pergunta curiosa.
— Um dos teus vizinhos estava a sair e eu aproveitei para entrar. Mais um beijo. – implora e beija-a novamente.
— Tu não devias estar no jantar da tua mãe?
— Queria dar-te um beijo de boa noite antes de ir. Beijo. – pede mais uma vez depois de responder à namorada.
— Hmmm mais um e eu tenho de voltar para dentro e tu tens de ir para a mansão.
Felicity
— O que foi isto? – pergunta Donna mal a filha entra novamente.
— O meu namorado. – sussurra Felicity não querendo que o filho lhe pergunte o que significa ter um namorado.
— É isso que me vais dizer?
— Nós não vamos discutir sobre esta decisão nem hoje nem nunca!
— Quando vieres ter comigo a chorar por causa dele eu não vou querer saber! Só não te esqueças que tens um filho! – avisa Donna.
— Vamos brincar mamã? – pergunta Lucas aproximando-se da mãe e avó.
— Só mais um pouco porque o jantar está quase pronto.
— Vamos! – diz excitado e pega na mão da mãe para ela a acompanhar.
Quando a família Smoak se juntou à mesa as coisas entre as duas mulheres já estavam menos tensas e todos conseguiram ter uma refeição agradável. Todos sabiam que cozinhar não estava nos genes da família, mas desde que Felicity se tornou mãe as refeições tornaram-se comestíveis. Lucas já estava a dormir e Donna estava a preparar-se para sair quando Felicity recebeu uma mensagem do Oliver que a deixou preocupada.
— Preciso de ti
— Vem com cuidado por favor.
20 minutos depois o bilionário chega e Felicity de imediato abraça-o e puxa-o para dentro de casa.
— Queres contar-me o que se passou – pergunta a loira esfregando as costas do namorado suavemente.
— A minha cabeça está uma confusão. – confessa Oliver com a voz abafada pois está com a cabeça no pescoço dela.
— Vem. Vamo-nos sentar no sofá para ficarmos mais confortáveis.
— Lucas? – pergunta pois sabe que ainda não é altura desse encontro.
— Ele adormeceu há pouco tempo não deve acordar. Só temos de conversar baixinho. O que te deixou assim?
— Thea não é minha irmã, ou melhor, é mas temos pais diferentes.
— O quê? Como é que descobriste? – pergunta, mas continua a abraçar o Oliver pois sabe que ele precisa.
— O jantar estava a correr minimamente bem. Tentei ao máximo evitar a minha mãe, Laurel e Quentin e foquei-me nos meus amigos e na Speedy. Já depois do jantar a minha mãe e o Malcolm foram desapareceram da nossa beira, mas não me preocupei porque assim só tinha de lidar com as investidas de Laurel sem o impulso que a minha mãe lhe dava. – começa por dizer Oliver e optando por não omitir as tentativas da ex-namorada.
— Se ela continuar assim eu arruíno-a digitalmente. – ameaça Felicity e quando vê um pequeno sorriso no rosto de Oliver continua – e ainda não inventaram palavras par descrever o que eu te faço!
— Estou muito feliz agora e não quero mudar isso. – afirma convicto.
— Então como passas de um ataque de piranha para essa descoberta?
— Para fugir eu disse que precisava de ir à casa de banho e foi quando ouvi Malcolm a dizer à minha mãe que queria contar a Thea que ele era o pai dela. A minha mãe respondeu que isso não iria acontecer pois seria um escândalo e só ia prejudicar ambas as empresas. Ela nem sequer pensou como a própria filha se ia sentir!
— O quê que fizeste depois? Confrontaste-os ?
— Não. Eu voltei para a sala despedi-me da Thea e vim-me embora porque eu sabia que se ficasses ia acabar por explodir na frente de todos e a Speedy não merece saber assim.
— Vais lhe contar?
— Eu tenho que Felicity! – diz desesperado
— Eu sei, mas tens de pensar seriamente como lhe vais contar. Ela tem 13 anos e Robert, que foi o pai que ela conheceu, morreu há menos de 1 ano.
— Eu preciso de pensar. Também tenho de falar com Tommy ele também é irmão dela!
— Sabias que a tua mãe teve um caso com o Malcolm?
— Nunca me passou pela cabeça que eles dois se envolveram eu achava, eu sei, que tanto a minha mãe como o meu pai tiveram relacionamentos fora do casamento. O casamento dos meus pais sempre foi conveniência, o meu pai tinha a ideia de contruir a empresa e a família da minha mãe tinha algum dinheiro. Eu sei que só quiseram um filho porque tornava as ações da QC mais estáveis.
— O quê que precisas agora? – pergunta Felicity suavemente e depois beija-o na testa.
— Que me continues a abraçar. Podemos ficar abraçados e em silêncio mais um pouco antes de eu ter de ir embora?
— Claro que sim! – afirma que abraçando-o fortemente.
Fale com o autor