Notas iniciais
Que nome mais sugestivo tem esse capítulo... XD Boa leitura!

Theodor

– Peter? — Ouço a voz de Diana cheia de confusão.

– Hey, Dy! — Ele se aproxima, perto demais e a puxa de mim para um abraço. Não preciso dizer que meu primeiro instinto é puxá-la de volta e socar esse... Cara grande. Ele é alguns centímetros menor do que eu na altura, mas compensa em músculos. Deve ser fã de anabolizante!

Olho diretamente para Tyler.

– Espero que não se importem, Peter estava comigo quando me lembrei do aniversário da Amy. Não podia dispensar meu amigo!

Amigo... Desde quando? Por algum motivo, acho que só se tornaram amigos depois que Diana e eu começamos a nos entender. Típico do Tyler tentar foder minha vida o tempo todo!

Depois ele não sabe porque o odeio...

– Quanto mais melhor! — Amy diz, já visivelmente alta.

– Quem é que te convidou, Tyler? — Ele me ignora com um gesto de mão.

Puxo Diana dos braços do homem anabolizante e vou para uma poltrona espaçosa, como o que Amy e Patrick dividem.

Sento-me e a puxo para meu colo.

Dou uma segunda olhada para o maldito Tyler. Ele tem o topete todo trabalhado e usa calças apertadas e jaqueta de couro. Sua crise fashion foi se embora. Está em seu melhor estilo “diva problemática”, e pelo jeito a vítima sou eu hoje.

Benefício da dúvida minha bunda!

– Oi bonitona! — Vince acena do seu lugar para Diana.

– Oi, bom te ver. — Diz cheia de simpatia, mas aposto que está se lembrando do beijo molhado que ele deu na bochecha e desejando que ele fique bem longe.

– Hey, Diana! Está linda.– Tom ergue sua cerveja em cumprimento. — Theo!

Ela o agradece. E isso só acrescenta mais a pilha que estou prestes a queimar...

– E aí. — Respondo secamente.

A puxo mais perto, com os braços bem firmes em sua cintura. Não a solto nem mesmo quando Jane se aproxima e me beija na testa.

– Eu sinto muito. — Minha irmã sussurra.– Não imaginava que ele iria aprontar essa.

– Peter, esse adorável moço simpático... – Tyler começa, apontando para mim. — É o dono da casa. Mas não ligue para esse humor infernal, ele é assim o tempo todo!

Especialmente quando sou obrigado a conviver com quem não suporto!

– E esse jogo, começa ou não? — Vince reclama.

– Eles estão apresentando as equipes, ta cego? — Amy aponta para a TV ligada, onde os times estão em campo e cada vez que o narrador chama um nome, a câmera foca nele.

– Não sabia que o campeonato tinha começado. — O homem anabolizante comenta.

Ele senta no sofá perto da nossa poltrona.

– Não começou. — Amy prontamente o responde. — É amistoso, estão mostrando as novas estrelas da temporada.

– Isso é futebol americano? — Ele pergunta e solto um bufo.

Há vários caras com bastões e ele pergunta se é futebol americano? De onde esse cara saiu?

– Baseball... — Amy responde entre um riso. — Será que você não é muito fã de esportes?

– Não desse pelo menos. Ou futebol, como percebeu. Eu gosto de basquete e hóquei.

Por que veio aqui, então, animal?

Diana está tão quieta que começo a me preocupar que ela esteja chateada com meu comportamento. A empurro gentilmente para ficar em pé e me aperto de um lado, para que ela sente ao meu lado, mas ela não faz isso.

Seus olhos estão tão cheios de preocupação que me sinto mal por estar agindo tão possessivamente. Ela senta em meu joelho e descansa a cabeça em meu ombro.

– Você está chateado comigo?– Sussurra em meu ouvido.

– Nunca, amor. Estou bem. — Acaricio seu rosto, sentindo a pele lisa. Isso me acalma. — E você?

Ela nega e espalma a mão em meu peito, me fazendo relaxar aos poucos. Então ficamos em silêncio enquanto Vince começa a falar sobre o preço que os times pagaram por seus novos jogadores. Tom logo entra na conversa, embora não muito animado. Aposto que brigou com Amy quando chegou. Eles sempre começam alguma merda quando nos reunimos. Patrick fica do lado dela, o que irrita o Tom, que briga com ele também e acaba todo mundo de cara feia. É sempre a mesma coisa!

Quando finalmente começa o jogo, me vejo sussurrando explicações de como funciona para Diana, que não tira os olhos da TV.

Vince, como sempre, é o mais animado. Ele grita palavrões e torce como se estivesse em final de campeonato. Acho que ele é que salva a noite no fim das contas.

