À flor da pele
76 Meu mundo
Notas iniciais
Theodor
— Você está feliz? — Pergunto para Diana pela manhã. Ela não dormiu quase nada. Foi a primeira vez que a vi se mexer tanto em seu sono, mas no fim, ela estava bem acordada e passamos boa parte da noite conversando.
— Eu estou... Muito feliz. — Ela morde o lábio. — O que você achou deles?
Acaricio sua bochecha com o polegar.
— Parecem incríveis, mas, Julie e você não pareciam muito à vontade perto uma da outra.
Ela segura o ar por um momento e fecha os olhos, quando os abre novamente, sua bochecha está quente na palma da minha mão. Corada.
— É complicado.
— Quero saber mesmo assim.
— É constrangedor...
Apoio minha cabeça na palma da minha mão livre e fico a encarando, esperando, até que ela se dá por vencida.
— Quando Julie e eu éramos adolescentes, posso ter, talvez, atrapalhado sua primeira vez...
E o vermelho nas bochechas fica cada vez mais forte.
— Como?
Ela puxa a coberta e esconde o rosto, deixando só a testa de fora.
— Eu bati no namoradinho dela com um taco de beisebol. Tipo assim, durante o ato.
Mordo o lábio com força para não rir. Preciso saber mais antes das piadas...
— Você o machucou?
— Só seu orgulho... Olha, ela berrava como se estivesse sendo torturada. Eu chamei a polícia, meus pais e então entrei. Pensei que ele estava violentando ela.
A vontade de rir está borbulhando dentro de mim. Mas consigo me manter sob controle, especialmente porque as coisas de repente começam a fazer sentido.
— E depois disso você acabou decidindo se tornar celibatária?
Ela continua escondida embaixo da coberta, evitando me olhar.
— Tipo isso...
— Olhe para mim.
Ela não olha.
— Diana...
Nada.
Puxo a coberta de seu rosto e ergo seu queixo, a faço me olhar.
— Embora tenha sido humilhante, para ambas, Julie deve saber que você fez isso com a melhor das intenções. Ela sabe que você é uma irmã maravilhosa, que faria qualquer coisa por ela. Você não sabia o que estava acontecendo, imaginou o pior. Chamou a polícia, poderia ter esperado eles chegarem, mas não. Foi até sua irmã. Tem consciência do quão incrível foi?
Ela suspira e então abre um sorriso acanhado.
— Vendo por esse lado...
— Sim... E dito isso... — Me deixo cair para trás no travesseiro e começo a gargalhar. – Você deve ter traumatizado o pobre rapaz!
Ela se senta e se inclina levemente sobre mim, tentando não rir junto comigo.
— Não traumatizei tanto, ele voltou e a engravidou anos depois.
Levo a mão até minha testa, dando-me um tapa estalado.
— É por isso que o marido dela não veio?
Ela concorda e coloca a mão na frente da boca para esconder o riso.
— Ele se chama Paul, e não nos vemos muito. Quando vou para lá nos feriados, ele geralmente vai para casa dos pais ou de um amigo. Quando tudo aconteceu, ele era nosso vizinho e no dia seguinte ele tinha ido morar com uma tia fora da cidade.
Me levanto um pouco e beijo seus lábios.
— Você é adorável, mulher!
— Aposto que Paul não concorda.
— Eu apostaria meu dinheiro nisso.
Eu não achei que ela sorriria depois de contar isso. Mas ela o fez.
Diana me surpreende desde a primeira vez que a vi, de tantas formas e em tantas situações. Eu sei que ela vai conseguir passar por cima de tudo que vem pela frente. Ela é forte, muito mais do que Tyler está disposto a ver.
E talvez, só talvez, eu não vou precisar recorrer ao Google, ou ao Tom. Me pergunto se ela surtaria com o que o pai dela me falou.
Diana não dormiu bem a noite porque estava ansiosa. Eu não dormi porque fiquei pensando sobre isso. O que eu deveria fazer? O fato de estar escondendo o que está acontecendo já é algo grave, se ela me descobre bisbilhotando sobre sua saúde, talvez não tenha uma segunda chance...
— Dia...
— Hum...? — Ela acaricia meu queixo áspero, com uma rala barba de dois dias.
— Seremos sempre honestos um com o outro?
Ela me olha, por um momento suas sobrancelhas se unem quando ela franze a testa, mas logo isso some e ela me oferece um doce sorriso.
— Eu espero que sim.
Enrolo meu braço em sua cintura e a puxo para a cama. Ela se deita e vira para mim.
— Eu quero te perguntar uma coisa.
— Certo... — Agora ela está duplamente ansiosa e um pouco assustada.
— Mas quero te contar algo também.
— Eu não vou gostar, não é?
Penso sobre isso. Eu não acho que Diana vá se chatear, se fosse outra mulher, certamente, mas Dia não é como qualquer outra. Ela é única em tudo que lhe diz respeito.
— Eu não acho. Não se você tentar entender o meu lado...
Sua mão volta para minha bochecha e ela continua brincando com minha barba, passando a ponta dos dedos de leve. Mas a ansiedade continua ali, está estampada em seus olhos.
