À flor da pele

47 Passos de bebê


Notas iniciais
Oie! Sumi, né? Então gente, meu pc foi pra fita... Um minuto de silêncio por ele, por favor... Pronto! Então, como dizia, fiquei sem pc e como não gosto de usar o do outros, esperei até que tivesse um novo para continuar a escrever. Por isso a demora! Então, agora que são obrigados a engolir o atraso - MWAHAHAHAHAHA - Aproveitem o capítulo! Ahhh, espera! Queria agradecer a gatinha da Patty que recomendou a história. Obrigada, linda, te dedico esse capítulo =) Agora sim, boa leitura!

Theodor

Deixo Diana no banheiro e volto para o quarto. Estudo o lugar e me lembro da bagunça que foi quando o conseguimos.

Patrick investiu em um negócio muito arriscado no inicio do ano passado. Ele comprou cinco cabanas de um homem bêbado em uma mesa de jogo. O detalhe é que, apesar de rico, ele não fechou negócio com seu dinheiro. Ele usou o dinheiro da empresa que abrimos junto com Thomas.

No momento pareceu uma catástrofe, um péssimo investimento e Tom e eu quisemos matá-lo. Mas, quando pousamos em Bora Bora, dois meses depois, descobrimos que mais uma vez, mesmo entorpecido pelo álcool, Patrick havia usado seu “toque de Midas”.

No entanto, tínhamos um problema nas mãos. O cara que fez negócio com meu sócio, não vendeu seu hotel, cujas as cinco cabanas faziam parte. Ele vendeu só as cabanas. E por causa disso, se tornou impossível tornar um negócio rentável.

Sabíamos que tínhamos algo grande em mãos, mas não havia nenhuma possibilidade de usufruir.

Depois de alguns meses, Patrick fez uma oferta muito boa, que despertou o interesse do proprietário. Só que não totalmente. Ele disse que venderia pelo dobro do valor oferecido.

O lugar é agradável, mas é velho e não apresenta segurança alguma do meu ponto de vista. Será preciso fazer uma grande reforma. No entanto, vale à pena por ser um dos destinos mais visitados do mundo. Segundo o Google.

O fim de semana se trata disso. Estamos aqui para observar e ver se os investimentos vão valer a pena.

Escolhemos o feriado, especificamente, para ver como o ponto funciona. Não queremos jogar dinheiro fora. No caso de Patrick, não é nada. Ele tem mais dinheiro o que poderia gastar e cinco vidas. Mas, Tom e eu já não estamos no mesmo patamar.

Thomas tem uma carreira bem sucedida, ganha o bastante para investir em coisas grandes, mas esse negócio será quase um suicídio financeiro. Tanto para ele quanto para mim.

Ao contrário do que Amy fica falando sobre meus “Bilhões”, não chego nem perto.

Não viver sob as asas do meu pai custou caro. Construir uma carreira longe dele, mas tendo seu ódio e atenção, não foi um mar de rosas. E tão pouco tão rentável quanto as línguas falam. Eu tive é que fazer várias... Jogadas, para conseguir fazer parte dessa sociedade com meus amigos.

Como diria minha avó: “Nem tudo que reluz é ouro”.

– Theo...?

Endireito-me ao ouvir meu nome ser chamado. É Diana.

Me aproximo da porta do banheiro e abro apenas uma fresta, nada que me dê alguma visão dela. Ela deixou claro que preza sua privacidade. E também, depois do que aconteceu, quero que ela tenha seu espaço e seu tempo. A última coisa que precisa é de um perseguidor no seu pé. Embora seja difícil me controlar e não estar ao seu lado o tempo todo.

– Eu... — Ela começa, tenho certeza que está envergonhada. A conheço bem agora. Sua voz entrega e quando não, é seu rosto. — Onde tem toalha?

Claro, a toalha... Um item que eu, particularmente, não gosto de usar nesse lugar. Só é necessário alguns minutos para o calor fazer o serviço. Mas não acho que ela veria com bons olhos esse conselho...

– Vou pegar.

Essas cabanas foram desativadas e pararam de ser abastecidas quando Patrick as comprou. Logo, duvido que tenham fornecido toalhas.

