À Sombra da Justiça

11 Jogo em Andamento


Notas iniciais
Pessoal, voltei!! Desta vez com um cap longo... Enjoy.

Universidade de Eton, Inglaterra. 23 de Maio de 1894.

Esther pagava minuciosamente o quadro-negro, sem se importar com o que estava escrito.

LUGAR DE MULHER É NA COZINHA

Enquanto apagava, ela fechava os olhos, tentando ser fria. Queria se espelhar no homem com quem agora compartilhava uma vida e que era especialista nisto. Neste tempo que morava com ele, involuntariamente ela aprendeu uma coisa. Inclusive a detectar um criminoso. Nesse caso, o aluno que escreveu aquela ofensa na sala.

Era uma turma pequena, de dez alunos, todos sentados na sala. Ficou de frente a todos eles, por cerca de quinze segundos, com o quadro já completamente apagado, e com um sorriso falso desenhado no rosto, ignorando o que tinha acontecido. Parecia calma, mas fervia por dentro.

Sim, todos estavam com os dedos limpos de giz, mas apenas James Stewart, quem ela já tinha apelidado internamente de “faz-motim” tinha a o cotovelo manga direita levemente suja com giz. Ele apoiou-o contra o quadro para escrever. Logo...

Ela deu a aula normalmente, e ao final da aula, quando todos se levantavam, Esther o chamou para uma conversa em particular.

–Acha mesmo que o meu lugar é na cozinha, Mr. Stewart?

Stewart era desafiador, e não perdia a imponência, mesmo quando descoberto. Daria mais um político.

–Se quer saber o penso, Mrs. Sigerson, eu acho que sim.

–O senhor, penso eu, pretende ser político...

–Meu pai integra a Câmara, e sim, eu penso em seguir seus passos. Sinto que tenho aptidão para a Política.

–Acho que o senhor já começou mal nesse ramo, Mr. Stewart. O senhor deveria ser menos tolo e mais respeitoso com as pessoas. Afinal, por trás de todo homem, há uma mulher. Não sei se meu marido ficaria satisfeito em saber o que o senhor pensa a respeito de mim, e penso que se soubesse, jamais seria seu eleitor.

–Votos de homens como o seu marido eu não faço questão.

–Na política não se faz questão de votos. Um voto é um voto. Foi por causa de dois votos que Abraham Lincoln conseguiu abolir a Escravidão nos EUA.

–Um homem que deixa a mulher trabalhar rodeada de homens não é um homem de verdade. Se fosse, teria te dado uma lição há muito tempo, para coloca-la no seu lugar.

–E que tipo de lição seria essa? O tronco? Cinquenta chibatadas?

–A senhora está debochando de mim, Mrs. Sigerson?

–Não, imagine se faria uma coisa dessas... Apenas irei colocar as cartas na mesa, Mr. Stewart, como na Política que tanto você aprecia... O senhor quer me ver fora desta Universidade, por achar que eu não tenho capacidade simplesmente porque nasci mulher. Pois bem. Estou apenas te avisando que não irei ceder. Será difícil, se não impossível, me tirar daqui.

–É o que veremos. – disse Stewart, saindo de sala.

Mas que desaforado, pensou Esther, enquanto o rapaz saía de sala.

Holmes, como eu preciso de você.

oooooooooo

Desde cedo, Holes percorria as ruas do LyonTown, uma espécie de subúrbio composto por duas ruas e habitados por uns miseráveis do interior que vieram tentar sua sorte na Metróploe – sem muito sucesso. Lisbeth era uma dessas pessoas. Mulher sozinha, sem familiares, completamente a mercê da sorte e de maus-intencionados, assim foi o retrato obtido por Holmes e Reid.

Holmes não estava nada satisfeito de atuar ao lado do Inspetor da Yard, mas não teve escolha. Estava esperando que o inspetor seguisse uma linha de raciocínio diferente – com toda a certeza, equivocada – mas o inspetor chegou às mesmas conclusões deHolmes quanto aos rumos que a investigação deveria seguir. Não havia jeito senão tolerar a presença um do outro.