— Lembra-se de Baltazar?
Ela concorda com um aceno.
— Bem, ele é como um pai para mim.
E mais uma vez se confirma que Diana é diferente de todas. Seus rosto se torna uma máscara feroz de irritação e seus dedos se afastam de meu rosto.
— Como um pai, e você o deixa trabalhar naquele parque todos os dias, quando pode ajudá-lo?
Única.
— Calma aí, tigresa! Guarde as garras! — Eu cansei de falar para aquele velho teimoso que pegava mal, mas ele me ouve? Claro que não! — Baltazar tem uma casa ótima, recebe um bom salário para seus gastos e o tratamento da Meg. O que acontece, é que ele é um velho aposentado, sem ter o que fazer. Ele continua voltando para aquele maldito parque, no frio, embaixo de chuva, no calor escaldante, meramente porque diz gostar.
— Oh... Certo.
— Voltando. O apartamento em que vivo hoje, era do meu pai. Minha mãe adorava aquele lugar, foi nele em que vivemos como uma família de verdade. Foram bons tempos. Depois que meu pai descobriu sobre a traição dela, aquele lugar passou a ser o centro de seus encontros. Ele levava qualquer mulher que achasse mais bonita que a minha mãe. Sempre tinha uma paparazzi na porta para registrar sua chegada. Acho que foi a forma dele mostrar que a família que fomos não significava nada.
Seus dedos quentes vão para baixo das cobertas e ela abraça minha cintura e se aproxima mais, entrelaçando nossas pernas.
— De qualquer forma, quando era criança, e estava no meio do fogo cruzado entre meus pais, eu tive um momento... Aquilo tudo simplesmente era demais. Em um dia eu tinha um pai, que me amava e era extremamente atencioso, e no dia seguinte era como viver com meu inimigo. Então eu fugi. Na época parecia que tinha andado quilômetros, mas no fim só atravessei a rua e cheguei no parque. Passei horas sentado naquele mesmo banco em que você se alonga e toma sua água.
Não é difícil falar sobre isso com Dia. Eu pensei que seria. Tem sido um longo caminho me esquivando do tema que levou ao fim desastroso do casamento dos meus pais. Mas, pela primeira vez da vida, quero por para fora. Quero que ela saiba quem eu sou, com quem me importo e como me tornei quem sou hoje. É importante para mim lhe dar isso. Só quando eu desnudar minha alma, posso esperar o mesmo dela.
Acho que no fim das contas, quando você está com a pessoa certa, não é difícil se deixar estar vulnerável, é uma necessidade.
— Bem, quando já passava da hora do almoço, Baltazar e Meg se aproximaram. Naquele tempo eles se revessavam para ficar lá. Mas naquele dia, Meg tinha uma consulta e decidiu esperar com ele. Ela reparou em mim e se aproximou. Me deu um pacote de pipocas e algum doce. Ela perguntou-me, gentilmente, se estava perdido. Eu disse que não, mas eu acho que estava sim. Eles foram muito legais e passaram a tarde me contando sobre seus filhos. Meg tinha trabalhado como enfermeira por muitos anos, mas quando ficou doente precisou parar, então, ela tinha bastante tempo livre, e ela gastou muito dele comigo. Naquele dia, quando os conheci, eu voltei para casa tarde e... — Essa era uma memória dolorida. Mesmo depois de anos, era algo que eu nunca esqueci. — Meu pai estava entretido com uma de suas mulheres, ele nem percebeu que eu estive fora o dia todo, ou nos dias seguintes. Ele simplesmente não se importava, então eu criei esse laço com Baltazar e sua esposa. Quando cresci e ganhei meu próprio dinheiro, obviamente, olhei por eles. Sempre foram mais próximos que meus pais.
Ela está sorrindo de novo.
— Eu gostaria de conhecer Meg e passar mais tempo com Baltazar. Eu gosto dele.
— Eles vão adorar, tenho certeza.
— Você não fala muito sobre sua mãe. Como é o relacionamento de vocês?
Essa é uma daquelas perguntas que considero como armadilha, mas isso porque não faço ideia de como me sinto sobre ela realmente.
— Eu a amo, é minha mãe e, apesar de tudo, fez o que pôde por mim e Jane. Mas... Eu não sei... Acho que não consegui a perdoar realmente pelo rumo que as coisas tomaram. Eu precisava do meu pai e ele estava com ódio de mim e minha mãe perdida em seus dramas.
— Eu entendo isso.
Espero que ela me conte alguma coisa sobre sua infância, mas ela não diz nada.
— Bem, meu pai tem câncer. Ele está muito doente, provavelmente com os dias contados.
Ela suga o ar com força e seus olhos ganham um leve brilho das lágrimas se acumulando. Eu não quero que ela se sinta triste por isso.
— Sinto muito, Theo...
— Minha avó conseguiu que ele se afastasse dos negócios e me deixasse como responsável de suas coisas. Eu posso ter, talvez, me aproveitado disso para me apropriar do apartamento...
— Você roubou dele?