Antes de virmos para cá, pagamos uma boa quantia para o proprietário do hotel deixá-las habitáveis para o feriado. No entanto, o habitável dele parece ser diferente do nosso. Quando cheguei, nem cortina havia nas janelas.

– E... Pode pegar minha roupa também, por favor? Está na cama.

– Claro, Linda.

Vou para o quarto.

Puxo minha mala para fora do armário e vasculho entre minhas roupas uma toalha. Encontro três delas, todas de cor azul. Deixo uma de lado e guardo a mala. Então vou atrás da roupa de Diana.

Na cama tem um vestido, de vários tons verdes, e uma calcinha e sutiã.

Estudo as peças íntimas. Me sinto como um adolescente.

Me lembro que, quando mais novo, tive um choque ao descobrir que Amy não usava cuecas, como eu. O choque foi por vários motivos. Um deles, infelizmente, foi pela pouca semelhança que minha amiga tinha com garotas. Mas ela não se zangou. Tínhamos em torno dos 8 anos e ela me olhou, orgulhosa, e disse que aquilo era para perdedoras e que usaria cuecas dali por diante. Não sei se ela cumpriu. Nossa primeira vez foi algo muito atrapalhado.

E no escuro.

A peça que tenho e mãos, no entanto, não se parece com as que minha amiga usava em sua infância. É maior, delicada, bonita e desperta minha imaginação. Mas, melhor que uma mulher de roupas intimas, é uma sem elas. E com esse pensamento, coloco as duas peças delicadas na gaveta do criado-mudo e pego apenas o vestido e a toalha.

Quando me aproximo da porta, não consigo abri-la. Diana a trancou.

Bato uma vez antes do trinco girar e a mão molhada dela aparecer. Até me arrependo pela brincadeira.

Entrego a ela a toalha e vestido e volto para a cama, me sentando ali e olhando para a gaveta do criado mudo. Talvez seja cedo demais para dar algum passo. Não quero que ela fuja de mim. Sua situação é delicada e preciso muito que ela tenha confiança em minha pessoa.

Quando estendo minha mão para a gaveta, a fim de consertar essa brincadeira estúpida, a porta do banheiro é aberta.

Fico em pé e a observo se aproximar.

O cabelo molhado cai sobre os ombros, e está jogado para o lado, tampando o hematoma e o corte, as bochechas estão coradas e o vestido... Cai perfeitamente em seu corpo, abraçando suas curvas de forma sensual. É uma peça muito mais curta do que estou acostumado a vê-la usando, para no meio de suas coxas, ligando, automaticamente, a imaginação. E o decote... As alças são finas e descem até formar um V, que cobre os montes fartos. Os bicos estão duros, visíveis sob o tecido fino. E tenho certeza que ela não está com frio...

Diana

Não tinha calcinha, e nem sutiã, nas coisas que Theo me passou. Se havia alguma dúvida sobre suas intenções, elas foram claramente derrubadas.

Quando saio do banheiro, ele fica me estudando. É quase divertido vê-lo lutando para manter os olhos nos meus e não em meu corpo. Mas ele falha miseravelmente e o vejo encarando meus seios. Me sinto meio... Poderosa.

E muito boba, logo em seguida, pelo pensamento.

– E a comida? — Pergunto, fazendo o possível para fingir que não me incomodo pelas peças íntimas que faltam.

– Ah... Esqueci. — Seu rosto fica surpreso e as bochechas ganham um leve rubor. Fico feliz por não ser a única envergonhada aqui.

Sorrio para ele. E pela primeira vez no dia acho que me sinto relaxada. O banho, é claro, contribuiu muito. Mesmo que eu tenha soltado a água da banheira e usado o chuveirinho. Convenhamos que tomar banho de banheira é quase sem sentido. Você entra suja, a sujeira fica, e você fica afundada naquela água cheia das coisas nojentas que trouxe da rua. Eu nunca me sentiria limpa!

– Então...?

Theo continua parado me olhando. Me estuda com uma minuciosidade predatória.

Não serei hipócrita a ponto de dizer que não quero que se repita a nossa noite de segunda-feira... Doeu e ainda dói de leve, é verdade, mas foi mais que apenas dor. E atualmente, pensar em Theo tem sido uma alternativa muito boa para ignorar meus problemas. E deus sabe como eu preciso de uma distração agora.