Tyler se retira algumas vezes da sala, voltando com uma garrafa nova de vinho a cada viagem à cozinha. Diana acaba aceitando uma taça, que logo vira duas.

O clima não é tão tenso quanto no começo da noite, até porque Jane e Tyler estão bem soltos depois de beber. E Amy... Bem, acho que ela já estava bêbada antes do jogo começar. Patrick, para meu alívio, não bebeu nada além de água.

É difícil quando ele resolve encher a cara. Sóbrio, é um cara bem legal e responsável, mas bêbado... Seu último grande porre, antes da ilha, o levou para o hospital. Ele saltou na baia de São Francisco e se não fosse por motoristas o avistarem, ele poderia estar morto. Diz ele que estava chapado e zoando. Tom acha que ele sabia exatamente o que estava fazendo... Então, quando ele começa a beber, todos nós acabamos ficando em alerta. Até que ele perceba que beber é um problema, estamos de mãos atadas para ajudá-lo.

Pelo menos é o que Tom diz...

– Acabou a cerveja! — Amy resmunga.

– Eu pego – Diana se oferece, se levantando e esticando o corpo. E não perco o homem anabolizante secando seu corpo, mas como ela está virada para mim, não vê.

Quando ela sai da sala, o cara se inclina para meu lado.

– Vocês são um casal? — Me pergunta.

– Só amigos! — Tyler se mete.

– Estamos namorando. — Digo, lançando um olhar mortal para o amigo da onça da Diana.

– Bacana. Ela está feliz, eu vejo isso, e fico muito contente. Diana sempre foi muito fechada com seus sentimentos. Ela parece diferente agora, de uma forma ótima.

Registro suas palavras.

Filho da puta!

Talvez ele esteja tentado ser simpático, mas tudo que consigo ouvir é “Eu a conheço a mais tempo que você, eu sei como ela é!”

– É o que acontece quando deixa um cara entrar, certo?

Ele pisca atordoado, entendo o duplo sentido da minha frase.

– Com licença.

Me levanto e vou para a cozinha, encontrando Diana curvada na frente da geladeira, pegando o último fardo de cerveja.

E quer saber? Já deu dessa merda, por hoje!

Quando ela fecha a porta, se assusta comigo atrás dela. Tomo o fardo de sua mão e a puxo para a área de serviço, trancando a porta.

– Você está bem? — Me pergunta.

Deixo a cerveja em uma prateleira e a encurralo contra a máquina de lavar, a levantando em seguida e a sentando ali.

– Eu não gosto do Tyler nesse momento. — Digo.

Ela suspira

– Acho que nem eu.

– E odeio Peter, o homem anabolizante!

Ela me olha surpresa e então começa a rir.

– Promete que nunca vai ficar daquele jeito? — Pergunta entre risos. — É um pouco... Intimidante.

Seguro sua nuca com força, enfiando meus dedos nos seus cabelos. Ela suspira alto, segurando minha camisa com força. Enrola as pernas em minha cintura me puxando para perto e esse é, provavelmente, sua forma de dar início a alguma coisa. Não é do jeito que eu queria, mas estou feliz.

– Eu prometo. — Digo a ela. — Sem anabolizantes e sem gorduras.

Ela sorri e essa é a deixa. Tomo seus lábios, provando o gosto do vinho que bebeu antes. Ela não está bêbada, mas percebo que o álcool já começou a derrubar as inibições.

Nosso beijo é intenso. Cheio de mãos exploratórias e suspiros desejosos. E o controle? Ele foi para o espaço!

Me separo dela, baixando-a da máquina e erguendo seu vestido. Baixo a meia-calça e calcinha e então a volto para cima. Ela reclama quando sua pele encontra a superfície fria. Seus dedos se enroscam em meu cabelo e ela me puxa para sua boca.

Eu mal encostei nela e estou prestes a gozar, como um adolescente sem controle. Chega de dar tempo. Ser cavalheiro...? Nunca mais, inferno! Isso vai matar nós dois!

Levo a mão para o meio de suas coxas e gemo em sua boca quando a encontro ensopada. Deslizo dois dedos dentro dela, que entram tão facilmente...

Não voltamos a falar. Eu a fodo com os dedos, desesperado, enquanto nossas bocas continuam o beijo desesperado. Ficou muito surpreso, e feliz, quando suas mãos delicadas encontram o cós da minha calça. Ela solta o botão e desliza a mão para dentro da minha calça, alcança minha ereção. O primeiro toque é inseguro, essa é, provavelmente, a primeira vez que ela toca em um pênis. Quando começo a gemer e me esfregar em suas mãos, isso parece servir como uma indicação e ela fecha a mão em volta do meu comprimento, subindo e descendo. Primeiro em ritmo lento e então aumenta, acompanhando meus dedos entrando e saindo dela.