Essas palavras de repente parecem como uma faca me perfurando. Mas é o que é. Eu roubei meu pai. Roubei suas mulheres, roubei suas propriedades, seus carros, seu lugar na empresa. Mas, de certa forma, tudo isso deveria ter sido meu, se não fosse pelo pecado da minha mãe.
— Eu fiz isso...
— Você o odeia?
Não foi uma acusação, assim como a pergunta anterior. Ela parece realmente curiosa. Eu vou responder a tudo, mesmo que a pintura final mostre o quanto eu sou feio e podre.
— Eu quero odiar. Eu pensei que odiava, mas tem essa pequena parte, de quando eu era um garoto e tinha uma família de verdade... Ele não consegue. Mas não vou deixá-lo me dominar. O que meu pai fez para Jane e eu não foi justo. E depois tem Tyler. O garoto de ouro dele.
— Tyler? Seu pai me parece realmente cego agora...
Consigo sorrir com sua graça.
— O pai dele e o meu são amigos há anos e ele sempre achou que Tyler era tudo que eu não consegui ser. Ele diz que ele é seu herdeiro... Talvez eu tivesse um pouco de ciúmes dele, por isso sempre o odiei tanto.
— Parece certo...
Faço uma careta. Essa conversa está sendo mais esclarecedora do que eu gostaria.
— Eu menti para você sobre a cobertura. — Concluo.
— Já vejo... Quaisquer outras coisas que eu deva saber?
— “Deva saber”, isso Dia, é uma questão complicada. Há muita coisa que eu fiz. Se você deveria saber? Talvez. Se iria gostar de saber? Não mesmo.
— Qualquer coisa que possa afetar nosso relacionamento? Alguma esposa escondida? Filhos? Esqueletos, literalmente, no armário?
Me aproximo alguns centímetros e beijo seus lábios, então me afasto e assisto seu rosto risonho e corado.
— Não que eu saiba...
— Bem, vamos esperar que continue assim então.
— Certo, isso é muito bom. Agora, eu quero te perguntar algo. É tão particular quanto isso que te contei.
— Não precisava ter me contado algo para me fazer uma pergunta, Theo...
— Eu sei, querida, mas queria que soubesse que pode confiar em mim e que eu confio em você.
— Bem, acho que conseguiu.
E agora vem a bomba.
— Eu gostaria de saber o que você tem...
Ela pisca confusa.
— Seus problemas... Sabe...? Esses tiques, suas crises...
E ela está toda tensa.
— Você acha que eu tenho algo? Acha que sou doente? — Agora o tom é todo de acusação e ela tenta se levantar da cama, fugir de mim, mas a prendo com meus braços e pernas.
— Diana, seu pai me disse algo hoje. Não quero que fique brava com ele, mas preciso que entenda, eu estou com você agora. Não é justo me manter no escuro, sempre pisando em ovos, querida. Eu preciso saber o que há com você, preciso saber o que não fazer para piorar o que te aflige. Eu quero saber por amor, nenhum outro motivo.
— O que ele disse? — A aflição em seus olhos, em sua voz... Eu não deveria ter perguntado. Não ainda.
— Ele me disse que você tem transtorno de personalidade e não foi tratada. Ele queria me assustar, tenho certeza, foi uma espécie de teste. Aposto que ele esperava que eu saísse correndo.
— E ele conseguiu te assustar?
Nego com um aceno e então sorrio.
— Eu não estou indo para lugar nenhum longe de você. Nem antes de saber e nem depois. Eu te amo, será que isso significa algo?
— Theo...
Diana
— Só me fala, por favor... — O apelo em sua voz era de partir o coração.
Ele não correu, como meu pai, provavelmente, queria. Mas eu estou prestes fazê-lo. Parece bobagem que seja mais fácil fugir do que colocar as cartas na mesa. Eu tive um longo tempo tentando me convencer de que não havia nada de errado comigo. Agora, parece que cada pessoa que conheço decidiu me colocar contra a parede e me desmentir.
É angustiante. Assustador... Desnudar-me dessa forma para ele. Eu sempre tive medo de ser uma maluca, de perder o controle e, em consequência, minha mente.
— Eu não sei como lidar com isso. Não sei se consigo, Theo...
Respiro fundo, tentando manter as lágrimas e as crises longe.
— Dia... — Então ele abre esse sorriso fantástico, que promete só as coisas boas da vida. — Você é a mulher mais forte que eu já conheci. Tem todo esse muro firmemente erguido ao seu redor, protegendo seu coração e seu mundo, e mesmo assim, ainda é a pessoa mais amável e gentil que eu conheço. Eu não acho, tenho certeza que você pode passar por isso. Por qualquer coisa. E se me deixar entrar, então nós vamos passar por isso juntos.
Juntos. Eu gosto de como soa. Mas a insegurança é uma barreira dura.
— Vamos fazer isso, amor. Só me diga, para que possamos passar por isso seguir.
Eu decido dizer. Mas se passa tanto tempo que acho que ele esqueceu, mas seus olhos pidões continuam firmes nos meus.
— É chamado de TPOC. Transtorno de personalidade obsessivo-compulsivo.
