É Difícil Dizer Eu Te Amo...
2 Me conta seus segredos!
Watson fechou o seu diário, seus olhos marejados pelas lágrimas que quase caíram ao se lembrar que não podia nem mesmo pensar nesse homem a quem tanto amava. Olhou pela janela do seu quarto e notou que o céu estava cinza, quase tão pálido e triste quanto seus olhos castanhos.Porque Sherlock tinha o poder de deixá-la assim!? Não podia ser normal, não era algo que já havia acontecido em sua vida. É claro que já havia se sentido atraída por alguns homens, já havia até amado outros, mas nunca havia experimentado um sentimento tão forte quanto o que sentia por ele.Deitou-se, fechou os olhos e tentou afastar os pensamentos que insistiam em povoar sua cabeça.Era sempre ele, sempre o rosto dele, sempre aquele sorriso diabólico e lindo que a fazia tremer só de imaginar seus lábios nos dele.Não conseguia compreender porque seu corpo queimava cada vez que ele se aproximava, ou quando, acidentalmente, suas mãos se encontravam ao pegar um copo no armário.Era quase como um feitiço, uma espécie de magnetismo que a unia a ele, mesmo contra a sua vontade.No momento em que estava presa nas suas reflexões, uma batida na porta a despertou; pela fúria, logo notou que era Sherlock, o que era bastante estranho, já que, ele geralmente não pedia permissão para entrar, apenas entrava.Se levantou de um pulo da cama e foi até a porta, respirou fundo e se preparou para dá de cara com o seu mais desejado sonho e o seu mais cruel pesadelo.
-O que foi Sherlock!?-Watson bufou ao ver a figura a sua frente, sorridente e excitante.
-Nada, só estava entediado e resolvi vim até aqui para ver o que você está fazendo.-Sherlock entrou no quarto e se instalou numa cadeira.
-O mesmo que você, nada!-Watson sentou-se na cama e tentou não olhar para áquela criatura que tinha a capacidade de inquietá-la.
-Realmente é bastante chateador não ter nada com que se ocupar, ao menos quando eu usava drogas passava tanto tempo sob o efeito delas que mal conseguia pensar em tédio.-Sherlock cruzou as pernas.
-Desde de quando drogas são diversão ou algo para fazer!?
-Não são, mas são uma ótima forma de nos fazer esquecer disso.Mas não se preocupe, meu desejo por elas está enterrado...
-Ótimo....-Um silêncio cemiterial encheu o quarto.Era desconfortável para Watson a presença de Sherlock no único local onde podia está livre dele.
-O que é isso!?-Ele apontou com a cabeça para o caderno que ela deixara sobre a cama.
-Isso o que!?-Watson disfarçou.
-Isso, que você desesperadamente tenta esconder de mim-Ele levantou-se e foi até a cama sentando-se em frente ao diário e mais perto do que Watson desejava.
-Não é nada!
-Se não fosse nada você não diria isso, o que me faz deduzir que é sim, alguma coisa!
-Por favor, já que está entediado porque não tenta ler um pouco!?
-Já tentei, nenhum dos cem livros que tentei ler me pareceram interessantes, porém, este caderno que você está a todo custo tentando esconder de mim, me pareceu, de repente, muito atraente-Ele levantou a sobrancelha, sua mão caminhou até o diário.
-Não ouse, não lhe dou o direito de olhar as minhas coisas.-Watson puxou o diário, apertando-o contra o seu peito.
-Ora Watson, nós dois sabemos que entre nós é impossível haver segredos!
-Claro, você sempre deduz tudo!
-Isso, mas as vezes eu preciso da ajuda de certas informações, e por alguma razão sinto, que esse caderno pode me fornecer tudo que preciso para desvendar o segredo que está turvando seus belos olhos.-E aquele sorriso, que ela a tanto custo tentava esquecer, estava ali, lindo, e perfeito a sua frente.
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