– Vou cuidar disso agora mesmo. — Ele desvia os olhos dos meus seios e olha em meu rosto, com uma calma e naturalidade assustadora. Eu nunca poderia me recuperar tão rápido de um momento de constrangimento. Mas Theodor...

– Você pode fazer um passeio de reconhecimento pela cabana. Ter... Alguns momentos para você. — Ele limpa a garganta e olha em direção as minhas coxas por um instante. Está pensando nas minhas roupas íntimas, aposto!

Geralmente não sou provocadora. Até mesmo porque sempre tive medo de dizer algo que acabasse com a paciência de quem estivesse comigo e eu acabasse ferida. Mas esse não é o caso.

Theodor já me viu. Ele já esteve comigo. Não fugiu e nem forçou nada. Pelo contrário, ele pediu por mais da minha companhia. E me salvou...

Eu nunca vou esquecer que Theodor esteve lá por mim quando precisei. Quando meu melhor amigo, a quem considerava um irmão, decidiu que eu não era mais importante... Theo estava lá.

Talvez seja essa confiança de que posso contar com ele que me faz ganhar essa ousadia momentânea. Ou talvez não seja isso, e meramente o desejo. Desejo que não estou familiarizada direito ainda.

Theo desperta em mim coisas que nunca senti. Me faz desejar ser diferente. Me adequar a quem ele é. E isso não me é exatamente saudável, mas, no momento, é ao que estou me segurando.

– Eu estou bem assim, obrigada. — Digo, quando ele está se virando para a porta.

Theo olha para trás, para mim, com um sorriso largo nos lábios.

– Que bom... -Ele sai do quarto.

Mordo o lábio.

É errado desejar estar em seus braços depois do que aconteceu?

Eu deveria me martirizar por algum tempo? Ficar com medo e não aproveitar esse passeio maravilhoso? Acho que não sirvo para ser donzela em perigo.

Será que ele acha que sou fria por isso?

Alguns caras disseram coisas assim no decorrer nos anos, quando eu apenas... Não podia corresponder suas intenções.

Será que minha luta por privacidade, inspirada por todo meu constrangimento, fez com que ele perdesse o interesse? Porque mesmo que seus olhos estudem meu corpo com evidente interesse, sinto que estamos andando em direções opostas. Não quero isso.

Deixo meus pensamentos de lado. Minutos atrás eu me sentia decidida e agora... Toda a insegurança voltou. É duro ser mulher!

Sigo o conselho do Theo e ando pela cabana. Infelizmente a falta de calcinha é incomoda, as luto contra a vontade de procurar minha mala e vestir uma. Quero entrar no jogo do Theo, seja ele qual for.

Ando em direção ao banheiro, mas sigo para uma espécie de corredor que tem ao lado. Descubro uma espécie de varanda nos fundos, mas essa tem uma escadinha que desce e se perde nas águas. Há também duas espreguiçadeiras brancas no espaço e uma mesinha entre elas. Caminho até a mais próxima e me deito, mantendo as pernas bem fechadas, e olho a beleza da paisagem na minha frente.

***

– ...Linda...?– A voz de Theo diz rouca.

Nós estamos em seu apartamento, batizando seu sofá, naquela posição que ele parece gostar tanto... E quer saber? Está doendo pra caramba. Quem disse que era só na primeira vez mentiu. Definitivamente!

Mas as preliminares foram ótimas!

Theodor enrola seus dedos em meu cabelo e puxa com força. Não sabia que ele era chegado numa pegada mais forte. Eu ao menos não sou. Quer dizer, nem sei direito o que significa isso, mas não quero sentir mais dor. Me sinto desconfortável, mas continuo cavalgando em seu colo, atrás de um certo prazer que ouvi falar.

– Você precisa comer...– Ele volta a falar. Não entendo suas palavras. Será um código para Sexo oral? “Você precisa ME comer”, ou algo assim?

Assustador!

– Dia... — Sua voz soa estranha de repente. Como um eco. Um som que vem de longe, que me chama.

Me afasto um pouco para encará-lo, mas não é seu rosto que encontro. Na verdade, não tem rosto. Só um capuz.

– Ah meu deus!

Abro os olhos e solto um som esganiçado.

– Hey, calma...