— Mas não é TOC, ou como, certo?
Nego, me sentindo muito envergonhada, mas decida a dizer de uma vez. O pior que pode acontecer é ele ir embora, o que seria melhor agora, enquanto ainda posso salvar uma parte do meu coração.
— É um pouco parecido... Menos grave... Dura mais. Eu não sei direito. Eu não acho que eu tenha... É só... É difícil aceitar que tem algo errado comigo. Para mim, tudo parece certo, mas no fundo eu sei que não é. Tem esse tique nervoso, essas crises que me derrubam... Ataques de pânico... E...
— Tudo bem. Você foi bem. Eu estou feliz que me disse.
Isso é um sinal para que eu pare? Eu adoraria parar. Por favor que seja o sinal...
Fico quieta, esperando que ele me pressione, mas Theo apenas beija minha testa.
— Nós precisamos levar Liam para montar a árvore de natal.
Graças a deus, mudança de assunto!
— Ele vai gostar disso.
— Alguma chance de mandarmos Julie para Eleonor e passarmos algum tempo com Liam e John?
Mordo o lábio, seria fantástico, mas não sei se Eleonor concordaria.
— Eu não sei...
— Bem... — Ele empurra as cobertas e se levanta, então puxa as colchas de cima de mim e me deixa tremendo de frio. — Só tem um jeito de descobrir!
***
Papai, Tyler, Jane, Liam e eu. Não acho que era o que Theo estava esperando, mas é melhor que Eleonor.
Quando estávamos tomando café, Tyler apareceu de surpresa. Ontem ele não pode vir e apareceu “de madrugada” — Como ele chamou, isso às 10 da manhã!
Eleonor ligou algumas horas depois e perguntou sobre o almoço, Theo não tentou atender o telefone dessa vez, mas meu pai o fez. Eu não sei o que há com esses caras achando que preciso de proteção... Ok, admito, talvez eu precise um pouco. Mas é muito pouco mesmo. Eles agem exageradamente.
De qualquer forma, meu pai informou que estava presente, o que levou Eleonor aos gritos e eu quero dizer exatamente isso. Ela gritou do outro lado e eu pude ouvir da sala a conversa que acontecia por telefone no meu escritório... Então, o negócio foi, Liam ficaria com o avô, Theo e eu iriamos ver algumas coisas para o jantar de natal de amanhã. E só para que ela não mudasse de ideia, ele disse que Tyler estava comigo. Foi motivo mais que suficiente para ela achar perfeito um dia no shopping lotado com a sua filha caçula.
Então, Theo falou com a Amy, que ligou para o Simon, que fez uma ligação, e menos de uma hora depois, tinha uma limusine parada na frente da minha casa. Eu não preciso nem dizer como isso foi incrível, certo? Tyler, que parecia tenso quando chegou, se tornou a pessoa mais doce quando viu o carro. E, no decorrer da viagem até a casa do Theo, ele pode ter se animado um pouco demais com o bar que veio junto.
Foi uma manhã divertida. Um almoço muito gostoso e agora estamos todos reunidos na sala da casa do Theo. É realmente outro lugar. Não se parece nada com o dia da festa. É um lugar em aconchegante, apesar do tamanho. A árvore de Natal é bem grande, Theo não mentiu. Ele a colocou, junto do meu pai e do Tyler, ao lado da lareira, então se sentaram para um uísque enquanto Liam, Jane, Amy e eu colocamos os enfeites.
Outra coisa que Theo não exagerou foi sobre Amy. A mulher parece ter certo fascínio por Natal. Suas roupas são 100% do tema, os enfeites que ela trouxe, e disse ser herança de família, e até meias para pendurar na lareira, que ela disse que precisa acabar de colar os nomes. Até Jane, que tem essa personalidade meio de lua, parece animada e isso por causa da alegria contagiosa de Amy.
Em algum momento entre todas essas coisas e esses risos gostosos que saem naturalmente de mim, eu comecei a achar que esse natal pode ser realmente algo especial. Mesmo com Eleonor por perto. Ter meu pai aqui faz muita diferença e ainda com o Theo... Certamente enriqueceu incontavelmente a data. Aliás, não apenas a data, Theo iluminou minha vida toda. Olho para trás e não consigo ver um momento em que eu estive mais feliz.
Aproveito o momento em que Liam está com sua atenção voltada para Amy e sua tentativa de colocar a estrela onde não alcança, e me levanto. Vou até o sofá onde os homens estão bebendo e conversando. Foco minha atenção em um Theodor muito à vontade em um jeans e um suéter azul. O cabelo estava bem arrumado de manhã, mas posso ter bagunçado um pouco na viagem até aqui.
Me lanço feliz em seu colo e ele imediatamente me abraça, me apertando forte e beijando meus lábios. Por um momento só esqueço de tudo mais. É apenas nós dois. Até que meu pai pigarreia e me afasto, envergonhada. Tento escapar de seu colo, mas ele não deixa. Me mantém apertada em seus braços.
— Agora, isso é algo bonito de ver. — Tyler diz animado. — Eu serei a madrinha da Diana nesse casamento, que tenho certeza, está chegando...