A linha de investigação seguida por ambos apontava para Lisbeth como fio condutor da investigação. De todas as vítimas, Lisbeth era a que possuía um perfil mais conflitante e encrenqueiro: participante de greves, com conexões a um partido de esquerda clandestino e distante de sesr uma moça recatada como as demais vítimas.

Após uma entrevista com gente dos mais variados tipos de pessoas, Reid decidiu convidar Holmes para uma cerveja em um pub, o mesmo que a jovem Lisbeth costumava frequentar depois do expediente. Embora jamais se simpatizasse com esse tipo de ambiente, Holmes acabou por aceitar. Sabe-se que tipo de gente ele poderia avistar, além de se mostrar uma boa possibilidade para conhecer o terreno os frequentadores. Essa era também a mesma intenção de Reid, além de conhecer melhor seu oponente profissional. A relação entre ambos tinha melhorado, tendo em vista os problemas do passado, mas ambos ainda se detestavam.

O almoço no pub não rendeu muito. Havia um grupo de irlandeses tocando canções de sua terra natal, operários e mulheres com más inteções. Nem memso uma conversa com o estalajadeiro rendeu. Era um rapaz, que estava substituindo seu pai, e ele mal conhecia Lisbeth.

Na saída, já em torno de uma da tarde, Holmes e Reid estavam preste s a retornar às investigações quando de repente, Reid avistou algo que pareceu-lhe desagradar de imediato.

Era uma cena comum na hora do almoço e do jantar. Um grupo de caridade, na calçada, oferecendo sopa aos mendingos e necessitados. Entretanto, havia uma pessoa ali cuja presença desagradava Reid.

–Mr. Reid, para onde o senhor...? – Holmes se atreveu ainda a perguntar, mas o inspetor estava possesso demais para lhe dar ouvidos. Caminhando a passos rápidos, ele se aproximou da tenda, onde havia duas senhoras de idade e uma jovem.

Não era nem necessário ser um detetive para saber quem era.

–Norah Celly Reid, o que está fazendo aqui?

–É Norah Celly Rosewood, senhor Inspetor. – ela disse, terminando de servir um dos mendigos.

–Continua sendo Mrs. Reid, aos olhos da Lei Britânica.

Norah sse indignou. – Se o senhor diz, Mr. Reid, quem sou eu para dizer que não? Afinal este é o seu departamento, a sua vida...

Reid suspirou. – Norah, este lugar é perigoso, e você deve...

–O quê? Sair? Oh, mas é claro. Estava demorando a vir suas ordens.

–Estou dizendo isso para o seu bem... Estou em uma investigação policial e...

Norah arregalou seus olhos. – Uma investigação? Aqui? Se há algo que ao menos pude aprender em meu breve casamento com o senhor, Mr. Reid, é que a sua amada Divisão H só cuida da área de Whitechapel. E eu sei o bastante de geografia para dizer que não estou na sua maldita área... Aliás, quem é responsável por esta área? Hum, não é o Inspetor Kane...?

–Norah... – pedia Reid, sabendo onde ela queria chegar.

–Ah, lembrei-me do Inspetor Kane. Não era aquele homem que você derrotou na final do torneio de boxe da Scotland Yard? Tenho certeza de que ele jamais se esqueceu do seu gancho... Quantos dentes ele perdeu na época mesmo? Hum, não me lembro... O curioso é que eu o vi passar por aqui tem uns quinze minutos. Tenho certeza de que ele ficará muito feliz em saber que está investigando em uma área que não é de sua jurisidição. Ou melhor, na área dele.

Holmes observava a tudo com interesse. Que mulher ardilosa.

Parece que nós, homens da Lei e da Investigação Criminal, estamos fadados a nos tornar presos à elas. Que triste destino o nosso.

–Tsc tsc... Investigar um crime fora de sua área e não reportar nada ao seu colega de trabalho, que feio, Mr. Reid... Isso não será nada bom para sua promoção, não é, Inspetor?

–Norah, por favor... – Reid mudara o tom, temeroso que as ameaças que Norah lhe fazia se concretizasse.

