Notas iniciais
Hello! Vamos a mais um cap!

3 dias depois...

Pov Bonnie

Três dias já haviam se passado desde que tive aquela conversa com minha mãe. Eu prometi que não fugiria com Enzo, mas eu o amo, o que eu faria?

Kai não me amava, mas de acordo com minha mãe ele estava apaixonado por mim. E nesses últimos três dias já haviam quatro buquês de flores em meu quarto. O de rosas brancas continuavam intactas, mas eu sabia que logo morreriam, apesar de que cuidar muito bem delas.

Tinha um buquê de orquídeas também, orquídeas roxas muito bonitas. Um buquê de margaridas com girassóis e um buquê de petúnias. Cada uma delas enviadas tão somente por Kai.

Eu não sabia o que ele queria, mas tinha certeza que não era paixão. Tudo bem, começamos a nos dar bem. Mas eu não o amava e acreditava que Kai não fosse tão burro de me amar sabendo que não o amo.

Estava na biblioteca lendo um livro. Fui interrompida por batidas na porta.

Bonnie: sim?

Rose: senhora, seu sogro ao telefone.

Bonnie: já estou indo.

Fechei o livro e saí da biblioteca. Chegando a sala de estar peguei o telefone.

Bonnie: sim, meu sogro?

Joshua: Bonnie, ainda bem que me atendeu.

Bonnie: aconteceu algo?

Joshua: sim.

Bonnie: o que houve? Foi Josette? Kai?- por um motivo muito estranho meu peito se apertou ao pensar que algo tivesse acontecido a Kai.

Joshua: Josette está bem, mas Kai sofreu um acidente.

Bonnie: como?

Joshua: sim, preciso que venha até aqui.

Bonnie: mas... mas como?

Joshua: mandei meu motorista ir busca-la.

Bonnie: tudo bem, obrigada meu sogro.

Desliguei o telefone e subi até meu quarto. Eu estava nervosa, mal me arrumei direito. Após vestir-me, prendi meus cabelos em um coque e coloquei luvas de renda. Logo bateram na porta e eu desci.

Rose: o motorista de seu sogro, senhora- assenti.

Bonnie: Rose, tenho que sair por algum tempo. Por favor, tome conta da casa.

Rose: sim senhora.

Saí e fui até o carro. Todo o trajeto eu fiquei pensando se o acidente seria grave ou não, em como Kai estaria, se estaria doendo muito, se ele corria riscos. Eu não sabia o por que estava tão preocupada, mas devia ser por que me apaguei muito a ele.

Chegamos ao hospital e o motorista abriu a porta para mim. Saí e logo pude ver meu sogro parado na entrada do hospital. Fui até ele.

Bonnie: meu sogro, como Kai está?

Joshua: os médicos estão cuidando dele.

Bonnie: como aconteceu?- perguntei enquanto andávamos para dentro do hospital.

Joshua: Kai estava indo a floricultura e foi atingido por um carro que vinha, o motorista fugiu sem prestar socorro.

Bonnie: ai meu Deus! É grave?

Joshua: os médicos falaram que não é muito grave, ele não corre risco de vida- respirei um pouco aliviada.

Bonnie: que Deus cuide de meu marido!

Parecia encenação? Pois não o era. Eu estava realmente preocupada com Malachai. Sentamos em cadeiras para esperar até que os médicos viessem dar notícias.

Bonnie: ele falou algo?- perguntei a Joshua.

Joshua: falou, ele falou seu nome.

Meu nome? Kai falou meu nome? Mas... mas por que?

Bonnie: meu nome?

Joshua: parece que meu filho a ama muito, minha nora- falou sorrindo.

Bonnie: ah... sim, ama muito- sorri. Isso era encenação- eu também o amo.

Joshua: e eu bem sei disso.

Logo o doutor se aproximou.

Doutor: senhor Joshua Parker e senhora Bonnie Parker?- assentimos- sigam-me.

Bonnie: doutor, como está Malachai?

Doutor: ele sofreu arranhões pelo corpo e quebrou uma perna com o impacto.

Bonnie: não corre riscos, corre?

Doutor: não, senhora. Fique tranquila- falou sorrindo.

Entramos na sala em que Kai se encontrava. Ele sorriu ao nos ver. Ele estava com alguns arranhões nos braços e uma tala na perna.

Joshua: sente-se bem, meu filho?

Kai: bem melhor- ele olhou para mim- minha esposa?

Bonnie: olá meu esposo- fui até ele- como se sente?

Kai: um pouco dolorido, mas suportável- sorri.

Doutor: já acabamos de cuidar da perna do senhor Parker, podem leva-lo para casa.

Kai: obrigada doutor.