— Tyler! — Repreendo ele e escondo meu rosto corado do peito de Theo. Na verdade não é bem o rosto corado que estou tentando esconder, mas o sorriso bobo que dança nos meus lábios.
As palavras de Theodor ainda dançam em minha mente. Ele vai propor e eu não sei como reagir exatamente. Eu nunca pensei em me casar, mas parece algo tão natural se for com Theodor. Eu deveria estar com medo, nos conhecemos a pouco tempo, mas... Estou bem.
Quando foi que eu mudei tanto? Tem certas horas, como quando fui receber Eleonor com Theo, que eu realmente só consegui ver a mesma garota medrosa, que foi criada de forma abusiva pela mãe, mas agora, em um período tão curto de tempo, ela nem parece mais existir. Esse é o efeito Blake? Ou será que apenas estou começando a evoluir? Seja qual for a resposta, eu sei que é algo bom. Estou melhor.
Falar com Theo sobre meus problemas psicológicos, não foi fácil. Mas não foi o drama que eu pensei que seria. Isso é outro fator que me surpreendeu. Eu acho que tirei um peso dos meus ombros, que nem sabia que estava lá. Dividir a minha vida com Tyler sempre foi algo positivo, mas nada se compara a isso...
— Bem, espero que esteja errado, Tyler. — Meu pai repreende meu amigo. — Na minha época, um noivado precisava de tempo...
— Ah, seu velho! — Tyler o interrompe e finalmente ergo meu rosto para assisti-los. — No seu tempo não existia nem internet, nem pornô e nada que é bom na vida. Não começa contando essas manias da idade da pedra! Vergonha para você!
Meu pai bufa. Ele tenta se manter sério, mas tem um leve sorriso se formando a cada vez que me olha.
— Garoto, você não sabe de nada de relacionamento. Não descobriu nem do que gosta!
Outra pessoa dizendo essas palavras certamente traria confusão para o dia perfeito, mas Tyler e meu pai são assim, eterna provocação. E sem limites!
— Bom, eu posso te dizer que estar em cima do muro é muito bom...
— Ok, Tem criança na sala! — Theo os repreende no momento exato em que Liam aparece e tenta escalar para meu colo.
— Ei, pequeno! Será que já acabou aquela árvore bonita?
Escorrego do colo de Theo para seu lado e puxo Liam para o meu.
— Cadê os presentes, bia? — Ele pergunta em sua adorável, e irritante, voz infantil.
Liam não conseguia dizer "tia" quando começou a falar, então falava bia e acabou ficando.
— Presentes só amanhã cedo.
Ele me oferece um sorriso travesso.
— Mas é pra enfeitar, bia!
Olho para trás e vejo que as garotas estão arrumando embaixo da árvore, para os presentes. Aposto que com essa carinha, ele vai conseguir abrir metade dos seus ainda hoje.
— Certo... Acho que vamos precisar buscar alguns que deixei no carro...
Ele levanta as mãos no ar em comemoração.
É perfeito, simplesmente tudo perfeito!
Theodor
Eleonor não nos incomodou o dia inteiro. Garanti que Simon a mantivesse bem ocupada. Tentei ao máximo manter Diana em seu dia no paraíso. Mas, o fato é, ela está no céu e eu no inferno.
Cada vez que meus olhos encontram os de Amy, eu me lembro que meu tempo está, literalmente, contado. O amigo dela, o policial, não para de ligar e ela sempre lhe dá a mesma resposta: Viajaram e devem estar de volta na quinta. No entanto, o cara não parece convencido e não quero levar Diana para casa e acabar dando de cara com ele, querendo um depoimento.
Mas, como posso só acabar com sua felicidade? Me sinto na guilhotina, pronto para perder a cabeça.
Julie se junta a nós para o jantar, sem Eleonor, felizmente. Aproveito esse momento, em que ela conta seu dia animadamente, e vou para fora, precisando desesperadamente de um pouco de ar.
Nunca fui do tipo ansioso, mas se o meu relacionamento com Diana me mostrou alguma coisa, é que não me conhecia realmente. Esse lado desesperado em mim, às vezes ameaça tomar conta, assim como o apaixonado. É um tanto assustador descobrir o quanto amar uma pessoa te muda. Ou apenas te faz mais aberto. Eu não sei se estou diferente, ou apenas deixando certas partes de mim virem à tona agora.
— Sua casa é linda, Theo. — Diana me encontra no jardim.
— Obrigado. É uma visão diferente sem toda aquela parafernália da festa decorando, hein.
— Sim, parece outro lugar.
Ela se encosta em mim.
— Será que estamos incomodando? — Me pergunta insegura.
Me viro para ela, enlaçando sua cintura e a puxando para ficar coladinha ao meu corpo.
— Como se isso fosse possível.
Ela concorda, embora não pareça segura disso.
— Você parece distante hoje.
Encosto minha testa na dela e acaricio sua bochecha com a mão livre.
— Eu estou preocupado, querida, mas não é sobre você ou sua família. Pelo contrário, tem sido relaxante tê-los aqui.
— O que te preocupa?