–Agora, me deixe em paz. O senhor está atrapalhando a fila. – ela decretou, expulsando imediatamente o inspetor.

Holmes ainda se encontrava atônito com a ousadia da moça, que lhe lembrava muito Esther neste departamento. Aliás, isso lhe fez lembrar também o imenso problema que estava em sua casa, e que ele, sentindo-se um perfeito covarde, não queria enfrentar.

–Nós nos casamos durante o caso de Jack. Foi o maior erro da minha vida não ter adiado o casamento. – disse Reid, quando voltava para a delegacia de Whitechapel no mesmo cabriolé que Holmes. Holmes não lhe pediu, mas o inspetor resolveu desabafar assim mesmo. – Tinha acabado de ocorrer a segunda morte e eu achava que fossem casos isolados. Apenas o tempo me mostrou que eu estava errado. Comecei a ficar distante, frio... Dias e noites fora de casa nos primeiros dias de casamento, sem dar notícias. No início ela compreendeu, claro, embora eu soubesse que estava magoada por minha dedicação excessiva, minha falta de notícias. Mas conforme o tempo passava, eu quis controla-la. Impedia-a de sair, ir à Igreja, mesmo de ir visitar os seus pais. Ela não gostava disso. Sempre foi uma mulher livre, independente até demais para o meu gosto. E para completar, Norah queria um filho. Eu jamais gostei de crianças, não via necessidade de ter uma. Nasci em uma família numerosa, de sete irmãos. Não consigo me ver como um pai e não queria isso para mim. Só queria que fôssemos eu e ela, mas Norah não entendia. Isso foi a gota d’água. Ela me deixou com alguns meses de casado. Só não fiquei triste, arrasado, porque estava ocupado demais com Jack. Agora, toda vez que nos encontramos, acontece isso. Sinto que o amor que ela sentia se transformou em ódio. E o senhor, Mr. Holmes?

–Huh?

–Sei o que dizem as histórias, mas será mesmo verdade? O senhor jamais amou alguém?

Holmes se mexeu lentamente no assento, tentando disfarçar seu desconforto. Ora, fale. O homem revelou quase a vida dele toda, é o mínimo que tens a fazer. Dra uma satisfação e responder à pergunta.

–Não. Evitei as emoções mais ternas porque prezo minhas faculdades lógicas, Mr. Reid. – ele disse a resposta de praxe. Uma grande mentira inventada por Watson.

Nenhum deles disse qualquer coisa no cabriolé.

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Baker Street, Londres. 24 de Maio de 1894.

Dentro de uma banheira, Holmes emergiu outra vez.

Fazia quase duas semanas que ele não via Esther, e no fundo, ele não queria vê-la. Ela estava, evidentemente, grávida de Watson, embora ainda não soubesse disso. Ele não seria o mensageiro disso. Ela que soubesse por seus próprios meios. Talvez ele tenha sido precipitado em se casar com ela. Certamente o casamento com Esther teria sido mais benéfico a Watson, este sim com aptidões para a vida de casado, o marido perfeito e certamente pai perfeito também. Um filho... Imagine quantos não adorariam ter a possibilidade de quebrar o pescoço do herdeiro de Sherlock Holmes... Certamente todo o submundo de Londres, e mais um bom quantitativo da escória da Europa. Não. Ele, Sherlock Holmes, não tinha nem vocação, nem possibilidade em ter um filho ou uma esposa. Ele não era egoísta a ponto de colocar uma mulher de vida tão sofrida e uma criança inocente na linha de fogo.

Holmes bufou, impaciente com o rumo de seus pensamentos. Saiu da meditação da banheira e decidiu voltar a pensar no caso que Lestrade lhe entregara recentemente.

A primeira a ser morta chamava-se Catherine Bryant e trabalhava em Windsor como arrumadeira, foi encontrada em Covent Gardem. A segunda ainda não foi identificada, encontrada há dois dias em Whitechapel. A terceira foi encontrada esta madrugada, chama-se Judy Adams e trabalhava em Chelsea.

