Ápice
1 ♡ . único
Notas iniciais
Não haviam negações convincentes, repugnância nos comentários de asco, desinteresse nas sugestões, eram todos os mais falsos atos que Mori e Kouyou já haviam cometido em tantos anos de trabalho naquele ofício.
A tensão sexual estava — sempre esteve —, presente no mais habitual encontro formal para reportar sobre as missões, nos corriqueiros momentos que bebiam um pouco de vinho em comemoração à excelente semana de trabalho, quando estavam à sós ou na presença de outras pessoas. Não haviam mais como negar o evidente, o fato. Em uma noite como qualquer outra, eles consumaram o ato sexual, e aquilo já era esperado.
Também não tinham desculpas, poréns, não quando os gemidos sôfregos, as arfadas e grunhidos de prazer e as próprias sensações continuavam frescas na mente de ambos. E Mori amou ter as mãos de Kouyou por todo seu corpo tanto quanto ela amou ser beijada em cada parte visível — e não teve uma sequer coberta por qualquer mínimo tecido.
Eles poderiam ignorar o assunto, varrê-lo para baixo do extenso tapete no escritório de Mori, mas não apagaria o fato de que também transaram sobre ele, como na poltrona, na mesa, encostados à parede, ao vidro... E muito menos que eles fariam de novo, nos mesmos lugares ou em outros. Por isso, Kouyou não precisava dizer nada quando Mori aparecia à sua porta com uma garrafa de saquê ou vinho e seu sorriso cínico, porque eles sabiam que não eram pelas palavras que ansiavam, era pelo que fariam ao finalizar o conteúdo da garrafa.
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