Theodor está próximo a mim, ele tem preocupação estampada em sua cara.

Não estamos em seu apartamento. Estamos na praia, e ainda estou na esteira, devo ter dormido. Tudo não passou de um pesadelo...

– Tudo bem? — Theo pergunta, mantendo distância.

– Sim... Eu dormi. — Digo o óbvio.

Ele ainda usa um roupão, mas o laço que o fecha afrouxou e consigo ver uma boa parte do seu peito. Mas evito olhar. Acabei de sonhar que estava transando com ele. Pelo menos por um tempo... Não quero que ele perceba isso. Embora, minhas bochechas possam já estar me entregando...

Será que falei algo enquanto dormia?

– Eu trouxe o almoço. — Ele anuncia e se senta na outra espreguiçadeira. Noto na mesinha, que fica entre nós, uma bandeja com um prato tampado, frutas e suco.

– Almoço? Parece tão cedo.

Ele se deita na espreguiçadeira ao lado e vira o rosto para me encarar.

– Ainda deve ser umas dez e pouco, mas estamos com duas horas a menos que em São Francisco, então... Imaginei que já estivesse com fome...

Theodor é muito detalhista e prestativo. Gosto disso nele. Gosto muito, na verdade.

– Sim... Obrigada.

Ele pisca para mim e fica olhando para o mar. Por um momento até esqueço da comida enquanto o observo. Não acredito que recusei essa viagem... Que grande tola!

– Você prefere comer lá dentro? — Ele pergunta, agora me estudando.

– Não... Aqui é perfeito.

Volto a me sentar de pernas esticadas.

– Me permita. — Theo se levanta e se coloca ao meu lado, passando um braço sobre minha cintura, roçando nela no processo. Seu rosto fica tão perto do meu...

Então sinto algo bater em minhas costas.

– Assim está melhor?

Encosto na parte que ele levantou da espreguiçadeira.

– Obrigada.

Ele não se afasta de imediato, na verdade, começa a se aproximar. Sinto seu perfume invadindo minhas narinas e vejo sua boca cada vez mais perto. Quero tanto seus lábios nos meus... Mas então ele para e se afasta. Deixa as frutas e suco na mesa e me entrega a bandeja com o prato.

Fico grata pelo gesto, mas muito frustrada também. Realmente queria o beijo...

Destampo o prato e encontro algo muito diferente do que estou acostumada. Reconheço o peixe e ao lado tem rodelas do que parece ser rabanete e alguns fios laranjados, que espero ser cenoura. Tem também um montinho de arroz cremoso com várias ervas misturadas e uma simpática florzinha rosa decorando. Por cima disso tudo, há um tipo de creme espumante verde, que torna o prato realmente feio...

– O gosto é melhor que a aparência. — Me viro para a esteira que Theo voltou a deitar. Ele me estuda, curioso. — Era o mais seguro para o primeiro dia, e digo isso por experiência. A comida daqui é muito diferente. Muito gostosa, mas forte para nós do Fast food.

E eu acredito que Theo seja fã de Fast food mesmo. Ele parece ter uma propensão para gostar do que não é saudável. Acho isso com base em seus doces. Se bem que eu não sou lá boa coisa também...

Deixando o preconceito de lado, pela apresentação estranha do prato, retiro os talheres da proteção e provo o arroz com ervas.

Não é ruim. Mas, como o Theo disse, é forte. Tento uma das rodelas de rabanete, que percebo não ser isso quando mastigo. Tem a mesma leve ardência do legume, mas é doce também... No entanto, não é ruim. Mas preciso de um gole do suco antes de continuar.

– Você não vai comer? — Me volto para Theo. Estava tão entretida em provar o prato diferente, que esqueci desse detalhe. Vai que ele está esperando o prato dele chegar...

– Eu comi um sanduíche antes de você levantar. Estou bem.

Queria eu ter partilhado o sanduíche. O peixe está delicioso, mas picante demais... Tenho a impressão que é por causa do molho...

A cada duas garfadas um gole de suco. Até que acabo o prato exótico, deixando bastante do molho e a florzinha bonitinha.