Tinha feito, nos últimos dias, uma busca pelo histórico das moças.

Catherine Bryant era descendente de irlandeses. Era uma moça extremamente religiosa e pacata, de modo que não tinha namorado. Ela tinha uma mãe, que morava em East End, que visitava pouco devido à sua rotina atribulada em Windsor. Holmes entrou em seu quarto, apesar da relutância de seu patrão. Vasculhou rapidamente seus pertences, bem escassos e de baixo valor. Ao abrir uma das gavetas, ele encontrou uma passagem de navio para a Irlanda. Imediatamente, imaginou que a pobre moça estivesse reunindo dinheiro para voltar à sua terra natal, depois das poucas oportunidades na Inglaterra. Mas não houve tempo para isso.

Mary Lisbeth era o oposto da primeira vítima. Morava em Devonshire, em um beco, e era reconhecidamente espevitada, trabalhando em uma fábrica de sabão. Com um histórico de greves e uma passagem por um partido clandestino. Holmes percebeu o estado atribulado de seu patrão diante de perguntas mais pessoais. Certamente, ambos tinham sido amantes, mas Holmes sabia que isso não o colocava como suspeito. Ele soube que a moça costumava sair em suas folgas para beber em um pub. Também em East End.

Judy Adams era uma espécie de meio-termo. Era uma moça faladeira, mas honesta. Não tinha família, mas estava noiva de um imigrante italiano chamado Gianfranco Guarcola, que ganhava a vida como pintor. Gianfranco tinha residência em Londres, mas o único endereço que Holmes conseguiu encontra-lo foi em um reduto de artistas. No East End.

Realmente, o East End era a única ligação entre as vitimas. Qualquer uma delas tinha motivos para estar lá. Fora isso, Holmes não conseguia enxergar qualquer amizade ou atividade em comum. Inevitavelmente, Holmes teria de voltar àquele mesmo buraco, que estivera submerso há pouco tempo atrás, mergulhando nas entranhas de um dos maiores locais de perdição de Londres.

Holmes estava sentado sobre o sofá, fumando, quando Mrs. Hudson entrou em seus aposentos.

–Mr. Holmes, acabou de chegar no correio da tarde. – disse a pobre senhora, entregando a Holmes um bilhete.

VENHA AO MEU CONSULTÓRIO AGORA. HÁ ALGO AQUI QUE IRÁ INTERESSÁ-LO. JW

Holmes pegou um cabriolé até o consultório de seu amigo, enfrentando aquela tarde chuvosa, quase negra. Ao descer, imediatamente foi recebido pelo amigo, que parecia ansioso.

–Oh, Holmes! Vamos, entre. Há alguém que quero apresenta-lo.

–Holmes, está é Miss Jones. Ela estava em East End quando foi atacada por um homem. Pelo seu depoimento, suspeito que tenha sido o mesmo que atacou aquelas pobres mulheres, em East End.

Ainda aturdido com a presença da jovem ali, no entanto mais calmo ao perceber que não era a moça, ele passou a raciocinar, sendo espreitado pela moça.

–Certo, Miss Jones...

–Pode me chamar de June. – disse a moça, em um tom vulgar.

–Miss Jones, você poderia me contar sua história desde o princípio? Conte-me tudo, não esconda nenhum detalhe. – disse Holmes, com pressa, ignorando o pedido da moça.

–Bem, eu tinha acabado de atender um cliente e estava voltando para o ponto quando um homem me agarrou pelo braço e me levou para um beco afastado. Ele pôs sua mão sobre minha coxa e disse que iria me matar lentamente.

–Como ele era?

–Normal.

Holmes fechou os olhos, com impaciência.

–Detalhes.

–Ah, nem muito alto e nem muito baixo e...

–Nariz, cabelo, olhos...?

–Ele usava um chapéu e tentou me agarrar em uma rua muito escura em Whitechapel. Não deu pra perceber muito bem. Então, o Dr. Watson – disse a moça, virando os olhos para Watson – apareceu e o homem fugiu.

