Ânsia
11 Medo
Não penso duas vezes. Pego um saco de lixo e jogo a planta ali, uso as próprias mãos. Ignoro a prova. Hugo verá o vômito do órgão, mas isso? Bizarro demais até para mim.
Me encaro no espelho do elevador: uma louca. Cabelos bagunçados, olhos vermelhos, unhas sujas de terra. Sorte ainda ser madrugada.
- Tudo certo, dona Vero? — o porteiro pergunta, preocupado.
- Insônia. Resolvi cuidar das plantas — forço um sorriso.
Ele libera minha saída. Jogo o lixo na caçamba e volto, pensando na reação de Hugo a tudo isso. A dúvida provoca um algar profundo em minha mente.
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