Eu sou o primeiro a cair. Não consigo me segurar e gozo em sua mão delicada. Ela não me acompanha, então tiro os dedos dela, que reclama, e afasto sua mão de dentro de minha calça, as guiando para os lados da máquina.

– Segura linda... — Minha voz sai rouca, irreconhecível.

Caio de joelho, espalhando suas pernas e acariciando seu clitóris, primeiro com o dedo e então com minha língua. Aí ela alcança o orgasmo, gemendo alto e tampando a boca com sua mão, para abafar o som.

Continuo chupando-a, até que ela começa a se contorcer, se afastando do meu toque. Então me levanto e a beijo, a pegando completamente de surpresa. E no entanto, ela não se separa, para me pedir para escovar os dentes.

Diana corresponde o beijo, puxando meus cabelos com força. Provavelmente arrancou alguns no processo.

– Eu preciso de mais...– Sussurro entre os beijos.

– Eu também... — Ela me responde, voltando a descer as mãos para minha calça, mas somos interrompidos pela maçaneta da porta virando. Gelo por um momento, até me lembrar que tranquei a porra da porta. E então lembrar, outra vez, que tem uma cópia da chave em cima da geladeira...

– Está trancado. — A voz abafada de Patrick diz do outro lado.

– Cadê eles? — E esse é Tyler...

– Merda! Vamos, linda.

Dou um selinho em seus lábios e a desço da máquina. Fecho minha calça, mantendo uma barraca armada, e então a ajudo ajeitar sua roupa. Ela lava a mão desajeitadamente no tanque. Pego o fardo de cerveja e saio com ela para o corredor que dá no elevador de serviço e escada de emergência. Quando começamos a descer a escada, escuto a porta da lavanderia ser destrancada.

– Será que eles ouviram?– Ela diz baixinho, finalmente se dando conta do que fizemos, e onde fizemos.

– Não se preocupe, você estava bem controlada.

Mentira! Ela até tentou segurar os gritos, tampando a boca, mas na minha opinião, não funcionou.

Consigo dar a volta pelas escadas e entro no corredor principal, no andar da Amy, e espero pelo elevador. Quando ele chega, entramos e arrumo seu cabelo.

Paramos no meu andar. Troco um sorriso cúmplice com ela e então abro a porta do meu apartamento com o meu código de segurança, já que estou sem chave.

Assim que entramos, Patrick e Tyler saem da cozinha com o homem anabolizante atrás.

– Aí estão eles! — Tyler reclama. — Onde é que foram?

Ele cruza os braços, irritado.

– Tinha acabado a cerveja. — Levanto o fardo, entregando para Patrick, que morde o lábio para não rir. Eu sei que ele a ouviu...

– Foram lá fora sem blusa?

Abraço Diana, escondendo minha ereção com seu corpo e escondendo seu rosto corado e lábios inchados em meu peito.

– Já ouviu falar em carro?

Ele revira os olhos e volta para sala com o Peter o seguindo.

– Eu preciso me limpar.– Ela sussurra e a escolto para meu quarto. É difícil não atacá-la de novo e terminar o que comecei. Nós ainda temos assuntos inacabados. Mas a deixo usar o banheiro em paz e quando ela sai, um pouco mais composta, eu entro e escovo os dentes, para não dar nenhum motivo para ela fugir. Depois tiro o jeans e me limpo, colocando cueca e uma calça nova.

Nos descemos, ainda frustrados, mas mais controlados. Embora o brilho nos olhos dela estejam tão cheios de luz, e as bochechas tão coradas, e os lábios inchados não ajudam... Ela está muito sexy. Fodidamente mais gostosa do que antes.

Entramos na sala, o jogo está nos minutos finais e com exceção de Tyler, todo mundo parece distraído com isso.

– Vem aqui, anjo. — Ele puxa Diana para sentar entre ele e Jane. Não é bom, mas é melhor que sentar diretamente ao lado do Anabolizante ambulante.

Tyler tem uma taça de vinho para Diana. Ela aceita e toma a bebida. Se distrai conversando com minha irmã e o traíra, mas seus olhos viajam constantemente para onde estou. Me estudando. Estou praticamente fazendo contagem regressiva para o fim do jogo e quando finalmente acaba, só quero expulsar todo mundo. Mas os malditos têm outra ideia.

– Hora do bolo! — Patrick anuncia. Quase esqueci que ainda tinha isso. E olha que fui eu que o encomendei.