–Eu tentei alcança-lo, mas... Este tempo chuvoso não anda fazendo bem à minha perna e...

Holmes concordou com a cabeça, reconhecendo a limitação de seu amigo. A moça continuou.

–Ele deixou cair uma faca.

Holmes pareceu motivado. Watson dirigiu-se até uma mesa e mostrou o objeto a Holmes.

–Hum... Poderá me dizer alguma coisa. Bem, Miss Jones. A senhorita teve muita sorte, eu diria. Dificilmente alguém no reduto de Whitechapel iria resgatá-la de um ataque.

Holmes lembrou-se do episódio de sua vida como John Sigerson, quando resgatou a prostituta Rose Willians das mãos de um calhorda e do quanto a mulher ficara grata. Tão grata que me levou para cama, tremeu Holmes com a lembrança.

–Eu reconheço isto, senhor. E... Sou capaz de qualquer coisa para demonstrar minha gratidão pelo gesto do dotô. – ela disse, com a voz melosa, deixando Watson derretendo-se. Holmes cortou o clima, pigarreando.

–Entendo, mas somos cavalheiros o bastante para recusar. Nada fizemos além de nossa obrigação, como bons súditos da Rainha, em ajudar uma pobre indefesa. – respondeu Watson, rapidamente. A moça suspirou.

–Bem, eu espero, Mr. Holmes, que o sinhô pegue esse bandido miserável. Deixei de faturar o bastante esta noite e ainda não me recuperei do susto. – disse a moça, levantando-se e caminhando até a porta. – Obrigada por tudo, senhores.

Quando a porta se fechou, Holmes virou-se para um Watson, que parecia um tanto frustrado pela recusa da proposta.

–Watson... – perguntou Holmes, tentando esquecer sua impaciência. – Posso saber como conseguiu resgatar essa pobre senhorita? Afinal, ela foi atacada próxima a um ponto de prostituição e...

Watson parecia sem jeito.

–Holmes...

–Oh, não precisa se justificar, meu amigo. Eu já entendi. Você alimenta suas necessidades carnais em locais como Whitechapel, não é?

–Necessidades carnais?! – Watson sentia vontade de rir da maneira formal, quase científica, que Holmes se referia à assuntos daquela natureza. – Francamente, meu caro...

–De todo modo, meu caro amigo, eu agradeço que tenha interrompido sua pequena diversão para ajudar esta pobre desvalida e trazê-la à minha presença. Ela teve sorte de escapar, mas não tenho certeza se todas as moças frequentadoras do East End poderão contar com sua disponibilidade.

–Então, vejo que encontrou um padrão...

Holmes tentou disfarçar. Ainda não havia certeza se era mesmo Jack quem estava por trás dos assassinatos.

–Sim, eu acredito que o padrão do assassino está em East End.

–Não seria na profissão das vítimas? Afinal não seria a primeira vez que prostitutas são atacadas...

–Não Watson. Uma delas era uma operária.

–Se bem que... East End...

Watson suspirou pesadamente.

–Você sabe o que isso quer dizer, Holmes? East End?

Holmes negativou rapidamente. Oh, Watson, você está ficando esperto demais para o meu gosto. – De forma alguma, Watson. O Modus Operandi não é o mesmo que o dele.

–Ainda assim, Holmes... Já imaginou o impacto que este caso trará à cidade? Lembra-se do caos e do terror que se instalou? Do medo estampado no rosto das pessoas, e da sensação de impunidade...

Holmes baixou a cabeça, consternado.

–Naquela época, Watson, aquele Jack teve a sorte de não me encontrar por aqui. Mas seja quem for que estiver cometendo esses assassinatos, pode se assegurar, Watson, eu serei implacável em retirá-lo das sombras e trazê-lo à Justiça.

Notas finais
ISSO AÍ, HOLMES!!! Gostei de ver!!! Holmes, Holmes... Veja só o que aconteceu com Reid, que ignorou a esposa dele... Não dê mole, senão o Bom Doutor vai assumir a dianteira, hein... Então, o que estão achando? No próximo cap, seremos apresentados a um persongem novo.... Aguardem...