Á Caminho Da Perdição
4 Capítulo 4 - De mal a pior
Notas iniciais
Boa leitura.
"Tenho certeza que isso é obra de Crowley, ele descobriu nosso plano e agora vai querer fazer uma troca com os meninos: A espada por mim. E é tudo culpa minha. Não posso deixar isso acontecer."
O carro é estacionado. É possível enxergar um galpão de baixa iluminação e aparência antiga. Depois de vendarem meus olhos, sou levada á força para dentro do local. Posicionam-me sobre uma esteira. Sou desvendada e já consigo ter uma ideia de onde estou. A sala está repleta de equipamentos e armas. Uma única lâmpada posicionada no centro ilumina o local. Tento procurar uma saída, quando aparece Crowley. Eu sabia que ele estava por trás disso! O encaro firme, não posso demonstrar fraqueza.
– Olá querida. – me mantenho em silêncio. – Acho que não está a fim de falar, não é mesmo? Podemos mudar isso... – ele estala os dedos e num piscar de olhos aparecem dois demônios na sala. – Tirem a roupa dela!
– O QUÊ? – dou um grito.
– Não se acanhe docinho... estamos aqui entre amigos.
Os dois “capangas” de Crowley vão para cima de mim e arrancam minha roupa. Tento me debater, mas eles são muito mais fortes do que eu. Depois de estar completamente nua, sou deitada na esteira. Minhas mãos e pés estão presas com uma pulseira de metal. Duas faixas cobrem minhas partes intimas e meus seios. Estou completamente indefesa, uma total humilhação.
– Bom trabalho garotos. – o rei do inferno diz para os dois homens. – Agora podem nos deixar a sós...
– O que você quer comigo Crowley?
– O que eu quero? – ele se faz de desentendido.
– Sim, eu não fiz nada para você!
– Não seja boba menininha... Eu sei que você está trabalhando pra aqueles dois manés, e também sei que sem a espada do Deus vocês não poderão fazer o feitiço... – ele faz uma larga pausa e depois continua. – Os garotos Winchester não vão querer perder seu novo pet... sempre bancando os heróis esse moleques! – ele estica uma faca em minha direção. – Relaxa... você só vai sentir uma picadinha.
Não sinto nada. Realmente. A faca penetra meu corpo e minha pele se regenera como uma esponja. Crowley me olha assustado.
– O que você é?
– Sou apenas uma vendedora. – dou um sorriso sarcástico. Ele mantém o olhar fixo em mim.
– Essa foi só a primeira arma... nós vamos chegar lá querida! A noite é uma criança...
POV DEAN
Sam e eu entramos na casa. Logo nos deparamos com o filho de Mercúrio, Lancy. Antes mesmo de saber o que queríamos, ele nos joga pela parede. Lancy pode não ser um completo Deus, mas aquele garoto sabe mesmo como lutar! Já estava imóvel e dolorido, quando Sammy vem com sua brilhante ideia de querer conversar. Ele começa seu discurso, contando todo nosso plano para o inimigo. O semi-deus só cede quando comentamos de Crowley, por algum motivo ele também não gosta desses demônios! Ele nos entrega sua espada e partimos de lá. Vou de encontro ao impala.
– Sammy... CADÊ A CATHERINE?
– Ela deveria estar aqui...
– COMO ASSIM ELA DEVERIA ESTAR AQUI? PRA AONDE ELA FOI?
– Eu não sei Dean, acalme-se por favor, não vai adiantar ficar desesperado.
– Não Sam, aquela garota estava sobre nossa responsabilidade, se acontecer alguma coisa com ela a culpa vai ser nossa! Não podemos perdê-la!
– Hey, olha aqui... – ele aponta para um bilhete preso no para-brisa do carro. – “ Estou com a garota. Cheguem pela porta da frente desarmados senão envio a cabeça dela por correio.
Com amor, Crowley. “– Repete Sam.
– FILHO DA MÃE! – grito. – Tem o endereço aí?
– Sim.
– Então vamos logo!
POV CATHERINE
Crowley tenta diversas armas, objetos e poções. Me sinto um pouco tonta, mas ainda assim não é o bastante para me ferir. Desenvolvi essa habilidade já faz um tempo. Há dois anos sofri um acidente de carro, pelo menos isso que foi dito no hospital. Não me lembro de nada. Acordei numa sala toda enfaixada e respirando á base de aparelhos. Meus pais tinham desaparecido. Depois de um tempo encontrei uma carta deles aonde minha mãe dizia que era pra eu ser forte e que eles me amavam muito. Não entendi o que ela quis dizer com isso e também não faço a mínima ideia do que aconteceu. Sinto tanta falta deles! A partir do momento que saí daquele hospital, eu me senti diferente. No mesmo dia estava cozinhando quando acidentalmente me corto com uma faca. Não saiu sangue, não deixou cicatriz, simplesmente desapareceu. Desde então venho tentando descobrir o que há de errado comigo. Não encontrei nada.