Doutor: é sempre um prazer cuidar de meus pacientes- sorriu e saiu.

Joshua e outra enfermeira ajudaram Kai. O colocamos no carro e seguimos para nossa casa. Chegando em casa o motorista me ajudou a levar Kai até o quarto.

Bonnie: obrigada James- ele sorriu e saiu- vou pedir para que Rose faça um pouco de sopa.

Kai: obrigada.

Sorri e saí. Desci e pedi para que Rose preparasse uma sopa para Kai. Voltei para o quarto e Kai estava lendo.

Kai: gosta muito desse livro, não é?- assenti.

Bonnie: como sabe?

Kai: sei que acha que não presto atenção, mas vejo você lendo sempre esse livro- sorri.

Bonnie: acho que não poderemos mais ir a casa de Josette.

Kai: bom, acho que devemos adiar- assenti.

Bonnie: não se preocupe, irei cuidar de você- ele sorriu.

Kai: tenho certeza que ficarei bem melhor se receber seus cuidados- sorri.

Saí do quarto e fui até a cozinha. Rose ainda fazia a sopa.

Bonnie: olá Rose.

Rose: olá, senhora. A sopa está quase pronta- assenti- senhora, o que houve com o senhor?

Bonnie: um carro o atingiu.

Rose: tadinho. Está melhor?

Bonnie: sim, já está bem melhor.

Rose: que bom!- sorrimos.

Bonnie: Rose, poderia levar dois pratos? Irei jantar lá em cima hoje.

Rose: claro senhora.

Bonnie: ótimo- eu ia subir, mas lembrei de algo- ah, e coloque um pedaço do pão doce que faz, Kai gosta do gosto agridoce- ela sorriu.

Rose: sim senhora.

Sorri e subi novamente. Kai estava ainda deitado na cama quando cheguei.

Bonnie: deseja lavar-se?- perguntei e meu rosto corou, só de pensar que eu teria de faze-lo.

Kai: sim, mas se não quiser fazer eu mesmo o faço.

Bonnie: mesmo machucado?

Kai: sim, sei que nunca foi tocada por um homem e... e ver um homem nu pode ser... bom...

Bonnie: entendi- ele riu- consegue?

Kai: sim, sinto uma dor no braço mas consigo- assenti.

Bonnie: vou preparar seu banho.

Fui até o banheiro e enchi a banheira, pus alguns sais na água e voltei para o quarto. Ajudei Kai a se despir, mas ele mandou que eu parasse quando chegou a ultima peça. Eu o levei até o banheiro e o deixei tomar banho sozinho. Kai estava certo, nunca fui tocada e nunca vi um homem nu, não sabia nem como fazer na noite de núpcias, ainda bem que Kai não queria consumar o casamento.

Logo Kai saiu enrolado na toalha. Eu o ajudei a secar-se enquanto ele tapava sua intimidade. Seus ombros eram largos, seu corpo parecia com o dos guerreiros da Grécia... balancei a cabeça para fugir de meus pensamentos.

Kai: pode sair, eu me visto sozinho.

Bonnie: tem certeza?- ele assentiu.

Eu saí ainda receosa. Logo Rose ia subindo com o jantar e eu peguei a bandeja. Ela agradeceu e desceu. Logo Kai me deu permissão para entrar. Entrei e deixei a bandeja na mesinha ao lado da cama.

Kai: o pão doce?- assenti.

Bonnie: pedi para Rose o fazer especialmente para você- ele sorriu.

Ajudei- o a pôr a bandeja em suas pernas para que tivesse melhor apoio. Eu comi a minha sopa apoiando na mesinha ao lado da cama. Assim que terminamos eu juntei tudo e desci para deixa-las na cozinha.

Rose: obrigada senhora.

Bonnie: eu que devo agradecer pela refeição, estava deliciosa.

Rose: obrigada!- sorrimos.

Voltei para meu quarto e era minha vez de tomar banho. Fui para o banheiro e tomei um bom banho. Me enxuguei e vesti minha camisola lá mesmo. Saí apenas para pentear meus cabelos. Estava penteando quando notei Kai sorrindo.

Bonnie: por que está sorrindo?

Kai: seus cabelos são bonitos- sorri.

Bonnie: obrigada- ele sorriu novamente.

Kai: vejo que gostou das flores- ele olhou ao redor- eu ia comprar rosas vermelhas, mas...

Bonnie: amo flores!- interrompi-o. Ele sorriu.

Kai: vejo isso- rimos.

Terminei de pentear meus cabelos e me deitei ao lado de Kai.

Bonnie: boa noite!

Kai: boa noite!

Não demorou muito para que eu adormecesse.

Notas finais
Opa, rolou um clima aí? Espero que tenham gostado, beijos!