Quando deixo o prato de lado, percebo que Theo tem os olhos fechados. Então me levanto e pego o prato e o copo vazio. Entro no quarto e deixo na mesa que fica sobre o piso de vidro, depois vou atrás da minha mala, vi uma necessaire lá dentro.

A encontro em um armário, junto de uma menor. Abro a minha mala e acho o que quero, então vou ao banheiro e escovo os dentes. Percebo que não fiz isso desde que acordei, e não posso deixar de me perguntar se é por isso que Theo fugiu do beijo...

Depois de ter certeza que estou com um hálito bom, saio do banheiro. Tenho vontade de pegar uma calcinha, mas, juntando toda a calma que posso, ignoro isso. Volto para a varanda e Theo continua de olhos fechados.

Meu lado moleca parece vir à tona, porque ando nas pontas dos pés, para não fazer barulho, e começo a descer a estreita escada que acaba no mar. Molho meus pés na água fria e refrescante, então desço mais dois degraus, até ficar com água perto dos joelhos, e me sento. A cobertura da varanda não me protege do Sol onde estou e ele está bem ardido, mas sinto um certo prazer de estar aqui.

Respiro fundo, sentindo o ar marinho tomar conta. O som relaxante das ondas, o barulho dos pássaros no céu e uma tábua ranger...

Não me assusto quando Theo se aproxima.

Olho para ele, que se senta dois degraus a cima. O cabelo uma confusão só e o rosto sonolento.

– Sabe nadar? — Me pergunta.

– Sim, mas em piscinas, onde não tenho que me preocupar com tubarões.

Ele ri.

– Acho que podemos arriscar um mergulho e sair inteiros.

– Isso parece bom.

– Bem... Então...

Theodor se levanta e vejo, praticamente em câmera lenta, ele soltar o roupão e deixá-lo cair nos degraus, então ele passa por mim, apenas usando uma cueca. Olho sem pudor algum para seu corpo bonito, especialmente a bunda, que aos poucos é tomado pela água.

Theo se vira para mim e estende a mão. Será que ele espera que eu tire meu vestido e nade nua? Não vi ninguém por aqui ainda, mas isso não significa que estamos sozinhos. E mais, e se algum peixe pequeno tenta a sorte por algum buraco meu?

– Eu não sei se tenho um biquíni...

Sou interrompida por seu corpo, metade molhado, saindo da água e se aproximando de mim. Theo olha em meus olhos, com um brilho sapeca nos seus.

– Posso tocá-la?

Que pergunta é essa? E de que tipo de toque estamos falando? Por que está pedindo permissão justamente agora?

– Sim... — Minha boca responde antes de minha mente raciocinar direito.

Theo leva a mãos para meus joelhos e os afasta.

Prendo a respiração em expectativa, e vergonha por estar tão exposta. Não sei se é cedo, ou se é errado me sentir assim, mas caramba! Eu quero tanto que esse homem me toque de uma vez.

Mas ele não toca. Não como eu quero.

Sem desviar os olhos do meu, Theo se aproxima, inclinado, e entra no meio das minhas pernas. Não da forma bíblica! Apenas encaixa seu corpo ali e, com as mãos, me obriga a circular sua cintura com minhas pernas. Então, me puxa, para a água com ele. Dou um gritinho, pelo susto do meu corpo quente tocando a água fria. Mas logo me acostumo e me sinto aliviada do calor.

É tudo tão perfeito... Exceto que precisarei de outro banho depois...

– Delícia... — Sussurra ele.

Passo os braço com força em volta do pescoço do Theo, mas não sem antes perceber que ele olha para baixo, para meu decote.

– Seu abusado! — Digo sorrindo, muito feliz por estar nos braços dele, finalmente! É como se eu precisasse disso para juntar todos os cacos da noite anterior.

Sem realmente parar para pensar, colo meus lábios os dele e fico muito feliz ao perceber que ele corresponde invés de fugir, como antes. Ao contrário, segura minha bunda com força e me pressiona contra sua ereção.

E eu que pensava que na água fria não subia...

Notas finais
Gostaram do capítulo? Ficou meio inhê? Foram muitos dias sem escrever, perdi um pouco da pratica XD Olhem, a tal escadinha da perdição se parece com essa: http://www.mediafire.com/convkey/5c31/suzu38z94dp123vzg.jpg?size_id=5 Bj bjs até a próxima