Eu poderia dizer agora. Acabar com o bom momento que ela está tendo. Ou mentir e acrescentar coisas para sua lista “Motivos para não perdoar Theodor Blake?”.
— Empresa, família... Não faço ideia de onde a minha mãe está e isso me tira do sério. Cada vez que Helena desaparece do radar, coisa boa não é.
Isso não é mentira, mas é uma preocupação pequena na minha mente agora.
Diana leva a mão a boca para conter o riso, mas não tem sucesso, logo uma gargalhada gostosa escapa. Ela me abraça apertado, escondendo o rosto em meu peito. Somente quando está sob controle é que volta a me olhar. Os olhos estão até marejados pelo ataque de riso e as bochechas muito coradas.
— Eu sei... Helena de troia. — Adivinho.
— Eu deveria ter suspeitado quando me contou a história por trás do clube e seu nome. O seu pai deve realmente odiar o seu padrasto.
— E como! Ele ainda é alvo de piadas depois de tantos anos. Talvez seja por isso que ele me odeie tanto.
Coisa errada a se dizer, seu sorriso morre e seu semblante se torna triste.
— Ele é um estupido, Theo. Ele é quem perde por não ter um bom relacionamento com você.
Com certeza ele tem perdido muito mesmo...
— Você, Diana Weber, é adorável.
O sorriso doce volta.
— Fica aqui comigo, hoje?
— Aqui, você diz, na sua casa?
Concordo.
— Eu não acho que seja certo... Minha família precisa de um pouco de atenção. — Tento esconder minha decepção. — Mas eu realmente gostaria disso. Acho que posso ficar hoje. — Ela completa.
Toco seus lábios com os meus levemente.
— Obrigado.
— Eu vou dizer ao meu pai que vou voltar mais tarde.
— Ou pela manhã... — Faço meu melhor olhar de cachorro pidão.
— Certo... Pela manhã.
A vejo se afastar e entrar na casa. Logo depois Tyler está saindo e vindo em minha direção, tento fugir, mas ele é mais rápido.
— Hey, Theo!
— Hey. — Sorrio e me surpreendo de, apesar de tudo, não ser falso. Inacreditavelmente, ter Tyler por perto não tem sido um inferno. Talvez por causa de Diana. Me obrigo a tolerá-lo por ela. Ou, devo admitir, quando paro para lhe dar atenção, vejo que ele não é tão irritante como sempre achei que era.
— O John me disse que vocês decidiram contar a Diana...
Nós decidimos?
Ok, vamos deixar o papai ganhar algum crédito.
— Sim, ela precisa saber, Tyler. E a polícia precisa caçar esse cara. Ele é perigoso.
— Eu concordo. — Ele fala baixo, olhando para a porta, vigiando para não sermos pegos falando sobre isso. — Mas, só com o envolvimento da polícia. Não sobre contar a Diana. Isso vai prejudicá-la. Eu sei o que estou falando, Theodor, eu a conheço. Tenho feito parte da vida dela por muitos anos. Você só acabou de chegar e John... Ele não passou tempo suficiente com ela para conhecê-la. Eu sei o que estou dizendo. Você vai acabar com ela.
Retiro toda e qualquer consideração que possa ter demonstrado. Tyler consegue ser um pau sempre. Essa mania de ser o senhor de tudo, saber de tudo, decidir tudo... Eu não faço ideia de como Jane o suporta, especialmente sendo tão independente. Quando disse a Tyler que cuidasse dela, eu realmente pensei que isso iria fazê-la chutá-lo. Mas foi o contrário.
— Tyler, essa não é sua decisão. Eu estou feliz que ela teve você por todo esse tempo, mas agora eu estou aqui e vou cuidar dela.
— Você vai destruí-la.
— Não, eu vou dar a chance dela lidar com seus próprios problemas, como ela quer fazer. Quando você lida com tudo por ela, não está a ajudando crescer. Pelo contrário.
Ele não me responde, abre um sorriso enquanto olha para a porta e assim eu sei que Diana está aqui.
— Ty, será que pode deixar papai e Julie em casa depois do jantar?
— Você não está voltando?
Ela vem para junto de mim e a abraço apertado.
— Vou ficar aqui hoje.
Ty me lança um olhar que só pode ser descrito como ódio puro. Ele provavelmente acha vou contar a ela hoje. E bem, eu quero. Só não sei como fazer ainda.
***
O jantar foi um pouco estranho. Tyler estava silencioso. Liam mostrou toda sua animação e entusiasmo pelo natal e acabou por convencer Diana a dar alguns presentes adiantados. O garoto realmente sabe como mexer com a mulher, mas isso não deixou a noite agradável.
John não parou de me encarar e Julie se soltou um pouco depois de algumas taças de vinho, e me deu um vislumbre mais profundo e sua personalidade excêntrica. As histórias que ela decidiu partilhar na mesa foram no mínimo... Indecentes. Diana até levou Liam para longe. Não que ela estivesse muito melhor, depois da segunda taça já começava a se soltar... Para completar o bom ambiente, Amy e Janet estavam se estranhando.