– Vamos para cozinha. — Amy diz, toda alegre e Patrick a pega no colo, a fazendo dar um gritinho tão feminino que nem mesmo combina com ela.

Thomas parece estar em seu pior humor hoje, então nem tento puxar papo. Espero minha namorada sair da sala e a enlaço pela cintura, depositando um beijo em seu pescoço. Ela me acompanha para cozinha, para os parabéns. Não deixo de perceber que sua taça está cheia de novo e lanço um olhar feio para Tyler.

***

Depois dos malditos parabéns, de cada um pegar seu pedaço de bolo, e reclamar da minha escolha de sabores, ninguém se mexe para ir embora. E é muito enervante isso.

Vince me distrai com perguntas sobre o apartamento e os planos para decoração. Peter parece genuinamente interessado nisso e entra na conversa e por algum tempo, perco Diana de vista.

Thomas é o primeiro a dizer que vai embora, depois de quase duas horas do fim do jogo. Sou grato por isso, porque Vince diz que vai aproveitar para pegar carona. Patrick diz em seguida que vai colocar uma Amy muito bêbada na cama. E Tyler... Não sei onde ele está. E nem Jane. Ou Diana.

Deixo Peter com os outros que recolhem suas coisas e começo a procurar os outros três. Não demoro a encontrá-los. Estão no meu quarto, com duas garrafas de vinho. Um pela metade e a outra vazia. Diana está deitada no colchão, seus saltos na porta e a meia calça pela metade.

Jane ri histericamente e tenta tirar dela a meia calça.

– Mas que inferno vocês estão fazendo?

– Ops! — Minha irmã se assusta. — Ajudando Diana a se preparar para a cama.

– Um Ménage à tróis!– Grita Ty.

Não duvido nada que ele seja capaz de tentar algo assim com a minha irmã e minha namorada, ainda mais com todos visivelmente bêbados.

– Estão todos indo para casa, hora de aproveitar seu amiguinho bombado, Tyler, e pedir carona. Suma! — Ele se deita ao lado de uma Diana sonolenta e sussurra alguma coisa para ela que sorri.

– Tyler?

– Inferno de homem chato!

Ajudo minha irmã a levantar e a levo para baixo, seguido por Tyler.

– Peter, será que pode deixá-los em casa?

– Claro. — Ele diz prontamente.

Eu não o vi bebendo mais que uma cerveja então o considero sóbrio o suficiente para a tarefa.

– Onde está Diana? Não dei tchau.

Irritante!

– Dormindo.

– Esperando para transar! — Tyler grita.

Quem dera fosse isso, mas o babaca estragou isso ao embebedá-la.

– Eu digo que vocês disseram tchau. — Falo, quase expulsando eles. E quando o último convidado deixa minha casa, levo o punho ar, em comemoração. Então me junto a minha garota, que não apenas não está dormindo, como está totalmente nua no colchão, me olhando com um fogo muito acesso em evidência.

– Theo...– Ela amassa os seios com as mãos. - Eu quero você...

Eu a vejo sentar no colchão e se virar, mostrando aquele traseiro gostoso.

– Theo... – Ela chama de novo, com a voz rouca. — Fode minha bunda...

Fico totalmente sem reação. Meu pênis agindo por conta, ficando tão duro a ponto de causar dor.

Inferno de noite! Por que é que ela tinha que beber tanto? Eu nunca poderia a tocar nesse estado. Seria como abusar dela.

– Será que foi o Tyler que sugeriu isso? — Pergunto, com os olhos vidrados em sua bela bunda.

– Aham! — Diz sorrindo. — Excelente ideia, não?

Fico em silêncio, respirando com dificuldade e lutando muito para não me perder.

– Você vai? — Pergunta, virando seu rosto para me olhar.

– Querida, eu adoraria fazer isso. Mas não assim.

Me junto a ela no colchão, a pegando e depositando em meu colo, passando meus braços firmemente ao seu redor e a limitando.

– Você está feliz em me ver... — Ela ri alto e mói sua bunda em meu colo, arrancando gemidos desesperados de mim.

– Sempre, amor... — As palavras saem cheias de dor.

– Então me fode, Theo! Duro!

Suspiro muito irritado com o fim da noite.

– Tyler, seu filho da puta! – Sussurro para mim mesmo.

Notas finais
Diana libera o lado devassa quando bebe ! #ClarkApoiaDianaDevassa! E só para atiçar vocês, o nome do próximo capítulo é: O troco... Erá que Theo deixou seu lado conde de Monte Cristo assumir de vez? XD Bj bjs