Crowley está visivelmente abalado, nada que ele tentou até agora funcionou. Ele chama outros demônios para me avaliar, mas nenhum pode ajudar.
– Vamos aumentar o nível das coisas... – ele pega uma faca com gravuras na superfície. – Isso é uma faca para demônios, você não se parece com um, mas não custa tentar... – ele espeta a ponta do objeto sobre meu corpo, sinto um pouco de dor, mas me seguro pra não demonstrar. – Hum, acho que estamos chegando perto!
– Desista Crowley, você não pode me atingir. – o desafio.
– Será mesmo garotinha? – ele estende uma arma comprida de cor prateada, mais parecida com uma espada. Vai raspando devagar sobre minha pele, sinto uma dor insuportável corroer meu corpo. Grito histericamente, tentando conter as lágrimas que já enchiam meus olhos. Olho para baixo e encontro uma poça de sangue, o meu sangue.
–Hum, acho que temos um vencedor! – ele sorri vitorioso.
– C-como você conseguiu? Que arma... é essa? – estou com a voz trêmula.
– Isto aqui? Ah, é uma espada desenvolvida contra aqueles imbecis celestiais...
– Anjos?!
– Isso mesmo querida, anjos. – ele repete. – Não me olhe assim, estou tão surpreso quanto você. Normalmente essas criaturas são mais fortes e, bem... são o oposto do que você é. Como consegue ter o mesmo poder de cura?
Crowley continua a me torturar com a espada, estou cada vez mais fraca e dou gritos terríveis de dor. Meu corpo está repleto de marcas e ferimentos, meu suor se mistura com a água de minhas lágrimas. Estou prestes a desmaiar, quando ouço baterem na porta.
– Hora do show! – diz o demônio confiante.
As batidas ficam mais fortes e logo a porta é derrubada. Mesmo com a visão embaçada, consigo ver Sam e Dean invadindo a sala.
– Olá garotos.
– Crowley, deixe ela em paz! Essa briga é nossa, ela não tem nada a ver com isso! – indaga Sam. Dean me olha com cara de choro, ele parece estar se culpando por dentro.
– Isso não vai acontecer... Mas podemos fazer um acordo: A espada pela garota. Todo mundo sai feliz. E antes que tentem alguma coisa, saibam que tudo isso que ela sentiu até agora é só uma prévia do que vai acontecer depois. – ele raspa a espada sobre minha bochecha, dou gritos abafados de dor.
– NÃO, PARE! – grita Dean. – Nós aceitamos, pode ficar com a espada... – Dean solta à arma no chão com cuidado. Crowley estala os dedos e um de seus capangas aparece para pegar a espada.
– Agora a solte!
– Não tão rápido alce... Ainda preciso me certificar de certas coisas importantes... Eu dou a garota e vocês ficam fora do meu caminho, senão podemos tornar um hábito essas “visitas”.
– Tudo bem... – Sam diz com calma, se aproximando de mim. – Eu só vou soltá-la... AGORA DEAN! – Ele se abaixa e Dean tira a faca da Ruby do bolso do casaco, vai pra cima do demônio que possui a espada do Deus e consegue recuperá-la. Dean passa a faca para Sam, mas não há mais tempo, Crowley me tem em seus braços, ameaçando me matar com a única coisa que pode me atingir. Os meninos olham confusos.
– Vocês ainda não sabem? Sua queridinha aqui tem o poder de cura dos anjos, ela só pode ser atingida por essa espada.
– O que? Você escondeu isso de mim? – pergunta Dean.
– Não, eu não sabia, eu juro...
– Shhhh – diz Crowley – Sem essa briguinha de casal! Eu tentei ser legal, mas não me deram outra escolha. Entreguem-me a espada e saiam daqui, senão vou acabar com a amiguinha de vocês!
– Me desculpe. – Dean sussurra. Eles abaixam as armas. O demônio faz um pequeno corte em meu pescoço como sinal de alerta. No mesmo instante, ouço um bater de asas e sinto a presença de alguém atrás de mim. Cas. Ele veio nos ajudar. Crowley não perde tempo para fugir dali o mais rápido possível. Sinto uma forte tontura e caio no chão, Cas vai me ajudar. Como estou nua, Dean tem mais dificuldade em tentar me carregar. O bobo deve ter medo de parecer atirado. Dou uma risada fraca. Sou posicionada novamente sobre a esteira. O anjo tira seu sobretudo e o veste em mim.
– Tá tudo bem, você vai ficar bem. – diz Dean enquanto passa a mão sobre minha testa. – Ela está ardendo em febre! Temos que levá-la agora pro hospital!
(...)
Notas finais
Se forem fofos comigo, postarei mais rápido o próximo haha
beijinhos
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