Mas, felizmente, a noite chegou ao fim antes que alguém acabasse brigado.
E agora, com todos fora e Diana só para mim, finalmente consigo respirar aliviado.
Eu a puxo para cima, para meu quarto. Dessa vez a deixo caminhar devagar pelo corredor, apreciando as fotos. Na primeira vez, não me sentia à vontade em deixá-la me ver realmente. Hoje de manhã, quando falei sobre minha vida, foi mais que um exercício de confiança, foi uma necessidade de mostrar meu interior.
— Esse rapaz... — Ela para em frente a foto do meu ex-padrasto, minha mãe, Jane e Micha. — Vocês não se dão bem?
Olho para a foto. Os cabelos de Micha sempre foram um desastre, especialmente com essa coloração de fogo, que o fazia ficar estranho com qualquer roupa que escolhesse.
— Não nesse tempo. Depois, quando fomos para a mesma universidade, aprendemos a lidar com as nossas diferenças.
— Ele é um parente?
A puxo para mais perto. É tão bom sentir seu corpo junto do meu. É reconfortante.
— Ele é filho do meu padrasto. Ex-padrasto. Não faço ideia de como me referir a ele. Minha mãe e ele se divorciaram, mas continuam saindo. Ela tenta nos enganar e diz que não, mas as fotos deles, sendo pegos no flagra, continuam aparecendo.
Ela sorri.
— Sua mãe é bonita. Eu posso imaginar como uma beleza assim pode causar toda essa bagunça. Acho que realmente é o tipo de beleza da Helena dos gregos.
— Quem dera sua personalidade combinasse com seu rosto.
— Ela não é uma boa mãe?
Como responder a isso?
— Ela não é uma mãe ruim, mas não é a melhor. Às vezes ela se tranca em seu mudinho e é difícil a tirá-la de lá. Helena pode ser um pouco... — Penso em John e Julie e em como Diana os descreve. — Excêntrica.
Ela franze o nariz num sorriso bonitinho.
— Se ela resolver aparecer, vai definitivamente se sentir à vontade com Julie e papai aqui.
— Ele não é tão ruim.
Ela morde o lábio antes de responder.
— Ele está tentando não te assustar... Dê tempo, ele não consegue manter toda sua esquisitice escondida por muito tempo.
Sorrio com seu comentário.
— Certo. Estou ansioso por isso, para falar a verdade. Mas, mais que isso, eu não vejo a hora de te ver nua na minha cama...
A puxo pelo resto do corredor e abro a porta do meu quarto. A empurro na direção que acho que está a cama e derrubo um dos abajures no processo. Ao menos acho que é. Quanto tenho certeza que a deixei sobre o colchão, me estico até o outro lado e acendo o abajur restante.
Beijo seu pescoço e aperto sua bunda com desespero, ela ri freneticamente enquanto bagunça meu cabelo com as mãos.
— Como eu senti falta disso... — Digo, enquanto levanto seu vestido e puxo sua meia calça. Quando meus dedos tocam sua pele, sinto algo percorrer meu corpo. Uma eletricidade, que agita todos os meus sentidos.
Diana para de rir quando minha boca faminta encontra a dela. Duvido que ela admita, mas sei que sentiu falta disso tanto quanto eu.
Meu corpo ainda dói devido as costelas, que ainda estão se curando, mas nada se compara a falta de tê-la junto de mim.
Me separo dela para tirar suas botas, então termino de arrancar a meia calça e dou uma boa olhada na calcinha de renda. Me abaixo colando um beijo sobre o tecido fino, ganhando um gritinho abafado. Quando me levanto e tiro a peça, minhas mãos vagam para baixo do vestido, sentindo sua pele quente em minhas mãos.
Antes de Diana, eu não era capaz de apreciar esse tipo de contato. Tudo girava em torno da minha satisfação e se estivesse feliz, deixaria a minha parceira feliz também. Agora? É tudo sobre ela. Meu coração incha quando ela sorri e parece prestes a explodir quando ela geme com meu toque.
Uma vez disse a Diana que não sabia o que era amor. Me lembro até em lhe dizer que me avisasse se descobrisse isso. Acho que descobrimos juntos.
A puxo sentada e tiro o vestido, e então o sutiã bonito e passo minhas mãos por cada pedaço de pele visível. Os sons doces de contentamento que ela solta pelo meu toque me fazem um escravo seu. Eu sou apenas louco por ouvir mais uma vez. Quando nossas peles se encontram, sinto aquela coisa de novo, a eletricidade que passa por todo meu corpo. É prazer puro e cru.
Alcanço seu pescoço com a minha boca, sentindo o cheiro gostoso de seu perfume e chupando a pele delicada e quente. Ela se contorce em meus braços, espalhando suas mãos por minhas costas e alternando entre me acariciar e deixar seus dedos enrolarem e puxarem meus cabelos.
— Você é tão gostosa... — Sussurro em seu ouvido e mordo sua orelha no caminho. Ela geme e abre as pernas, se sentando em meu colo, me deixando sentir o calor de sua boceta molhada. Se eu não estivesse vestido, provavelmente teria me envergonhado como um adolescente sem controle.
— Senti falta disso... — Ela admite. — Mas... — Eu tinha certeza que tal admissão não viria sozinha... — Tenho medo de te machucar, Theo.
— Querida, estou com um terrível caso de bolas azuis, se você não me der isso agora, temo que o estrago seja permanente e você acabe por perder uma parte muito útil e importante da minha anatomia.
Ela ri e me abraça.
— Certo. Mas, vamos fazer isso devagar, ok?
Devagar? Depois de semanas mal ganhando um beijo? A merda se eu farei isso!
— Claro! — Tombo-a na cama, ganhando um grito pelo susto. Seguro seus seios grandes e os aperto, então tomo na boca um mamilo de cada vez e nesse tempo, acho que ela já esqueceu tudo sobre ir devagar, se os movimentos de moer são alguma indicação...
— Você precisa tirar a roupa... — Ela sugere.
— Malditamente certo que preciso!
Me levanto, pisando em algo que caiu e quase levo um tombo, mas me recupero e me dispo em segundos, então estou na cama, a prendendo com meu corpo e atacando sua boca com a minha.
Eu sei que não deveria estar fazendo isso. Nesse momento o correto era estar na sala, tendo uma conversa muito séria sobre o perigo que ela corre. Mas me seguro firme até o momento que não poderei mais adiar. Até lá, continuo empurrando e a apertando forte em meus braços.
— Eu te amo, Theo. — Ela me diz quando afasto nossas bocas para olhá-la.
Olhos brilhantes, lábios úmidos e inchados e as bochechas com aquele vermelho vivo. Adoro isso, adoro cada pedaço e cada maluquice, escondida ou não, dessa mulher.
— Eu também te amo, querida. Mais do que um dia eu sonhei que seria possível. Você se tornou meu mundo...
E agora os olhos brilham mais, com as lágrimas que lutam para sair, e o sorriso que rasga seu rosto é fascinante.
Me separo por um instante, me sentando e a puxando para meu colo. Ela me surpreende ao levar a mão para baixo e tocar minha ereção. Talvez ela tenha bebido mais do que eu imaginei, ou está aprendendo a confiar mais em mim e a se soltar.
Ela dirige minha ereção para sua entrada e se abaixa só um pouquinho, tomando apenas a cabeça, me torturando e me fazendo ficar todo tenso enquanto tento me controlar.
— Eu não sei bem o que fazer nessa posição... — Ela admite.
— É só se sentar e aproveitar o passeio... — Eu brinco, mas perco todo o fôlego maldito quando ela se deixa cair. O gemido dela só torna a coisa mais difícil para mim, eu poderia vir facilmente nesse momento.
Seguro seus quadris a impedindo de se mexer enquanto tomo um fôlego, então a guio, para cima e para baixo. Ela me abraça apertado e os seios na altura do meu rosto são um convite que eu prontamente aceito.
Diana começa a ir mais rápido quando sugo seus mamilos, minhas mãos firmemente em sua bunda se soltam e vão para os seios, os espremendo e juntando os mamilos para sugar de uma vez. Vantagens de ter uma namorada peituda.
Aos poucos, ela encontra seu próprio ritmo e me leva da forma que a agrada, me tirando quase completamente dela e se inclinando ainda mais contra mim, para que seu clitóris esfregue no meu pau todo o caminho de volta e ela faz isso uma e outra vez, me enviando para a borda todas às vezes, sinto um maldito arrepio em toda a minha coluna e minhas bolas apertadas.
Solto seus seios e enterro meu rosto em seu pescoço, lutando para me manter, só esperando por ela e então acontece, sinto-a me apertar forte uma vez e então seu orgasmo chega e só então relaxo e me deixo vir. E caramba, eu juro que posso ver fogos de artifícios quando gozo e minhas bolas finalmente relaxam. Ainda sinto os espasmos de seu orgasmo quando ela me abraça apertado e beija meu ombro.
— Theo...— Escuto meu nome em um sussurro.
— Hum...
Ela não responde de imediato, fica em silêncio enquanto nossas respirações se acalmam. Até penso que dormiu, mas então levanta a cabeça e me encara. Rosto corado e olhos brilhosos, mas o brilho vem de um par de lágrimas não derramadas.
— Eu te machuquei? — Acaricio seu rosto, com medo de me mexer e machucá-la ainda mais.
Ela nega e respira fundo.
— Eu quero... Quero me tratar... — Sua voz soa tão baixa que quase não a escuto. Preciso de um momento para discernir suas palavras.
Acaricio seu rosto e ela descansa a bochecha em minha mão, fechando os olhos e deixando as lágrimas rolarem.
Tudo está fora do controle. Minhas emoções são um furacão dentro de mim. A enormidade do que ela acabou de dizer cai sobre mim, me deixando quase sem ar.
— O que trouxe isso? — Pergunto com voz falhando. Sinto meus olhos embaçarem. Faz tantos anos que eu não choro, que não deixo emoções me controlarem.
Ela respira fundo antes de poder me olhar nos olhos de novo.
— Você também... Se tornou meu mundo.

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